Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
De tudo que vivi, do que não vi, vivo presa e livre ao mesmo tempo, como se o tempo não tivesse passado. Marilina 2014
Pranto para o homem que não sabia chorar
Havia quitandas naquele tempo. Vendiam verduras, legumes, ovos, algumas chegavam a vender galinhas em pé, quer dizer, vivas, mas eram poucas, pois todas as casas tinham quintal e todos os quintais tinham galinhas. Ia esquecendo: as quitandas mais sortidas tinham à porta, bem visíveis aos passantes, um feixe de varas de marmelo.
Para que serviam? Fica difícil explicar, mas serviam para os pais comprarem uma delas e a guardarem em casa, num lugar à mão e bem visível aos filhos. Quem nunca tomou uma surra de vara de marmelo não pode saber o que é a vida, de que ela é feita, de suas ciladas e enigmas. Há aquela frase: "Quem nunca passou pela rua tal às cinco da tarde não sabe o que é a vida". A frase não é bem essa, mas o sentido é esse.
Uma surra de vara de marmelo era o recurso mais eficaz para colocar a prole em bom estado de moralidade e bom comportamento. Acima dela, só havia o recurso capital de ameaçar o filho com um colégio interno da época: Caraça! Ir para o Caraça, a possibilidade de ir para o Caraça era uma pena de morte, uma condenação ao inferno, um atestado de que o guri não tinha jeito nem futuro.
Houve a tarde em que o irmão mais velho fez uma lambança com umas tintas que o pai comprara para pintar a casa de Segredo, o cachorro, que era solto à noite para evitar que os amigos do alheio pulassem para o quintal e roubassem as galinhas -repito, todas as casas tinham galinhas.
E "amigos do alheio" era uma expressão, uma metáfora civilizada que os jornais usavam para se referirem aos ladrões de qualquer coisa, inclusive de galinhas.
Pois o irmão foi surrado com vara de marmelo e chorou. O pai então proferiu a sentença que ele jamais esqueceria:
Homem não chora!
Em surras seguintes e sucessivas, com a mesma vara de marmelo (ela nunca se quebrava, por mais violenta que tivesse sido a surra anterior), o irmão tinha o direito de gritar, de urrar, de grunhir como um leitão na hora em que entra na faca, mas não de chorar.
Por isso, mesmo sem nunca ter tomado uma surra daquelas, ele sabia que um homem não pode chorar, nem mesmo quando açoitado por vara de marmelo. O vizinho do Lins, que tinha um filho considerado perdido, percebendo que a vara de marmelo era ineficaz como um remédio com data de validade vencida, adotou uma tira de borracha que servira de pneu a um velocípede desativado. Tal como a vara de marmelo, era maleável mas inquebrável, deixava lanhos nas pernas do filho -que mais tarde chegaria a ser capitão-do-mar-e-guerra, medalhado não em guerra nem em mar, mas por tempo de serviço.
Homem não chora e, por isso, ele decidiu que seria um homem e jamais choraria. O irmão, sim, era um bezerro desmamado, chorava à toa, nem precisava de vara de marmelo. Chorou no dia em que Segredo morreu envenenado -um amigo do alheio, antes de pular no quintal, jogou-lhe um pedaço de carne com arsênico.
Chorou mais tarde, quase homem feito. Esquecido de que homem não chora, ele chorou quando o Brasil perdeu para o Uruguai no final da Copa do Mundo de 1950. Não era homem. Atrás do gol, viu quando Gighia chutou e o estádio emudeceu e logo depois chorava, seguramente o maior pranto coletivo da história da humanidade, 200 mil pessoas que não eram homens, chorando sem vergonha de não serem homens.
Ele não podia ou não sabia chorar? Essa era a questão. Volta e meia forçava a barra, lembrava as coisas tristes que lhe aconteceram, o dia em que o pai o colocou de castigo, atribuindo-lhe a quebra de uma moringa. A perda da medalhinha de Nossa Senhora de Lourdes que a madrinha lhe dera, uma medalhinha de ouro que, segundo a madrinha, o livraria de todo o mal, amém. Não chorou nem mesmo quando, naquela primeira noite após a morte de sua mãe, ele se sentiu sozinho na vida e perdido no mundo.
Daí lhe veio a certeza. Poder chorar até que podia. O diabo é que ele não sabia mesmo chorar. Chorar é como o samba que não se aprende na escola: ou se nasce sabendo, ou nunca se sabe. Bem verdade que ele desconfiou de que os outros chorassem errado, misturando motivos. Por exemplo: o irmão, que era um Phd na matéria, quando chorava, fazia um embrulho de coisas e desditas, um mix de quebrações de cara e obtinha um pranto copioso, sincero, lágrima puxando lágrima, soluço puxando soluço.
Quando perdeu uma bolada num cassino de Montevidéu, foi para o quarto do hotel, bebeu meia garrafa de uísque e, tarde da noite, telefonou dizendo que, passados 40 e tantos anos, ainda estava chorando pela morte de Segredo.
Tivera ele essa virtude, aquilo que os ascetas chamam de "dom das lágrimas"! José, vendido por seus irmãos ao faraó do Egito, tornou-se poderoso e um dia recebeu os irmãos que o procuraram para matar a fome. Os irmãos não o reconheceram. José perguntou-lhes sobre o pai e retirou-se a um canto para chorar. Depois, sim, deu-se a conhecer e matou a fome dos irmãos que o venderam.
Jesus chorou quando soube da morte de Lázaro e o ressuscitou. A lágrima é um dom, e ele não mereceu esse dom nem mesmo quando Débora foi embora de seus sonhos e, como nos tangos, nunca mais voltou.
Adoro saber que o tempo passa e melhor: não me espera...
Adoro estar ficando velho...
Adoro saber que a juventude esta partindo sem culpa...
Adoro saber que posso sorrir de todos os meus erros passados e escovar meus dentes para sorrir dos erros futuros...
Adoro saber que a saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena.
Adoro saber que depois de tanto tempo ainda irrito você.
Adoro saber que antes mesmo de me despedir já deixo um cheiro de saudade em você...
Ai você percebe que o tempo ta passando e certas atitudes suas que você até gosta não são mais aceitas pelas pessoas.... O que eu digo sobre isso é, irmão só mude se você quiser, se as pessoas não gostam de como você é não ligue, nunca ninguém irá conseguir agradar todo mundo, e outra, é muito mais fácil gostarem de ti pelo que vc é do que pelo que você finge ser... Mais uma dica, nunca mude sua essência se ela te faz bem, mas se quiser melhorar faça.
Que a felicidade não se aprisione nas raízes do tempo, no âmago das circunstâncias, nos paradisíacos momentos, no recordar de pequenas lembranças, no despertar de esperanças, sinônimo de renovação, que regenere a vida e o coração.
Sobre as coisas inesquecíveis sobre a vida:
O tempo passa,
Os momentos não se repetem,
A distância não existe,
Nem tudo é o que parece ser,
As pessoas mudam, mas nem tanto,
Se apaixonar é uma arte, esquecer faz parte,
A vida é breve,
Tudo passa,
O mundo dá muitas voltas,
A responsabilidade é medida pela realização dos nossos próprios atos,
Não chore pelo que passou,
Experiência requer um considerável tempo,
As coisas que deixam marcas nem sempre são temporárias,
Por vezes desaparecem gradativamente,
O nascer do sol queima as lástimas dia após dia,
O vento leva TUDO,
Agradecer não é para todos,
Assim como compreender também não,
A paciência é a suprema virtude,
A pressa é uma fiel inimiga da perfeição,
Os sonhos quando reais, são realizáveis,
Em um piscar de olhos, tudo pode mudar,
O tempo responde tudo,
Se enganar menos, significa viver mais,
Tudo tem um propósito.
"A beleza não está em um reflexo breve do espelho que mostrará uma imagem que o tempo levará, não vale a pena se apegar com que o tempo apagará, viver realmente está no que fica para sempre!"
Não foi fácil
Aceitar que o tempo passou
Sim passou!
Não foi fácil
Entender que o amor me deixou
Ou nunca chegou.
Não foi fácil sentir a dor que veio
Não foi fácil, doeu.
Não foi fácil, querer voar sem ter asas.
É querer cair.
Não foi fácil, olhar o céu e não ver estrelas.
Queria vê-las.
Não é fácil, aguentar uma solidão.
Em um canto frio.
Nunca é fácil viver sem sorrir
É morrer
Não é fácil escrever um poema
Escrever, para não falar sozinho.
Chorar no papel
Lagrimas que não molha
Palavras sem voz
Gritos sem zumbidos
Na solidão do meu ”eu” só
Não é fácil, me abraçar facilmente.
Terê Cordeiro.
A base do castelo de gelo reluta para não derreter, ao mesmo tempo em que sente suas muralhas queimarem. Para alguém que sentia o sangue ferver, o coração pulsar, a respiração se perder e a alma doer, o congelamento era anestésico.
— Lua Kalt (deliberar).
Antissemântico em Fuga
Não. Não.
Não sei mais o que pensar.
Tempo nem pra respirar.
Vontade apenas de extravasar.
Descarregar...
Você daí e eu de cá.
Quando vou te encontrar?
Estou aqui inalando fumaça de stress.
Contemplando o sucesso e o revés.
Nem sei mais de que lado estou.
Só quero de volta meu amor.
Pois quando entro no túnel.
Não vejo luz.
Não sinto paz.
Não tem como voltar atrás.
É...
Parecem até...
Vários ratos atrás de um leite processado.
Todo furado.
Todo quadrado.
Para assim se deleitar.
Mas no fim dessa história.
Só conseguem ter forças pra retornar.
Como vamos superar?!
Como desatar?
Esse nó...
Que foi feito no formato de um O.
Ratinhos, ratenês.
Ratinhos, ratenês.
Estão apáticos como vocês
Dizem que o tempo é o senhor da razão, mas as vezes se não ajudamos ele, o mesmo faz de nosso tempo o que bem quer.
Mas e o amanhã?... o amanhã é incerto, capaz de não dar certo, não temos todo o tempo nosso tempo é o agora pois tudo acontece lá fora, de forma tão rápida que cada segundo sem você parece não ter volta, despertou em mim o mais puro sentimento o qual me envolver por dentro de tal forma que te prendo em meu pensamento, viro refém da sua beleza .... sem você eu perco o chão, meu amor vamos viver o agora, quero acordar ao seu lago com o cabelo bagunçado, te olhar e lembrar que te tive em meu pensamento e agora olho para o meu momento, pois o amanhã é incerto mas o certo é que eu amo amar você, e sem saber o certo eu desperto a vontade de ficar uma vida toda com você, aí acordo olho para o lado e só vejo o nada, e me pego a lembrar que te prendi em um pensamento, um sonho o qual te tive por um momento.
Não perca seu tempo buscando o passado para te trazer mais dores.
Foca no presente e busca preparar seu futuro.
Fases
Já faz algum tempo que me encontro nela,
faz algum tempo mesmo que não recebia uma mensagem dela.
O silêncio que aqui está, me sinto afundar em um vazio razinho, as luzes calmas e um frio quentinho.
Viu só, você me encontrou novamente, quanto tempo não vinha me visitar, achei que tinha me esquecido, e que desistiu de me procurar.
Confesso, achei que não viria tão cedo, mas já que você me reencontrou, deite aqui e admire os quadros tortos do meu quarto, enquanto passo um café quentinho na cozinha e relembro alguns fatos atrasados.
Pois é, em você eu me vi, você veio me ver, em você eu me vejo, sei que veio aproveitar o inverno aqui comigo, se enrolar em três longas cobertas peludas, observar a lua da estante do meu quarto e saborear um café daqueles sem açúcar.
Fique a vontade a casa é sua, e claro deite-se no sofá sem sapatos, ja ficaremos íntimos denovo, vou por aquela música que gostamos enquanto relembramos o passado.
Fases, me da um abraço daquele encaixado, aquele bem quentinho, que deita a cabeça no meu ombro, e ficamos confortáveis, esquecemos tudo, e assim se encontramos.
Fases, quando você se cansar, não me deixe de lado ta bom, me de um beijo de despedida e volte quando tiver saudades.
Precisamos uns dos outros!
Ficar só não nos faz melhor ou realizados, talvez por um tempo, mas não te acostumes com isso!
