Faz de Conta Qu eu Acredito
Fechar os olhos para o mundo não é ignorar a realidade desde que o propósito seja abri-los para si e conhecer-se.
O fato é que as pessoas iludem, não porque não acreditam no amor, Mas por amar o dinheiro acima de todas as coisas
"O jovem, é verdade, rebela-se muitas vezes contra pais e professores, mas é porque sabe que no fundo estão do seu lado e jamais revidarão suas agressões com força total. A luta contra os pais é um teatrinho, um jogo de cartas marcadas no qual um dos contendores luta para vencer e o outro para ajudá-lo a vencer.
Muito diferente é a situação do jovem ante os da sua geração, que não têm para com ele as complacências do paternalismo. Longe de protegê-lo, essa massa barulhenta e cínica recebe o novato com desprezo e hostilidade que lhe mostram, desde logo, a necessidade de obedecer para não sucumbir. É dos companheiros de geração que ele obtém a primeira experiência de um confronto com o poder, sem a mediação daquela diferença de idade que dá direito a descontos e atenuações. [...] Para não ser devolvido, impotente e humilhado, aos braços da mãe, ele tem de ser aprovado num exame que lhe exige menos coragem do que flexibilidade, capacidade de amoldar-se aos caprichos da maioria - a supressão, em suma, da personalidade.
É verdade que ele se submete a isso com prazer, com ânsia de apaixonado que tudo fará em troca de um sorriso condescendente. A massa de companheiros de geração representa, afinal, o mundo, o mundo grande no qual o adolescente, emergindo do pequeno mundo doméstico, pede ingresso. E o ingresso custa caro. [...] Não é de espantar que o rito de ingresso no grupo, custando tão alto investimento psicológico, termine por levar o jovem à completa exasperação impedindo-o, simultaneamente, de despejar seu ressentimento de volta sobre o grupo mesmo, objeto de amor que se sonega e por isto tem o dom de transfigurar cada impulso de rancor em novo investimento amoroso. Para onde, então, se voltará o rancor, senão para a direção menos perigosa? [...] Numa cruel inversão, a culpa de suas humilhações não será atribuída àqueles que se recusam a aceitá-lo como homem, mas àqueles que o aceitam como criança. A família, que tudo lhe deu, pagará pelas maldades da horda que tudo lhe exige.
Eis a que se resume a famosa rebeldia do adolescente: amor ao mais forte que o despreza, desprezo pelo mais fraco que o ama."
É minha gente todo dia é uma despedida, uns vai, outros vem, alguns pegam um avião e vão mais além, onde toda essa gente vai chegar? não sabemos, o que sabemos é que sempre terá alguém a esperar e a chorar. Ai... nem terminei ainda e já bateu aquela saudade provocando suspiros profundos, no entanto não dá pra fugir da lei da vida: "Coisas boas se vão para que melhores possam vir" já dizia Caio de Abreu. É meus amigos´... é triste afirmar isso, Mas tudo passa, eu poderia terminar esse texto amanhã, Porém se tudo passa, vai que nesse intervalo a minha vida se vai com o tempo! Pensando nisso o terminarei aqui agora com a frase mais bonita ou mais triste, Mas isso é vocês que decidem como interpreta-la. "... E no final de tudo o que terá valido a pena é o que permaneceu com você e não o que passou por você"
... E no final de tudo o que terá valido a pena é o que permaneceu com você, não o que passou por você
Nem sempre ensina quem sabe mais, mas também os que nem sabem que estão ensinando!!! O que é sempre mesmo é o tolo lutando com suas tolices, pois nem sabe que não sabe. Todavia, não admite que lhe diga o que tem de aprender e se esquiva por medo, ele não quer responsabilidade.
Criaturas Do Rei
Esperança no peito
Na voz, alegria
No olhar o feitiço
Na boca, o sabor
De ser este Ser
Repleta de amor
Sou filha de um Rei
De um Ser Magnífico
Que cria e recria
Criaturas ditosas
Que vivem momentos
De encanto e alentos
Sublimes de vidas
Que namora momentos
E entoam louvores
A doçura
Da busca dos Eus
De nobres ou plebeus
Se repetem
Através da perpetuação
Magnífica
Da vida
Eleni Mariana de Menezes
A Vencedora
Ganhei batalhas
Venci a guerra
Na vida
Desfrutei instantes
Belos
Usufruí
Um mundo
Da cor da rosa.
A mais mimosa
Perdoei
Meus erros
Pecados
Mandei recados
Pras multidões
Ganhei
A paz
A esperança
E a criança
Que eu fui um dia
Se alojou na minha alma
E me acalma
Se a noite é fria
Mas o melhor
É que se um dia eu perdi
Já esqueci
Pois o perdido
Voltou pra mim
O que já estava
No esquecimento
Vem-me à lembrança
Doce lembrança
Da minha infância
Alcança-me
Recupera-me
Fortalece-me
E, milagrosamente
Recria-me
Jeito Simples
É preciso salgar a terra
Com o suor do amor
que escorre pelo corpo temperado
das lidas diárias.
Há que pisar o chão e o acariciar
com os dedos dos pés sagrados
Sangrando o barro que amassado
Mistura-se na pele dourando o caboclo
Tora de aroeira
Pé de pau-brasil.
E ninguém viu
Sua choupana atrás do morro
Ser levada pela enxurrada
E ele nem chorou.
Por que caboclo não tem lágrimas
Tem é brio
Tem é garras de águia
e dentes de tigre
Pra estrangular a caça mal cozida
Feita na panela de ferro e no fogão de lenha
Que o gás esse não exite lá
Na casinha, agora feita de sapé
Amarrada com embiras.
Fazer o quê?
Esse é o jeito simples e belo
De se viver.
Comodismo = Abismo
Há que se elevar a alma
E revisitar os seus recônditos
Pra se descobrir um novo Ser
Lançar um novo olhar sobre o mundo
As pessoas e os rumos mudar
Se tiver que.
Abrir-se às mudanças
E se readaptar às idéias novas
Do mundo hodierno.
Não se pode ficar na inércia
Porque o gigantismo da dinâmica
Do Universo
Não nos espera.
Se parar, perde-se o bonde da vida
E se autoexclui da ciranda
Do viver.
Não se deve acomodar
Não se pode enclausurar
Na redoma do indiferentismo.
Abismo
Certeiro do medo
Em seu olhar escrevo a intensidade de sua alma, que sentirei em seus lábios cheios de desejos e intenções.
Conhecendo o segredo de sua intuitiva arte em amar e revelar seus segredos mais impulsivos de sentir os prazeres revelados de seu corpo em volúpia e intenções.
SONHOS ROUBADOS
Crianças reclamam
a devolução de seus sonhos.
Criaturas sem face que clamam
pela sua liberdade de viver.
Cristos em sangue,
crivados de balas no asfalto
repleto de tradições e omissões.
Pactuados com a realidade virtual
imagens no computador
mostram enormes corações vítreos,
carros velozes e a ferocidade na derrota.
Nas vias escuras tremulam
as sombras da geometria concreta.
Sem horizonte, a solidão é o oráculo
na cidade negra e empoeirada.
E o sol lentamente esboroa-se
nas vidraças onde homens armados
são guarda-costas atentos.
(suelidesouzapinto)
Pele macia corregada de sensações que aflora seu jardins onde sua flor mulher desabrocha em deliciosas dimensões do paraíso.
