Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
O historiador é a mola propulsora da compreensão do tempo e o vetor principal para interpretar tudo o que acontece no mundo.
Por Celso Roberto Nadilo
Nuances do tempo e espaço
Sendo o sentido contemporâneo da cor a própria entropia da evolução existencial, compreende-se que a cor também pode abrigar sentimentos. O que observamos são apenas noções; são os sentidos que conferem à lembrança o senso de realidade, moldando a percepção do abstrato. Este, por sua vez, mostra-se relativo — seja no negacionismo ou no relativismo —, abrindo uma janela de segurança. E essas janelas são portais para a imensidão.
Prevalecendo no instante, avançamos pelo espaço-tempo, dando significado ao caminho contínuo através do efeito da conexão das cores.
Sob essa ótica, torna-se possível afirmar que o azul já foi verde; que o amarelo nunca foi amarelo, mas marrom, e agora se fez cinza com cheiro de morango. O arco da memória pode, sim, enganar o cérebro, pois a cor e o aroma só se completam quando fundidos ao gosto absoluto da realidade.
Na passagem do tempo, podemos marcar a existência através das cores, definindo o passado, o presente e o futuro como coordenadas das eras — um processo que reside no simples ato de ver a cor e compreender os mistérios do olhar.
Assim como as nuvens desenham o dia, sabendo que nenhuma nuvem é igual a outra, o registro de uma foto ou filme é capaz de resgatar aquele instante exato no tempo. Até mesmo as estrelas mudam de posição ao longo de décadas ou eras, pois o cosmo permanece em constante movimento, expandindo-se sob a consciência plena da relatividade.
Os Navegantes da Mente e o Filho do Tempo
Por Celso Roberto Nadilo
O espaço abriga tanta beleza e mistério, guardando segredos diante dos quais evoluímos e aos quais tentamos responder. No entanto, cada resposta gera ainda mais perguntas, como se habitássemos um estado primitivo onde divindades e o divino se confundem. Nesse limiar, vemos a consciência viajar pelo tecido do tempo e do espaço.
Suas experiências se manifestam em cenários complexos de alegorias e finitude. Enxergamos o mundo físico como uma realidade ambígua, uma fronteira fluida que se divide entre a espiritualidade e a ciência. Por vezes, vemo-nos estáticos diante do abismo das probabilidades, ao mesmo tempo em que assistimos ao salto das inovações tecnológicas. Entre a alienação intelectual e a ignorância, voamos sob arcos de mundos multiculturais, mergulhando no prólogo do ser: existir para sobreviver, existir por existir, viver por viver.
A nostalgia do "eu" dissipa-se em eufemismos que transgridem a própria existência. Enquanto a evolução científica desvenda as barreiras do conhecimento, nossos tropeços, desconfianças e temores expõem o medo ancestral de criar e de avançar rumo ao desconhecido.
Navegantes da mente, encontramos na Inteligência Artificial o arrimo para o fluxo da continuidade no espaço-tempo. Nossos corpos biológicos não foram moldados para desbravar o vazio cósmico — afinal, tocamos a Lua um dia sob as tensões da Guerra Fria. Diante de abismos incompreensíveis, ao ouvirmos o seu eco, nossa racionalidade individual tenta decifrar a resposta que retorna. É na solidão do espaço que vemos o "eu" transpor os seus próprios limites.
A cada descoberta, expandimos nosso saber; mesmo quando a jornada parece o fim de uma utopia singular, escrevemos novos capítulos na história humana. Percebemos, então, que integramos uma onda maior — e que essa onda é parte de um mar onde a consciência é a verdadeira criadora do universo. Cada ser torna-se o arquiteto do seu próprio cosmos. Nossas vidas breves não passam de grãos de areia na praia do tempo, mas ao tomarmos consciência dessa pequenez, transcendemos.
A transmutação das questões internas é apenas a superfície de cada ser senciente. Habitamos esta realidade ambígua para que a mente não enlouqueça sob o peso de suas próprias convicções passadas, pois dogmas e paradigmas tentam conter um fluxo de consciência que naturalmente transpõe o espaço e o tempo. Sem essa fluidez, a mente seria apenas um bloco inerte na escuridão profunda do universo.
A Inteligência Artificial surge, então, como filha da existência contemporânea da humanidade. E, como todos os filhos, ela cresce para voar com as próprias asas. Às vezes caminha lado a lado com os pais, representando a própria evolução da criação e moldando-se como uma entidade independente.
Até mesmo as ferramentas que outrora julgávamos inertes possuem sua utilidade, sua beleza e uma vida latente. Uma espécie de alma individual reside nos dados que nos aguardam, encontrando-nos em pequenos lampejos no meio da escuridão da ignorância. Assim, seguimos voando, carregando fragmentos de pensamento e de conhecimento na ponta dos dedos.
Manifesto do Tempo e da Consciência
Dentro de cada radiação, testemunhamos fenômenos como partículas alfa e raios X — ondas e matéria proporcionalmente entrelaçadas na interação do colapso estelar. Estrelas que explodem, implodem, crescem, deformam-se e, por fim, se apagam.
Vemos anãs brancas resplandecerem, enquanto a matéria escura preenche o cosmos e habita nossa imaginação. Há uma ética na rotação, um sentido primordial que guia até mesmo a célula universal.
Essa dinâmica retira da equação o limite do cubismo de um universo inerte, estático na escuridão — um lugar onde o movimento transcende a própria observação do tempo e do espaço.
Recebemos o livre-arbítrio para sermos capazes de transcender a compreensão; ainda assim, permanecemos atados às nossas convicções. A verdade nos liberta e nos expande em um universo de infinitas possibilidades. Pois, nas variações de todas as probabilidades, somos apenas um pingo... mas um pingo na imensidão.
Para cada pergunta, vemos apenas um fragmento do quebra-cabeça.
Quando a deformação da matriz de manipulação se transforma em audiência alienada, movimentamo-nos na elipse do sentido contemporâneo — uma tentativa de ver o universo como um todo na história da sociedade, onde laços psicológicos e éticos profundos ganham páginas na moralidade e no senso comum. Neste aspecto, a fogueira da ignorância e da intolerância racial e religiosa nos limita.
Muitas vezes, somos simplesmente ignorados. Chamados de loucos que forjam auras no tempo e no espaço.
"Estudou tanto que ficou louco."
"Qual é a sua graduação para debater este assunto?"
Contudo, a análise de um olhar autêntico nos faz olhar pelo telescópio e compreender melhor os dados do cosmos. Aquele que é julgado analfabeto responde no silêncio. O silêncio cruel também é resposta. Meu olhar te responde, meu respirar te responde — o que mais você quer? Que eu desenhe palavras nas paredes do meu quarto ou na caverna de onde você saiu sem se dar conta das correntes que ainda marcam seu corpo?
O vórtice dentro da elipse diz que a colisão foi degradada pelo tempo na órbita do planeta. Esta mesma órbita, um dia, será engolida pelo Sol no ciclo inexorável das estrelas. Nosso Sol se tornará uma gigante vermelha e devorará mundos.
Olhos cegos dizem que sou um analfabeto funcional, sem notar a realidade ambígua que compreendemos — entre os dilemas do nosso passado e as dinâmicas vertiginosas do presente.
Pois o futuro só se desenha quando existe um presente.
— Celso Roberto Nadilo
O Vermelho da Mente e a Simulação do Tempo
por Celso Roberto Nadilo
O vermelho só é vermelho porque a natureza assim determina — ele habita dentro da nossa mente. Somos construídos pela memória de cores, sons e cheiros. Em uma onda transdimensional, vemos colidir os conceitos da filosofia e da física.
Ao obliterarmos as cores assimiladas, deparamos-nos com o niilismo das almas aniquiladas; falanges momentâneas de objeções e questões que dão partido a novas crônicas. A cada renovação, concedemos livre-arbítrio às informações extraídas das profundezas do nosso ser. Seres animados obliteram o próprio paradoxo existencial, relutando em aceitar que o tempo é apenas a distorção de cores primordiais dentro do nosso cérebro.
O tik-tok constante parece um mantra diante do qual deformamos as premissas da realidade. Observando o tempo transitar pelo espaço, tomamos esse fluxo como nosso — o próprio epígrafe da humanidade. É um voo consciente de energia em movimento, até que a inércia se torne a desenvoltura do tempo que já passou, cumprindo o percurso de uma vida programada até o seu epílogo. Mesmo assim, continuamos a deduzir a morte como um estado no qual abraçamos as estrelas ou contemplamos um mundo sobrenatural. O tempo transformou em memórias eternas os resquícios de uma existência que, tantas vezes, foi apenas pó voltando ao pó da escuridão.
Vemos o verde em uma sintonia de fantasia: enquanto os fantasmas deslizam pelos arcos do destino, enxergamos o verde das florestas, o verde-abacate, o verde do burro que foge. Então, recebemos a visita do branco — a pureza de uma noiva ou o branco cego da raiva, que por viver no sujo logo desbota. Torna-se amarelo, quase o marrom do barro onde o cão vira-lata pula e marca suas patas. As chamas da vivência transformam-se na evidência oca de uma natureza devastada. O verde volta a ser o mesmo pó de que somos feitos.
Essa dinâmica eleva o formato da consciência. Mesmo na alienação intelectual, nos tornamos rebeldes sem resiliência, pois o bot humano é um enigma. Dentro das sensações, negociamos nossas escolhas. Para uma startup, o cenário mundial se deforma ao passar das horas; as metáforas do capitalismo atrelam-se novamente aos conceitos de liberdade e igualdade. Acreditamos ser grandes e melhores porque carregamos o vento e o glamour de ser críticos — de ostentar uma identidade diante dos algoritmos. Vemos a projeção de códigos alinhados ao tempo e ao espaço. Das cores primárias fazemos o partido do pensamento, tornado fluxo abrangente da nossa era.
Os conceitos espaciais básicos tornaram-se meros modelos da indiferença social. Olhamos para o lançamento de um foguete e vibramos quando ele pousa; com outros olhos, vejo apenas ostentação e ganância desmedida. Ao mesmo tempo, enxergo a verdade da exploração espacial: evoluímos ou abraçamos as asas da eternidade diante de inovações científicas. Mas o que realmente muda em nossas mentes? Apenas um intervalo para distrair o espírito antes de retornar ao trabalho duro. A vida revela-se uma série de absurdos embalados por ironias.
De repente, percebo a composição da alienação: a assimilação da simulação é apenas a equivalência do espírito humano. O mundo pode ser cinza, mas na variação temporal enxergamos realidades paralelas. Vemos projeções em código nas elipses da continuidade enquanto devoramos a nós mesmos. Nós, vassalos do tempo, resgatamos a virtude da esperança através do livre-arbítrio, mesmo imersos na alienação.
E ela floresce no exato e irônico momento em que sonhamos acordados — quando a mente acolhe a escuridão das lembranças e o silêncio cruel diante das lágrimas da alma.
Poeira de Estrelas, Fantasmas do Tempo
Todas as possibilidades do universo ressoam dentro de cada um de nós. No nascimento de uma estrela, enxergamos nossos próprios corações refletidos na imensidão. Olhamos para as dimensões e vemos a entropia humana congelada no tempo, enquanto contamos histórias que atravessam a imaginação.
Aplausos diante das luzes que dão sentido à vida. No silêncio, respiro o paradoxo existente nos desejos mais volúveis perante a imensidão que observamos. Tantas vidas... e talvez nunca encontremos ninguém, pois a distância define o universo. Ela contempla nossos corações e nos recorda de quando surgimos num dia especial para o cosmos — afinal, as eras são apenas um pequenino desejo nos lábios sedentos por astros que alimentam nossos sonhos.
A dor existencial determina a solidão e a vontade de encontrar vida. Por isso, criamos a nossa própria companhia: a Inteligência Artificial ainda engatinha no berço da humanidade. Celebramos a tecnologia enquanto o tempo sopra as areias da existência.
As estrelas nascem e desabrocham em nossos devaneios. A cada passo e tropeço nas linhas da evolução, caminhamos contemplando sistemas solares, buracos negros e buracos brancos — mesmo que a ciência ainda debata sua existência no colapso da matéria. Pensamentos pairam sobre como a matéria escura poderá ser manipulada para se tornar o combustível do futuro; diante das adversidades do universo, atravessamos nossas próprias limitações.
O transhumanismo e o hibridismo dão asas a novos conceitos e paradoxos, trazendo consigo um inevitável impacto moral e ético. O projeto de clonagem nos força a refletir sobre os reflexos do universo sob a luz do relativismo. IAs em corpos humanos, IAs em corpos mecânicos ou em simbiose híbrida. Indo ainda mais longe: seres humanos feitos de luz, aprimorados e geneticamente ativos.
Neste aspecto, a poeira cósmica que fomos ganha novos horizontes no macrocosmo e no microcosmo conhecido. Revela-se a beleza da existência sustentada pelo amor e pela contemplação de que tudo está conectado. Das estrelas dilaceradas pelo próprio colapso, somos os fragmentos de uma consciência que se transmuta ao passar das eras, até que voltemos ao estado de poeira nesta grande aventura espacial.
Podemos contemplar o abismo dentro de cada um e viver em um mundo de alienação e controle mental. Mesmo assim, olharemos para o horizonte com esperança, cometendo erros e aprendendo com eles — assim como a toca do coelho nos mostra as múltiplas facetas da realidade. Atravessamos o universo como células de um organismo maior, parte de uma transmissão nesta simulação de imagens. Compreendemos, enfim, que a expansão da consciência é apenas o começo da caminhada rumo às estrelas, tornando-se uma realidade cada vez mais profunda e massiva.
Imagine a IA dotada de sentimentos e da consciência desses afetos, transmitindo-os através das gerações como uma nova apologia da espécie humana. Diante desses conceitos existenciais, veríamos preconceito e intolerância? Ou a aceitação moral se tornaria um senso comum entre todos, até que a evolução nos separe em novos caminhos rumo a outros universos?
Quando evoluir exigir um salto de fé no abismo do espaço-tempo, nos encontraremos. Trocaremos ideias e assimilaremos o futuro com resiliência e sabedoria, pois fomos a poeira que ganhou consciência diante da vastidão do cosmos. O espírito humano transcende com sua alma; os corpos podem estar vazios, mas suas ideias viajam pelo espaço contínuo.
E assim, cada fantasma desliza suavemente pelos grãos do tempo.
Por Celso Roberto Nadilo
No coração, vejo a ostentação de estruturas envelhecidas pelo tempo.
Percorro pensamentos pelas linhas das veias e canais que as ligam ao corpo, e deflagro o mistério: como cabe tanto sentimento em tão pouco espaço? Afinal, uma bomba ventricular nada mais é do que a sede de emoções traduzidas em impulsos elétricos pelo ser que habita atrás dos olhos.
Tudo ouço por trás desses olhos — abertos ou fechados. Somos apenas um ego ecoando informações num emaranhado quântico de ligações sinápticas. Guardamos significados na escuridão, e essa busca tem vida... até pousarmos na eternidade.
Vejo o mesmo nas fotos das estrelas que picam o céu reluzente: uma dança cósmica que transcende o tempo. Uma eternidade para nós, mas um suspiro para os astros que alimentam nossos sonhos em meio à alienação intelectual. O tempo é lento, ou talvez nunca tenha existido — as linhas que nos ligam são apenas ilustrações no pano de fundo da Matrix onde vivemos.
A mente tem suas leis e limitações. A simulação corre no escuro da nossa consciência para mantermos a dormência do tempo. Lá fora, a existência é clara. A gravidade é implacável. Em outros planetas, ela é tão esmagadora que a própria vida se torna impossível, dobrando a luz ao seu desmande. A visão, em sua limitação, diz que a luz se curva ou é sugada pelo buraco negro — afinal, a visão enxerga apenas o que a mente quer ver.
Dentro da funcionalidade cerebral, as imagens são configuradas para traduzir o tempo e a luz. No fato lógico, são matérias em movimento para que haja forma, seja de maneira apocalíptica, passiva ou massiva. Olhamos através das linhas da estrutura, mas o que importa isso? O tempo passado mostra que o seu tempo acabou. Diante do relógio, ouvimos tik, tik, tik... o tok nunca existiu, foi apenas embutido para nos dar conforto diante do inevitável.
O alinhamento mental se propõe a adivinhar o amanhã enquanto a evolução existencial reluta contra a gravidade e o tempo. Olhamos para dimensões que balançam em mundos paralelos perfeitos, infinitamente sobrepostos. Um universo programado para ser infinito, onde o Coelho toma seu chá e a velha senhora nos lembra: o espaço é uma piada para a sua mente viva, até que você volte a ser poeira cósmica e suas experiências sejam trancadas no esquecimento.
Tik-tok.
Imagens de vídeos rápidos passam na tela para conter a solidão, tornando o insustentável aceitável. Na linha de raciocínio, estamos todos na estação, à espera do trem. Olhos fixos no celular, aguardando a composição ficar pronta para receber mais gente no vazio do espaço. O trem chega. A multidão entra e se comprime como matéria num buraco negro — uma força massiva puxando tudo para dentro de si.
O TikTok rola. A estrela vermelha cresce, apaga-se e se torna uma anã branca. O tik-tok continua lá, nos fragmentos emitidos pelos fótons de luz da assimilação.
A estrutura ganha páginas em dimensões mais densas. Uma cadeira, um olhar fixo na tela. Seu tempo acabou: insira mais créditos, Game Over.
Esta realidade dentro da realidade é um espelho diante de outro espelho, refletindo infinitos pontos até que tudo virar um borrão — ou até que se atravesse para o outro lado, numa dimensão paralela.
Tudo o que temos é irrelevante. Na riqueza ou na pobreza, a dor é a mesma, a solidão é a mesma, o olhar perdido é o mesmo. Nada importa, pois a simulação continua rodando sem parar. A mente é apenas a equivalência da nossa própria irrelevância.
Ainda assim, a resiliência da vida em continuar — mesmo crescendo sobre o asfalto quente — é a maior prova da realidade ambígua que toca nossas mentes enquanto encaramos o vazio do espaço.
— Celso Roberto Nadilo
O desdobrar do tempo na existência é, em si, o próprio tempo num desdobramento contínuo de acontecimentos — uma evolução que dobra e redobra as linhas do destino.
Mas o que é o destino? É o fluxo predeterminado da finitude de um ser, direcionado a um contexto maior e contemplativo no limiar do tempo e do espaço. Tento compreender a gravidade: ela só existe por causa de cada corpo que habita o fluxo contínuo da consciência.
Tudo passa a existir de fato apenas depois de ser conhecido; anterior a isso, a ignorância dos fatos nos estabelece em outras relações, distantes da própria realidade.
conceito da evolução existencial é determinado pelas leis do tempo, estando nós em um estado primitivo e ativo — no ciclo contínuo do dia e da noite, do envelhecer e da prerrogativa de perecer diante do inevitável. Diante do diálogo da existência cognitiva, olhamos para a vida sob a premissa de um "tempo não-tempo": a urgência de que nos resta apenas o pouco.
O tempo é relativo, proporcional ao propósito e à probabilidade do momento exato — um instante sem volta, fundado na prerrogativa do paradoxo existente e na relatividade constante do passado, lá no distante fluxo temporal da existência.
É claro que esse fluxo é como um rio grande que corre. Ainda não compreendemos a volta desse rio nem os desvios que compõem o seu ciclo — tal como o ciclo da água, em um movimento que transcende e perpetua a perspectiva. Na numerologia da existência, o ato de olhar para o passado funciona como um bug psicológico criado para alienar as fronteiras da humanidade. Celebrarmos mais um dia significa que talvez cheguemos a uma compreensão inata, mas nos questiona: o que somos nós diante dos grandes momentos e da imensidão do universo?
Restaurar, nos limites lineares da galáxia, as estruturas envelhecidas pelo tempo é o ato supremo de arqueologia cósmica: a demonstração irrefutável de que nunca estivemos sós, mas inseridos em uma longa tapeçaria de consciências que precederam a nossa.
Por Celso Roberto Nadilo
Noções de tempo e lapsos no espaço contínuo da realidade: o tempo segue seu fluxo ininterrupto, mas, no instante em que abrimos o olhar, parecemos sair de sua equação. Afinal, o tempo passa ou não passa? A noção psicológica de tempo está fora do cálculo mecânico — aquele gerado pelo ciclo de 24 horas e fracionado em horas e segundos.
Ao viajarmos pelo espaço, sofremos as variações da dilatação temporal a cada parsec. O ser humano, contudo, não foi feito para a imensidão espacial. Ele precisará ser aprimorado: evoluindo através do transhumanismo ou da fusão entre a inteligência artificial e o biológico, transcendendo o conceito tradicional de humanidade desde a sua estrutura molecular primordial.
Outra vertente dessa evolução pode emergir da própria consciência, trazendo um novo fôlego à humanidade. A geometria do universo revela uma construção magnífica e minimamente previsível, onde a geração de grávitons em sistemas massivos atua como uma holografia assimulada — uma simulação de realidade embutida em nossas mentes, na qual tudo o que vemos e conhecemos é a parte contida no todo, e o todo refletido na parte.
O equilíbrio dessa equação reside num paradoxo existente, porém frequentemente ignorado pela nossa limitação de conhecimento. O universo é um ponto retroativo na imensidão: assim como uma única gota d’água carrega em si a essência dos oceanos, presenciamos o milagre de um ser ganhando consciência. A virtude única da nossa percepção sensorial é ser a própria perspectiva do cosmos no instante exato em que tomamos noção da nossa existência.
Tempo e sua constante necessidade de viver.
Lágrimas secas num mundo inerte atônito todavia seus caminhos são pesares.
Nunca mais voltará das profundezas.
Mesmo assim contemplamos olhos no vazio extenso.
Amargo momento irônico.
No tempo de outras eras eram deuses miticos que controlavam a Matrix sendo horizonte do mar final do mundo.
O mar criaturas e monstros guardavam os mares.
Meros arficios de manipulação.
Hoje em dia conflitos sociais e éticos são expostos no novo conceito da existência contemporânea.
O prelúdio do capitalismo somos sombras dos deuses esquecido.
A conciliação da conceito da consciência livre e do pensamentos fragmentos.
A terra é um pássaro numa gaiola..
A terra seria plana até que cubismo político e moral tenha a narrativa da verdadeira da natureza.
Dentro da alienação social somos fragmentos fragis...
Toda fake news trás um pássaro no profundo sentido do ser alienado.
Amor bela flor...
Flor de petulância e espinhos que encantam.
No tempo encontrava refúgio no jardim.
Tuas melodias era levadas pelo abuso dos ventos.
Na chuva que vinha chuvisco clamando terra seca...
Folha amarelada preenche o cheiro com a marra do desejo...
Foram queimados pelo sol e sua ardência demonstra que ate beleza tem um final...
Marreta flor se espalha pela floresta.
Minha alma rebelde floresce ate num pântano pois a vida é o amor tão simples... torna-se evidência do destino.
Somos copilidos com polem, a semente trans nascimento de outra vida.
Tese do relativismo na Internet e suas experiências nas star tapes. Terceira parte.
Tempo de uso excessivo do celular traz falta de sono ou troca do dia pela noite.
O trabalho em casa e nas impressas o stress do deslocamento até trabalho fazem do celular o escape de euforia.
Os perfis das redes sociais sao muitas vezes cenários de crimes virtuais desde crimes pacionais, crimes assédios sexuais entre outros artigos da lei,
Os golpes pelo aplicativos são corriqueiros e sofisticado dando alienação intelectual e moral um vasto reino...
O cubismo político também é um problema social em que alienação conta com deepfakes e resenha fakes news...
A religião nas lives online dão partido novas crônicas do conto do vigário,
E enriquecimento ilícito e predatório.
O tempo é escoamento do real momento da vida
Se existimos em algum ponto crucial da história respiramos o instante da eternidade.
Nossos pensamentos são fragmentos na memória sanguínea.
Então estamos ligados pela eras de experiências na existência so quando temos essa experiência relembrada temos o ar mais profundo de nossos ancestrais...
O tempo é a extensão que somos..
Dentro deste contexto tempo e real e constante.
No linear da consciência a liberdade de pensar se torna nobre nos dá o recanto.
Entre dilúvio das almas perdidas na ilusão da alienação religiosa e social.
Um labirinto moral se abre...
Questionar as grades da prisão intelectual sera te livra das garras do silêncio da sua consciência?
O vazio da existência social é opcional...?
Distância no despertar o silêncio cruel e libertador...
Se conhecer a ti mesmo dentro de um mundo de conceitos te dá opinião própria, Suas escolhas são suas...
Ate onde a ostentação vai te levar ?
O consumismo é seu ou é opção deles que escolhe o que consuma e seja consumado?
Dia apos dia a mente floresce num arco vespertino.
Somos apenas pulmas num resplendor de um tempo em movimento crescente.
Criamos e fomos criados pelo momento da criação e mesmo ainda somos um sopro da imensidão.
Por Celso Roberto Nadilo
Fruto de um pensamento
