Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Vendo a origem


“Quem me vê, vê o Pai”. João 14:9

Só quando um homem vê o seu Criador é que ele se torna verdadeiramente homem. Pois ao ver seu Criador o homem tem um vislumbre do que ele foi destinado a ser. Aquele que visse Deus, então, veria o motivo da morte e do fim dos tempos. Destino? Amanhã? Verdade? Todas são perguntas ao alcance do homem que conhece a sua origem. É ao ver Jesus que o homem vê a sua Origem.

Se você pode dizer e alguém pode ouvir, não deixe de falar. Amanhã pode ser tarde demais.

Me perdoe pelos meus mil anos à frente dos nossos segundos e pela saudade melancólica que eu senti o tempo todo mesmo sendo nossos primeiros momentos. Pelo retesamento na hora de entregar. Pela maneira como eu grito e culpo quem tiver perto por uma angustia que sempre foi e será só minha e que eu sempre suporto mas quando sinto amor fico achando que posso distribuí-la um pouco, mesmo sabendo que é fatal. Me desculpe por eu ter querido tanto ficar bonita e perfeita e só ter conseguido olheiras e ossos. Me perdoe pelas vezes que de tanto querer leveza acabei pesando a mão. De tanto querer sentir, pensei sobre como estava sentindo, e perdi o sentimento.

O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim.

Eu quero viver tudo agora, mesmo sendo ruim. Por mim, o mundo que se f***.

A razão forma o ser humano, o sentimento o conduz.

Peixes, logo vi, regente Netuno, ah Netuno, cuidado com as ilusões mocinha, profundas e enganosas como o mar que é teu elemento.

Existe prazer nas matas densas.
Existe êxtase na costa deserta.
Existe convivência sem que haja intromissão no mar profundo e música em seu ruído.
Ao homem não amo pouco, porém muito a natureza.

Lord Byron
BYRON, L., "Childe Harold's pilgrimage: A Romaunt", Charles Griffin, 1826

Não, eu não tenho jeito de campeão.
Se eu fosse um cavalo de corrida,
ninguém apostaria um centavo em mim.
Mas eu corro e, curiosamente,
sempre chego onde eu quero chegar.

Temos a capacidade e a responsabilidade de escolher se nossas ações seguem um caminho virtuoso ou não.

Tudo se degenera, se sucede e se repete fatalmente.

Amar é saborear nos braços de um ente querido a porção de céu que Deus depôs na carne.

Se foi por mera ignorância, perdoo-te, mas se foi para abusar da minha alma prosopopeia, juro pelos tacões metabólicos dos meus calçados que dar-te-ei tamanha bordoada no alto da tua sinagoga que transformarei sua massa encefálica em cinzas cadavéricas.

Ter um sorriso que - ninguém sabe a razão - diminui o peso da cadeia enorme arrastada em comum por todos os viventes, que queres que te diga? É Sublime. Ela tinha esse sorriso. Mais ainda, era o próprio sorriso. Há alguma coisa mais parecida que o nosso rosto, é a nossa fisionomia; e outra coisa mais parecida que a nossa fisionomia, é o nosso sorriso. Ela, risonha, era ELA.

Que eu reze não para ser preservado dos perigos, mas para olhá-los de frente.

Nada é mais justamente distribuído que o senso comum: ninguém pensa que precisa mais do que realmente já tenha.

Somos todos feitos de fraquezas e de erros; perdoemo-nos reciprocamente nossas tolices; é a primeira lei da natureza.

Acalma esse coração, pequena, que desespero nunca resolveu problema.

É crua a vida. Alça de tripa e metal.
Nela despenco: pedra mórula ferida.
É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.
Como-a no livor da língua
Tinta, lavo-te os antebraços, Vida, lavo-me
No estreito-pouco
Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida
Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.
E perambulamos de coturno pela rua
Rubras, góticas, altas de corpo e copos.
A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.
E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima
Olho d’água, bebida. A vida é líquida.

Hilda Hilst
Alcoólicas

O passado é que veio até mim, como uma nuvem, vem para ser reconhecido; apenas não estou sabendo decifrá-lo.