Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

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A armadilha do ódio é que ele nos prende muito intimamente ao adversário. (...) Não posso mais odiá-los, porque nada me une a eles; não temos nada em comum.

Milan Kundera
A imortalidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

O amor, poeta, é como cana azeda,
A toda boca que não prova engana.

Ruínas

(...)
Risos não tem, e em seu magoado gesto
Transluz não sei que dor oculta aos olhos;
— Dor que à face não vem, — medrosa e casta,
Íntima e funda; — e dos cerrados cílios
Se uma discreta muda
Lágrima cai, não murcha a flor do rosto;
Melancolia tácita e serena,
Que os ecos não acorda em seus queixumes,
Respira aquele rosto. A mão lhe estende
O abatido poeta.
Ei-los percorrem
Com tardo passo os relembrados sítios,
Ermos depois que a mão da fria morte
Tantas almas colhera.
Desmaiavam, nos serros do poente,
As rosas do crepúsculo.
“Quem és? pergunta o vate; o sol que foge
No teu lânguido olhar um raio deixa;
— Raio quebrado e frio; — o vento agita
Tímido e frouxo as tuas longas tranças.
Conhecem-te estas pedras; das ruínas
Alma errante pareces condenada
A contemplar teus insepultos ossos.
Conhecem-te estas árvores. E eu mesmo
Sinto não sei que vaga e amortecida
Lembrança de teu rosto.”

Desceu de todo a noite,
Pelo espaço arrastando o manto escuro
Que a loura Vésper nos seus ombros castos,
Como um diamante, prende. Longas horas
Silenciosas correram. No outro dia,
Quando as vermelhas rosas do oriente
Ao já próximo sol a estrada ornavam
Das ruínas saíam lentamente
Duas pálidas sombras:
O poeta e a saudade.

Machado de Assis
Falenas. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1870.

O que temos a ganhar viajando para a lua se não conseguimos atravessar o abismo que nos separa dos outros? Essa é a mais importante viagem de descoberta; sem ela, todas as outras são não apenas inúteis, mas desastrosas.

A música me transporta para um mundo no qual a dor não cessa de existir, mas solta-se e tranquiliza-se.

Os vícios sufocam os homens e andam à sua volta, não lhes permitindo levantar nem erguer os olhos para distinguir a verdade. Permanecem imersos, presos às paixões, não favorecendo um voltar-se para si próprio. Mesmo encontrando alguma paz, eles continuam sendo levados por suas ambições, não achando tranquilidade, tal como o fundo do mar que, depois da tempestade, ainda continua agitado.

Dor não tem nada a ver com amargura.
Acho que tudo que acontece é feito pra gente aprender cada vez mais.
É pra ensinar a gente a viver.

Aquele que quer ser tudo não pode ser nada.

Às vezes só precisamos de alguém que nos ouça. Que não nos julgue, que não nos subestime, que não nos analise. Apenas nos ouça.

Que meu amor seja silencioso, pro meu amado não escutar.

Disfarço meu ciúme, engulo tuas provocações;
O sangue ferve, sinto raiva,
mas não crio caso, não faço cena,
porque sei que no final da noite
eu vou te pegar de jeito
e te mostrar por que você é minha,
só minha...

A minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito.

Não penso em me vingar, não sou assim. A tua insegurança era por mim.

Não é suficiente falar sobre a paz. É preciso acreditar nela. E não basta acreditar nela. É preciso trabalhar para alcançá-la.

Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Somos navegantes num mar que não conhecemos; que Ele conserve sempre nossa coragem em aceitar esse mistério.

Paulo Coelho
Brida (1990).

Diga-lhes que esta vida não cessou de me maravilhar.

(últimas palavras)

Tudo é inverossímil enquanto não acontece pela primeira vez. Quem há de acreditar em coisas que ainda estão por vir?

Trata-se de uma decepção diferente: não tenho ódio nem vontade de chorar.

Por que é que, pra ser feliz,
É preciso não sabê-lo?