Fernando Pessoa Mudanca

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⁠Quem vende, se ajeita.
Quem não vende, se estreita.

⁠A Democracia é um projeto inacabado.

⁠"A existência não cabe em um tubo de ensaio, nem se dobra aos limites de um método científico."

⁠"O cientista duvida para descobrir; o cientificista crê que a ciência já é resposta para tudo."

⁠O CERTO não da ERRADO!
O ERRADO não da CERTO!

Inserida por jhonescah

⁠"Quem disse que é preciso ser bom em apenas uma coisa?
O sucesso não pertence apenas aos especialistas. Ele também sorri para os versáteis."

Inserida por robscheuer

⁠O Véu de Lete

Antes do alvorecer, fui tudo.
Rei e réptil, mãe e mártir,
ferro e flor.
Fui punhal e promessa,
fui incêndio e oração.
Mas ao nascer, bebi do rio.
E esqueci.

O nome da lâmina que me cortou.
O rosto da alma que me amou.
Os juramentos murmurados entre dentes
na última noite de outra vida.
Tudo se perdeu.
Como areia entre os dedos do tempo.

E no silêncio do não saber,
floresceu o saber maior.
Não o saber das lembranças,
mas o saber do instinto,
da escolha que pulsa sem porquê,
do medo que avisa, da paixão que chama,
do erro que retorna como mestre.

Esquecer foi meu pacto.
Minha chance de ser novo
sem me ferir do antigo.

Pois se eu lembrasse…
ah, se eu lembrasse!
Perdoar seria impossível.
E amar, um risco repetido.
Cada gesto se tornaria prisão.
Cada encontro, um julgamento.

Mas neste esquecimento sagrado,
a alma dança.
Livre de correntes de glória ou culpa,
ela ousa errar de novo.
E ao errar, aprende —
não com a mente, mas com a essência.

No final, quando o corpo dormir
e o véu se erguer,
voltarei à margem do rio.
E saberei.

Mas por ora, bendito seja o esquecimento.
Ele é o ventre onde renasço.
É o chão fértil do esquecimento
que guarda a semente da eterna sabedoria.

Inserida por robscheuer

⁠O Umbral Invertido

Há um véu que se ergue no fim da ladeira,
tecido de névoa, bordado em madeira.
Ali onde os olhos já não têm abrigo,
a morte se curva — e retorna contigo.

Não vem como faca, nem sombra de açoite,
mas como um regresso ao ventre da noite.
Um porto sem nome, um espelho sem rosto,
um vinho ancestral sorvido com gosto.

O corpo se cala, mas algo persiste:
um traço, um sopro, um rumor que resiste.
E tudo que foste — promessa e engano —
recolhe-se ao pó do primeiro arcano.

A morte é um caminho que volta ao princípio,
um sino que ecoa num templo fictício.
Não leva, devolve; não cessa, transborda,
abrindo no nada uma porta sem corda.

E os que partem, dizem, não vão tão distantes —
permanecem na alma em forma de instantes.
São brisa que sonda o mundo adormecido,
são nome esquecido num canto contido.

Morrer é despir-se da forma do vento,
e ser o que sempre se foi por dentro.
É ter, no silêncio, um berço escondido —
é mais que um fim: é um umbral invertido.

Inserida por robscheuer

⁠Relicário do Tempo

No âmbar do tempo, há portais escondidos,
vestígios de astros, de passos perdidos.
O agora, que vibra em tão tênue espessura,
é sombra de outrora, é veste de altura.

Caminho em espiral sob cúpulas mudas,
em ruínas de horas, em casas agudas.
O tempo não passa — ele gira, ele espreita,
esculpe memórias na carne desfeita.

Se tento prendê-lo, escorre em minha mão,
mas volta em silêncio no sonho e no chão.
Se falo seu nome, ele cala em mistério,
oculto nos traços do mundo etéreo.

Talvez seja templo, talvez seja abismo,
ou um deus que se veste de ritmo e cismo.
Mas sigo seu rastro com olhos fechados,
ouvindo relógios nos céus enluarados.

Pois sei — mesmo quando se parte e se finda,
há algo no tempo que nunca rescinda.
Um fio, uma trégua, um véu de infinito,
que dança, que some… no velho labirinto.

Inserida por robscheuer

⁠Nem mesmo os mais cruéis e insensíveis seres escapam da tensão criada entre a mentira vivida e a verdade ignorada.

Inserida por robscheuer

⁠Tudo se torna mais leve quando é trazido para a consciência.

Inserida por robscheuer

As músicas ⁠que ouvimos podem revelar o que tentamos acalmar, esconder ou transformar.

Inserida por robscheuer

⁠O desejo de controle sempre gerará Karma negativo, pois ele parte da ilusão do ego de que pode controlar algo que, por natureza, é livre.

Inserida por robscheuer

⁠Leva-se uma vida inteira para entender realmente que nada dessa vida se leva.

Inserida por robscheuer

⁠Se a vida é uma escola, então a reencarnação é o currículo, e o karma, o professor que nos orienta a cada passo.

Inserida por robscheuer

A pobreza também está naquele que tudo tem, mas age como um falido desesperado.

Inserida por robscheuer

⁠"Você não merece o que acredita que merece. Você merece o que constrói com suas escolhas diárias."

Inserida por robscheuer

⁠O seu emocional deve ser tão forte quanto o seu mais ambicioso objetivo.

Inserida por robscheuer

⁠"O verdadeiro lucro está em tudo que vem depois da primeira venda."

Inserida por robscheuer

⁠A medida do sucesso está no nível de alegria alcançado.

Inserida por robscheuer