Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Se tudo deixasse de existir e me restasse apenas a luz que irradia de você, eu ainda teria tudo de que preciso. Porque dentro dos seus olhos, eu não encontrei apenas um porto seguro. Eu encontrei o meu infinito.
_Enzo Ruchell_
ATÉ NAS AFLIÇÕES AGRADEÇA. EU VIVI UMA SÉRIE DE DOENÇAS, TIVE FALÊNCIA DE ÓRGÃOS, CIRURGIAS... DORES 24 HORAS POR DIA, QUE NÃO PARAVAM POR NADA. NUNCA RECLAMEI! EU AINDA AGRADECIA POR EXISTIR, NO FINAL, DEUS ME SALVOU E EM UM SONHO FEZ ALGUÉM ORAR POR MIM E ME CURAR! ESTÁ COM QUASE 1 MÊS SEM EU SENTIR NENHUMA DOR, EU CREIO QUE A CIÊNCIA ELA VAI ATÉ CERTO PONTO E DEPOIS DEUS OPERA DEFINITIVAMENTE.
15 de agosto de 2026
Todos os reis e rainhas da história enviaram seu povo para morrer por eles. Eu só conheço um Rei que decidiu morrer por seu povo.
Mesmo se um milhão de pessoas sorrissem para mim enquanto eu sei que Deus está descontente comigo, eu não estaria feliz.
Eu vejo todo o mundo todo como minha paróquia; desse modo eu acho, que em qualquer parte dele que eu estiver, julgo correto, próprio e meu sagrado dever proclamar, para todos os quiserem ouvir, as boas novas da salvação.
Nota: Carta para James Hervey.
...MaisQue eu possa ter uma compreensão cristã do que é realmente o Teu amor e traduzi-lo para o meu próximo.
Nota: Carta para Philothea Briggs (janeiro de 1772).
...MaisComo que Jesus morreu por mim se eu nem havia nascido?
Cristo, na cruz, pagou o preço de sangue o valor dos nossos pecados; Ele não precisava esperar você nascer para fazer isso, assim como a Lei áurea assinada pela princesa Izabel serviu para os negros ainda não nascidos.
Deus vê o caráter de todos; eu vejo o de todos, exceto o meu.
Êxodo 3.11: “Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu para libertar Israel?”
Êxodo 3.12: “Certamente Eu Serei contigo;”
Lição: No propósito eterno de Deus não importa quem você é, mas Quem está com você no propósito.
Eu quero Cristo por completo como meu Salvador, toda a Bíblia como meu livro, a Igreja como minha comunhão e o mundo inteiro como meu campo missionário.
Eu conheço muitos "profetas" que apontam fórmulas para felicidade em nome de deus para seus ouvintes, mas, quando as cortinas se fecham, são os mesmos que choram em silêncio na solidão de suas vidas desestruturadas.
O Evangelho revelou que meu pecado é mais profundo do que eu imaginava, mas que o amor de Cristo é infinitamente maior do que eu poderia compreender.
Deus se autodefiniu na sarça ardente como "EU SOU O QUE SOU". Qualquer tentativa de transformá-Lo em "o que eu quero que Ele seja" não é cristianismo, é paganismo puro.
Eu sei que há alguns (Calvinistas) que consideram necessário ao seu sistema de teologia limitar o mérito do sangue de Jesus: se meu sistema teológico precisasse de tal limitação, eu o lançaria aos ventos. Não posso, não ouso permitir que tal pensamento encontre abrigo em minha mente, chega a ser quase uma blasfêmia.
C. H. Spurgeon - "Bread Enough and to Spare".
O Brilho do que Fica
A xícara de café já estava fria sobre a mesa, mas eu continuava ali, encarando o vapor que não existia mais. No celular, uma música qualquer tentava preencher o silêncio da casa, que parecia maior naquela manhã. Olhei para a estante e vi o livro que você me emprestou quando tudo ainda era confusão na minha cabeça. Lembrei daquela tarde chuvosa, da sua paciência em me ouvir e de como, sem perceber, você se tornou o meu porto seguro.
Sabe, eu nunca fui bom com despedidas. Mas, enquanto guardava as últimas camisas na mala, entendi que partir não era sobre fugir de você. Pelo contrário. Eu resolvi partir justamente porque gostei tanto de você — e, se quiser a verdade, ainda gosto. Gosto, sobretudo, da forma como o destino nos apresentou e do jeito leve com que você
estendeu a mão quando eu mais precisei.
No fim das contas, a vida me ensinou que o tempo tem o hábito cruel de desgastar até as cores mais vivas. E eu não queria ver o que fomos se apagar em brigas bobas ou rotinas amargas. Às vezes, é melhor fechar a porta enquanto o riso ainda ecoa no corredor. É melhor guardar uma lembrança boa de alguém do que insistir até que a decepção tome o lugar do carinho. Vou levar comigo esse retrato intacto de nós dois, guardado onde o tempo não alcança.
O Tatu Comedor de Defuntos
Eu tinha uns doze anos quando fui morar com minha irmã e meu cunhado em uma fazenda no Mato Grosso do Sul.
Era uma fazenda enorme de criação de gado. Tinha uma sede bonita, daquelas que impressionam qualquer menino do interior, mas não havia energia elétrica. Quando a noite chegava, a escuridão tomava conta de tudo.
Meu cunhado vivia aprontando comigo. Como sabia que eu tinha medo de fantasmas, inventava uma história diferente a cada noite.
Na fazenda havia um cemitério muito antigo. Segundo ele, era da época da Guerra do Paraguai. Sempre que passávamos por perto, surgia uma nova história de assombração.
Apesar disso, eu preferia ficar perto dele do que da minha irmã. Onde ele estava, eu estava por perto.
Numa noite, resolveu sair para caçar nas proximidades do velho cemitério. Antes de sairmos, contou mais uma de suas histórias.
Disse que naquele cemitério vivia um tatu gigante que havia comido todos os defuntos enterrados ali. Depois de se acostumar com carne humana, passou a procurar gente viva.
— Deu moleza, o tatuzão traça mesmo! — garantiu ele.
Mesmo assustado, escolhi acompanhá-lo. Entre ficar sozinho na sede e sair para caçar, achei que a segunda opção era menos perigosa.
No caminho passamos perto do cemitério. Era possível ver os túmulos no escuro. Dali até o local da caça, rezei todas as orações que conhecia e inventei mais algumas. Proteção nunca é demais.
Chegamos a uma árvore onde ele havia construído um girau, uma espécie de plataforma entre os galhos. Subimos e ficamos esperando algum bicho aparecer.
As horas foram passando. Encostei-me num galho e acabei pegando no sono.
Foi então que aconteceu.
Comecei a ouvir uma voz estranha me chamando. Como ainda estava meio dormindo, parecia vir de muito longe.
Era uma voz chorosa, vindo da direção do cemitério.
Assustado e confuso, procurei meu cunhado ao meu lado.
Nada.
Ele havia desaparecido.
A voz chamou meu nome outra vez. Dessa vez veio acompanhada de grunhidos estranhos, parecidos com os de um animal.
Na mesma hora tive certeza:
Era o tatu comedor de gente.
Como desci daquela árvore eu não sei explicar. Só sei que, em questão de segundos, eu estava dentro do jipe. O veículo havia ficado estacionado bem distante por causa do cheiro da gasolina, que poderia espantar a caça.
Até hoje desconfio que naquela noite eu voei.
Mas o pior ainda estava por vir.
De repente ouvi novamente o grito.
Agora bem ao meu lado.
Quase morri de susto.
Era meu cunhado.
Ele ria tanto que mal conseguia falar.
Na volta para a sede da fazenda, ainda havia várias porteiras de arame pelo caminho. Em cada uma delas eu precisava descer para abrir e fechar a passagem.
E toda vez acontecia a mesma coisa.
Ele me deixava para trás no escuro e saía gritando:
— Corre, que o tatu está vindo!
Eu nunca vi o tal tatu.
Mas tenho certeza de que naquela noite ele correu atrás de mim mais do que qualquer bicho daquela fazenda.
