Fernando Pessoa Ausencia

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⁠OS QUATRO TIPOS DE PORQUE'S

Por que eu devo usar o "por quê"?
Se o "porquê" vem porque escrevo sobre os "porquês"?
Por que penso em tantos "por quês"?
Será porque tenho tantas dúvidas de tantos "porquês"?
Sendo assim, se eu não entendo o "porquê" dos "porquês",
Deve ser porque ainda penso na existência de um "porquê" que sempre há de vir,
Portanto, compreendo que o "porquê" tem vários "por quês" porque compreendo
Que o "porquê" apenas espera eu fazer uma pergunta.
Por quê?

Inserida por ThiagoFQueiroz1988

⁠"A sabedoria necessita da loucura para entender, que a loucura precisa da sabedoria para não enlouquecer"

SER OU NÃO SER?
Dizem que sou louco;
Louco sei que sou.

Louco, doido, maluco ou um sábio que a loucura criou.
As vezes sou um e de vez em quando sou dois;
As vezes não sou nem um e nem o outro, mais deixo para ser depois.

É que eu não sei o que é sabedoria e nem loucura?
Qual é o vírus e quem é a cura?

Sabedoria e loucura
Irmãs inseparáveis,
Presentes nos sábios
Assassinos, e nos loucos miseráveis.
Com Moisés, Jesus e
Na meditação de Buda;
Nos faraós, césares e
Na perdição de Judas.

Era após era lá estavam elas.
Profetas executados
Por reis, príncipes e
Sacerdotes irados.

Loucura e sabedoria
Caminhando lado a lado.

Responda rápido:
Quem era o louco e quem era o sábio?
João Batista caminhava pelo deserto comendo mel e gafanhotos, falando a um e a outro sobre a chegada da salvação;
Herodes Antipas morava num palácio em meio a orgias e banquetes, comendo boas comidas e bons rabanetes, foi quem mandou decapitar João.

Quem era o louco e quem tinha razão?
Aquele que batia o prego e cuspia na cara do Messias o crucificando como ladrão?
Ou o que era pregado na cruz e que se chamava Jesus era quem morria para nos dar o perdão.

Qual a sabedoria
E qual a loucura
Da crucificação?

"Senhor perdoa-os
Pois não sabem o que
Fazem com todo esse
Ódio no coração!"

Inserida por RevianeBernardo

Me surpreendo ao tiver cada dia mas bela, seu jeito meigo que me conquistou, revirando meus sentimentos.

Me pego as vezes sem dormir, pensando numa forma de ter conquistar.

De certa maneira, também mergulho no ciúmes q meu coração insistentemente relembra em cada batida.

Fico fraco sem você, como se em um cordel não ouvesse seu narrador.

Sei q é impossível, mas não resisto aos encantos de seu olhar.

Preciso muito de sua companhia para poder seguir meu destino em paz.

Te amo, Te amo, Te amo

Inserida por Fernandosantos1994

Ter mas calma ao dizer algo
Atitude para não frear
Paciência ao revelar um segredo
Viva a felicidade sem medo, sem vergonha
Supere seus limites
Invada seu consciente
Siga com vigor às escolhas por ti feitas
Caminhe por lugares de mansidão
Respire devagar
E sinta o ar levar suas lágrimas
Uma a uma
Até brotar o mais belo sorriso

Inserida por Fernandosantos1994

A maior riqueza do ser humano não está no que ele possui de bens materiais, mas sim na sua atitude de afetar com positividade para com o seu próximo...

Inserida por fernando_perazza

⁠Liberdade é crescer cada vez mais nos horizontes insondáveis de Deus.

Inserida por SandroHeitor

⁠Amar não e possuir mas se entregar completamente...

R&F Perazza.'.

Inserida por RFPerazza

Hoje, se disser que sou de esquerda, as pessoas não vão acreditar. Embora seja verdade. É verdade!

Inserida por PensamentosRS

⁠Lixo

Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.

- Bom-dia.
- Bom-dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612
- É...
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu o quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
- Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim...
- É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas, como moro sozinha, às vezes sobra...
- A senhora... Você não tem família?
- Tenho, mas não aqui.
- No Espírito Santo.
- Como é que você sabe?
- Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
- É. Mamãe escreve todas as semanas.
- Ela é professora?
- Isso é incrível! Como foi que você adivinhou?
- Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
- O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
- Pois é...
- No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado.
- É.
- Más notícias?
- Meu pai. Morreu.
- Sinto muito.
- Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos.
- Foi por isso que você recomeçou a fumar?
- Como é que você sabe?
- De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
- É verdade. Mas consegui parar outra vez.
- Eu, graças a Deus, nunca fumei.
- Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo...
- Tranqüilizantes. Foi uma fase. Já passou.
- Você brigou com o namorado, certo?
- Isso você também descobriu no lixo?
- Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel.
- É, chorei bastante, mas já passou.
- Mas hoje ainda tem uns lencinhos...
- É que eu estou com um pouco de coriza.
- Ah.
- Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
- É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
- Namorada?
- Não.
- Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha.
- Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
- Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte.
- Você já está analisando o meu lixo!
- Não posso negar que o seu lixo me interessou.
- Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia.
- Não! Você viu meus poemas?
- Vi e gostei muito.
- Mas são muito ruins!
- Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados.
- Se eu soubesse que você ia ler...
- Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela?
- Acho que não. Lixo é domínio público.
- Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso?
- Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que...
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
- No seu lixo ou no meu?

Inserida por wesleyroseno

E amo mesmo. Mesmo não sabendo amar.

Inserida por venusbabi

E eu estava só começando a entrar num estado de amor por você. Mas não me permiti, não te permiti, não nos permiti.

Inserida por biancavasconcelos

Quis contar, não valia a pena. Ninguém entenderia.

Caio Fernando Abreu

Nota: Trecho da crônica "O escolhido".

Inserida por stavelino

Pareço ser uma pessoas boa, mas eu canto alto no banheiro para os vizinhos ouvirem!

A beleza de uma pessoa pode ser realçada mesmo em meio a fortes ventos.

A amizade é um factor primordial para o desenvolvimente de qualquer convivência social.

No mundo moderno, depois do advento dos tradutores on-line, ficou fácil nomear tudo em latim, por puro fetiche. Qualquer ente, vivo ou morto, pode ter um nome em latim. Uma pequena codorna assustadiça do período mesozoico, por exemplo, pode ser rapidamente batizada como coturnissaurus atonitus parvus.

um livro inteiro não cabe em capa nenhuma, descrição nenhuma e sinopse nenhuma não os julgue pelo que aparentam ser

ME APAIXONEI PELO DIA
TE ADOREI PELA TARDE
SÓ AQUE NÃO IMAGINARIA
QUE O AMOR CHEGARIA DE VERDADE
CADA DIA QUE SE PASSA
MEU AMOR SE FORTALECE
MESMO SABENDO QUE AO ANOITECER
MEU CORAÇÃO VAI E SE ENTRISTECE

Hoje é Sábado , Filho de Sexta , Pai de Domingo.

E a moça? De que lugar teria vindo? Que caminhos teria pisado? Que insuspeita das descobertas teria feito? Tu olharias a moça mas, as perguntas não acorrendo, o mistério que a envolveria seria desfeito - uma moça vestida de azul, sentada no chão de uma praça sem lago. Não poderias saber nada de mais absoluto sobre ela, a não ser ela própria. Fazendo perguntas, tu ouvirias respostas. Nas respostas ela poderia mentir, dissimular, e a realidade que estava sendo, a realidade que agora era, seria quebrada. pois, não fazendo perguntas, tu aceitarias a moça completamente. Desconhecida, ela seria mais completa que todo um inventário sobre o seu passado. Descobririas que as coisas e as pessoas só o são em totalidade quando não existem perguntas, ou quando essas perguntas não são feitas. Que a maneirar mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa se ria justamente não falar, não perguntar - mas ver! Em silêncio.
(Conto: Ponto de Fuga)