Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
No calendário do tempo está começando mais um mês, com direito a sonhos novos e esperanças renovadas. Que seja um mês abençoado; que traga consigo paz para o espírito, amor para o coração, suavidade para o olhar e punhado de doçuras para dar leveza às horas. Feliz Março!
Nas dobras do tempo, onde a vida se esconde,
Investimos tudo, cada passo que se responde.
Como o machado que esquece a árvore ao cair,
Às vezes nos perdemos sem sequer perceber partir.
Entregamos sonhos, esperanças e suor,
Mas às vezes o destino nos reserva dor.
Como a árvore que cai sem ninguém notar,
Nossa entrega às vezes se perde no mar.
Mas mesmo diante das desilusões do caminhar,
Resta a sabedoria em cada cicatriz deixar.
Pois no esquecimento da árvore pelo machado,
Aprendemos a valorizar o que é verdadeiramente foi dado.
Na beleza da manhã, encontramos o nosso endereço, e nela vai se revelando o tempo que se apronta.
A natureza desperta , num eterno renascer!
Sabia que o árduo trabalho de acabar com o estado fracassado consumiria meu tempo e me impediria de ficar ao seu lado, com a sua mão na minha. Mas saibam que vocês me preenchem com todo o amor que eu preciso.
Mudar dói, mas se faz necessário. Porém, deve ser devagar, aos poucos, tudo no seu devido tempo. Aquilo que é dobrado com muita velocidade e força, consequentemente quebrará, dê tempo ao tempo.
Velha lembrança
O tempo que se esvaiu,
Dos dias em que nos encontrávamos,
Só o tempo ergueu,
Agora, aqui estou, em versos me expressando.
Reencontro de Saudades
Nas memórias, o tempo se desfaz,
A nostalgia de revê algo que gostamos.
Entre saudades, o coração jaz,
Num reencontro, sonhos reavivamos.
Houve um tempo em que meu maior medo já foi em perde a memória, pois era lá que você morava,
Hoje já não me importo mais, pois o que existe são escombros de uma antiga e linda mansão,
Hoje viajo pelo mundo fazendo novas histórias, construindo outras casas, colocando lindos quadros nas paredes da memória,
E se alguma memoria há de ficar, são dos momentos que sorri.
Aniversário
Num suave sopro o tempo flui,
entre os dias que se passam,
dedos e mãos se entrelaçam,
seu sol, girassol,
ilumina a estrada,
tece laços, trilha a jornada,
celebra o presente aniversário,
na batida do coração,
como doce melodia,
canta e dança a vida,
a poesia.
Nas brumas de Murim, onde o tempo repousa,
A China se ergue, histórias que se entrosam.
Entre montanhas e rios, antigos segredos se enlaçam,
No sussurro do vento, a alma se apronta e se espalha.
Silenciosa como a brisa que acaricia o bambu,
A história se tece, como um bordado no azul.
Murim, guardião do passado que persiste,
Na trama do tempo, a China persiste.
Entre muralhas que ecoam memórias antigas,
O dragão desperta, suas asas se resignam.
Em cada pedra, um suspiro do passado,
Na dança do tempo, um legado preservado.
Oh, Murim, testemunha das eras que se vão,
A China floresce, como um lírio a desabrochar.
Na dança do tempo, o presente se entrelaça,
E a história sussurra: "Murim, sempre a guardar."
Na dança do tempo, o pensamento vagueia,
Entre sombras de dúvida, a mente semeia.
Questões que flutuam, como folhas ao vento,
No jardim da existência, busca o entendimento.
A
Oh, efêmero mistério, que é viver,
No palco do cosmos, a dança a reviver.
Entre paradoxos, a mente se expande,
Buscando na essência o que o tempo comanda.
Em cada escolha, um destino se entrelaça,
No tecer da razão, a mente abraça.
Filosofia, guia na jornada incerta,
Do pensamento humano, a eterna descoberta.
Somos as duas coisas ao mesmo tempo. Ninguém é totalmente do mal ou do bem, mau ou bom, o equilíbrio que é a perfeição. Já dizia Sócrates, Aristóteles ou Platão.
O “Testemunho” de Deus
Sob o sol, onde o tempo flui sem cessar,
Velozes correm, mas nem sempre vencem a jornada.
Fortes batalham, mas nem sempre triunfam na peleja,
Sábios anseiam, mas a fome ainda os assola.
A fortuna, caprichosa, foge aos prudentes,
E a glória, tão almejada, escapa aos instruídos.
Pois o tempo, impiedoso, e o acaso, inescrutável,
Afetam a todos, sem distinção, indistintamente.
No testemunho de Deus, a vida se desvenda,
Humilde diante da incerteza que nos cerca.
Reconhecemos Sua mão, sábia e invisível,
Guiando nossos passos em meio à escuridão.
Assim, na dança do destino, encontramos fé,
Na soberania divina que rege o universo.
Em cada revés, em cada vitória incerta,
Descansamos, confiantes, no amor que nos protege.
Ecos da Renascença
Nas telas do passado, a história é pintada,
Com cores que o tempo já desbotou.
Artistas da Renascença, mãos abençoadas,
Em cada pincelada, a alma chorou.
Da Mona Lisa, o sorriso enigmático,
Esconde segredos de um coração solitário.
O olhar de São Jerônimo, tão estático,
Reflete a penitência, o fardo diário.
O nascimento de Vênus, tão sereno,
Mas por trás da beleza, o mar revolto.
A melancolia do céu, o destino ameno,
Na tela, o paraíso, mas o mundo, um insulto.
Michelangelo, com o teto a adornar,
Deus e homem, a centímetros de um toque.
Mas entre eles, um abismo a separar,
A criação divina, e o mortal, em choque.
Rafael e seus anjos, de faces doces,
Mas até no Éden, a tristeza se infiltra.
Pois sabem que o fim dos dias se aproxima,
E o juízo final, a todos, desencanta.
Da Renascença, o legado eterno,
Mas até na arte, a dor se faz presente.
Pois cada obra-prima, um lamento interno,
De um artista que ao mundo, se sente ausente.
sou um gênio e como todos os gênios também sou um idiota, se você me conhece há muito tempo você apenas irá me ver como um idiota, oque são os gênios, são apenas o polo oposto dos idiotas.
A filha é para a mãe ao mesmo tempo seu duplo e uma outra, ao mesmo tempo a mãe a adora imperiosamente e lhe é hostil; impõe à criança seu próprio destino: é uma maneira de reivindicar orgulhosamente sua própria feminilidade e também uma maneira de se vingar desta.
"A minha Epifania"
Na trilha da vida, aprendi faz tempo,
Que a felicidade está em cada momento,
Não em festas, nem em comemorações,
Mas nos dias simples, sem pretensões.
Nos dias banais, no sol a brilhar,
E até na chuva que vem nos molhar,
Ela se esconde, nos surpreende,
Na simplicidade, sempre se estende.
A felicidade é um caminho sinuoso,
Com curvas, montanhas, desafios formosos,
É um estado de alma, de contentamento,
Colecionando instantes, em cada momento.
Uns são felizes com pouco, é verdade,
Outros com menos, longe da vaidade,
Mas há quem busque no frívolo e ilusório,
Na ostentação, no ego, no transitório.
Meus momentos felizes, guardo com afeto,
Lugares singelos, com o amor repleto,
Com pessoas queridas, sentimentos puros,
Emoções sinceras, sem artifícios obscuros.
Por isso, não busco a felicidade distante,
Nos dias marcados, na ilusão constante,
Mas em cada dia, em cada passo dado,
Na simplicidade da vida, no presente abençoado.
Caminho pelo jardim, olhando o céu,
As árvores balançam, em suave véu,
Sinto a natureza, em harmonia e calma,
Nesse momento simples, encontro minha alma.
