Ferrugem
relógio que nos mostra
a ferrugem em nossos pensamentos
sentimentos e atitudes
carcome até um sorriso amarelado
ou uma foto velha do passado
as memórias e lembranças
que por um motivo já se foram
antes enferrujassem os ferros do ditado:
"que quem com ferro fere, com ferro será ferido"
e deixemos de lado nossa ignorância
de pagar na mesma moeda
que ao meu ver
também anda enferrujada
não anda valendo nada
com esta atitude descabida
então lubrifiquemos
com as virtudes de Jesus
trabalhando sempre em prol do próximo
e de nossa melhoria espiritual
tiremos as ferrugens da alma e do coracao
só o amor deve nos devorar
da cabeça aos pés!!!
"Em Mateus 6.19,21, Jesus diz: 'Não ajunteis tesouros na terra, onde traça e ferrugem os consomem, e os ladrões invadem e roubam […] Porque onde estiver teu tesouro, aí estará também teu coração'. O que ele quis dizer? Todo mundo tem tesouros - coisas que estimamos, com as quais nos alegramos e que prezamos acima de tudo. Essas coisas também são chamados de ídolos, e entendê-los significa entender muito da hierarquia que trazemos na alma e do alicerce de nossa personalidade. Se nosso valor depende principalmente da aprovação dos amigos, ou da conta bancária ou de sermos sempre bem-sucedidos - isso tudo se transforma em tesouros. Mas Jesus deixa bem claro que somos pessoas inseguras demais se nos apegamos a essas coisas. Elas podem se acabar ou ser roubadas. Então, nossa vida desmorona."
FERRUGEM
Observai a beleza inconsistente do novo mundo, como olhos que derretem sob a luz que não pertence ao sol.
Rogai amor aos que sentem ódio por nunca terem conhecido um abraço caloroso na madrugada fria.
Observai, homem santo, teus pecados mais secretos diluídos no manto do teu pensamento, de tecido puído e fétido, usando falsas palavras como antídoto para frases nunca ditas a ouvidos mutilados.
Lembrai-vos, a esperança reina no coração dos homens de honra, e a bondade continua oculta, porém tão vivida quanto a fúria dos oceanos quando quer retomar o que é seu por direito.
Alma de ferro, felicitai-vos por não enferrujardes tuas vértebras e veias; sorri ainda que a lágrima de teus olhos envelheça tua carcaça, ainda que as lembranças sejam apenas horas que nem sequer existem.
Festejai, alma de ferro, pois o sol se foi, a escuridão veio e somente a proteção de Deus pode nos manter inteiros até a manhã obscura e incerta do dia seguinte.
O que te assola corrói por dentro,
como uma ferrugem silenciosa infiltrando-se na tua bondade,
devastando a essência, apagando a tua luz.
O que te consome por dentro
aperta tua alma, rouba o fôlego,
toma o espaço onde a vida deveria florescer.
Essa dor que pesa nos ombros
torna os passos mais difíceis,
estreita o caminho,
impedindo que a felicidade se revele.
Mas, ainda assim, tua ausência abriu trilhas que eu não queria percorrer,
e tua presença — quando finalmente chegou .
O Deva então faz sua última pergunta:
– O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro?
Buda respondeu:
– O benefício das boas ações.
Há um cansaço que não se cura com o sono, uma espécie de ferrugem silenciosa que começou nos meus ossos e agora dita o ritmo lento do meu sangue.
Viro os bolsos da alma e só encontro os restos de quem eu prometi ser, enquanto o silêncio da casa se torna um inquilino que não paga aluguel e ocupa todos os cômodos.
Escrevo para não ter que gritar contra as paredes, mas as palavras saem como estilhaços de um vidro que eu mesmo quebrei, cortando a garganta antes de ganharem o ar.
O tempo aqui dentro não corre, ele sangra, transformando cada lembrança num peso morto que eu insisto em carregar como se fosse um troféu ou uma condenação.
No fim, sobra apenas esse corpo que é um mapa de lugares onde ninguém mais quer morar, e a triste certeza de que a solidão é a única coisa que nunca me deixou pela metade.
A indolência é uma ferrugem que corrói o talento; a ação deliberada é o polimento que revela o brilho do caráter.
A indolência é o ferrugem do caráter; a diligência é o polimento que revela o brilho do seu valor pessoal.
“A ferrugem não destrói o ferro — ela consome silenciosamente quem esqueceu de proteger sua própria força. Até o que parecia inquebrável se curva quando o abandono vence.”
Quem vê apenas a ferrugem nunca compreenderá a coragem que existe em continuar de pé depois de tantos invernos
A ferrugem nunca foi o fim do aço; foi apenas a maneira que o tempo encontrou de escrever a sua história.
Isqueiro
A ferrugem o desfaz
O botão ainda não é utilizado
A enrugada mão o pressiona
O combustível queima
A rodinha de aço gira
O deus fogo surge
Depois...
restou apenas o eco das ausências,
um vazio que corrói como ferrugem.
Os encontros se despedaçaram,osolhares se perderam,
as mãos nunca mais se reconheceram.O depois é cruel,um abismo que engole lembranças,
um veneno lento que apaga até o que foi belo.E no fim,o depois não é futuro,
é só a ruína do que já não existe.
Os relógios há muito esqueceram como cantar.
Agora apenas moem a ferrugem dentro dos meus ossos,
enquanto cada amanhecer chega como uma dívida antiga
e cada entardecer dobra mais um ano sobre a minha pele.
A solidão não é um quarto.
É um ferreiro paciente,
forjando o silêncio em correntes,
ensinando o coração a envelhecer antes do corpo.
Acordo apenas para adiar o amanhã.
Toda promessa é riscada antes mesmo de respirar;
tornei-me um colecionador cuidadoso
de manhãs inacabadas.
Minha alma permanece pendurada sob o tempo
como um lampião abandonado,
cuja luz não se apaga de uma vez,
mas descasca lentamente,
como o ferro que aprende a aceitar a ferrugem.
As estações já não batem à minha janela.
Passam como estranhas
que um dia souberam o meu nome
e escolheram a misericórdia do esquecimento.
Se ainda existe esperança,
ela aprendeu a sussurrar de outro século.
Não consigo ouvi-la acima da lenta corrosão
das horas alimentando-se do meu peito.
E assim permaneço —
nem vivendo, nem morrendo,
apenas assistindo ao tempo oxidar, pacientemente,
os últimos cantos luminosos de uma alma solitária,
enquanto todas as noites
cancelo o amanhã com delicadeza,
como se o futuro fosse uma carta
que jamais tivesse sido escrita para mim
Lembre-se:é preferível morrer de uso a morrer de ferrugem. Saia e se gaste. No final, de qualquer maneira, é isso que vai acontecer.
