Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Pensar de pernas para o ar
é uma grande maneira de pensar
com toda a gente a pensar como toda a gente
ninguém pensava nada diferente Que bom é pensar em outras coisas
e olhar para as coisas noutra posição
as coisas sérias que cómicas que são
com o céu para baixo e para cima o chão

O mundo jamais será tranquilo enquanto não se extinguir o patriotismo da raça humana.

O poder sem abuso perde o encanto.

Descobri que a sorte é perfeitamente previsível. Se você quer mais sorte, arrisque-se mais. Seja mais ativo. Exponha-se com mais frequência.

A ignorância nunca resolve uma questão.

Apaixonar-se é a receita que os velhos usam contra o tempo; e há tanta virtude nesse método, que voltam a ser jovens enquanto o praticam.

Odeiam-se os outros porque se odeia a si mesmo.

Os suicídios são homicídios tímidos. Masoquismo em vez de sadismo.

Começo de chuva...
A tempestade faz festa,
no meio da rua.

Não dura o mal onde não dura o bem,
mas é frequente um transformar-se no outro.

O início é a metade de todas as ações.

Falhamos ao traduzir exatamente o que se sente na nossa alma: o pensamento continua a não poder medir-se com a linguagem.

É preciso saber o valor do dinheiro: os pródigos não o sabem e os avaros ainda menos.

Não há inimigo insignificante.

Existem algumas derrotas mais triunfantes que vitórias.

Os pintores e os poetas sempre gozaram da mesma forma do poder de ousarem o que quisessem.

Mesmo estando na estrada certa, você será atropelado se ficar apenas nela.

Ninguém avalia tão caro o nosso merecimento, como o nosso amor-próprio.

Canto de regresso à pátria

Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo.

Oswald de Andrade
ANDRADE, O. Cadernos de Poesias do Aluno Oswald, Círculo do Livro, São Paulo

Não há, nunca houve, nem nunca haverá um homem que seja sempre censurado, ou um homem que seja sempre louvado.

Buda
Dhammapada, verso 228.