Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Hoje, o olhar materno da Santíssima Virgem Maria voltou-se para você
Que você sinta neste olhar a certeza da proteção carinhosa, e constante da Mãe de Deus, de todos nós...
Que está proteção lhe acompanhe por todo este novo ano que se inicia
Que não nos deixe sós...
Que o Divino Salvador, fonte de todo o bem, torne o seu dia repleto de harmonia, amor e felicidade...
Na fé operário!

FELIZ ANIVERSÁRIO!

Um sorriso no rosto é a máscara mais perfeita para esconder a tristeza.

DEIXA-ME

Deixa-me os delírios de sonhos lúcidos
Deixa-me os espelhos maquilhagem delicada
Deixa-me a cobertura efêmera numa máscara
Deixa-me o silêncio ferramenta de trivialidades
Deixa-me a insônia de despertares noturnos
Deixa-me as palavras desordenadas na mente
Deixa-me a podridão das esquecidas memórias
Deixa-me chorar para poder molhar-me a chuva
Deixa-me viver para tentar sobreviver nesta vida
Deixa-me afinal que eu sou tudo e sou nada.
♥╭✿╭✿ ♥♥╭✿╭✿ ♥♥╭✿╭✿ ♥

TINTA DE SONHOS

O silêncio das horas
Está escondido nas raízes
Da dor, tormento do vento
Na tinta que é escrita com sangue
De estragos feitas nas páginas
Em branco, na alma ferida
Da chuva fria vinda do céu
No caminho escuro que cobiça
O corpo frágil, refúgio secreto
De alguém que foge das trevas
Entre o silêncio das palavras
Que voam vazias desnudadas
Pelo escuro das horas perdidas
Que dura um segundo no silêncio
Da cozinha do inferno, sem liberdade
No peito enjaulado sem grades de ferro
Aparência perdida de sonhos por dormir
De noites escuras em desejos escritos à lua.
♥♥╭✿╭✿ ♥♥

“Tenho da vida uma náusea vaga, e o movimento acentua-ma”.

“A vida, para mim, é uma sonolência que não chega ao cérebro. Esse conservo eu livre para que nele possa ser triste”.

(Do livro do Desassossego - PDF – Bernado Soares)

Pedaços

Parte de mim tem medo
Parte coragem no enredo
Da vida, pois quero arte
Na alma em total parte

Se da fala eu faço grito
Do silêncio eu faço rito
Palavras, poesia, frase
Ora calado, ora quase

Nos meus falantes pedaços
Sonante é o amor, os abraços
Pedaços que contudo acredito
Todos juntos num só infinito

Pra estes sonhos em devaneios
Peço desculpados aos alheios
São apenas pedaços de emoção
Expelidos do poético coração

Ambição está, fatiada em pedaços
Nunca em nó, e sim suaves laços
Distante, perto, chegada ou partida
Os pedaços juntados são guarida

Sou parte dos pedaços num todo
Que tento transformar em denodo
De anseios e de boas lembranças
E nestes pedaços pouco fui usanças

Pedaço de mim é poesia
Escritas em pedaços de vigor ou melancolia
Pedaço de mim é paixão
Nos pedaços do afeto onde sempre fiz alusão
Pedaço de mim é dor
Antagonizada nos pedaços da alma em louvor

Sou pedaços, parte, um todo no amor

De tanto poetar poeta
Sem poesia não poetaria
Poetando me vi profeta
Com a alma cheia de magia

"Nada é por acaso. Tudo que nos acontece tem um motivo. Cada pessoa que entra em nossa vida traz sua luz e ilumina uma parte de nós ainda desconhecida e quando parti, leva em seu semblante o brilho que deixamos nela. E assim nos completamos".
Luiza Gosuen

Braços magros, pernas longas, pele negra, cabelo crespo, lábios rosa e peito largo, imaginas quantas fantasias já tive contigo ?Quantas vezes devorei-te com a minha boca e no meio das minhas pernas morreste ? Não, não imaginas, porque até para um homem com o teu porte seria assustador, mas nada me impede de te amar em segredo e com o teu corpo me deliciar em silêncio, no teu explendor quero me perder, cravar minhas unhas nas tuas cotas, morder suavemente as tuas orelhas e puxar pela cintura para que o meu corpo não fique longe do teu , meus gemidos e a tua respiração ofegante soam como música, agora somos só nós dois, desculpa por parecer autoritária mas aqui faço questão de ser eu a mandar e prometo que a próxima vez servirei a teu dispor, faça o que fizeres não pares de me beijar, e que os teus dedos não parem de me tocar, penetra-me suavemente e ama a minha alma, e que todas as noites sejam assim, feitas de orgasmos mentais.

Poeta e rosas

Sane os arranhões dos espinhos
Das rosas belas do bem viver
Não as ponha em vasos quartinhos
Ousando natureza morta pra escrever
Redija afeto, grafe alegria, a que recria
Que vem da lira e faz recomeçar
Decore e redecore, até ter a sua via
Apague, volte no iniciar
Cada arranjo é romaria
Cada pequenez, renove, renovar
Faz da teu vazante poesia
E verá o teu coração poetar
Nunca sejas peia
Rosas são para se apreciar
O amor colmeia
A vida a superar

Agora que sinto amor
Tenho interesse nos perfumes.
Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro.

( Alberto Caeiro [Heterônimo de Fernando Pessoa], In O Pastor Amoroso)

Coisas de amor

O amor nunca cala
Pode haver carquilhas
Pode haver muita fala
Ter poucas maravilhas
Ou ser pompa e gala
Amor é feito solene
Na alma tem escala
Ao coração infrene
Aos românticos poesia
Ao tempo indene
Faz juras de alegria
Amor ao amado, perene
Um amor não se adia
Vive-se!
No presente
Fiel e ardente
Verdadeiramente

Hoje, de repente, como num verdadeiro achado, minha tolerância para com os outros sobrou um pouco para mim também (por quanto tempo?). Aproveitei a crista da onda, para me pôr em dia com o perdão.

Clarice Lispector
Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Nota: Trecho da crônica Literatura e justiça.

...Mais

E o que é que eu faço? Que faço da felicidade? Que faço dessa paz estranha e aguda, que já está começando a me doer como uma angústia, como um grande silêncio de espaços? A quem dou minha felicidade, que já está começando a me rasgar um pouco e me assusta.

Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

E com uma alegria tão profunda. É uma tal aleluia. Aleluia, grito eu, aleluia que se funde com o mais escuro uivo humano da dor de separação mas é grito de felicidade diabólica. Porque ninguém me prende mais.

Clarice Lispector
Água viva. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.

O céu é o seu limite de forças? Pois o meu limite é a quantidade de constelações e estrelas no universo.

Não são apenas versos

Poetando a sintonia de meu coração
Em ritmo de olhares e singelos gestos
Sem pretensão, a não ser minha emoção
Nas reticência, não são apenas versos

Em cada rima, em cada trova
Momentos de pura demonstração
Em formas de pensamento, prova
Que não são apenas versos, paixão

Se o poema grifa lágrima no reverso
Da ausência de seu sorriso, nos dias
O sentir também não é apenas verso
São presentes de ter-te aqui, alegrias

Nunca é tarde para poder lhe expressar
Que o que sinto vai além do universo
Trais amor, companhia, sede de beijar
A toda hora... E não é apenas verso

Sendo assim fica e vem pro meu lado
Ponha os afetos na alma submersos
Faz do meu sorriso no seu calado
Pois aqui não são apenas versos

(É o amor em verso alado...)

Luciano Spagnol

Mãos...

Precisamos das mãos que laboram
Das que tem essência e não choram
Das que venham esculpir a esperança
Das que não se mancham de vingança

Precisamos de mãos postas para liberdade
De mãos que não se esquecem da dignidade
De mãos abertas contemplando em oração
De mãos que erram, mas procuram solução

Precisamos das mãos que amam e labutam
Das que na vida ao irmão amigo escutam
Das que abram as portas da compreensão
Das que fecham pro preconceito no coração

Precisamos de mãos que cavem o recomeço
De mãos que escrevem histórias de apreço
De mãos que falem a linguagem da emoção
De mãos que gozem da dádiva da criação

Precisamos das mãos com capacidade de cura
Das que tragam luz ao dissabor da amargura
Das que redirecionam os caminhos em vão
Das que digam sim aos encontros com o não

Precisamos das mãos, de mãos... Em louvor
E que nos conduzam ao Criador

Luciano Spagnol

Soneto de um solitário

Permanece como réu, imoto
a respiração sem equação
em silêncio o ego e emoção
como em oração fiel devoto

O lamento que acolhido na mão
chora suor do quesito remoto
a lágrima se imerge num arroto
dos soluços surdos do coração

Como centro de tudo, a solidão
que desorienta e se faz ignoto
o olhar, largado na escuridão

Seja breve e renovado broto
que renasça após a oblação
o abraço que se fez semoto
(traga convívio pro ermitão)

Luciano Spagnol

Madurar

Os adultos não sabem que não são crianças
Vivem reclamando, chorando por suas mães
Não perceberam na vida as totais mudanças
Clamam por suas ingenuidades perdidas sãs

Os adultos querem ser meninos e meninas
Eternamente...
Deitar no colo e permanecerem traquinas
Eternamente...
Querem não ter dever e nunca terem rotinas
Eternamente...

Os adultos esquecem que um dia tem que dobrar as esquinas
Da vida, madurar
Eternamente...

Luciano Spagnol