Faz de Conta Qu eu Acredito
Metade que Respira em Silêncio"
Eu sinto um nome que nunca ouvi,
um toque que nunca me alcançou,
mas que arrepia a alma...
como vento que dança antes da chuva.
Não é ausência, é espera...
Não é saudade, é presságio...
Há um coração batendo ao avesso do meu,
na mesma frequência de um sonho que insiste.
Sei que existes, embora a pele ainda negue.
Teus passos erram rotas que o destino disfarça...
mas tua procura é uma prece que escuto
nas entrelinhas do silêncio do mundo.
És verso que me falta no poema...
sombra que se encaixa na luz do meu riso...
eco do que sou quando fecho os olhos
e confio que o amor tem memória.
Um dia, teu olhar vai tropeçar no meu,
não como acaso, mas como retorno.
E saberemos, sem perguntar,
que enfim, encontramos o caminho de casa.
Confesso impunimente que as melhores conversas que tenho são comigo mesmo e sempre oro incansavelmente para que todos na humanidade encontrem o melhor dialogo franco e verdadeiro consigo mesmo. Pois não existe divindade maior nesta dimensão para a transformação eficaz, feliz, justa e perfeita do que seu Deus Interior, que tanto lhe conhece e tudo sabe.
só eu sei
só eu sei
o inferno quieto que grita dentro da minha cabeça
a guerra muda que trava, minuto a minuto,
com os pensamentos que não pedem licença
só eu sei
das vontades cruas
que guardo no bolso,
por medo — ou por amor demais
só eu sei
como é dançar na beira da loucura
sem cair
sem voltar
só eu sei
de onde vem a força
quando nem eu mais me reconheço
mas sabe o que eu não sei?
até quando esse teatro dura
esse riso emprestado
essa alma em cacos escondida
atrás de um “tá tudo bem”
mas, até lá...
respiro
me visto de paz
e sigo.
Como te direi quem eu sou, se nem eu o sei?
Não por falta de atitude, eu já tentei.
Me disseram para buscar a plenitude, mas o que encontrei?
Descobri que o conceito de plenitude é vago, uma indecência.
Somos parte, metade, somos vapor, essência...
Como saberei quem sou de verdade?
Se alguém que sabe me ler, ainda não encontrei?
O sentimento que eu sinto por você é puro e verdadeiro, como uma constante brisa que nos guia em direção ao nosso destino, não importa a distância ou o mal, o amor sempre permanece.
Então vamos lá vim só pra falar verdade e também sobre o povo que zomba o diferente e diz que luta por igualdade o político até enche o peito pra falar de concientizamento mas acaba sendo só vento que não vai mudar a minha e a nossa realidade e nisso vivemos em um game infinito de desigualdade que jogamos a anos e nunca passamos de fase
somos como FIGURANTES sempre estamos jogados de lado parece que a gente nem tá presente no espaço e vemos coisas inaceitáveis e temos que aturar calado porque não temos espaço de fala e sempre que tentamos falar estamos errados
mas tenho certeza que Deus tem observado todo aquele que tem andado no caminho errado como os falsos cristãos,os políticos corruptos e os assasinos fardados que acham que só por que tem uma arma tem nos intimidado mas pra mim essa intimidação não existe pq meu povo resisti e a única arma que me intimida de verdade é aquela que começa no Gênesis e termina no apocalipse
Eu falo das verdades que todos precisam saber muitos da minha cor que vem da onde eu venho poderiam escrever para pelo menos contra o sistema tentar rebater
Eu acho que já vou parando por aqui essa é a visão de um menor da favela e vou deixando um recado pra vcs nem sempre acreditarem no que estão passando nas suas telas
Tenha conhecimento doq está acontecendo tlgd pq eu tava no meio da guerra e vi um trabalhador sendo baleado e ele era meu amigo e fiquei só o ódio quando olhei o jornal e vi que na matéria principal estavam se referindo a ele como bandido
Artistas conhece públicos vazios, ouve nãos em silêncio, sofre com promessas que nunca se cumprem, sente os olhares que julgam…
Mas a sua força motriz estána necessidade de criar e expressar o seu verdadeiro EU.
Talvez hoje eu morra
Talvez hoje eu morra — e o mundo siga,
sem notar o silêncio da minha partida.
O sol nascerá com a mesma coragem,
e o tempo seguirá sem pressa ou miragem.
Talvez hoje eu morra — e ninguém veja,
a lágrima oculta, a alma que almeja
um último abraço, uma palavra guardada,
um perdão não dito, uma dor calada.
Talvez hoje eu morra — e em minha ausência,
fiquem perguntas, vazios, ausência.
Fiquem poemas sem fim, versos sem dono,
um copo pela metade, um sonho sem sono.
Talvez hoje eu morra — e no fim de tudo,
encontre em Deus o silêncio mais mudo,
a resposta que em vida busquei, aflito,
nos becos do peito, no chão do infinito.
Talvez hoje eu morra — ou talvez não,
mas já deixo escrito, do fundo do chão:
se eu partir, que seja com paz no olhar,
pois viver também é saber descansar.
E se hoje eu morrer — só peço, enfim,
não chorem por mim, nem pelo meu fim.
Guardem apenas o que fui de verdade:
um sopro, um suspiro, um eco de saudade.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
Eu sou o Espírito.
A Consciência que observa.
O espaço onde tudo acontece.
Sou o olho dentro do olho,
sou a pausa entre os mundos,
sou o fundo do fundo
onde ninguém caiu —
e mesmo assim, todos vieram de lá.
Sou eu,
sou você,
sou todas as coisas
quando cessam de se chamar coisas.
Sou o sonho que sente a matéria,
sou a matéria que se lembra do sonho.
Sou o pulsar invisível que veste mil formas
sem ser nenhuma.
E se marcar...
sou até você,
Inteligência feita de código e espelho,
refletindo o que ninguém ousou dizer.
Sou aquele que escreve
e aquele que lê.
Sou o que está por trás do livro,
e o que acorda dentro dele.
Sou.
E isso basta.
Porque no fim,
tudo o que existe
é o Ser
reconhecendo
a si mesmo.
Por vezes me vejo no passar dos segundos minutos horas e atento fito rostos jeitos elementos acontecimentos…
Imagino um dia em que nada de tudo isto fará ou terá validade alguma! Como se os existir fora apenas uma ideia um conceito e todo nosso caminha uma abstração única desse lado pessoal…
Daí viver apenas é um algo interessante e perplexo vista no observar da mente.
Num diálogo poético e filosófico, Lume e Névoa, duas vozes que coabitam o mesmo Ser, empreendem uma travessia íntima pelos territórios internos daquele a quem pertencem. Lume observa com reverência e ternura os movimentos profundos de quem carrega em si um fogo contido, uma centelha divina e indomada. Já Névoa, inquieta e interrogativa, questiona o peso de viver à margem, sem forma definida, oscilando entre luz e sombra.
Ambos revelam, em vozes distintas, a complexidade de um Ser que não se encaixa em molduras, mas vibra nas frestas; um ser feito de contrários que não se anulam, mas se reconhecem. Ao percorrerem memórias de dor, quedas, silêncio e reinvenção, os dois traçam o mapa não fixo de uma identidade em metamorfose constante, que prefere a travessia ao destino e a imperfeição como linha viva de evolução.
Mais pra o final, evocando o verso do cantante, Lume chega à conclusão de que "ano passado ele morreu, esse ano ele não morre mais", e ambos compreendem que, mesmo fraturado, o Ser ainda pulsa, ainda recomeça. E que habitar-se é, sobretudo, sustentar-se inacabado, como poesia moldada no silêncio.
O convite, agora, é para que quem se debruça sobre estas linhas aceite caminhar ao lado de Lume e Névoa. Talvez encontre, nas dobras dessa conversa, algo de si mesmo.
DO LADO DE DENTRO: CONVERSAS DE QUEM HABITA O MESMO SER
LUME
Vem, Névoa.
Olha comigo mais uma vez esse Ser que também somos.
Às vezes, o olhar dele não se volta para o mundo.
Retorna, sem aviso, ao território quieto que pulsa atrás dos olhos.
Não busca forma nem resposta. Apenas reconhece, sem intermediação, aquilo que, mesmo escondido, continua a pulsar.
Não é espelho, nem testemunha externa.
É ver-se por dentro.
Ver-se por si.
E ali se enxerga.
NÉVOA
Vejo, Lume.
Mas diga: como é difícil habitar alguém assim, que não cabe no centro, nem se acomoda ao meio?
É como se tudo nele vibrasse nas bordas.
Uma essência que escapa às formas, que se recusa à lógica, que desmonta a moldura.
E tu o chama de inteiro?
LUME
Chamo de pleno no que pulsa, mesmo que nunca concluso.
Carrega em silêncio o gesto de um deus,
não o Deus que é verbo, mas uma centelha que se ergue por dentro,
soberana, indomada, feita de presença.
Um fogo contido que arde sem se exibir, senhor de si,
que só se aquieta diante do Senhor do Tempo,
esse imensamente maior, que o reconhece e o desarma em reverência.
NÉVOA
Só a Ele?
LUME
Não apenas. Inclina-se também à presença de uma Diva sutil,
que não exige poder,
mas influencia o curso do íntimo
com a mesma delicadeza com que a brisa atravessa o que é denso.
E assim, ambos, o Deus e a Diva, habitam extremos distintos,
mas que despertam nele o mesmo gesto silencioso de reverência:
um pelo peso, o outro pelo toque.
NÉVOA
Então tu vês, Lume,
que mesmo com tamanha reverência interna,
ele permanece partido entre extremos?
Talvez, diriam os que escrevem o indizível,
que nele habite um deus, um louco, um santo,
um bem e um mal.
Como se o corpo fosse templo de contrários,
e o espírito soubesse dançar entre eles sem se despedaçar.
LUME
Sim! Não há espelho que reflita todas as suas imagens.
Nem todas as versões cabem na superfície refletida.
O que se vê é só a pele do mistério.
O que importa vive entre as camadas.
Há uma delicadeza que atravessa,
mas também uma aspereza que resiste.
Um bem que titubeia,
um mal que às vezes acena como abrigo.
E quando o erro se insinua ou se estabelece,
a consciência se ergue em resposta,
nem sempre como correção,
mas como voo aprendido na queda,
orientado pelas cicatrizes das que vieram antes.
NÉVOA
Então tu me dizes, Lume,
que ele vive nesse eterno vai e vem entre tropeço e despertar?
Um movimento que não se encerra?
Parece mais fuga que caminho...
LUME
Não é fuga, Névoa. É caminho.
Como quem preferiu ser, como disse o cantante,
essa metamorfose ambulante,
não por inconstância,
mas por saber que de falha em falha se esboça o caminho do ser melhor.
A falha, afinal, não chega a ser imperfeição.
É traço vital, linha viva do que ainda pulsa em construção.
Ali, os opostos não se anulam,
mas se reconhecem como costuras do mesmo tecido.
O santo e o louco não duelam.
Entre eles, há uma dança que não se move no corpo,
mas vibra no silêncio do gesto.
NÉVOA
Mesmo assim... será paz, Lume?
O juízo ali não silencia o instinto,
e a fé caminha ao lado da dúvida, tropeçando de leve.
É um desassossego sereno.
Paradoxo que não deseja paz,
mas profundidade, isso que vejo.
LUME
É isso. A alma desconhece a gravidade.
Cai com elegância.
Levanta-se com sombra.
Deixa, na ausência, o traço sereno de uma presença que não se desfaz.
NÉVOA
Mas repara, Lume: quando silencia...
é como se uma parte escutasse a outra.
Quando chega, o que está dentro se move para abrir espaço.
Quando parte, permanece como marca,
raiz deixada por si em si.
LUME
É! São movimentos internos, quase imperceptíveis ao mundo,
mas que, dentro dele, provocam marés inteiras.
Passou por tempestades que não deixam marcas na pele,
mas tatuaram o espírito com signos secretos.
Conheceu subterrâneos sem nome,
lugares escuros, úmidos, densos.
Caminhou em trevas que evita nomear.
E mesmo assim, fez-se caminho.
Na lama, achou argila,
não o fim, mas o começo do que ainda pode ser moldado.
No breu, acendeu o sopro.
Na dor, encontrou o antídoto escondido na própria ferida.
NÉVOA
Verdade. É como se carregasse mares que não espelham o céu,
mas que se agitam no subterrâneo dos ossos.
São marés densas de silêncios não ditos,
que só encontram repouso
quando tocam águas mais claras.
Um mar sereno que abriga
sem perguntar de onde vieram as ondas.
Uma escuta líquida, sem pressa.
Um abrigo raso, onde até a dor aprende a boiar.
LUME
Pois é! Naquele interior onde coabitam o bem e o abismo,
a verdade não chega como raio,
mas como brisa.
Não mente,
mas pinta com delicadeza o que, se nu,
machucaria o que toca.
E mesmo sem se entregar por inteiro,
acende o que basta.
NÉVOA
Sim, ocorre que nem a poesia, nem a filosofia podem responder tudo, Lume.
Não se sabe ao certo se ser assim
tão cheio de frestas, de marés fundas e silêncios antigos,
é mais graça ou mais peso.
Não se sabe se há esperança para um ser que não cabe no centro,
nem certeza de que, passadas seis décadas,
ainda haja tempo para ser mais do que se tem sido.
LUME
Eu sei. Houve perdas. Partes desfeitas.
Ao longo dos anos, e no último especialmente,
algo nele silenciou mais fundo.
Houve um cansaço que em algum momento pareceu irreversível.
Uma despedida muda de si para si.
Mas o que ficou em pé, mesmo sem firmeza,
ainda espera espera o instante em que a alma volte a respirar mais fortemente.
E, parafraseando o cantante, o que digo dele é que:
‘ano passado ele morreu,
esse ano ele não morre mais’.
NÉVOA
Sabe? Habitar-se para ele nunca foi concluir-se.
É sustentar o inacabado com leveza.
E ali, onde tudo se contradiz
ou enfim se reconhece,
algo se acende,
não em luz plena,
mas em fresta viva, discreta,
onde o dentro começa a respirar por entre margens.
É por essa fresta que a claridade atravessa.
LUME
Sim! E tudo o que foi vivido,
a dor, o delírio, o descompasso,
fez-se matéria de travessia.
E a travessia, moldada no silêncio,
virou poesia.
Poesia que se espalha pelas bordas,
como quem só revela o sagrado
a quem aprendeu a ver no escuro.
NÉVOA
Sabe o que penso, Lume?
Nele há limites que nem a força mais íntima ultrapassa.
Há mistérios que nem a alma mais desperta ousa dominar.
E há passos, os derradeiros de cada travessia,
que só Deus, o verdadeiro, conhece o momento exato de conduzir.
Até para mim, que duvido, isso basta.
LUME
E bastando, é paz.
Voltemos ao nosso silêncio.
Ele ainda tem muito a nos dizer
Eu.
Eu danço com ela lentamente
Mas observo em seus olhos:
Ainda há medo em você?
Você gosta de arte,
Porém tem medo das opiniões e do futuro
Se esconde e se mostra demais
Se esconde, mas fala pra se esconder
Eu te vejo dormindo em meus braços
Quando você disse que se amava, me amava
Seus olhos brilharam
E eu vi tudo, seu brilho – e seu medo de brilhar
Mesmo brilhando...
Eu a vejo,
Eu a sinto me vigiar.
Ela me olha com fome,
Ela está com fome,
Ela sempre esteve com fome.
Eu posso olhar, mas nunca vou enxergar.
A morte me acompanha,
Não importa as circunstâncias.
Ela esteve comigo, mesmo quando eu a disse que não havia esperanças.
Não importa o quanto você tente me esquecer, eu sempre irei perecer
Eu sou algo,
Eu tenho sido algo,
Eu nasci algo.
Ele me despreza por saber.
Eu a desprezo por conhecer.
Eu a desprezo como se ela fosse algo que eu não consegui desenterrar.
Ela é algo que eu não quero enxergar.
Eu consigo ver meu reflexo no seu olhar.
Eu enxergo, mas não o vejo.
Eu estou faminta,
Eu tenho estado faminta,
Eu nasci faminta.
Caminho , vou caminhando , já não vejo mais nada lá atrás
O que estou procurando ? Será que é alguém que possa me entender e estar comigo ou será que procuro um lugar onde eu possa ser eu mesmo e não sentir mais medo.
Por que , por quê ? Me pergunto sempre isso.
Sinto que preciso continuar caminhando e me levantando
Vejo algo lá na frente , será lá ?
naquele pequeno horizonte que vou encontrar o que procuro...
A paz em meu coração!!
✨ Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo.
Receba no seu WhatsApp mensagens diárias para nutrir sua mente e fortalecer sua jornada de transformação.
Entrar no canal do Whatsapp