Fernando Pessoa Mudanca

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ah se pudesse ver a si mesmo assim, carregado, insuportável de amor, de tanto amor, de puro amor.

Era como o vento. Ardia na pele, feito tivesse sal. Tinha sal, esse vento que não era vento.

Não poderias saber nada de mais absoluto sobre ela, a não ser ela própria.
Que a maneira mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa seria justamente não falar, não perguntar - mas ver. Em silêncio.

É como um anjo que veio me dar harmonia nesses dias meio remotos, o sorriso é tão aberto, me transmite tanta paz, é como um vento forte e gostoso no rosto da gente… É, eu amo ele profundamente.

Viver é bom demais, dear Deep. E veloz, meio gincana, às vezes. Pegue tudo a que você tem direito, e nós temos direito a absolutamente tudo de bom.

Mulher nem sempre te dá mole por que está a fim de você, na maioria das vezes é para ter opção.

Deve ter algum processo em andamento dentro de mim, querendo explodir de alguma forma.

No mar revolto das opiniões alheias
Navego a nau firme das minhas próprias convicções.

Ninguém é uma coisa só, nós todos somos muitos.

Luis Fernando Verissimo
Os Últimos Quartetos de Beethoven e Outros Contos

Um dia você vai encontrar alguém que te lembre todos os dias que a vida é feita para ser vivida.

...quando voltei percebi que não era mais o mesmo, mais que todos a minha volta ainda pensão que sou...

Lembro que naquela manhã abri os olhos de repente para um teto claro e minha mão tocou um espaço vazio a meu lado sobre a cama, e não encontrando procurou um cigarro no maço sobre a mesa e virou o despertador de frente para a parede e depois buscou um fósforo e uma chama e fumei fumei fumei: os olhos fixos naquele teto claro. Chovia e os jornais alardeavam enchentes. Os carros eram carregados pelas águas, os ônibus caíam das pontes e nas praias o mar explodia alto respingando pessoas amedrontadas. A minha mão direita conduzia espaçadamente um cigarro até minha boca: minha boca sugava uma fumaça áspera para dentro dos pulmões escurecidos: meus pulmões escurecidos lançavam pela boca e pelas narinas um fio de fumaça em direção ao teto claro onde meus olhos permaneciam fixos. E minha mão esquerda tocava uma ausência sobre a cama.

Pior que a minha presença é minha memória.

I don't forget. Meu coração está perdido

Limite Branco

Tem sido tudo muito fácil para mim, fácil demais. Às vezes desejo ardentemente que aconteça urna desgraça, uma catástrofe que me jogue ao nível do chão, para me obrigar a despir as máscaras, o falsos gestos, as falsas palavras. Uma coisa que me torne ínfimo, ainda mais confuso e só do que sou, que me deixe a sós comigo mesmo, nu, na frente de um espelho, a investigar a minha verdadeira condição. Então eu saberia, pela primeira vez eu poderia saber. Então viria a solução final, definitiva. Levantar-me aos poucos, como um pó-de-vento, lentamente crescendo, incorporando outros seres a mim, e girando, girando sempre, tornar-me tormenta, furacão, vendaval, terremoto, cataclismo. Ou me dissolveria em poeira à primeira brisa que soprasse — quem sabe?

E exigimos o eterno do perecível, loucos.

Onde será que isso começa? Procuro o fio, há só a meada.

Somos o resultado das escolhas que fazemos ao longo de nossa existência.

Às vezes me espanto e me pergunto como pudemos a tal ponto mergulhar naquilo que estava acontecendo, sem a menor tentativa de resistência.

Descobre, desvenda.
Há sempre mais por trás.
Que não te baste nunca uma aparência do real.