Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
"Falam que é Fácil ;
'Tudo uma questão de Sorte';
Diante tantas almas.. ;
Pedem para eu mostrar meus traços;
Desprezam o meu amor;
Me fazem maratonar com saltos altos;
Carregando um fardo qualquer;
Escolhido e montado por aqueles...
Um sorriso preciso dar;
Uma pose formar;
Quando saio do palco vou à chorar;
Meus pés doem de tanto andar;
Mas eu preciso me apresentar;
Preciso mostrar que ainda...
Ainda sei Brilhar. "
No eco das memórias, sinto o peso da culpa,
Como sombras na noite, escuridão que me envolve.
Eu fui o vento que soprou sua luz para longe,
Na dança errante do destino, errei, e hoje a congelo.
Teu brilho se apagou por minha mão inadvertida,
Minha estrela outrora radiante, agora escondida.
As lágrimas do arrependimento enchem meus olhos,
Por ter sido o motivo desse adeus tão doloroso.
Mas em cada noite, ergo um olhar cheio de saudade,
Buscando redenção, em tua luz, tranquilidade.
No espelho das estrelas, vejo teu reflexo distante,
E peço perdão ao universo por minha falha flagrante.
No firmamento vasto, onde o tempo flui sem fim,
Busco o perdão nas estrelas, um gesto de alívio enfim.
Minha culpa é um fardo que carrego, pesado e profundo,
Mas na imensidão cósmica, anseio encontrar um novo rumo.
A estrela que perdi, agora é uma lição gravada,
Um lembrete constante das escolhas que fiz erradas.
Através das noites escuras, busco redimir meu erro,
Com a esperança de um reencontro, ainda que seja um pensamento sincero.
Minha jornada de auto perdão é uma constelação de aprendizado,
Na escuridão da culpa, desejo ver um novo nascer estrelado.
E se um dia o universo permitir, que a estrela retorne ao meu olhar,
Eu a acolherei com humildade, renovado e disposto a recomeçar.
No firmamento da vida, anseio reencontrar,
Aquela estrela perdida, que não pude mais segurar.
Com determinação e esperança no coração,
Buscarei nos confins do cosmos, a reconciliação.
Erramos no passado, mas o tempo não é estático,
Posso lutar por um novo começo, mais prático.
Com passos cuidadosos, trilhando o caminho certo,
Pode ser que um dia recupere o brilho incerto.
No céu da minha alma, uma constelação de desejos,
Pede que a estrela que se foi retorne aos meus beijos.
Talvez um dia, em um giro cósmico de sorte,
Ela retorne aos meus olhos, como um forte suporte.
Enquanto o tempo passa e a busca persiste,
A lembrança dessa estrela em mim insiste.
Seja nos sonhos ou no olhar das estrelas que brilham,
Guardo a esperança de que, um dia, nossos destinos se unam.
A primeira e única rosa que eu te dei, singela e pura,
Guardava em suas pétalas um sentimento sem censura,
Era um gesto tímido, um símbolo de carinho,
Uma promessa de afeto, um laço que eu delineio.
Mas o tempo passou, e hoje eu percebo,
Que deveria ter dado mais rosas, como um enredo,
Cada pétala seria um pedaço do que eu sinto,
Um amor profundo, verdadeiro, sem nenhum tinto.
A primeira rosa, um começo, uma faísca a arder,
Mas a única rosa que te dei, agora me faz sofrer,
Porque vejo que deveria ter cultivado essa chama,
Com gestos pequenos, mas cheios de quem ama.
A única rosa que te dei, como um verso inacabado,
É uma lembrança das chances que eu não tive ao seu lado,
Me arrependo de não ter dado mais, de não ter ousado,
De não ter regado esse amor, como um jardineiro apaixonado.
Mas mesmo com apenas uma rosa, espero que sintas,
A intensidade das emoções, os momentos que ainda são tintas,
E se pudesse voltar atrás, te daria um jardim inteiro,
Um campo de rosas, onde nosso amor seria o primeiro.
A primeira e única rosa, agora é um símbolo de aprendizado,
Um lembrete de que o amor precisa ser demonstrado,
Que as palavras e gestos pequenos podem crescer,
E que é preciso regar o afeto para ele florescer.
Eu fumo por que a vida me sufoca,
E o fogo que arde, me acalma a alma.
Cheiro de pecado, cheiro de tabaco,
Máscaras para esconder minha dor profunda.
Fumo para esquecer, para me perder,
No fogo que consome, minha alma cansada.
O pecado é o preço, o tabaco é o vício,
Minha escolha, minha cruz, minha sombra.
Em cada tragada, sinto meu fim,
O pecado me consome, o tabaco me mata.
Mas ainda assim, eu não paro,
Porque naquela fumaça, eu encontro um refúgio.
Um refúgio temporário, uma ilusão,
Que me deixa esquecer, por um instante,
A dor, a tristeza, a solidão,
E o vazio que me consome.
Mas quando o fogo se apaga,
E a fumaça se dissipa,
Eu me vejo novamente,
Sozinho, com meu pecado.
O caçador de borboletas
Quando eu era pequeno com 6 anos de idade e morava em uma fazenda no interior da Bahia,eu caçava borboletas pegava elas e colocava em um pote e depois Soltava . Dizia voar minhas borboletas e elas voavam em bandos . Acreditava que elas voltaria para me contar sobre o mundo ,flores, amizade e sonhos . Hoje acredito que elas voltaram em formas de sentimentos, amor e cantos.
Amar
Amar ela ama tu
Amar ela amar eu
Amar ela ama vós
Ama ele ama
Amar ele ama
Amar ele ama
Tu como sua densa angústia
Tu que diz que me trouxe profundo sentimento.
Eu acredito na expressão determinação, coragem me redefine, lutar sempre, a vida é composta por desafios, e hoje é só mais um antre muitos.
Muitos olham o meu sorriso, mas poucos os que encheram as minhas lágrimas e as minhas dores.
Eu sou forte contra os ventos fortes e resistente contra os críticos e ingratos.
Eu me desnudo sem medo de cair, sem rede de segurança, sem véus para esconder. Minha alma é um abismo, profundo e escuro, onde apenas a verdade pode respirar.
Eu me exponho, como uma ferida aberta, sem curativos, sem disfarces, sem medo de sangrar. Meu coração é um grito, um berro de silêncio, um sussurro que ecoa, sem palavras para dizer.
Eu sou a minha própria sombra, a minha própria luz, a minha própria verdade, sem filtros, sem disfarces. Eu me desnudo, para me encontrar, para me conhecer, para me amar. Sem máscaras, sem véus, apenas a minha essência.
Eu me exponho, como um rio que flui, sem margens, sem fronteiras, apenas a corrente da minha alma. Meu ser é um espelho, que reflete a verdade, sem distorções, sem sombras, apenas a luz da minha existência.
Eu sou a minha própria criação, a minha própria destruição, a minha própria redenção, sem culpa, sem pecado. Eu me desnudo para me libertar, para me soltar das correntes que me prendem, das sombras que me cercam.
Eu sou a minha própria liberdade, a minha própria prisão, a minha própria escolha, sem medo, sem arrependimento.
(“Nudez”, de Douglas Duarte de Almeida)
Eu comia e bebia como eles
Eu me vestia para eles
Tentei fazer parte
Sim, eu tentei ser um deles
Presa nas correntes das aparências
Passei desapercebida por eles
Quanto mais deles me aproximava, mas de mim eu me afastava
Tudo para ser aceita, tudo para ser amada
Onde estou? Quem sou?
Perguntas mágicas que quebram as correntes
Relâmpagos e trovões sobre o oceano
Um furacão arrastando as águas violentamente
Criando ondas gigantescas e imponentes
Enquanto do lado de fora eles brigavam entre si
Eu estava ocupada observando o caos dentro de mim
Tentei manter a casa arrumada
Tentei remendar os objetos quebrados
Mas contra a parede eu era arremessada
Cada vez que tentava impedir meu crescimento
Me deixei levar pela forte ventania, me permiti
Quanto mais longe deles, mais perto de mim
Sim, o vento me trouxe de volta para mim mesma
E me tornei um com o furacão, eu sou o furacão
O amor tá aqui também, tudo bem ser uma aberração
Deixa eles lá se são felizes assim
Deixe-me aqui, sou feliz assim
Daqui eu vejo tudo, inclusive a mim
Aqui há paz, aqui há amor, eu sou o amor.
O verdadeiro sábio é aquele que conhece o seu próprio eu e domina as suas emoções; do contrário, é um mero espectador fora de si.
