Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

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Eu morrer fazendo o que gosto nunca será uma tragedia, tragedia seria morrer fazendo o que os outros gostassem que eu fizesse
(Patife)

Inserida por SaulBelezza

Um conceito bem Brasileiro e ridículo. Pra que dizer a verdade, se com a mentira eu levo vantagem?...
(Patife)

Inserida por SaulBelezza

⁠*Vou morrer condenado por um amor, hoje quero falar disso, você e eu, eternamente nesse momento nosso.*
(Saul Beleza)

Inserida por SaulBelezza

⁠Vem!!!!
Me queira
Que eu vou....
E, vou pra ficar
Sem medo do escuro
Vem, ser meu porto seguro
Eu vou, vou no primeiro vôo...
Desembarco nos teus braços...
A bagagem que levo....
É apenas meu coração.
Vem, fica comigo
Eu vou, e fico com você.
Voltei pra rede
Pra matar a sede de você.
E agora cadê você...
Não tenho mais medo
Eu tenho amor e desejo
Me leva no teu passeio
No teu pisar na areia.
Depois me devolve para teus braços...
E no teu abraço eu me deleito e me deito para descansar
E quando amanhecer verei que tudo que se passou conosco foi pouco...
Só não quero dizer é........
Sumistes...
(Saul Beleza)

Inserida por SaulBelezza

Princípio fundamental da filosofia alemã sobre o Eu -(Johann G.Fichte)⁠
Eu é a consciência absoluta e autônoma e se opõe a si mesma e cria a realidade.
Eu é ativo,age e cria o mundo ao seu redor.Eu é autoconsciente e se reconhece a si mesmo como sujeito.Eu se opõe ao" Não Eu" .O mundo externo, posição necessária para o Eu se autoconhecer

Inserida por LuciahRodriguez12

De vez em quando
Tudo que eu preciso
É respirar um pouco
Pode até parecer
uma ideia louca
Mas não é todo dia
Que a gente atenta
Nesses desalentos
Que nos atingem a alma
de forma tão costumeira
E a gente nem pensa
Em sair um pouco lá fora
Ou pelo menos abrir a janela
Inspirar o ar pelo nariz
Soltar pela boca
e acalmar-se
Pensar em tantas coisas que eu quis
e não aconteceram
Lembrar das coisas erradas que fiz
E simplesmente me perdoar
Jogar pra fora todo arrependimento
Juntamente com o ar
E olhar as coisas ruins
Indo embora; no vento da noite
Simples assim
A vida se renova
Com uma pequena porção
Pura e nova
desse presente da natureza
Simplesmente
Basta querer
Pois
De vez em quando
Todo mundo precisa atentar para o fato
Que o ato de respirar
É algo um pouco além de somente
Inalar e exalar o ar

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Pode ser
Que eu saia desta vida
de alma ainda pura
e com o corpo
Completamente quebrado
Se for assim
Creio eu
Que terei logrado
Morrer como queria
Portanto
Não me culpem
das expectativas malogradas
Criadas em meu redor
Cada um tem a própria vida
E não se pode viver duas
Eu sou responsável
Somente pelas minhas palavras
e não pelas suas
Cada um de nós
Vai criando seus próprios problemas
Na medida em que não atenta
Para os sinais tão claros
Às vezes gritantes
Com os quais o mundo acena
todo dia
Eu só faço aquilo que posso
Pra quem deseja um pouco mais
Eu só posso pedir
Que me deixe morrer em paz

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Se eu tiver que prestar contas
Que seja pra Deus
Se tiver que errar
Que seja na loteria
Se for pra acertar
Também
Se tiver que sentir saudade
Que seja da infância
Se tiver que ser difícil
Que sejam palavras cruzadas
das coisas que não entendo
Me basta o extrato bancário
Aliás
Se for pra me cobrar
Que seja o cartorário
Pois
Se eu tiver que pular
Que seja amarelinha
e se for pra rir
Que seja de mim mesmo
e se for pra me bater
Que seja a minha mãe
que teve anos de prática
e batia com muito amor
Mesmo quando doía
Aliás
Se é pra doer
Que seja na barriga
de tanto rir
Se for pra ter briga
Que seja na TV
Se for pra não me entender
Que sejam meus poemas
Se tiver que haver problemas
Que seja na linha telefônica
No dia em que o cartorário
Me telefonar cobrando
Se for pra eu não entender
Que seja o gato aqui de casa
E se for pra cortar
Que sejam as unhas
Se for pra me tirar água dos olhos
Que seja uma maçã bem verde
Pois
Se for pra exigir
Que sejam meus filhos
E se for pra fazer sacrifícios
Que seja no almoço de domingo
na casa da minha mãe
Numa mesa bem cheia de gente
Ela sempre põe um pouco mais
de comida no meu prato
e sempre foi muito exigente
Se eu tiver que voltar atrás
Que seja pra buscar a carteira
Que vivo esquecendo em casa
Se eu tiver que jogar
Que seja bolinha de gude
Se eu tiver uma atitude
Que seja uma vez só
Pois, se tiver que ser um saco
Que seja de batata frita
Mas
Se for pra morrer
Que seja de rir
E nesse momento de alegria
Que alguém tire um retrato
E, se eu tiver que dizer adeus
Que seja pra tristeza

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Um dia
Eu tentei escrever
Poesia
E quando o dia amanhecesse
ter em mãos um poema escrito
Um poema
Bonito, pra quem o lesse
Sem querer entrar no mérito
dia desses, eu queria
Escrever assim, do meu jeito
No pretérito imperfeito
ou no futuro do subjuntivo
Pra falar do Sol
ou do Céu encoberto,
Falar do futuro incerto
e das portas fechadas
ou, quiçá, falar das estrelas
que eu vejo na madrugada.
Eu deixei as janelas abertas
para vê-las
Iluminei meu quarto
à luz de velas
Brinquei com as sombras das mãos
nas paredes escuras
Pensei em todas as esperanças
Concretas e vãs
Que temos ou tivemos
Analisei cada uma
das conjecturas possíveis
Viajei pelas estrelas
e lugares
pra lá de inimagináveis
Adormeci, sonhei e acordei
e quando dei por mim
A vela se acabou,
o dia amanheceu
A noite chegou ao fim
e a inspiração
não tinha vindo
senão
Eu faria um poema lindo
e depois
eu o dedicaria
De mim
Para tudo mundo.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Meu endereço
é na rua do esquecimento
Porém, no momento
Eu sai à passeio
Viajei para o passado
estou de fieira na mão
No chão, meu pião vai rodando
ao meu lado estão diversos
dos melhores amigos
que me deu a vida
Estamos na hora do recreio
Estamos numa outra dimensão
Estamos
Sem nenhum centavo em nossos bolsos
e estamos felizes
Como nunca mais seremos
Temos um futuro ainda
No qual, eu garanto
Se a gente imaginasse
Como seria
Teríamos brincado
Um pouquinho mais
Naquele dia
Teríamos agradecido
com um brilho a mais nos olhares
a tia da merenda
a professora
e o Sol que brilhou tão forte
naquela tarde, tão linda
Que passou, que ficou no passado
Porém, em algum lugar
Ela ainda existe
Então eu volto pra casa
Num lugar chamado saudade
Porém, quando volto
Não me sinto mais assim
tão triste
A vida é pra frente
nisso ela consiste
Mas eu juro
Que sinto muita pena
daqueles que cresceram,
chegaram no futuro
e lá ficaram
Sem jamais se dar ao direito
de voltar a visitar
o seu eu-menino
Que se encontra sempre lá
brincando e rindo
naquele lugar onde as coisas
nunca eram e jamais foram
todo dia do mesmo jeito
da maneira que são agora

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Depois que eu olhei teu olhar
Percebi que algo mudou em mim
Notei também que a sua alma
Exala um cheiro de jasmim
Ou de alecrim
Só sei dizer que aquele olhar
Me despertou tamanha calma
Que há muito tempo eu não sentia
Se é que em algum dia o senti
Em horas iguais aquela
Tudo pára
Nada se move
Tem vidas em que a gente espera
Uma vida inteira
Por uma hora igual àquela
E quando acontece
É que percebe
Que não se preparou
Praquela hora
Que às vezes demora
duas ou três vidas
Pra que aconteça
E aquela emoção, há tanto contida
te paralisa de tal forma
Nessa hora
Que talvez seja somente o tempo
de soprar uma brisa
E aquele olhar foi-se embora
Agora
O jeito é esperar
Outra vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

No lugar onde eu moro
O vento sopra de noite
Quero-quero canta de dia
Às vezes os papeis se invertem
E o vento sopra de dia
Quer-quero canta de noite
Horas há, também
Em que tudo se mistura
E o vento e o quero-quero
Sopram e cantam noite e dia
E ambos se divertem
em me ver
na dúvida mais pura
Abrindo a janela
e fechando as cortinas
Abrindo as cortinas
e fechando a janela
Centenas de vezes ao dia
e às vezes
Também de noite.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Perdido eu estive
E assim, perdido, vivia
Quando descobri você
Percebi
Que corações perdidos
Não vivem
ainda assim,
Eles sobrevivem
Portanto, quando pensei
Que finalmente
Havia me encontrado
E respirei e sorri
Crueldade do destino
Meu coração de menino
Se encontrava
Perdidamente apaixonado
Com vontade de pedir
Que me namore
Na sombra de uma árvore
e naquela sombra
Vou precisar
Que me permita que eu chore
Vou pedir também
Que não se afaste
Eu vou te contar
Sobre o tempo que perdi
Sobre o tempo que você
Nunca mais há de perder
Sobre a paz
E tudo que você
sempre me faz sentir
Falar do amor
Que Deus me deu pra dividir
Amor calado
Amor sem passado
Amor com futuro
Amor puro
Maduro igual ao vinho
Amor bonitinho
Que tanto preciso
Somar ao seu
Assim
Não haverei de querer
Mais nada
Nesse dia
Ficar ali
Te olhando
de mãos dadas
Me diz, meu Deus
O que é que eu preciso fazer
pra poder conquistar
O coração de uma fada

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

No espelho.

Se um dia eu puder
Vou te pedir
que descreva
O que foi que sentiu
A cada vez
que um beijo chegou no vento
Um sorriso num pensamento
Um apelo numa oração
Coisas que precisava dizer
e não podia
Por favor
Se puder
descreva para mim
O que foi que sentiu
Quando finalmente percebeu
aquele amor
Que distante vivia
E que às vezes pedia
Pra Lua entregar um recado
Te avisando que eu existia
E desejava de verdade
descobrir
Em qual cidade se escondia
Me conta também
Se aquele sonho que te mandei
Me fez o favor de te avisar
Pra olhar pro Céu,
quando acordasse
Pois as nuvens que aqui passavam
me disseram que te conheciam
Outras vezes eu havia mandado
Que a luz do Sol
Fulgisse no teu espelho
e te desse o meu beijo
Feito de brilho
Eu sabia que teu recato
Faria teu rosto assumir
um tom a mais de vermelho
Eu quero
que saiba que fui eu
que acreditei muitas vezes
No milagre
de um feliz desenlace
E você
finalmente descobrisse
que eu existia
Pois tudo isso eu fiz
Eu te juro que fiz assim
Porque queria que você
Também gostasse de mim

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Amanhã
Eu vou poder caminhar
Pra onde quer que eu queira ir
Eu vou ser como sempre quis
E ser quem eu mesmo queira ser
dai então
descobrir quem eu sou
E nunca mais vou precisar
Ser quem o vento levou
Mas serei quem sempre esteve aqui
em cada verão e cada primavera
Porém, na verdade
Nunca pode ser quem era
Sou aquele que o tempo transformou
Mas sempre permaneceu
O mesmo
Este sou eu
E apesar do cinismo da vida
Jamais se adaptou a isso
Pois eu sei
Que ainda gosto de dançar na chuva
E sou criança
e tenho medo de escuro
E ao mesmo tempo
O Mesmo
E mesmo que nada se mova
Se renova a cada dia
E preserva a alegria guardada
E continua sendo
Quem tanto queria
Aquele que não quer ser nada
Nada além daquele cara
Que ri de alegria
Ao final de cada dia
todo dia

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Ontem
O dia amanheceu tão calmo
Que tal calmaria tocou-me a alma
E eu duvido que haja neste mundo
Qualquer coração
Que em dado momento
Ao dirigir aos Céus uma oração
Não se percebesse
Coroado e abençoado
Pois, por menor que seja
Qualquer crença
Filosofia
Razão de ser ou de existir.
Não como fechar os olhos
Num momento igual àquele
E abri-los no seguinte instante
E não se dar conta
Que a gente pode sim
Saber-se importante
Apesar de pequeno
Alcançar uma certa iluminação
Receber no coração a calma
Saber-se
Parte integrante de um Todo
Algo Gigante, que a tudo une
Almas encontrando almas
Corações percebendo
O pleno apelo
de outros corações distantes
Compreendermo-nos
Física e Infinitesimalmente variantes
Pequenos portadores
de Espíritos Gigantes
Importantes mensageiros
A meio caminho de lugar algum
Na simples e importante
Missão
De carregar uma mensagem
Cujo pleno teor
desconhecemos
Porém, mesmo assim
de certa forma as intuímos
Na chuva que cai
No brilho das Estrelas
No caminho que os ventos revelam
E, Se em certos momentos
Insistirmos
Em nos sentir tristonhos
Haverá pra sempre
Uma nova oportunidade
de encontrar a verdade em nossos sonhos
Tanto faz, se os sonhamos acordados
Aquilo que diferencia
Umas gentes de outras gentes
É sempre a capacidade
de reconhecer
Seja na forma integral
Ou, quem sabe, percebê-los
Nos poucos fragmentos da verdade
Que nos chega.
O mais importante
Em instantes assim
é tentar e tentar e tentar
Compreender
Que houve sempre um início
E então olhar em volta
Perceber no ar
Todos os indícios
Que aquele simples instante
Faz parte de uma grande História
Que jamais haverá de ter um fim
Desde que a gente deseje
Realmente
Conhecer a verdade da vida
Sempre poderá
Saber que as coisas são
E permanecerão
Pra sempre assim
Independentes da compreensão
Que pode haver ou não
Em mim.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Houve manhãs
em que acordei
E pensei
que após uma noite de sonhos
Eu havia retornado em outro corpo
Em outra vida
Outra parada
Parecia simplesmente
Que eu acordei na vida errada
Passava horas e horas
Sentindo que eu apenas
Alguém que era menos que nada
Noutras horas me sinto
Voando ao sabor do vento
Passageiro de uma nuvem
Simplesmente
Algo que evapora
Some
Vai embora
Não chove e nem morre
Há momentos
Em que a decisão de tudo isso
Pousa finalmente em minhas mãos
E posso pensar mais calmamente
E escolho sonhar
Que sou nuvem que chove
E quando acaba a tempestade
Percebo que floresci
Nos galhos de linda parreira
E que ainda existe escolha
Alguma coisa que não tive
Por toda uma vida
Após a chuva
e depois de tão longo caminho
Eu posso ser suco de uva
E me resta a opção de ser vinho
Trilhar em paz o restante da estrada
Onde nunca mais
Ninguém há de me olhar
E não ver nada.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Já caminhei por ruas demais
Lugares onde eu sei
Que jamais saberei voltar
Tive todos os problemas
Que a vida nos traz
E confiei demais
Em gente que não merecia
E desmereci ou não fiz por merecer
Muitas coisas boas demais
Daquelas que se vão
Pra nunca mais
Esqueci de verdade
de coisas que não se esquece
Mas a verdade trouxe sempre
Outras quantas eu precisasse
Trouxe tantas
Pra nunca mais eu me esquecer.
Já inspirei tantas estrelas
E suspirei tantos luares
Em todos os lugares onde andei
Que até hoje eu não sei
Como pude me engasgar
Com o ar que me sufocou
A ponto de quase o respirar.
Nesta vida
desenhei muita ilusão
Em folhas de papel
Que outros ventos carregaram
Ilusões demais
Adentraram-me o coração
Foram tantas
Que a simples realidade
Quando de mãos dadas com a verdade
Quase não encontram lugar
Diante dos olhares sonhadores
e das dores que o mundo causou
Pode parecer que não
Mas há dias
Em que o tempo
Nos cede uma pausa
A alma pode a Deus
Que haja
Uma boa causa
Pela qual viver.
Olhos parados no tempo
Enquanto os olhares viajam
Atravessam Mares e Oceanos
Fazem planos
de andar um dia
Por ruas estranhas
Só que dessa vez
Creio que talvez
Eu vá saber sempre voltar.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Ultimamente
Eu tenho alimentado a alma
Somente com sementes
Sementes de calma
Enquanto a calma
Tem andado tão ausente
Não há coração que agüente
Essa ausência tão cortante
Pois não encontra
Aquela calma, tão querida
Tão bem-quista e desejada
Não há nada
Nada pra espantar
Tamanha tristeza
Nada na vida compensa
Conviver
Com a ausência da calma
A falta daquela presença
Que um dia
Alimentava minh'alma
de tanta alegria
A alma revira ao avesso
A cabeça não pensa
Não existe preço
Não existe nada
Existe somente essa ausência
Uma ausência sofrida
Que faz duvidar
Se vale mesmo a pena
Viver essa vida
Repleta
Completamente abarrotada
de ausência
E mais nada.

Edson Ricardo Paiva,

Inserida por edsonricardopaiva

Eu me apresso
Me apresso...e nessa pressa
vejo passar lentamente
diante dos olhos fechados
Tantas respostas
E outras tantas perguntas mais
Que não pensei que existiam
Percebo que eu vivia
deixando a vida de lado
Para vivê-la outro dia
Hoje eu sinto pressa
Tento entender
Segredos inconfessos
Que monstrei no primeiro instante
Alguns eu falei pra Deus
Antes
Que meus olhos os vissem
E pedi que não permitisse
Que tais coisas acontecessem
Não compreendi, ainda
O motivo de o Universo
Fazer segredos comigo
Quando eu sei
Não querer sabê-los
E outros tantos
Que apesar de tantos apelos
Não dá pra reconhecer-lhes
Origens e circunstâncias
Tento manter a isenção
Finjo nem ser comigo
Olho à distância
E vejo alguém, talvez um anjo
Rompendo selos
Simplesmente desvendando
bem diante
da minha mente de homem simples
E na minha simplicidade
Me apresso a confessar
Outros tantos medos
Meço as distâncias
Tento tantos saltos
Me engano,
Sofro quedas
Que a vida traz:
O tempo até elas me leva
E me faz caí-las
Sem dó, não se apieda
Me apresso em me reerguer
Uma vez de pé
Tenho pressa em não saber
O motivo pelo qual me apresso
E enquanto isso a vida passa
E me faz esquecer e desconhecer
Se existe ou não
Algum compromisso a cumprir
E tudo isso acontece
Num único instante
Que parece
Ser apenas desimportante
Pena
Que o pensamento constante
Se apresse em ocultá-los
Antes mesmo de entender-lhes.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva