Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

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Senhor, ensina-me a remir o tempo curto que tenho, unindo piedade e obras de amor para testemunhar hoje a Tua glória eterna.

Todo dia


Todo dia é ano novo na escuridão do infinito,
onde o tempo se dobra e renasce em cada instante.
Todo ponteado de estrelas na amplidão do universo,
brilham elas silenciosas no simples prazer de aí estar a brilhar,
desvendando segredos antigos, histórias esquecidas... chegadas... partidas... abraços e feridas.
Nos segredos desta vida, no germinar da semente,
reside a esperança tênue que desperta com o sol,
tocando a alma com seu toque leve... suave e sutil.
Sussurros tristes do vento passam, contando
memórias guardadas nas dobras do tempo e do espaço, lembrando dos encontros e dos abraços,
Há sempre um recomeço, um brilho renovado,
como a aurora que se abre, anunciando a promessa:
o cotidiano é poesia, um convite a fazer das manhãs momentos de paz e alegrias.
Em cada novo amanhecer, a vida se refaz,
todo dia é ano novo, um infinito renascer.
Feridas que não se curam, feridas abertas,
Memórias gravadas, noites desertas.
No peito, um coração partido,
Batendo lento, medo contido.
Tanto é o medo que tenho sentido,
Um sussurro frio, um grito contido.
Mas mesmo nesse mar tormentoso e fundo,
Há um sopro doce que move o mundo.
Cicatrizes contam histórias e dor,
Mas também revelam força e amor.
Entre os escombros do que já foi,
Surge a luz que nunca acabou... só estava entre sombras... que um vento generoso pra bem longe soprou

Parem o tempo,
Virem todas as ampulhetas,
Calem os ventos da aurora,
Esqueçam suas rotas, os planetas.
Parem o tempo no ar:
Estou a beijar e boca dela.


​Agora sim, corram, às horas!
Na velocidade da luz,
Num instante do pôr do sol,
Nas asas do colibri,
No perfume do jasmim.
Voa, tempo, vai-te embora:
Estou à espera dela.

A música é a manipulação plástica do tempo.

A constância é a organização do tempo.

O artista para o tempo.

O tempo/movimento é onda, e é partícula.

As partículas do tempo são uma onda.

O meu repertório


Coisas vazias brilham ao sol.
Nulidades querem se destacar do nada.
O tempo procura mostrar sua existência, mesmo não sendo possível.
Os sentimentos fingem ter vida própria.
Essa é a casa dos ancestrais.

O mundo é uma peça de teatro que se repete todo o tempo. O mundo quer a sua repetição. Só quando percebemos a nossa contínua reprise é que podemos nos modificar, e, assim, modificar o Universo.

Este mundo vai se acabar


Haverá um tempo em que existirão poucas pessoas e os poucos serão gente de qualidade, não muitos supérfluos. A propaganda não existirá para promover o muito, o inútil e o daninho à vida, ao contrário, virá do real desejo de preservar e promover o conhecimento da sua Natureza. Os materiais usados serão mínimos, ampliados pela imaginação, que será usada por todos para criar, através da arte, um mundo que realiza a sua beleza. Assim, só haverá Um. A doença da cobiça se findará e o dinheiro não será mais sinônimo de culpa e auto sabotagem. Apesar dos seus inúmeros defeitos, as pessoas encontrarão um denominador comum que as una, fazendo que parem de competir e se voltem ao apoio de todos por todos, acabando a inimizade recíproca. Isso é difícil de acontecer, mas é inevitável, sob a pena de não haver mais humanidade.

Lembrança


Velho destino, poeira do tempo
Para o olfato, o suor como pimenta
Para o paladar, o corpo todo

O tempo é a consciência da comparação dos movímentos.

Perspectiva inversa


A algum tempo atrás começou um processo na minha mente, que poderia ser chamado de delírio. Tudo o que eu acreditava foi encoberto por pensamentos vagos, ambivalentes, improváveis, disformes. Era como um quebra cabeças em que eu fazia força para encaixar as peças. Assim A era a, 6 era 9, o som das cigarras era igual ao de um apito. Isso funcionou muito bem e eu senti o poder da compreensão de tudo. No entanto, uma falha naquele sistema, mais a minha habitual tendência à desconfiança me levou à estaca zero, ao pensamento comum dos mortais. Foi uma ducha de água fria, mas muito do que eu aprendi, naquela época, ficou. A sensação de que a realidade é uma sequência de eventos sincronizados, de que as minhas memórias são apenas duplicatas do que está acontecendo agora, já que o passado é gerado pelo que acontece no momento.

"O tempo revela o que a emoção esconde."


@gmajordeus

O tempo é o único recurso que você gasta sem poder recuperar. Por isso, escolha com cuidado onde coloca sua vida.


@gmajordeus

Desabroche, mas no seu tempo

Existe uma pressa no mundo que, às vezes, nos adoece sem fazer barulho. Uma pressa que olha para o relógio como quem olha para um juiz. Uma pressa que inventou a mentira de que há idade certa para começar, idade certa para vencer, idade certa para sonhar, idade certa até para ser feliz.

E então muita gente acredita.

Acredita que, depois de certo tempo, tudo fica mais difícil. Que o coração envelhece junto com o corpo. Que os sonhos criam ferrugem. Que a coragem passa a morar só na juventude. Como se a vida colocasse uma placa invisível diante de nós dizendo: “até aqui você podia; daqui para frente, apenas aceite”.

Mas a vida não fala assim.

A vida fala por estações. E cada estação tem sua beleza, seu peso, seu fruto e sua revelação. Há flores que se abrem cedo, quase ainda de madrugada. Há outras que precisam de mais sol, de mais chuva, de mais silêncio. Nem por isso são menos belas. Nem por isso erraram o tempo. Apenas obedeceram ao ritmo secreto com que Deus, o destino ou a própria existência as chamou para florescer.

Desabrochar não é correr. É amadurecer.

Há pessoas que só descobrem a própria força depois das perdas. Há quem encontre sua voz depois de anos de silêncio. Há quem só aprenda a amar de verdade depois de ter juntado os cacos do próprio peito. Há quem comece uma nova história quando todos ao redor já tinham decretado o fim do livro.

E como é bonito isso.

Porque viver não é cumprir calendário; viver é acender sentido. Não importa se alguém começou aos vinte, aos quarenta, aos sessenta ou aos oitenta. O que importa é que começou. O que importa é que ainda houve chama, ainda houve desejo, ainda houve entrega. Enquanto houver fôlego, há tempo de nascer por dentro outra vez.

Talvez o grande erro de muita gente seja confundir idade com limite. Idade não é muro; é estrada. Não é sentença; é experiência. Não é fechamento; é acúmulo de céu e de chão dentro da alma. Em muitos casos, é justamente o passar dos anos que nos devolve a coragem mais bonita: a de viver sem pedir licença ao medo.

Chega uma hora em que a gente entende que não precisa provar nada para ninguém. Precisa apenas não desistir de si. E isso muda tudo. Porque, quando alguém decide acreditar novamente em si mesmo, até os dias comuns começam a florescer de outro jeito.

Por isso, desabroche. Mas no seu tempo.

Sem se comparar com a primavera do outro. Sem invejar o jardim alheio. Sem achar que sua hora passou só porque o mundo resolveu medir a vida com réguas apressadas. O fruto que amadurece no tempo certo tem mais doçura. A flor que respeita o próprio processo tem mais raiz.

Acredite: não ficou tarde demais.

Ainda há beleza esperando sua coragem. Ainda há caminhos esperando seus passos. Ainda há instantes que a vida quer lhe entregar como quem diz baixinho: “veja, ainda não terminei com você”.

E talvez a maior sabedoria seja justamente esta: receber cada momento como uma nova oportunidade de existir com inteireza. Viver o agora com gratidão. Abraçar o que chega. Honrar o que passou. E seguir, não com pressa, mas com presença.

Porque a vida não premia quem corre mais.
A vida revela seus milagres a quem permanece.
A quem acredita.
A quem, apesar de tudo, ainda escolhe florescer.

“Ode ao Amor Eterno”

Na vastidão do tempo que transcorre,
Encontrei-te, minh’alma geminada,
E em teus olhos o universo corre,
Constelação de luz apaixonada.
Teu corpo é verso que minha pele escreve,
Poema vivo em cálida prosódia,
Onde cada carícia se atreve
A compor sinfonias de melodia.
És tu o porto da minha errância,
O farol que ilumina meu destino,
Em teus braços encontro a bonança,
E mergulho em êxtase cristalino.
Quando nos fundimos em ardente enlace,
O mundo some em nossa intimidade,
E o tempo, suspenso, já não passa,
Somos um só na eternidade.
Teu sussurro é prece que me embala,
Teu toque é bênção que me consagra,
Em cada beijo, a alma se revela,
Em cada abraço, o amor se sagra.
És a musa que inspira meu viver,
A poesia feita carne e essência,
E amar-te é renascer, é transcender,
É encontrar na entrega a transcendência.
Para sempre serás minha verdade,
Meu recomeço e minha conclusão,
O amor que habita na imensidade
Do mais profundo verso do coração.​​​​​​​​​​​​​​​​

Há reconhecimentos que chegam tarde demais; o tempo esmaga o interesse.

A boa frase é um remédio escrito no vento; voa pelo tempo para nos curar.