Feridas
Declaração
Minha vida é bendita,
Como a beleza da flor,
Junto as virtudes desse amor
Sem a dor das noites frias!
Quando a dor me corroía
Na soledade sem magia
De um intenso desamor!
Com você não sinto as velhas feridas,
Pois o seu alento de vida
Simplesmente me completou!
"Devemos entender que todo recomeço
É um chamado divino,
E um refrigério para a alma!
Embora o passado nos conduza ao aprendizado,
Quase nunca ele nos oferece todas as respostas!
Por isso, levante-se com coragem,
E confie na obra do SENHOR
Que, através da ação do tempo
Haverá de curar todas as feridasque estão abertas!"
(Do Livro: O Aleph, a Poesia de José de Deus)
#INTERVALO
Em plácida paz serena e pura...
Descanso o corpo recostado...
De frágil peito do amor é escravo...
Num sonhar gostoso em langor...
Em vias de fato...
Rasgo o véu das ilusões mentidas...
Tantas vezes me foram ditas...
Que a est’alma frágil seduzir puderam...
Abrindo-me feridas...
Desse mal acometido...
Quiçá poder ainda, fazer-me um furo a seta do Cupido...
Chegará o dia de amor inspirado...
Aquele tão bem querido...
Tão bem sonhado...
Em que a felicidade se aninha...
No coração que um dia...
Foi tão magoado...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
No tempo dos segredos...
Todas as coisas eram possíveis...
Era no tempo em que os meus olhos...
Não tinham visto tantas coisas frias...
Antes das palavras gastas...
Antes de não termos já nada para dar...
O que chega, não fica...
Nem mesmo abre em nosso peito feridas...
Já não se passa absolutamente nada...
A rosa se descobriu a perder a cor...
Fechou os olhos e adormeceu...
E quando amanheceu veio o vento e a arrancou...
Ocultam-se as paixões...
Sob os véus da ilusão...
Tudo acaba como começa...
Sem guardar a lembrança de um amor...
Pobre e frio coração...
Ninguém te abriu...
Ninguém verteu lágrimas de puro afeto...
Ninguém lhe sorriu...
Refém das mágoas que a si mesmo causou...
As histórias são recontadas de tantas formas...
Tudo indefinido...
Destino...
Acaso...
Desejos...
Escolhas...
Talvez...
É bom às vezes sentir medo...
Raro ser compreendido...
À frente o desconhecido...
De tudo que se acreditou...
Onde o silêncio esconde pensamentos...
De tudo que já sonhou...
Sandro Paschoal Nogueira
No declive do tempo os anos correm...
Por mero acaso, sem saber porquê...
E antes que a bruma tire o brilho de nossos olhos...
Antes que gritemos e ninguém nos escute...
Antes que minha ausência se prenda a sua pele...
Permita-me fazer-te com o pouco que oferece-me mostrar-te o muito que posso dar-te...
Não me deixe fugir com o vento...
Ou perder-me de ti em lamentos...
Quanto mais sabemos...
Parece que mais erramos...
Ninguém já soube o que é o amor...
Se o amor é aquilo que ninguém viu...
Se devagar se vai ao longe...
Devagar te quero perto...
Se pouco me dás...
Muito te ofereço...
Tenho visto muitas coisas...
Algumas bem estranhas...
Da vida pouco entendido ...
Mas és para meus sonhos...
Todos os encantos requeridos...
Selecionei para ti essa manhã...
Para dizer-te isto...
Não tenho como voar...
De asas feridas...
Dentro de mim se acanham as certezas...
Por onde vai a vida?
Sem ti...
Será tão mal gasta...
Peito aberto em mil feridas...
Que este amor não me cegue...
Sei que nada me é pertencente...
Mas a magia evoco...
Entre seus abraços...
Abandono o peso do caminho...
E em ti me aporto...
O que estava perdido...
Por fim encontro...
Sandro Paschoal Nogueira
A arrogância é encontrada as vezes nas reações de pessoas com rosto angelicais, que lambem suas feridas e as suavizam quando ferem a outras.
Cicatrizes que sussurram
Estou em pé, mas não inteira, há frestas em mim onde a luz hesita, esquinas da alma onde o medo ainda mora, e a vergonha sussurra antigos nomes.
Carrego silêncios que pesam mais que gritos, feridas que não sangram, mas ardem baixinho.
Já quis fugir de mim,calar partes que doem só de existir.
Mas hoje aprendo a me sentar comigo,
a ouvir sem julgar, a tocar cada sombra com mãos de ternura, e chamar pelo nome o que antes eu escondia.
Porque há beleza também no imperfeito,
força no que um dia foi queda, e cura, talvez, em simplesmente não fugir mais.
Traços de esperança
Joga no lixo tudo o que não presta.
Fecha definitivamente todas as frestas.
Faça da sua vida uma eterna festa.
Ouve o sussurro do vento.
Ouve, com ouvidos de lucidez.
Resgata do entulho a tua vida.
Joga sal nas feridas.
Desata os nós do desespero.
Lembra dos momentos em que fomos nós...
Eram laços de amor.
Não havia entre nós nada de dor.
Solta esse grito preso na garganta.
Saia dessa cama... levanta!
Equilibra-se.
Contrabalança.
Renova as forças.
Busca no fundo do seu coração o que ainda resta de esperança.
É impossível se curar de um trauma quando a pessoa que te feriu continua repetindo as mesmas atitudes, fazendo feridas em cicatrização sangrarem todos os dias.
Milhares de pessoas ferem a si mesmas pela falta de fé e buscam cedo nas farmácias os remédios, que não podem curar os sintomas da vida espiritual negligente a Deus.
Aprendi que preciso seguir mesmo que o coração esteja despedaçado, o peito sangrando e todos os meus órgãos estáticos. Nada e ninguém poderá fazer nada por mim a não ser eu mesma. Então...preciso seguir em frente mesmo com as feridas abertas. Só o tempo poderá cicatrizá-las.
