Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

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Inspiro-me!
⁠Inspirados os sonhos, certamente, expirado o tempo!
Realizar a hora no tempo da inspiração!
Inspiro para sobreviver vivendo os tantos jeitos de aspiração!

Inserida por BALSAMELO

É tempo de reflexão.

Muitos tiram as máscaras nesta época do ano e, poucos, colocam-nas.

"Tudo nos é lícito,
mas nem tudo nos convêm "
já profetizou Apóstolo Paulo, por isso, somos o que semeamos.

Que o tempo não seja a irresponsabilidade dos desavisados.

Poeta Balsa Melo

Inserida por BALSAMELO

⁠Só... rindo do sorriso oferecido ao vento!
Sorrindo!
Certamente tempo glorioso da gratidão!

Inserida por BALSAMELO

Saudade

Saudade do tempo, dos ventos, dos abraços ao relento, saudade das raízes, das pessoas felizes, das noites incríveis, dos sonhos inesquecíveis, saudade do poeta, das festas, das amizades discretas,saudade [...]

Inserida por Fernand0S

⁠#FÊNIX

Ainda tenho a chama...
Guardada no peito...
Que mantém viva minha alma...
Vagando no tempo...

Nos dias que seguem...
Teimo em renascer...
No eclipse da lua...
Ou na explosão do sol...
Sempre renovando...
De ontem...
Nunca igual...

Espírito flamejante...
Cujas asas não se prende...
Da alvorada ao poente...
Tempo se vai...
E nem sente...

Mentiras e vaidades...
De medos e verdades...
Na taça o veneno...
Sorvendo...
Lentamente...

Possuído entre deuses...
Em um mundo que gira sem parar...
Vem...
E me chama...
A hora tarda...
Não é cedo para amar...

Não me engane agora...
Com suas novas da boa fortuna...
Não faça de minha vontade...
Em sua coleção...
Apenas mais uma...

Na forma que se cavalga dragões...
Uniremos nossos corações...
Ritmo único e compassado...
Nesse tempo...
Mal contado...

Inocência perdida...
Esperança franzina...
Paixões perdidas...
Triste sina...

Só o amor é nobre...
Não está em prateleiras...
Não se encontra em noites vagas...
Nas sarjetas...
E nem nas sujeiras...

E isso não mudará...
Por mais que tente me calar...
Só sei que é assim que penso...
Nem desejo mudar...

A vida é uma dança...
Venha comigo bailar...
Diga a verdade, me compreenda...
Vem e me chama...

O fênix renasce...
Para lhe amar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#PEDAÇO #DE #LUZ

Enquanto o tempo durar...
Algo de você sempre fica em mim ficará...
Marca profunda, sem dor...
Lembranças, saudades...
Pedaços de luz...
Um pouco de amor...

A esperança como um fósforo ainda aceso...
Pálida luz na manhã...
Lentas nuvens fazem sono...
Como às vezes num dia azul e manso...

Deixe-me ouvir o que eu não ouço...
Deixe-me ser o que sonho...
Depois que todos foram...
Ainda cá eu lhe espero...

Do fundo do fim do mundo...
Doze signos do céu o sol percorre...
E eu como outrora fui outro..
O que eu não tinha...

Eu me resigno no alto da montanha...
Falhei...
Os astros seguem seu caminho...

Mais triste do que o que acontece...
Minha alma sabe-me antiga...
Na noite que me desconhece...
Não digas nada...
Lua amiga...

O ruído vazio da rua...
O meu coração se quebrou...
No som do relógio...
Saudade restou...

Sonhei, confuso, e o sono foi disperso...
O prometido nunca será dado...
Sigo eu aqui então...
Sozinho...
Desejando ter você...
Ao meu lado...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#ENTREGA

Perfume da vida...
Que chega sem avisar...
Tão rápido assim...
Transcendendo no tempo...
Logo se aprende a amar...

Dá-se adeus a solidão...
E desejos loucos ocupam nossos momentos...
De improviso...
Toma nosso coração...

Sonhos ganham beleza...
Alimenta a esperança...
A gente volta a ser criança...
Felicidade brota no peito...
E às vezes meio sem jeito...
Ficamos sem ar...

Não apenas um dia...
Mas todos os dias...
Tudo tem mais luz...
Tudo tem mais alegria...

Como água que brota das fontes...
Magia que se pronuncia...
Novos horizontes...
Nossa alma fica mais bonita...

A intenção é estreitar...
Os laços que vem pelo caminho...
Tudo na vida tem que saber a hora...
Na entrega ou na recusa...
De um carinho...

De onde eu venho...
Procuro a solução para sempre continuar...
Em tantas vezes que amei...
Nem em todas me entreguei...
Mas afirmo com certeza...

Sou feliz...
E sempre serei...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#MOMENTOS

Para dizer tudo o que tem que ser dito...
Tudo vem ao seu tempo...
Basta observar os sinais...
Para colocar tudo nos lugares certos...

Nada acontece por acaso...
O acaso não é nada...
Em tempo na travessia...
Sempre em frente...
Com alegria...

Minhas certezas, meus conceitos...
Minhas virtudes, meus defeitos...
O que passou...
Já foi feito...
No que virá...
Me aprumo...
Me ajeito...

Existe o momento de sonhar...
Seu amor, que um dia encontrei...
Confesso...
Não sei em que esquina perdi...
Ou só deixei...

Dizem que o tempo ameniza...
Isto é faltar com a verdade...
Não me parecem novas, nem estranhas...
Minhas mudanças...
Mas são minhas...
Vivas e com ferocidade...

Cansado de correr...
Na direção contrária...
Hoje me entrego...
Ao sabor do vento...

Não...
Não sou louco...
Apenas desejando...
Ser mais feliz...
Nesse momento...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#CANTIGA

Cenas retratam flagrantes da vida...
Tecendo o tempo...
Desatinos vão se completando...
E assim vamos seguindo...
Ano após ano...

Em olhar meio de lado...
Vez ou outra escuto no bar...
Papo furado...

E com esse enredo...
Cheio de cantos...
Sem culpa e sem arrependimento...
Apenas...
Vivendo...

Da insônia madrugada a fora...
Entre um copo e outro...
Vou jogando conversa fora...

Em tudo que aspiro...
O nada vai levar a nada...
Amanhã, talvez...
Possa esquecer alguma história mau contada...

Sem hora marcada...
Sei que tenho que voltar logo para casa...
Os abraços recebidos...
Nem de todos amigos...
Completaram a lacuna vazia ?
Entoaram alguma cantiga?

Fantasio e invento absurdos...
No que não existe faço acontecer...
Entre bocas ocas...
A conversa fiada me rende...

Sob a lua cheia...
Já tonto...
Me finjo acreditar que isso é viver...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠A #ROSA #VERMELHA

Entre pedras caladas no tempo...
Sob a magia do arco-íris florido...
Quando o coração bate acelerado...
A rosa vermelha sua história me contou...

Disse-me ela entre o vento...
Que nasceu entre as açucenas...
Entre as belas dálias...
Na calada do tempo...

Tão logo cresceu...
Viçosa cedo floresceu...
Apaixonou-se pelo girassol galante...
Que seu amor nunca percebeu...

Os lírios mais lindos...
De cores mais variadas...
A cortejavam com alegria...
Os gladíolos enchiam-se de cuidados...
Mas o carinho deles, ela não queria...

Cravos, orquídeas e jasmins...
Brotavam como pérolas no jardim...
Para ela o sabiá cantava...
Pouco ouvia o sussurro da fonte...
Nunca quis ouvir...

Em uma dia nublado...
Já prestes a cair um temporal...
O vento soprou mais forte...
E jogou ao chão o girassol...

Disse-me a rosa...
Que suas lágrimas foram confundidas com a chuva...
E no amargo dos dias seguidos...
Espinhos ela criou...

Ela bela com certeza...
Mas triste foi no amor...

- Arramque-me - implorou...
- Não quero ser aquela que morre...
-Aos pés pisada...
-Triste e tão só...
- Na sarjeta abandonada...

-Leve-me consigo...
-Guarda-me junto ao seu peito...
- E assim desse jeito...
-Terei eu a doce esperança...
-De ser seu amor...

Sandro Paschoal Nogueira

Conservatória - Caminhos de um poeta

⁠#RAZÕES

Tenho razão em sentir saudades...
Do tempo da melhor idade...
Da fantasia em companhia...
De correr em ruas vazias...
De rir cheio de alegria...
De brincar até tarde...

Tenho razão em sentir saudades...
Das flores colher...
Do céu muito estrelado...
Sonhando em voar...
E minhas mãos estender...

Tenho razão em sentir saudades...
Dos sonhos que agora jazem...
Em um limbo distante...
Quando tive a felicidade...

Tenho razão em sentir saudades...
Daqueles a quem muito amei...
Daqueles a quem muito me amou...
E que agora nada sei...

Tenho razão em sentir saudades...
Até do que desconheço...
E por mais que eu faça e me meço...
Das pequenas coisas que dou apreço...
Essa saudade me dói...

Tenho razão em sentir saudades...
De um olhar...
Um toque de mão...
Tamanha é a saudade...
De ouvir um coração...
Do colo em que me aninhei...
Do afago que ganhei...
De conselhos que em muitas horas foram ditos...
Uns ouvidos, outros não...

Tenho razão em sentir saudades...
Do que já não tenho mais...
E aqui me pego eu...
Sentindo saudades em meus ais...

Mas tudo só fica na vontade...
E vivendo sigo minha sina...
De saudades do que acabou...
Do pó que tudo se transformou...
Me deixando um vazio...
Só saudades e uma grande dor...

Tenho razão em sentir saudades...
Mas agora é só a vontade...
De voltar a um tempo...
Que sem eu me dar conta...
Mansamente escoou...
Terminou...

Eu tenho razão em sentir saudades.

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#NOSTALGIA

E no correr do tempo...
No eco vazio a que me enfeito...
Partiram sem se despedir...

Partiu minha infância...
A pureza também se foi...
O brilho do olhar foi quebrado...
Quando em certo dia...
O coração foi magoado...

Chegou a adolescência...
E tão rápida também se foi...
Se houvesse uma despedida...
Mais triste seria talvez...

Tudo era descoberta...
Confesso que às vezes tenho melancolia...
Desejos partiram...
Muito deles foram embora sem me avisar...

Vejo o tempo de cada minuto como uma eternidade...
Bate a nostalgia do passado...
Vem a certeza de ser o que fui...
E feliz novamente estar...

Onde foi que fiquei?
Onde foi que me deixei?
O que foi que me fiz?

Não quero no tempo, não preciso, voltar...
Só me restam as lembranças e sonhar...

Feliz pelo o que ainda não veio...
Esperando o melhor dos agoras...
A vida é essa arte...
O que antes foi esperança...
Hoje são saudades.

Sandro Paschoal Nogueira

Conservatória - Caminhos de um poeta

⁠O #ACENDEDOR DE #LAMPIÕES

No silêncio do ontem...
Entre ventos a soprar...
Saudoso de tempo que não volta mais...
O acendedor de lampiões vem lá...

Em namoro com a lua...
Em vielas e ruas...
Nos becos mais escuros...
Junto as tabernas ou cafés...
Casarões antigos...
Cabarés...
Em cantos silenciosos...
Entre alguém e ninguém...
Um a um acende...

Tão cedo no céu a fornalha se aurora...
Retorna lentamente...
Vagando entre as sombras...
Que espreitam insatisfeitas...
O adormecer das estrelas...
No baile das horas...

Não sabe ele...
Nada pode testemunhar...
Da vida pulsante oculta...
De madrugadas de luar...

Muitas vezes o tormento...
Incendeia a paixão do tempo...
Quando a alma precisa de um momento...

Em caminho tantas vezes percorrido...
O acendedor sente saudades de abrir a janela do coração...
Bendita, malvada vida...
Em acender e apagar o lampião...

Suas imensas lembranças...
Silenciosamente dentro dele começam a ecoar...
Algumas oprimem seus sonhos...
Outras o fazem sonhar...

Na rotina dos dias, meses e anos...
Deseja prender o tempo...
E do que lhe resta tão pouco...
Sem perceber muito dá...
Em seu passeio noturno...
Ele faz tudo brilhar...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#DEVANEIOS

Às vezes, passo horas inteiras...
Sonhando o tempo que lá vai...
Julgo que a luz seja eterna...
E que Deus sua face me revela...

E vou com as andorinhas...
E até quando, me pergunto...
Flor insegura, enlaçada ao vento...

Na curva onde ilude o mundo...
Creio que tudo seja eterno...
Durante um segundo...

No espaço sereno das coisas que se deixam...
Fazendo bem ao coração...
Sonho...

A viver, sem testemunhas...
No espelho de mim...
Ah, os meus olhos...
Onde estão?

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠Noite à fora...
Sobre uma navalha...
Ó divina esperança...
Sonho de criança...

O tempo a criar silêncio...
Tornando o sonho poeira dos tempos...
Poço imenso e fundo...
Que engoliu meus desejos...

A ver no mundo seco a seca realidade...

Dos ébrios jogados à sarjeta...
Das matronas em penunbras das ruas da esquerda...
Dos pederastas em gargalhadas...
Disfarçando as lágrimas não jogadas...
Das mocinhas vendendo favores...
Em troca de licores...
Daqueles que só encontram alegrias...
Quando deixam suas garrafas vazias...

A vã loucura a moda é prima-irmã...
Mas quando vem o senso erguer-lhe os densos véus...
Desse desgosto...
Livrai-me Deus...

Salvo o meu desejar...
Teço beleza em tudo...

No hálito podre de um sugismundo...
No idoso porchetta...
Em quem que com qualquer um se deita...

Nessa langorosa magia...
Sob a lua que irradia...
As torpes paixões...

Sigo para meu descanso...
Aguardando, quiçá ...
Outro dia...

Valei- Deus...
Ou quaisquer outros guias...
Fim de noite...
Madrugada fria...

Eu próprio me interrogo:
– Onde estou? Onde estou?
E procuro nas sombras enganosas...
Sob essas horas mortas...
As mesmas coisas repetidas...

Inúteis os sonhos e as amarras
que nos prendem ao cais...
Mas quem sou eu que não escuto meus próprios ais?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Por vezes quando o tempo passa...
Em horas dentro de mim...
Passa um nada meio acontecido...
Uma saudade que não tem mais fim...

Na penumbra de minha casa...
Escondido sob o luar...
Na artéria estendida do silêncio...
No vão do patamar do tempo...
A procurar...

Pressupondo um olhar para trás...
Por tudo o que eu vi e sei...
No curso veloz da vida...
Corri, subi e voei...

Agora grito...
Para rasgar os risos que me cercam...
Insensatos...
Não me servem de consolo...
Tolos...
Inúteis...
Pueris...

Fartam-me até as coisas que não tive...
Fartam-me com tudo o que sonhei...
Fartam-me o tanto que desejei...

Outrora escalar os céus, imaginei...
Tudo era igual...
E tudo me ruiu...
E entrei abandonado na esperança...
Entreguei -me a ela e ela me possuiu ...

Em combustão secreta...
Ao silêncio me abri...
Hoje entre as pedras procuro...
Aquilo que perdi...

Não paro...
E se necessário volto atrás...
Quantas vezes necessárias forem...
Até reencontrar...
O que nunca esqueci...

Dizem todos que é loucura...
Bem isso eu sei...
E muito ouço e muito já ouvi...
Tenho um caminho marcado...
E se agora não encontro...
Vou procurar no passado...
Revolvendo as cinzas...
Até descobrir...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠No declive do tempo os anos correm...
E o tempo esmaga tudo...
Ai, ai de mim enquanto caminho...

São inúteis as palavras destes versos...
Nada entenderás...

Só quero o que me é devido...
Com licença, quero passar,
Tenho pressa de viver...
Não tenho tempo a perder...

Nesses dias que embranquecem meus cabelos…
Ferido de silêncio duro e violento...
Com um beijo me despeço...

Eu andava à sua procura quando ainda não existias...
Sinto...
Sem planejar nenhum destino...
Que é preciso partir...
Os nossos sonhos uniram-se
talvez muito tarde...

Anda a bruma a fazer-me medo...
Não há luar,
Não há estrelas...
Já não sei mais o quero...
Já não sei o que vejo...

Hoje, é que nada espero.
Para quê, esperar?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠No tempo dos segredos...
Todas as coisas eram possíveis...
Era no tempo em que os meus olhos...
Não tinham visto tantas coisas frias...

Antes das palavras gastas...
Antes de não termos já nada para dar...
O que chega, não fica...
Nem mesmo abre em nosso peito feridas...
Já não se passa absolutamente nada...

A rosa se descobriu a perder a cor...
Fechou os olhos e adormeceu...
E quando amanheceu veio o vento e a arrancou...

Ocultam-se as paixões...
Sob os véus da ilusão...
Tudo acaba como começa...
Sem guardar a lembrança de um amor...
Pobre e frio coração...

Ninguém te abriu...
Ninguém verteu lágrimas de puro afeto...
Ninguém lhe sorriu...
Refém das mágoas que a si mesmo causou...

As histórias são recontadas de tantas formas...
Tudo indefinido...
Destino...
Acaso...
Desejos...
Escolhas...
Talvez...

É bom às vezes sentir medo...
Raro ser compreendido...
À frente o desconhecido...
De tudo que se acreditou...
Onde o silêncio esconde pensamentos...
De tudo que já sonhou...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Grande ilusão morta no espaço tempo...
Do fundo do copo...
Disfarçando a espera de um qualquer sofrimento...

Pelas saudades que lhe aterram...
Procurando no amor a felicidade...
Entre conversas vãs...
Entre os descasos sem cuidados...
Pertencer a quem souber...
Apreciar os trejeitos...

No íntimo mais profundo...
Ignora o silêncio e o eco...
O que o coração murmura, a voz não diz...
Entorpecido sente-se feliz...

E vão-se em mar a fora...
Os sentidos embriagados e mal sentidos...
Que tudo é ilusão que esta alma sente...
Se nada há de novo e tudo o que há...
Sentir prazer em deitar-se com o perigo...

Que alguém lhe mostre a tua imagem, como tantos, sem sentido...
Sem expor à vergonha...
Sem alardear seus gemidos...

Pobre esperançado...
Que anda crê na ilusão…
Do amor…
Da fantasia...
Que nas portas dos bares aguarda...
Alguém a lhe acompanhar pelas ruas...

Tudo posso esquecer em minha vida...
As visões em minhas estradas percorridas...
Só não consigo me esquecer no entanto...
Dessa figura de alma nua...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Todo esse tempo que lá vai...
Vejo passar a minha vida...
Em preto e branco...
Em branco e preto...
Por alta noite...
Quando não ouço um pio...

Os meus amigos onde estão?
Que batam à porta...
Façam-se chegar...
Mas apenas espero você...
Por onde andarás?

Vem...
Destruir o silêncio...
Levantar os panos...
Limpar o espelho...
Que de tanto o fitar...
Preto no branco ...
Cinza está...

Deixada sobre a mesa...
Cheia de negra poeira...
A estrela por ti colhida...
Se empequena...

Tudo está lá fora...
E tanto aqui dentro quero...
Sentado...
Aqui espero...

E ponho-me a olhar suspirando...
Aguardando que se abra a porta...
E eu, que não sou mais do que isso...
É só isso o que me importa...

Tendo idéias e sentimentos por os ter...
Do que julgo que sou…
Do que anseio ser...
Sei que nada sou...
Quando estou longe de você...

Sandro Paschoal Nogueira