Filhos
"Pais, mães e filhos que perdem suas funções na terra, não podem reclamar de serem demitidos no céu."
“Filhos, devemos ensiná-los bons princípios e acompanhar por algum tempo esse processo; depois deixar que eles próprios se governem. A vida que escolherem levar, complementará esse processo.
Pais, que nada do que anteriormente foi dito sirva para apreensão, senão consolo”
Ney P. Batista
Jun/03/2022
É muito comum, para a maioria dos pais, ouvir dos filhos: Eu já sou maior, não se preocupem, eu sei o que é bom para mim. Mas será que eles sabem realmente o que é “bom”?
Primeiro, “bom” do ponto de vista individual, quando se pensa apenas na satisfação de um desejo, é fácil de se entender. O difícil, para os pais, é ficar tranquilo, em paz, tendo dúvidas se esses filhos também estão enxergando outros pontos além desse.
Segundo, esse “bom” para verdadeiramente justificar e representar segurança precisa ter boas respostas para as seguintes considerações:
-O local onde se dará a satisfação desse desejo é de boa reputação? É seguro?
-Que tipo de pessoas frequentam esse lugar? Será que elas estão ali pelo mesmo desejo seu? Por exemplo “dançar um pouco” ou estão lá por outros desejos, como: embriagar-se, exibir-se para chamar a atenção ou provocação…
-Você não tem receio algum de que seus parentes e amigos saibam que você frequenta esse lugar?
-Já parou para pensar o que você pode perder de valor na sua vida, por consequência de estar nesse lugar, ou da sua condição ao sair dele?
-Por fim, será que não existe para você, algo “melhor” que esse “bom”?
Filhos, a verdade é que vocês só entenderão o que hoje para vocês é uma “chatice” dos seus pais, quando seus filhos começarem a fazer o mesmo que vocês fizeram…
Saibam também que - os que hoje não dão preocupação aos pais são os que aprenderam bastante ou que sofreram o bastante.
Que o SENHOR através do seu Espírito Santo os ajude a compreender tudo isso.
Ney Paula B.
Eu tenho um sonho...
Que no brasil (terra rica e maravilhosa), trate seus filhos com dignidade e respeito não por estarem doentes, mas por terem direito a saúde e tratamento como prevê nossa Constituição Federal...
Que o paciente ONCOLÓGICO, não necessite peregrinar e mendigar o tratamento de sua doença diante de um ESTADO que lhe nega e lhe abandona a própria sorte...
Que nossas autoridades dos PODERES EXECUTIVO e LEGISLATIVO, deixem de ver os pacientes de CÂNCER como meros integrantes de uma estatística comum e sejam vistos como cidadãos que vivem em um ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO que tem direito adquirido ao atendimento digno de saúde, a consulta com o especialista, ao tratamento minímo...
Que os pacientes nesta situação não tenha o seu direito marginalizado pela NAÇÃO, cerceado pelo ESTADO e renegado pelo MUNICÍPIO...
O meu sonho, é que não se repita a história de descaso (da qual fui vítima), de perseguição, de exclusão e o preconceito sofrido em função do tratamento (por plena ignorância do assunto)...
Que os amigos entendam a importância da demostração do amor, do companheirismo, do respeito e da necessidade de as vezes estarmos só (avaliação introspectiva) por alterações emocionais do tratamento, sem contudo sermos julgados e mal interpretados por alguns..
Que sejamos solidários sempre e não apenas motivados por uma doença...
Que um dia encontremos a CURA PARA O CÂNCER, para que não tenhamos tantas separações entre as famílias e continuemos a SONHAR por um mundo melhor, sem dor, sem sofrimento, sem separação e sem CÂNCER...
Mulheres e homens que um dia desejam ter filhos homens. POR FAVOR, eduquem suas crianças, que no futuro se tornarão adultos com seus próprios sonhos e planos e, possivelmente, irão desejar a bela responsabilidade de também formarem uma outra família, a serem pessoas que saibam respeitar as mulheres, independente de quem forem: mães, namoradas, filhas, esposa ou até meras desconhecidas, porque nenhum ser humano precisa "se dar ao respeito", mas sim. TODOS E TODAS merecem ser respeitados, amados, compreendidos, apoiados, acolhidos...
Sobretudo no que diz respeito aos pais e mães que educam filhos homens, não sejam machistas, nem omissos, ensinem sentimentos, ensinem gratidão, reconhecimento...ensinem o trato, no mínimo, humano com todas. Ensinem que gentileza, um pouco de doçura, empatia e senso humanitário com o outro, jamais os tornarão "menos homens"...muito pelo contrário, essas virtudes e a sensibilidade que desenvolvem, os tornam ainda mais homens, mais humanos, mais civilizados, mais admiráveis...e o contrário também é verdadeiro e cristalino como água: quanto mais hostil, indelicado no trato com as pessoas, insensíveis aos sentimentos e emoções alheias, orgulhosos e egoístas forem, menos hombridade terão.
Não sejam omissos, não se calem, conversem com seus filhos, os ensinem a amar os outros, os ensinem o verdadeiro sentido da palavra "amor" e o poder e dimensão deste sentimento... E também os lembre do estrago que a ausência dele pode fazer... E essas crianças se tornarão homens admiráveis, pais de família amorosos, ser humanos felizes e bem resolvidos emocionalmente.
A responsabilidade é grande, mas a omissão é trágica.
O quê esperar de uma década que ninguém se importa com filhas e filhos de imigrantes latino-americanos que seguem presos nos campos de concentração nos EUA e com o povo uyghur preso nos maiores campos de concentração da História do século XXI? A Humanidade não melhorou em nada.
Os asiáticos ensinam independência para os seus filhos muito cedo. Ainda bebês. Mais tarde um pouquinho as responsabilidades. Tornando crianças menos ansiosas e inseguras.
Pensei hoje nos meus três filhos e me deu vontade de escrever um livro sobre eles. Chorei ao lembrar desse meu desejo, os três filhos. Esses que nunca tive, esses que meu marido nunca quis me dar. Com exceção de um que já se foi. E dos dois que não nasceram. Pelo menos não nasceram de mim. Isso doeu porque hoje eu os teria comigo e a falta do André não seria tão difícil. sinto saudade dos meus três filhos.
