Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Em celebração ao Dia do Índio e Dia do Descobrimento do Brasil eu vou meter o pé na porta da casa de alguém e expulsá-lo dizendo que a casa agora é minha!
Eu agradeço imensamente à todos os azedos que já tive que conviver e ainda convivo na minha vida. São eles que me ensinam definitivamente o que não quero ser.
Eu viajo para encontrar pessoas diferentes, lugares diferentes, emoções diferentes. Às vezes, encontro comigo. E estou diferente.
Eu quero leveza
Nos gestos
Nas palavras
E nas atitudes.
Leveza na voz
No olhar
No jeito de ser.
Quero suavidade
Mansidão
Tranquilidade.
Quero paz
Quero amor
Quero sonhos
Feitos de nuvens.
Obrigada por tudo
Pelo incerto
Pelo absurdo
Em uma curva qualquer
eu devolvo dobrado
Seus sonhos sombrios
Infinitos
vazios
calados.
Se ao menos eu bebesse
Se me drogasse
Se rolasse com os dados
Talvez eu pudesse deixar de sentir
Esse peso
Essa falta
Esse vazio
Quando tudo se perde
Ninguém parece ter vencido
Um adeus é mais triste
Se não for dito.
Hoje eu estava lendo Quintana. Ele contava que ao pular uma poça d´água, caiu e quebrou o nariz. Acabou aprendendo que o nome do osso quebrado era volmer. E que epistaxe era a perda de sangue pelo nariz. Ficou feliz com a queda e até brincou com a frase vivendo e aprendendo, que se tornou: caindo e aprendendo. Ao cair, aprendeu algo.
Que bom se fosse sempre assim quando a gente, por algum motivo, caísse. Caísse e aprendesse.
Mas na maioria das vezes, a gente só cai mesmo.
Eu gostaria muito que uma novela terminasse com a mocinha indo viajar e conhecer o mundo ao invés de engravidar e ainda por cima de trigêmeos. Deus! Quando vamos parar de disseminar essa cultura de que somente filhos preenchem a vida de uma mulher? Ou que casamento é o ápice de todos os sonhos femininos?
Parem, autores de novela. Apenas parem.
Eu detesto esse discurso que é preciso ser o melhor em tudo o que se faz. Porque? Para quê? Para quem?
Porque não podemos simplesmente desfrutar da vida e das coisas como aprendizados e oportunidades para fazermos parte da história de alguém de maneira simples e despretensiosa? ... Quando vejo alguém dedicando -se a a alguma coisa que gosta e imediatamente outra pessoa canaliza aquilo para ganhar dinheiro ou tornar-se uma carreira. As pessoas se esquecem de desfrutar do que são.
Eu penso que o segredo da felicidade está nas coisas simples:
Rir, fazer rir, ser útil, fazer ser útil, conversar, ouvir as pessoas, dizer "não sei" só para dar ao outro a chance de explicar algo, afagar um cão de rua, sorrir para pessoas estranhas, perdoar rapidamente, encontrar beleza no banho de pardais nas poças de água da chuva...Gostar de quem se é, do que se tornou, e planejar ser melhor...Mas não melhor no sentido de ter mais ou ser mais importante, ser melhor no sentido de amar sem condicionantes impossíveis. O segredo de ser feliz é não esperar nada e ser grato o tempo todo. E isto deverá bastar...
