Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

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Eu sabia que você fazia parte de mim de um jeito que chegava até doer, e eu mal sabia naquela época que aquilo doía mais que a morte. Mas por mais estranho que fosse, era bom sentir você por perto, era bom sentir que eu era sua amiga ou se fingiu, mentiu muito bem que até me enganou.

Eu ficava olhando as estrelas E fazia um pedido ao luar Eu buscava um amor nos meus sonhos E um dia encontrei seu olhar

Eu vi e ouvi coisas
Que minha mente
Me fez esquecer,
Mas meu coração
Me fazia relembrar.

Eu achei que você fazia bem a ele. Achei que me traria meu filho de volta.

Eu achei que seria diferente, mas depois de um mês eu já nem fazia tanta questão da presença dele, mais uma vez deixei escapar uma oportunidade de te esquecer…

Se eu pudesse,fazia o download de você!

⁠Sou eu a pessoa que você quis
Sou eu o amor que em sua vida fazia sentido
Sou eu também a pessoa que te quis
E quando um mais um foram dois
Eu precisei ser menos
Por entender
Que sendo um
Ja me sinto completo
E singular.

Eu quebrei a minha capela.


A capela onde eu fazia minhas orações belas,
onde ficavam quentinhos e quase seguros os grandes sonhos que eu cuidava com zelo, carinho, e aquele brilho inocente que só uma criança tem.


Era o meu pequeno templo secreto,
guardado dentro de mim
como quem protege uma chama que nem sabe ainda que pode apagar.


Mas lembro.
Lembro das primeiras vezes em que arruinaram as estruturas da minha capela.
E dói ainda hoje, como se o eco daquelas pedradas não tivesse parado nunca.


Eu era só uma criança.
Uma criança com uma capela tão linda, tão cheia de cor, cheia de futuros possíveis…
e tão frágil.


Tão absolutamente vulnerável a mãos que eu amava demais para esperar que fossem elas as primeiras a golpear.


Foi na véspera de Natal
aquela mistura de cheiros, luzes, risadas e expectativas
que a primeira grande pedrada voou.
Não sei se foi por descuido, por ignorância
ou por uma crueldade que os adultos não assumem nem pra si mesmos.


Mas foi certeira.
E quebrou a vidraça da frente mais bonita da minha capela.


E ninguém sabe como ela era linda.
Ninguém nunca viu.
E o mais triste é que nem eu consigo lembrar direito da cor daquele vidro,
da forma da luz que entrava por ele.
É terrível perder até a memória do que te fazia brilhar.


A gente espera pedradas de estranhos,
de quem passa na rua sem olhar na nossa cara.
Mas nunca de quem a gente ama.
Nunca de mãos que deveriam construir, não destruir.
Como dói.


Cada pedrada doeu.
Cada pichação.
Cada pequeno vandalismo que parecia bobo, mas arrancava um pedaço gigante do que eu sonhava ser.
Me acostumei tanto à dor
que quase achei que ela fosse parte da arquitetura.


E eu tentei manter.
Tentei demais.


Pintei, repintei, redecorei,
segurei paredes com as próprias mãos,
me apoiei nos restos de mim mesmo pra continuar de pé.
Eu era só uma criança tentando restaurar uma capela que parecia uma catedral inteira
com as ferramentas imaginárias que tinha no bolso.


Mas o tempo não perdoa rachaduras.
Nem tempestades.
Nem vozes que gritam e comparam ou humilham mais do que acolhem.


E sempre vinha uma nova chuva,
alagava tudo,
desbotava meus sonhos até eles perderem cor, cheiro e sentido.


Tentei tapar os buracos.
Tentei erguer o teto.
Tentei pôr de pé o que já tinha morrido em silêncio.


Mas o teto caiu.
E junto, eu.


Salvei alguns sonhos,
os que ainda respiravam,
mas estavam tão feridos que muitos desistiram no meu colo.


Outros sumiram sem deixar rastro.
Outros morreram sem eu entender quando.


E mesmo assim eu fiquei ali,
esperando a chuva passar
como quem espera que o tempo um dia devolva o que levou.
Mas o tempo nunca devolve.
Ele só leva.
E às vezes leva tudo.


O sol veio e queimou o que sobrou.
Me queimou também.
E cada queimadura levava mais um sonho com ela.
E quase que me levou inteiro também.


Quando o vendaval de setembro voltou,
as paredes que restavam já não tinham força nenhuma.
Eu tentei segurar, desesperado,
mas cada rajada levava embora outro sonho,
como se fossem folhas secas que eu não tinha como manter comigo.


Hoje, mais cedo,
o último deles partiu.
E eu chorei como nunca chorei na vida.
Chorei de um jeito que parecia que eu estava desabando junto.
Sentia tanta culpa e uma absolvição que nunca vinha.


E então quebrei a última parte da minha capela.
Deixei cair.
Deixei ruir.
Deixei virar pó.
Apenas assisti sem forças.


Ali agora só resta um sepulcro.
Meu próprio cemitério de sonhos.


Sonhos que nunca viram a luz do dia,
nunca foram celebrados,
foram desencorajados, silenciados, humilhados, mal comparados, envergonhados.
Foram destruídos enquanto ainda eram sementes.


Saí de lá há alguns dias,
me arrastando,
em direção ao vale dos sonhos quebrados,
um vale enorme, cinza, preenchido de ecos que ninguém quer ouvir.


Um vale onde tantos outros chegaram como eu:
com seus templos destruídos, suas janelas partidas,
suas crianças internas chorando.


Eu vejo todos.
Mas não sei se eles me veem.
Ou se se importam.
Talvez cada um esteja preso na própria ruína.


Alguns riem,
mas é um riso vazio.
Um riso que não ilumina nada.
Tudo ali é frio, sem propósito.


Eles brindam com copos vazios,
como se comemorassem ausências e desapego
Alguns preferem ficar no frio e sozinhos
Outros se olham no espelho,
mas ignoram o relógio


e esquecem que o tempo é um fio curto,
tão curto que às vezes não dá pra dar um nó.


Ninguém parece amar de verdade ou temem a vulnerabilidade disto
Só querem parecer algo,
querem impressionar sombras que fazem com suas velas acesas num bar.


Eu não encontrei ali um lar.
Então, mesmo cansado,
subi em direção à montanha.


No caminho encontrei o Oráculo do Tempo.
Ele me disse que dali em diante,
cada passo custaria mais tempo.
Eu não entendi.
Mas ao olhar nos olhos dele,
vi uma linha inteira de existência passando em um sopro.
Minha vida coube em um instante,
num piscar de olhos que nem piscou direito.


E eu percebi:
não importa quanto tempo passe por fora,
por dentro a primeira vidraça quebrada
nunca envelhece.
As dores não respeitam cronologia.
O trauma é atemporal.
Ele mora no mesmo lugar,
com o mesmo impacto,
com o mesmo corte.


E eu ainda estava lá:
no vale dos sonhos quebrados,
preso, me sentindo menor, ferido,
tentando reconstruir com as mãos sujas de pó.


E então… veio a parte que mais doeu:
percebi que a criança que fui,
aquela que segurava uma capela inteira com as mãos pequenas,
ficou presa no momento das primeiras pedradas.
E eu cresci ao redor dela,
como uma casa construída em volta de um escombro
que ninguém nunca teve coragem de remover.


Ela ainda está lá.
Sentada entre ruínas.
Chorando baixinho para não incomodar.
Esperando que alguém
quem quer que fosse
voltasse e pedisse desculpas, que não era verdade
Mas ninguém voltou.
Ninguém nunca volta no ponto certo da dor quando a gente mais precisava.


Então eu continuei andando,
carregando um tempo que pesa demais,
olhando pra trás como quem busca algo que nunca teve chance de existir.


No fim, o Oráculo do Tempo disse que todo passo tem um preço
porque a gente, no fundo, não caminha no espaço,
a gente aprende forçadamente a caminhar dentro das próprias feridas na esperança que elas cicatrizem de forma sutil, sem marcas expostas que nos deixem feios.
E quanto mais longe tentamos ir,
mais percebemos que você nunca abandona a criança que chorou no início de tudo.


Ela segue lá.
No vale.
Com a capela destruída.
Me chamando sem voz,
pedindo para ser salva
como eu tentei salvar meus sonhos.


E talvez a maior tragédia
não seja ter perdido a capela,
nem os sonhos,
nem o tempo.


Talvez a maior tragédia seja saber
que eu nunca consegui voltar por ela.




Matteus R Lopes

Maturidade e Sabedoria


Quando eu era menino, agia como menino, pensava como menino e fazia coisas próprias da infância.
Mas o tempo passou. Cresci. E agora, ao olhar para o homem que me tornei, percebo que a maturidade exige mais do que o simples passar dos anos. Preciso agir com a responsabilidade de um homem, e não mais com as imaturidades de um garoto.
Ser homem é, antes de tudo, assumir a responsabilidade pelos meus compromissos, pela minha palavra e pelos meus atos.
É entender que a verdadeira força está em honrar os princípios que cultivamos e em viver de acordo com eles, mesmo quando a vida nos desafia. Preciso ser como Jó: íntegro, reto, temente a Deus, reconhecendo que a fé não se limita aos momentos de facilidade, mas se revela nas provas da vida.
Agir como homem é abandonar as picuinhas, as brigas pequenas e as intrigas que só nos afastam do que realmente importa.
É deixar para trás as minúcias que nos distraem e nos desvirtuam daquilo que Deus espera de nós. No lugar disso, precisamos cultivar o respeito, a paciência, e o perdão – pilares que fortalecem nossa caminhada espiritual e humana.
Ser homem é também ser alguém que se dedica à família com carinho e respeito.
É ser bom filho, bom irmão, bom pai, e, acima de tudo, um cidadão comprometido com o bem comum e com a justiça. A verdadeira masculinidade é aquela que se constrói no serviço ao próximo, que se revela nas pequenas atitudes diárias de cuidado e generosidade.
Agir como homem é agir com a razão, mas sem perder a capacidade de se emocionar diante do sofrimento e das dificuldades alheias.
É buscar o equilíbrio entre a lógica e o amor, entre a mente e o coração. E, talvez, o maior desafio seja não perder a sensibilidade, a capacidade de dividir o pão com quem tem fome, de estender a mão para quem precisa, de ser luz na vida do outro.
Por fim, ser homem é manter viva a inocência de criança, mas com a sabedoria que a experiência e os erros nos ensinam.
É saber que o amadurecimento não significa perder a capacidade de sonhar, de ver o mundo com olhos puros e esperançosos. Mas também é reconhecer que, para ser verdadeiramente inteiro, precisamos aprender com os nossos erros e com a vida, sem jamais abrir mão da compaixão e do amor.

Eu sempre acreditei que você nunca tivesse me amado, seu jeito frio me fazia temer insistir, eu tinha medo de estar afetando sua escolha, te forçando a ficar comigo.
Mas fiz o contrário.

⁠⁠A evolução foi imediata, quando eu comecei a fazer por mim o que eu fazia pelos outros.

Eu era prisioneiro até que desisti de escapar do que fazia meu coração bater. Hoje, beijo correntes, sonho com correntes, vivo de correntes e vejo que as grades eram o céu. Posso chamar onde vivo de casa, e em meu amor por minhas correntes, luto para impedir que menos pessoas destruam as suas.

Eu devia ter pensado bem, antes de te deixar,
Com tua luz de prata e o sorriso que me fazia parar.
Eu devia ter medido o risco, contado as noites em claro,
Pois agora o amor é um fardo, um peso que se tornou caro.
Eras a promessa suave, a paz que a alma pedia,
Um porto seguro em brumas que a vida me oferecia.
Mas eu, na pressa cruel, na cegueira de um instante,
Afastei a tua mão quente, tornei-te um sonho distante.
Agora resta o silêncio, a frieza deste quarto,
Onde a tua ausência dança, num lúgubre esparto.
E a melancolia se aninha, qual sombra em dia cinzento,
Lembrando-me a cada suspiro, o meu maior tormento.
O drama é meu, só meu, esta culpa que me consome,
De ter trocado o teu abraço por um vazio sem nome.
Eu devia ter pensado bem, mas o fiz tarde demais;
E este amor, que podia ser céu, jaz em destroços e mais.

Eu sinto que mudei.
Passei a ter uma confiança maior na mulher incrível que eu sou.
Antes fazia questão de me impor.
Hoje eu olho e penso: ah, tá!
E sigo.
Evoluir é necessário.
O certo e o errado sempre irão andar lado a lado.
A questão é de que lado que estar.

"Eu tenho certeza que enquanto Deus distribuía paciência numa fila, eu fazia confusão por um drive -thru na outra."
Haredita Angel
13.06.25

E tudo o que eu tinha, e tudo o que eu amava foi embora com tudo o que fazia sentido, você.

Inserida por MelLived

Saudade daquela época em que eu fazia bigode com o macarrão na hora do almoço. [Queria voltar quinze minutos no tempo].

Inserida por Rafaeldisouza

Era tão bom, era tudo tão bom.
Você me fazia feliz e eu te fazia feliz, você me tirava os melhores sorrisos, você me fazia bem, brigava comigo, e logo dizia que era brincadeira, a gente brincava, ria, éramos tão felizes. A gente não ligava, eram tantas loucuras que fizemos juntos, que a gente não ligava ,pois estávamos um do lado do outro, e isso se tornava tudo mais seguro,
O tempo parecia não existir quando a gente tava junto, o que a gente mais queria era ficar um do lado do outro e mais, e mais, e mais, e isso fortalecia a gente cada vez mais.
Vivemos cada coisa juntos lembra ? lembra aquela vez que você no meio da madrugada saiu da sua cidade e veio até aqui me ver, você lembra ? então , eu não esqueci isso, como também não esqueci as inúmeras vezes que dissemos vários eu te amo um ao outro, quantas vezes fizemos planos e mais planos, e mais planos de viver a eternidade juntos.
É, eu fazia de tudo pra passar maior parte do tempo ao seu lado, eu queria te agradar em tudo que eu pudesse, em tudo que eu conseguisse.
Queria dar o meu máximo, pois a única coisa que eu queria era estar contigo cada dia mais e mais e mais.
Mas olha como a vida é né, mesmo te amando, mesmo querendo passar a eternidade contigo, eu errei , e parecia que todo esse amor que você dizia sentir por mim não era o suficiente pra você me perdoar, e dar mais uma chance pra toda essa história que a gente lutou tanto pra construir juntos.

E agora ? eu aqui, você ai !
destinos separados, tudo se quebrou, e você diz não ter mais volta.
Será que você não se lembra das inúmeras vezes que eu te perdoei, nem que fosse por uma coisinha boba, mas machucava muito, acredite ...
Você não imagina quantas vezes eu te defendi, quantas vezes você me magoou, mas sabe por que eu não dizia isso a você ? pois esse sentimento é muito maior pra te perdoar, e perdoar, e perdoar quantas vezes fosse preciso, pois eu queria passar meus dias todo do seu lado.
Eu te amei, eu te amo, e mesmo que a gente não esteja mais juntos, todo o sentimento não morreu.
Eu ainda acordo todo dia na esperança que você volte, eu ainda peço a Deus todos os dias pra você voltar. E aguardo ansiosamente esse dia, só não demora meu amor, te espero.
Eu te amo !

Inserida por Maylav

As vezes penso no teu sorriso, as vezes na cara de bravo que fazia quando eu falava besteira, as vezes me pego imaginando como seria se você estivesse aqui , e quando eu dou risada das coisas engraçadas que passamos? Nossa... te sinto tão próximo! Será que e preciso mesmo tanta dor pra entender o que e o amor?
Sinto sua presença quando eu choro, e também quando estou muito feliz, acho que pensar em você é como não me sentir só nas noites em que não sei expressar com palavras meus sentimentos.
No dia em que você se foi pela primeira vez, da minha casa, senti como se eu tivesse ficado sozinha no mundo todo. Depois disso você me provou que o amor esta alem de tudo, e Deus me deu tempo suficiente pra entender que aquilo era necessário, que essa dor só iria me fortalecer pra enfrentar a próxima. Obrigada por tentar de novo, mas eu precisava ficar longe.
Mas quando você se foi pela segunda vez, eu senti como se eu quisesse correr pra qualquer lugar do mundo, se eu soubesse que Lá, encontraria você.
Deus escreve nossos caminhos de forma incrível, e so entendemos no final, pena que nesse final, você esta ao lado dele, e não ao meu.
Dê valor ao amor e respeite tempo.

Inserida por Joycerm

Fragmentos 21/04/2012

Sempre questionavam o que eu fazia, o que ia fazer ou o que eu deixava de fazer... Era uma coisa insana e ainda acontece isso muito. Vez em vez, ainda preferem tomar conta da minha vida do que cuidar das deles. Só que eles não sabem que minha vida, ninguém nunca tomará conta, porque eu dou muito trabalho pra eles.

Inserida por brunosomniator