Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia
Eu minto.
Quando preciso.
Quando não preciso.
Quando me dá vontade.
Quando quero testar os outros,
Rir de alguém.
Ou quando quero exercitar minha criatividade.
Minha capacidade de criar enredos,tramas, dramas.
Afinal, preciso disso pra viver.
Eu preciso de ilusões como outras precisam de jóias.
Nunca fui muito boa em separar a vida real, das maquinações
que surgem na minha cabeça.
Nem sei qual é o mundo real?
É o da cabeça?
Eu sempre fui uma perturbação desses dois estados
Esquizofrenia? Genialidade?
Às vezes sou obrigada a ver só o que é real, esquecer as fantasias.
Sair da minha mente
Às vezes saio
Às vezes minto que saí.
E esse mundo é meu, não gosto de dividi-lo, daí nunca querer publicar nada.
Não quero medíocres entrando no meu reino.
Quero esse meu lugar estranho, protegido
A sagrada desordem da minha alma é minha,.
Eu a aceito, e a respeito
E tenho que defende-la
Esse mundo dado a todos.
Não quero.
É pequeno e bobo.
Quero uma verdade inventada.
Já paguei caro por isso
Me misturei com pessoas que piores e mais egoístas, com mundos ainda mais fantásticos.E também já fui barrada nesses paraísos artificiais.
Sofri
Vi muita gente indo embora,
Hoje entendo
Essa vida de dois mundos é para poucos
Pros embriagados de vida
Fortes
Determinados
Mentirosos
Criadores
Já fiquei na rua sozinha, sem dinheiro pro cigarro
chorando, borrada na esquina.
A cabeça não para
E isso às vezes é enlouquecedor.
São milhões de pessoas em mim
Só queria saber pq meu mundo não é como o dos outros
Pq questiono tanto?
Tentei.
Li Niezstche
Li Clarice.
Poesia beatinick.
Fui a médicos.
Dancei até cair.
Amei idiotas
Me marquei
Rezei
Roubei
Trepei com as mulheres que quis.
E com homens que me davam nojo.
Ofendi
Machuquei,
Fui cruel.
Egoísta.
Infiel
Abusei.
Cansei
Errei.
Admiti
Fui imperfeita
Fui eu
Até desistir de entender
Agora sou feliz
Quem sou eu
Sou uma pessoa muito especial e verdadeiramente apaixonada pela vida, capaz de enxergar as coisas boas do mundo. Que procura ser feliz, pois para muitos, viver já é o suficiente.
Tenho a certeza do encontro com a paz nas coisas mais simples e entendo que a oferta é gratuita, bastando a compreensão da sua existência.
Uma pessoa comprometida com a realidade, porque viver é fácil, difícil é a questão da tolerância e da sobrevivência.
Acredito que há uma infinidade de razões para estar alegre e satisfeito, uma delas é poder fazer pessoas felizes.
Sou otimista, perseverante e acredito na conquista. Entendo que nada vem do acaso e tudo na vida tem o seu verdadeiro significado.
Encontro nos momentos de reflexão as forças para continuar caminhando e considero esse, o maior encontro com a sabedoria.
Aprendo com as coisas boas que pratico e busco sempre a realização dos sonhos e tenho a recompensa da satisfação de estar trilhando o sucesso.
Deixa-te disso criança, deixa de orgulho sossegas, não vês que a vida é um oceano por onde o acaso navega.
Meu socialismo nada tem a ver com marxismo. Marxismo é anti-propriedade. O Socialismo verdadeiro não é.
O menino que mesmo apaixonado...
é triste...
O menino que mesmo feliz...
chora...
O menino que mesmo tímido...
chama a atenção...
O menino que mesmo complicado...
é perfeitinho...
O menino que mesmo realista...
se ilude...
O menino que mesmo chato...
é legal...
O menino que mesmo amando...
é odiado...
O menino que mesmo de bom humor...
é antipático...
O menino que mesmo que mesmo bobinho...
sabe o que quer...
O menino que mesmo qiuetinho...
sabe provocar...
O menino que mesmo santinho...
sabe pecar!
O menino que mesmo sem coração.
aprendeu a amar....
O menino que vive na tristeza.
mas que tenta ser feliz....
O menino que ama.
não é amado....
o menino que é exemplo....
nem tanto assim....
O menino com sorriso.
mas quem disse que é felicidade?
o menino ruim
mas bom....
um menino... complicado..
mas facil de ser entendido
Tu Tens um Medo
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Não ames como os homens amam.
Não ames com amor.
Ama sem amor.
Ama sem querer.
Ama sem sentir.
Ama como se fosses outro.
Como se fosses amar.
Sem esperar.
Tão separado do que ama, em ti,
Que não te inquiete
Se o amor leva à felicidade,
Se leva à morte,
Se leva a algum destino.
Se te leva.
E se vai, ele mesmo...
Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai.
Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem.
Sem lhes falares.
Sê o que renuncia
Altamente:
Sem tristeza da tua renúncia!
Sem orgulho da tua renúncia!
Abre as tuas mãos sobre o infinito.
E não deixes ficar de ti
Nem esse último gesto!
O que tu viste amargo,
Doloroso,
Difícil,
O que tu viste inútil
Foi o que viram os teus olhos
Humanos,
Esquecidos...
Enganados...
No momento da tua renúncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor...
... E tudo que era efêmero
se desfez.
E ficaste só tu, que é eterno.
Quando sentires a minha falta olhe para o céu, a estrela mais brilhante, lá estarei eu apenas para te dizer boa noite. E se no futuro eu não for seu presente lembre-se que fui parte do seu passado!
Gosto de Comunicação e Filosofia. Amo muito os dois. Adoro relacioná-los, estabelecer insights que nenhum outro comunicador ponderou. É um amor visceral que já me custou bons empregos em escolas de comunicação que idolatram técnicos americanos e condenam qualquer tipo de reflexão crítica. Tornar-se um reprodutor acéfalo de discursos vindos de além-mar é o componente indispensável na formação da elite brasileira. Um amor platônico por aquilo que vem do norte do planeta e não do que pode ser feito aqui.
Amor por Filosofia, amor por Comunicação, amor por estrangeiros. Amor, amor e amor. Amar é tudo de bom. Não só por ele mesmo. Mas porque torna tudo mais interessante. Assim, se alguém preferir falar de futebol, de política ou de dinheiro é porque os ama.
Por isso escrevo e falo sobre o assunto. Mas a que afeto corresponde esta palavra tão recorrente?
Amor pode ser desejo. Quando estamos apaixonados. Gostaríamos que a vítima da nossa paixão permanecesse ao nosso lado todo o tempo. Como não dá, pensamos nela sem parar. Amamos o que desejamos, quando desejamos, enquanto desejarmos. E podemos desejar quase tudo. Desde uma pessoa até uma groselha bem gelada. Para desejar, basta não ter. Sempre que desejamos, é porque algo nos falta. Desejamos o que não temos, o que não somos, o que não podemos fazer. Assim, o desejo é sempre pelo que faz falta. E o amor, também.
Claro que você se deu conta das consequências deste entendimento. Ou você ama e deseja o que não tem, ou tem, mas aí, sem desejo, sem amor. Paradoxo platônico da existência. Ora, se a felicidade para você e para mim implica ter o que se quer ter, então, o amor não será feliz nunca. Aragon é poeta. Não há amor feliz para ele. Eu sou professor de Ética na Comunicação, ou seja, um pobre desgraçado na definição afetiva daquele filósofo e do Estado que me paga.
Mas Platão e seus tristes seguidores não têm sempre razão. Porque amor pode ser também alegria. É o que nos propõe Aristóteles, seu mais conhecido aluno. E alegria é diferente de desejo. Porque sempre acontece no encontro, na presença. O mundo alegra quando está bem diante de você. Não é como o objeto do desejo, confinado nos seus devaneios. O amor aristotélico é pelo mundo como ele é. Não pelo mundo como gostaríamos que fosse.
E você, andando na rua, declara sem medo de errar: gostei mais desta mulher do que gosto da minha. Afeto carnal. Inclinação erótica. Tesão. Eu prefiro um amor na alegria pelo que tenho do que no desejo pela mulher de capital estético exuberante e apetecível que me falta. Eu, no seu lugar caro leitor, teria cautela. Porque se seu cônjuge for adepto da mesma concepção, amará sempre o que encontrar. Na mais estrita presença. E aí, de duas uma. Ou você ocupa todos os seus espaços e se torna onipresente para ele, ou ele te amará só de vez em quando. Nos instantes de encontro. No resto do tempo ele amará a secretária, a copeira, o personal, o zelador e o que mais lhe alegrar pelo mundo.
Por isso, é melhor que os dois tenham razão. Para que o amor seja rico. E possamos amar na falta, desejando o que não temos, e também na presença, alegrando-nos com o que já se encontra à nossa disposição. É como dar aulas e sustentar uma família, um conflito afetivo entre minha alegria e a responsabilidade orçamentária com meus entes queridos. É bem verdade que não desejamos tudo e que nem tudo nos alegra. Mas não é nenhum problema, pois nossa capacidade de amar não é mesmo tão grande. Amemos no desejo e na alegria, e isto já nos converterá em grandes e refinados amantes.
Espero que nesse ano você, leitor, cultive mais inclinações amorosas do que suas obrigações ordinárias. Rotinas desagradáveis muitas vezes são importantes, mas não são fundamentais. O amor não é tão ruim como nos faz ver Platão. É possível ser prudente, sábio, e, mesmo assim, cultivar amores na vida. Optar pelo amor em detrimento da estabilidade já conhecida pode ser bom. Ser um pouco mais afetivo e um pouco menos racional. Pense nisso.
Será que, à medida que você vai vivendo, andando, viajando, vai ficando cada vez mais estrangeiro? Deve haver um porto.
O enterro de meu pai. Lembro que atravessamos a rua e entramos na casa mortuária. Alguém dizia que meu pai tinha sido um bom homem. Me deu vontade de contar a eles o outro lado. Que ele era um homem ignorante. Cruel. Patriótico. Com fome de dinheiro. Mentiroso. Covarde. Um impostor. Minha mãe só estava há um mês debaixo do chão e ele já estava chupando os peitos e dividindo o papel higiênico com outra mulher. Depois alguém cantou. Nós desfilamos diante do caixão. Talvez eu cuspa nele, pensei.
A jornada da vida não serve para se chegar ao túmulo em segurança, em um corpo bem preservado, mas sim para se escorregar para dentro, meio de lado, totalmente gasto, berrando... Uau, que viagem!
Você
Foi abrigo quando eu precisei...
Foi amigo quando eu chorei...
E riu da minha cara quando eu achei que tudo tinha desabado, pra eu perceber que estava confundindo as coisas...na verdade eu estava crescendo...
E me mostrou que as pedras no caminho que calejam os meus pés,são para que eles resistam as duras coisas da vida...
E brigou comigo quando eu não quis utilizar os aprendizados quea vida me deu...
E foi paciente em me ouvir mesmo quando o assunto não era muito agradável...
E me fez rir quando eu estava com aquela cara fechada, nos momentos mais difíceis, em que eu queria expor minhas lágrimas...
E se renunciou por amor a nossa amizade...
E me deu dias muito felizes...
E me surpreendeu nas horas corretas...
E me ensinou que usar a razão às vezes não é ser insensível...
E então... como viver sem sua amizade?
Meu sumiço é covarde, mas atento; meio fajuto, meio autêntico; sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência.
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