Faz de Conta Qu eu Acredito
Nos últimos cinco anos eu desejei a morte todos os dias. Às vezes cheguei bem perto.
Eu sou o que penso, sou o que sou e o que quero ser.
Sou família, sou filha, sou irmã e namorada.
Eu sou o tudo. Eu sou o nada.
Sou a sorte do que tenho e do que possuo. O azar do que a vida não me trouxe e eu desejei.
Sou um verme que um dia quis ser astro e tão depressa se tornou estrela.
Sou mais uma pecadora, com tamanha fé.
Sou um mundo de maldades e um paraíso de boas acções. Sou um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas.
Sou o meu reflexo num canto de paisagem, ou numa miragem, onde tu não podes ver.
Sou a alegria de quem me ama, a tristeza de quem me odeia e a ocupação de quem me inveja.
Sou uma folha em branco, ou um caderno completo.
Sou os livros que li e os textos que já te escrevi.
Sou os momentos que passei e os que ainda quero passar, eu sou os brinquedos com que brinquei, e os amigos que conquistei. As fábulas em que acreditei e os jogos que inventei.
Sou o amor que dei, o que dou e o que continuarei a dar. Sou os amores que tive, as viagens que fiz e as que quero fazer. Sou todos os desportos que pratiquei, e aquele em que sempre continuarei por ser mais que lazer, é prazer.
Sou a minha disciplina preferida, a minha comida predilecta, sou o cheiro que me seduz, a cor que me apaixona, a bebida que me refresca.
Essa sou eu...eu mesma, será que vais entender?
Sou o ódio resguardado, sou os sonhos realizados, os objectivos alcançados.
Eu sou o meu interior, mas também o meu exterior.
Sou um conjunto de factores que tu não podes entender.
Sou a saudade, os abraços que já dei, eu sou o passado, mas também o presente e o futuro.
Eu sou os meus actos.
Sou o perfeito, mas também sou o imperfeito.
Sou o contraste e a contradição.
Sou a complexidade do mundo.
SOU O QUE NINGUEM VÊ.
Se eu matar alguém, ela é a pessoa que eu ligo para me ajudar a arrastar o corpo pela sala. Ela é minha pessoa.
Eu não falhei. Apenas descobri 10 mil maneiras que não funcionam.
Eu colei todos os meus caquinhos, e não vou pedir perdão pela forma que escolhi para consertar aquilo que você quebrou.
Eu e você frente a frente...
É o medo e o desejo;
É desconfiança e a esperança;
É o grito e o silencio;
É o gelo derretendo a mão no fogo...
Eu e você frente a frente
É ter sempre q me confrontar;
Encarar meus erros e as minhas razões...
As minhas verdades e as minhas ilusões;
Meu poder e a minha impotência;
A minha liberdade e os meus limites...
Quando eu to na sua frente,
Eu sinto toda a minha dor,
Mas só na sua frente eu posso sentir todo o meu amor
Hoje eu queria alguém que me dissesse que eu não precisava me preocupar, um ombro, uma mão. Desculpe tanta sede, tanta insatisfação. Amanhã, amanhã recomeço.
Minha vida mudou muito nos últimos anos. Eu mudei muito nos últimos anos. Mudei sem oferecer a menor resistência. Mudei sem me surpreender com as mudanças. Elas simplesmente apareceram, aconteceram, me invadiram e se instalaram. Então, eu finalmente me senti em casa dentro de mim mesma. E hoje, mais do que nunca, sinto que não devo nada para ninguém. A gente demora demais para se livrar de pesos e culpas. Mas um dia, finalmente, a gente acorda. E descobre que tem uma vida inteirinha pela frente.
Uma coisa eu realmente sabia - sabia com a pontada do meu estômago, no centro dos meus ossos, sabia isso do topo da minha cabeça até as solas dos pés, sabia isso no meu peito vazio - o amor por uma pessoa pode ter o poder de te destruir.
você pode me empurrar pro precipício
não me importo com isso
eu adoro voar.
Monólogo da madrugada
E eu novamente perdida em meu mundo,
Contando histórias de mim sobre eu mesmo,
Num lugar onde não me encaixo e solidão torna meu rumo.
Talvez eu pudesse pensar em me encaixar,
Como fiz antigamente,
Tenho preguiça...
Não sou mais inconsequente.
Pra encaixar no velho,
Prefiro viver desencaixada,
Quero encaixar no novo,
Mas o novo não se encaixa em mim...
Fico assim,
Sábia das minhas certezas,
Fugindo das incertezas,
Feliz,
Tranquila,
Não procuro problemas,
Mas ás vezes eles me acham,
Cuido de mim, nem sempre foi assim,
Odiava o silêncio, agora amo.
Gosto disso.
Do presente,
Que realmente é um presente.
Não ligo de ser diferente...
Não gosto de sair...
Chato.
Música ruim.
Não me encaixo,
Nem quero.
Gosto das pessoas,
Mas, meio que nada a ver a vida...
Muito menos os pensamentos,
Difícil pensamento alheio me agradar ...
Sei lá.
Prefiro a companhia de mim mesma, mesmo.
Não sinto falta de nada, até estranho...
Mas um estranho bom,
Vejo pessoas bebendo,
E eu não vejo sentido na insanidade, no entorpecer.
Gosto de ser sóbria,
Prefiro o clarear de ideias.
Entorpecentes como fuga são.
Não preciso perder a sanidade,
Muito menos,
A linha de raciocínio,
Quero ser um eu completo,
Solido.
Não influenciável.
A bebida deixa a pessoa mole, sem ciência,
Dopa a consciência,
Muda o mundo interior, destrói.
Distrai.
Não gosto de sonhar também.
Sonhos mentem...
Tentam fazer sua mente.
Distrações...
Não gosto delas,
Mas algumas ainda me prendem.
Por isso a vontade imensa de me isolar,
Morar na praia, vida simples,
Sem TV, sem som, sem modernidade.
Meu violão, livros e só...
Utópico né.
Mas eu sonho em viver de arte,
Sonho acordado.
Passo-a-passo...
Vou construindo meu futuro,
Trabalhando,
Atrapalhando...
Faz parte.
Agora chega de falar comigo!
Dormirei.
Diga-me como pode haver três velas neste recinto e apenas uma luz e então eu lhe explicarei a Trindade.
