Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
"Você escolhe a importância que me dá, mas eu sei o valor que mereço. O que vivo entre esses dois extremos não é da sua conta."
ASFALTO NA SOLA
Eu vim de lugar onde ninguém pergunta o que aconteceu.
Só olha pra tua cara, vê se você aguenta e manda seguir.
Aprendi cedo que a rua não tem paciência pra quem precisa entender tudo antes de continuar. Você tropeça, levanta, limpa a poeira na própria roupa e vai. Sem discurso. Sem trilha sonora. Sem ninguém batendo palma.
Tem gente que conhece a minha versão arrumada.
Poucos conheceram a que voltava pra casa com a cabeça cheia, o bolso quase vazio e aquele silêncio estranho de quem passou o dia inteiro fingindo que tava tudo certo.
Essa versão não posta nada.
Não explica nada.
Só chega.
Joga a chave em qualquer canto, acende a luz e encara o próprio reflexo como se estivesse cobrando alguma coisa de alguém que já não sabe mais quem é.
Eu já quis muito parecer diferente do que sou.
Hoje eu prefiro parecer exatamente o que a vida fez comigo.
Tem marca que não precisa esconder.
Tem história que perde a graça quando você tenta contar bonito.
Então deixa torto.
Deixa áspero.
Deixa com gosto de madrugada e conversa na calçada.
Porque foi assim que muita coisa aconteceu.
Sem planejamento.
Sem final elegante.
Só decisão errada, amizade improvável, amor mal resolvido, orgulho demais e aquela mania idiota de continuar andando mesmo quando ninguém sabe exatamente pra onde.
Talvez seja isso que chamam de vivência.
Não é ter resposta.
É ter passado por coisa suficiente pra parar de acreditar que toda pergunta precisa de uma.
Hoje eu não quero parecer invencível.
Invencível é personagem.
Eu quero ser real o bastante pra admitir que algumas coisas ainda pesam, mas leve o suficiente pra não carregar todas elas comigo.
O mundo continua sujo.
A rua continua acordada.
E eu ainda tenho asfalto na sola.
Só que agora eu sei voltar pra casa.
under sujão p.
depois da porta (DC referência)
Eu nunca soube muito bem o que fazer quando alguém percebe que pode me destruir.
Talvez por isso eu tenha ficado.
Existe uma espécie de covardia bonita em continuar perto de quem conhece exatamente o lugar onde apertar. A pessoa nem precisa levantar a voz. Basta um silêncio diferente, uma resposta mais curta, aquele olhar que antes demorava um pouco mais. E pronto. O sujeito que jurava não depender de ninguém começa a procurar significado em migalhas.
Eu conheço esse lugar.
É estranho admitir que alguém pode morar dentro da gente sem pagar aluguel, sem pedir licença e, pior, sem sequer saber que possui uma chave.
Eu tentei transformar isso em orgulho.
Disse para mim mesmo que não precisava. Que conseguiria seguir. Que havia outras pessoas, outras noites, outras histórias esperando para acontecer. Fiz do desapego uma espécie de religião particular e passei a repetir suas regras sempre que sentia vontade de voltar.
Mas o corpo não entende discursos.
O corpo lembra.
Lembra da voz.
Do jeito de chegar.
Da presença ocupando um espaço que parecia ter sido construído exclusivamente para ela.
E então existe aquele segundo ridículo em que tudo volta.
Não como memória.
Como presença.
É aí que eu percebo o problema: talvez eu não queira ser libertado.
Talvez uma parte de mim ainda queira ser segurada.
Não porque eu não consiga ficar de pé, mas porque existe uma diferença absurda entre estar de pé e ter alguém por quem valha a pena cair.
Eu poderia mentir e dizer que quero alguém que nunca me faça perder o controle.
Não quero.
Eu quero alguém diante de quem meu controle pareça uma coisa pequena.
Alguém que atravesse minhas defesas sem precisar arrombá-las. Que veja toda essa pose de homem resolvido e perceba que, por trás dela, existe alguém que só queria encontrar um lugar onde não precisasse estar sempre pronto para ir embora.
Talvez seja isso que assusta.
Não amar.
Ser conhecido.
Porque quando alguém realmente conhece você, acaba a possibilidade de fingir que não sente.
E eu sinto.
Sinto até quando finjo que não.
Então, se algum dia eu voltar para aquela porta, não será porque esqueci tudo o que aconteceu.
Será justamente porque lembrei.
Porque existem pessoas que a gente supera.
E existem aquelas que permanecem como uma música tocando baixinho em algum cômodo da casa, você pode sair, fechar a porta, mudar de endereço, começar outra vida.
Mas, de vez em quando, no meio da madrugada, ainda consegue ouvir.
E talvez eu ainda esteja ouvindo.
Talvez seja por isso que, mesmo sabendo o quanto isso me desarma, uma parte de mim ainda sussurra:
fica.
Não precisa me salvar.
Só não solta agora.
só me apaixonar de novo quando esse texto fizer sentido
Às vezes eu fico tentando lembrar do momento exato em que você deixou de ser alguém que eu conhecia para se tornar o lugar onde meus pensamentos descansavam.
E eu nunca encontro.
Talvez porque essas coisas nunca aconteçam de uma vez.
Ninguém se apaixona num instante.
A gente vai se acostumando com a presença do outro sem perceber.
Primeiro sente falta de uma conversa.
Depois de uma risada específica.
Depois de um “chegou em casa?” no fim da noite.
Quando percebe, a ausência daquela pessoa já faz mais barulho do que a presença de qualquer outra.
O mais bonito é que você nunca tentou ser extraordinária.
Você nunca precisou.
Nunca precisou dizer as palavras certas.
Nem inventar versões melhores de si.
Eu gostava justamente das pequenas distrações.
Do jeito que você esquecia o que estava contando porque outra ideia aparecia no meio da frase.
Do jeito que seu riso chegava um pouco antes da piada terminar.
Do jeito que você olhava para o céu sempre que precisava pensar.
Você nunca percebeu, mas eram essas coisas que me faziam acreditar que o mundo ainda sabia criar alguém pela primeira vez.
Eu passei tanto tempo procurando pessoas que me impressionassem, que esqueci como era encontrar alguém que simplesmente me deixasse em paz.
Você nunca ocupou espaço demais.
Você preenchia os espaços que já existiam.
Como a luz entrando pela janela sem pedir licença.
Como uma música baixa tocando em outro cômodo da casa.
Você não mudava quem eu era.
Só fazia parecer que eu sempre estive caminhando na direção certa, mesmo quando tinha certeza de que estava perdido.
Às vezes isso ainda me assusta.
Porque existem encontros que parecem improváveis demais.
Penso em todas as decisões pequenas que precisaram acontecer para que nós existíssemos ao mesmo tempo, no mesmo lugar, olhando um para o outro.
Se eu tivesse acordado dez minutos mais tarde.
Se você tivesse escolhido outra rua.
Se qualquer conversa da sua vida tivesse durado um pouco mais.
Talvez nós nunca soubéssemos que o outro existia.
E, mesmo assim, de alguma forma, existimos.
É estranho sentir gratidão por algo que ninguém planejou.
Você apareceu sem fazer promessas.
Sem dizer que ficaria para sempre.
E talvez tenha sido exatamente isso que tornou tudo tão bonito.
Porque nunca foi sobre vencer o tempo.
Foi sobre existir dentro dele.
Sobre dividir cafés que esfriavam porque a conversa era mais importante.
Sobre caminhar sem destino porque nenhum lugar parecia melhor do que andar ao seu lado.
Sobre descobrir que algumas pessoas não chegam para transformar nossa vida em um filme.
Elas chegam para transformar uma terça-feira qualquer na lembrança mais bonita que você vai carregar por anos.
No fim, acho que o amor nunca foi encontrar alguém perfeito.
Foi encontrar alguém que faz o acaso parecer delicado.
Alguém que olha para você de um jeito tão simples que, por alguns segundos, todas as dúvidas que o mundo construiu deixam de fazer sentido.
E então você percebe que passou a vida inteira procurando grandes sinais.
Quando, na verdade, o maior deles estava escondido na tranquilidade de poder olhar para alguém e pensar, sem precisar dizer em voz alta:
Como foi que, entre bilhões de pessoas, a vida resolveu me apresentar justamente você?
As pernas perguntaram para a mentira:
— Por que dizem que eu sou curta?
A mentira respondeu, vaidosa:
— Porque eu não deixo você ir longe.
Mas a tecnologia entrou na conversa:
— Errado. A mentira não tem pernas curtas.
A mentira sorriu, aliviada:
— Finalmente alguém me defende!
A tecnologia se aproximou e sussurrou:
— Mentira, você não tem pernas.
Eu cortei todas elas.
E comigo…
você não vai a lugar nenhum.
"Venha lentamente para que possa desfrutar mais
Beije-me para que eu possa degustar e me apaixonar
Quero todo seu corpo e sua alma
Não no sentido de posse"
— Monumento!¨"
By, Romildo Portes Ferreira
Dentre todas as formas que eu conheço para dizer “eu te amo”, a minha preferida é cuidar de você.
Parabéns muitas felicidades e bênçãos sobre sua vida.
Nos lhe amamos muito.
Muitos anos de vida meu amor. 👏👏👏👏
“Se eu permanecer neste mundo, temo que meu coração continue se inclinando para aquilo que é mau. Por isso, Senhor, se for da Tua vontade, leva-me daqui antes que eu me afaste ainda mais de Ti e deseje aquilo que não Te agrada.”
Que a saudade me leve a lugares que eu encontrei amor, abraço e felicidade; que o calor do aconchego das boas recordações e o frio da tristeza se choquem e virem chuva, caindo dos olhos e lavando a alma.
Ele é poema e eu sou a canção.
Ele é amor e eu sou o esplendor.
Ele é mar e eu sou o luar.
Ele é sol e eu sou o verão.
Ele é oceano e eu sou Caetano.
Ele é o enredo e eu sou medo.
Ele é verso e eu sou antiverso.
Ele é a rima e eu sou a prosa.
Ele é divino e eu sou a comédia.
Ele é a paz escondida e eu sou a paixão jamais esquecida.
Ele é luz e eu sou o brilho.
Ele é tudo e eu sou o nada.
Ele é arte e eu sou a obra de arte.
Ele é a coisa mais favorita desse mundo e eu sou mais ele do que eu.
Nós éramos estranhos na noite até o momento em que dissemos nosso primeiro "oi".
Amantes à primeira vista.
Olhos convidativos, sorriso emocionante e coração valente, verdadeiro e sincero
Ele sempre será pra te dizer, por toda a minha vida.
Afinal de contas, mal sabíamos que o amor estava apenas a um olhar de distância, ao meu (nosso) lado, digo frente a frente.
Todo santo dia, sou eu quem chama,
Nas manhãs cinzentas, nas noites de trama.
Puxo o fio da conversa, sozinho a tecer,
Histórias contadas, que ninguém quer ler.
Insisto, persisto, num monólogo vão,
O eco das palavras, sem eco, sem chão.
Escrevo uma epopeia, uma carta sincera,
E recebo um "curtir", que nada me espera.
O que estou fazendo, meu coração?
Se o que eu busco não tem retorno, não há razão.
Chamei para sair, numa noite de brisa,
E o silêncio foi a única resposta precisa.
Ela poderia estar ocupada, eu sei,
Mas se quisesse, diria: "Outro dia, talvez."
O interesse é claro, não há como errar,
Se ela quisesse, iria me procurar.
Forçar uma amizade, um amor, um afeto,
É construir castelos no ar, sem concreto.
Se é preciso lutar para fazer funcionar,
Então não é amor, é melhor deixar passar.
Todo santo dia, essa lição me persegue,
Na simplicidade da vida, a verdade se entregue.
O que é natural, o que vem sem pressa,
É o que realmente no coração interessa.
Deixe fluir, deixe ser, deixe estar,
O amor verdadeiro vai te encontrar.
Sem esforço, sem dor, sem insistir,
A felicidade virá, sem precisar pedir.
E Ele Será Amado
Um Hino à Perseverança e Cumplicidade no Amor Jovem
E ele será amado, eu sei,
Não só em dias de sol,
Mas nas tempestades que virão também.
Nem sempre são arco-íris e borboletas,
Mas é um acordo que nos ajuda a seguir,
Meu coração está cheio, e minha porta, sempre aberta,
Venha a qualquer hora que quiser.
Jovens somos, enfrentando mares emocionais,
O desejo constante de estar ao seu lado,
Oferecendo amor e apoio incondicionais.
Nós rimos juntos, brincamos na simplicidade,
E em cada momento, a cumplicidade se faz.
Desentendimentos virão, eu sei,
Mas nosso amor se fortalece,
Na vontade de estar juntos,
No desejo ardente de sua companhia.
Toda a sua beleza, cada sorriso,
Observarei com atenção e carinho,
Um amante dedicado, persistente,
Pronto para enfrentar qualquer tempestade.
O amor verdadeiro é paciente,
Persiste, mesmo diante de rejeições,
É a luz que guia, a força que inspira,
E ele será amado, com toda a intensidade,
Nos momentos de sol e nas noites sombrias.
Porque amar é estar presente,
É oferecer o coração,
E saber que, apesar de tudo,
O amor sempre prevalecerá.
Desejo Infinito sobre o anseio de amar e ser amado eternamente
Eu queria conquistar teu coração,
E encontrar em ti, meu porto, minha razão.
Queria ser teu riso, tua alegria,
A cor que pinta os traços do teu dia.
Quem me dera, eu fosse o centro da tua atenção,
O brilho dos teus olhos, tua inspiração.
Se um desejo me fosse então concedido,
Seria estar contigo, em paz, sem um só gemido.
Não quero viver na solidão, à tua espera,
Essa dor que o tempo tece e desespera.
Mas me arrepio, ao som da tua voz,
Um eco que acende e entorpece a sós.
Oh, se pudesse, amor, ser tua eternidade,
Teus passos, teu sonho, tua felicidade.
Quando eu vejo aquele sorriso,
Distante, num retrato,
Meu coração aperta,
Calado.
Eu começo a chorar,
Molhando o meu sorriso,
E num suspiro,
Eu me perco no que é amar.
Por ser perfeito, quando eu penso nele, eu sinto amor que não cabe em mim.
