Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
No infinito deste
instante que tão
cedo vai passar,
escrevo em voz
alta com as cores
da Quaresma
este poema
para a Venezuela,
Assumo que falo
demais sobre
um assunto que
não fui chamada,
Falo por quem
não pode
ou quem já está
cansado de falar:
Não há ninguém
que não tema
a noite pesada
que baixou
pelo mundo
e na América Latina,
Não é possível que
sobre o General
não há notícia.
Sonho todo o dia
com o quê dizem
ser impossível
a vida recuperar,
porque creio
que a Casona
virou agora
a casa do poeta,
Não é possível
que não tenha
uma só pessoa
para me escutar:
Não há ninguém
que não tema
a noite pesada
que baixou
pelo mundo
e na América Latina,
Não é possível que
para o General
não há justiça.
Por isso peço sem
nenhum segundo
parar com toda
insistência aos que
podem abrir
as portas e janelas
ao sol da Justiça,
Para que se não
quiserem libertar
de vez os presos
de consciência
enviem cada
um para aguardar
a audiência preliminar
ou cumprir a pena
no aconchego do lar.
Não há ninguém
que não tema
a noite pesada
que baixou
pelo mundo
e na América Latina,
Não é possível que
sobre a inocência
do General haja
gente que ainda silencia.
Não é possível que
não existe uma
única pessoa capaz
de me escutar
e ajudar que pela ordem
liberem os quê
têm idosos
e crianças pequenas
no seio familiar,
mesmo daqueles
opositores que
não goste até
chegar o momento
da vossa Pátria se reconciliar.
Tão precioso e raro
quanto marfim,
O nosso amor bravo
cruzou obstáculos
da vida e do tempo,
E hoje se confirma
o leal sentimento
que forte nos uniu,
e sempre se celebra.
Na Têmpora do Fado
Dentro da voz
desata-se o fado
desamparado,
distópico, tão-só:
enxuga as feridas
abertas dos versos.
Ao colo da guitarra
rasteja a parafina madrugada.
Nos dolentes candelabros
escorre o atávico poema
na têmpora do fado
dos facultativos paradoxos.
O inábil silêncio ocultou-se
atrás dos poros do fado,
ouve-se a cor da noite
a cantar a idónea
leveza da existência
e a caridade da morte.
Tão logo
comprovou-se que o ato
de informarou mal-informar
eram tarefasfacilmente manipuláveis
e lucrativas,toda buscae entusiasmo
pelo justo e verdadeiro perderam
sua encorajadora
relevância!
Tão certo
que a apatia de muitos
como por encanto se diluirá,
quandoquestões sensíveis
a sua subsistência lhes
foremusurpadas: seus bens,
bolsos, e, pior: a sua
liberdade!
... tãoinsistente
busca por conselhos,
pouco externando a própria
competência -muito mais do que
uma provável incerteza, por vezes,
insinua-secomo résartifício
de quem astuto esteja
à procura de um
cúmplice!
Tão ingênuo só tinha o coração e mesmo assim entregou,e o outro insensível devorou na mesa do boteco como tira gosto.
Tão covardes quanto os bandidos infiltrados na polícia — são os que apoiam e romantizam suas covardias.
Tão medonho quanto os imbecis que emprestam as cabeças para o encardido criar mentiras, são os maus-caracteres que as replicam em prol das verdades em que acreditam.
Tão medonho quanto o bando de falsos profetas dando cria, é o bando de inocentes que ainda aguardam a vinda deles.
O tamanho de nossa propriedade é (tao) e, grande que à todos se estendem pela sabedoria, pra saúde sua guia.
Nossa bem aventurança era só pra nortear e agora podemos de fato namorar antes que in-ventem o tao no mofificar
Se te sinto aqui no peito, tomara que nosso ar, também seja pelo tao, às curas dos rarefeitos.
Claudeth Camões
Na vida tudo passa
não importa o que tu faça
O que te fazia rir
hoje já não tem mais graça
Tudo muda
Tudo troca de lugar
o filme é o mesmo
só o elenco que tem que mudar
Que alterar pra poder se encaixar
se não for pra ser feliz é melhor largar
Então se ligue e busque felicidade
pra existir história tem que existir verdade
Numa estrela cadente o sonho se faz presente
no compasso do batuque de um coração doente
A fera tá ferida mas não tá morta
Deus fecha a janela mas deixa aberta a porta
Porque o sol não se tampa com a peneira
Pra quem já tá molhado um pingo é besteira
Renovo minha força vendo o sol se pôr
pensamento longe renovo meu amor
Minha voz faz eco, tristeza que eu veto
não importa qual o papo
O papo aqui tem que ser reto
E cada chaga que a gente traz na alma
é a confirmação de que a ferida sara
E se restaura, já foi cicatrizada
eleve as mãos pros céus
Que a tua alma tá blindada
pois ninguém vive conto de fadas
Prefiro meu degrau do que sua escada
Que por sinal é pra subir e pra descer
um degrau de cada vez é assim que tem que ser
Tá entendendo o que eu tô falando?
Caiu a ficha ou ainda tá boiando?
Minhas palavras pairam pelo ar
e o meu show tem que continuar
por isso eu continuo no rap eu destruo
Como dizia Ali dou ferroadas e flutuo
Que nem no ringue tem que ter molejo
na minha criação a força vence o medo
Sem querer controlar o que sinto
Vivo sem deixar sombras no tempo
