Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Sim, ainda posso sonhar...
O tempo pode passar pausadamente...
A vida engatinhar arrastadamente...
O sonho em realidade mil anos pode demorar pra se transformar.
Mas ainda posso sonhar.
O que fiz não posso apagar.
Impossível o caminho trilhado deletar.
Pelo que foi perdido só posso chorar...
Lamentar os amores que eu não soube amar.
Mas ainda posso sonhar.
Quem sabe alguns caminhos por onde andei...
bem longe por eles passarei... presentemente neles não estarei.
Talvez alguns jeitos... alguns feitos do passado nunca mais repetirei.
Esses seguramente não os ecoarei.
Talvez...
Meu caminho faço novo.
Vivo o novo.
Não deixe migalhas pra não saber voltar...
O passado sempre pra trás há de ficar.
Talvez...
Mas ainda posso sonhar.
Vejo o tempo passar em minha frente.
Vejo o ponteiro do relogio apontar o novo tempo.
Hoje já é o ontem e amanha o hoje.
Vejo o tempo passar no meu rosto.
Que castigado pelo tempo me diz,
quanto tempo tenho.
Hoje é o meu tempo.
Amanha o tempo dos meus filho,
e o filhos dos meus filhos.
Que assim como o ponteiro do relogio,
conta o tempo de todos nós.
Interessante a ambiguidade da relatividade, ao mesmo tempo que amortiza o ego do que ouve, enaltece o ego do que fala
Precisamos desenvolver uma espiritualidade em que, ao mesmo tempo que, nos lança na perplexidade da vida, nos ancora na paz do Cristo, uma espiritualidade que nos leva a agonia do mundo das dores, mas, também nos cura por meio das dores impostas pelo mundo.
O descanso é o espaço onde o tempo para. Onde as lágrimas encontram quem as enxuguem sem julgamentos e censura. É onde pode-se ser sem medo de quem se é. Não há julgamentos, apenas acolhimento.
"É como se a existência humana fosse uma ilusão de realidade no tempo e no espaço, algo insignificante e sem sentido, na incessante busca de sentido e significado, só que sem resposta ainda".
Escrevo na esperança que esse tempo e o vindouro leiam:
A terra canta em raízes, rios e folhas que sussurram segredos antigos, onde cada árvore é um pulmão, cada flor, um verso esquecido no livro do vento. O sol tece ouro sobre a pele da humanidade, lembrando-nos: somos feitos do mesmo pó que nutre as sementes, a natureza não é cenário, é abraço que cura a fome de ar puro, a sede de silêncio.
Escrevo para lembrar que cada árvore plantada é uma carta ao futuro, cada gesto de cuidado, um poema invisível, e que o amanhã encontre flores onde hoje semeamos raízes.
A terra não é herança, é empréstimo, que saibamos devolvê-la inteira, cheia de histórias para contar. Que o futuro leia estas linhas como um mapa: nas veias do mundo corre o mesmo sangue que nos une. Protegê-la é escrever, com raízes e mãos, um amanhã onde a vida ainda respira.
O silêncio é como as estrelas: quanto mais tempo passamos, mais tentamos contá-las, mas nunca alcançamos um denominador comum.
E agora, destino?
E agora, destino?
O tempo parou,
a estrada sumiu,
o vento calou,
o fogo apagou,
e agora, destino?
e agora, mistério?
Tu, que teces enredos,
que traças caminhos,
que moves os homens
como folhas ao léu,
e agora, destino?
Teus mapas rasgados,
teus passos incertos,
tua sina de ferro,
teu fardo de névoa,
já não há bússola,
já não há norte,
o mundo desaba,
o abismo desperta,
as sombras se alongam,
e agora, destino?
E agora, destino?
Teu sol não desponta,
tua estrela se apaga,
tua prece é silêncio,
teu sonho é ruína,
teu tempo é areia
que escorre depressa,
e tudo desfaz,
e tudo desanda,
e tudo desaba,
e agora, destino?
Com as mãos estendidas
buscas uma saída,
mas a porta se fecha,
o céu se retrai,
o mar já não canta,
o vento não dança,
o eco não volta,
o chão se dissolve,
e agora, destino?
Se te rebelasses,
se ousasses um grito,
se rasgasses o véu,
se rompesses as grades,
se o caos te engolisse,
se a noite cedesse,
se o tempo voltasse...
Mas o tempo é surdo,
o tempo é pedra,
e tu, destino,
marcharás sem rumo,
errante e só,
sem porta, sem guia,
sem sombra, sem luz,
sem nome, sem glória...
Destino, para onde?
Em todo tempo, em todo lugar, sempre haverá alguém tentando te influenciar e manipular, seja por palavras doces, seja por promessas vazias ou mesmo por imposições sutis. O verdadeiro desafio da vida não é apenas reconhecer essas influências, mas também aprender a resistir àquelas que desviam do caminho da verdade e da integridade. Somente aquele que conhece a si mesmo, que fortalece suas convicções e mantém os olhos fixos em seu propósito maior, é capaz de se libertar das correntes invisíveis que muitos tentam lançar sobre sua alma.
Em todo tempo, em todo lugar, sempre haverá alguém tentando te influenciar e manipular, seja por palavras doces, seja por promessas vazias ou mesmo por imposições sutis. O verdadeiro desafio da vida não é apenas reconhecer essas influências, mas também aprender a resistir àquelas que desviam do caminho da verdade e da integridade.
Em todo tempo, em todo lugar, sempre haverá alguém tentando te influenciar e manipular, seja por palavras doces, seja por promessas vazias ou mesmo por imposições sutis.
Pois quando a verdade é conhecida, nem o tempo, nem o medo, nem as sombras podem enterrá-la novamente.
A verdade, ainda que sufocada por um tempo, é como um rio subterrâneo — ela sempre encontra seu caminho para a luz.
Ecos da Eternidade
Nas brumas do tempo, ouço um canto,
um sussurro antigo, um verso santo.
Há segredos na aurora e nas marés,
há promessas tatuadas nos pés.
Caminho entre sombras e luzes veladas,
minha alma é chama, em fogo bordada.
Busco no vento respostas silentes,
na dança das folhas, verdades latentes.
O que é o destino, senão um esboço?
Traços de sonhos num céu de alvoroço.
Sou rastro de estrela, sou poeira em dança,
sou lágrima e riso, sou fé e esperança.
Se o tempo me leva, deixo raízes,
palavras gravadas em almas felizes.
Pois sei que na brisa, nos cantos do dia,
meus versos renascem — pura poesia.
O tempo pode passar, as distâncias podem surgir, mas o amor de mãe é eterno, guiando como uma estrela no céu da vida.
Quem espera por inspiração perde tempo; quem cultiva disciplina constrói o destino mesmo sob tempestades.
Vaidades em Silêncio
No espelho do tempo vi rostos que brilham,
e logo escurecem sob o véu do esquecimento.
Ali jazem sábios e tolos, nivelados pela poeira,
porque a morte não distingue quem muito sabe
de quem apenas sonhava.
Trabalhei com as mãos, com o peito e com o fôlego,
e o que ergui com sacrifício, deixei para outro.
Ele não sabia o preço do cansaço,
mas herdou o fruto da minha fadiga.
Isso também é vaidade.
Vi os homens traçarem metas, mapas e mandatos,
mas Deus, com um sopro, os redistribui.
Ajuntam os perversos e escondem o ganho,
mas ao final, tudo é entregue ao justo
sem que ele tenha pedido.
O sucesso é uma guerra silenciosa.
Não por nobreza, mas por competição.
Cada aplauso ecoa a inveja do vizinho.
E a multidão que aclama hoje,
amanhã aplaude outro.
O homem que só tem ouro é pobre.
Trabalha sem parar, conta moedas,
mas não tem com quem partilhar
nem um sorriso verdadeiro.
Isso também é vaidade.
A fama? Ela dança no alto das torres,
mas despenca no silêncio dos anos.
Quem era rei agora caminha anônimo,
e ninguém se lembra de sua coroa.
Quem ama o dinheiro nunca dorme.
Sempre acordado, sempre alerta,
mas nunca satisfeito.
O coração que se apega ao ouro
não conhece descanso.
Olhei para os olhos dos que cobiçam,
e vi um abismo sem fim.
A alma que deseja tudo
nunca reconhece o que tem.
E perde o que realmente importa.
O riso dos tolos é barulho vazio,
como lenha seca estalando em vão.
Riem alto, mas não sabem do que.
Depois, o silêncio volta — pesado e oco.
E vi o funeral dos injustos.
Enterrados em pompa, elogiados em verso.
Mas eram lobos vestidos de cordeiro.
E a cidade que os temia, agora os aplaude.
Isso também é vaidade.
Quem entender essas coisas,
não as temerá — mas as superará.
Porque o sábio não coleciona elogios,
nem corre atrás do vento.
Ele busca o Eterno, e caminha leve,
sabendo que o verdadeiro tesouro
não se vê com os olhos.
