Faz de Conta Qu eu Acredito

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Eu detestava pessoas tolas, que davam respostas superficiais, mas no fundo era uma pessoa saturada de tolices. Tinha muito que aprender para dar risada de mim mesmo. Tinha muito que aprender sobre a arte de desanuviar a cabeça, uma arte desconhecida no templo acadêmico.

A universidade que eu ajudei a promover formava alunos que não sabiam olhar para si mesmos, detectar sua estupidez, se soltar, chorar, amar, correr riscos, sair do cárcere da rotina e muito menos sonhar. Eu era o mais temido dos professores, uma máquina de criticar. Entulhava meus alunos de crítica e mais crítica social, mas jamais ensinara algum deles a curtir a vida. Claro! Ninguém pode dar o que não tem. A minha vida era uma droga.

Tinha orgulho da minha ética e honestidade, mas começava a descobrir que era antiético e desonesto comigo mesmo. Felizmente estava começando a aprender a expelir os ”demônios” que engessavam a minha mente e me transformavam num sujeito quase insuportável.
(Livro Vendedor de sonhos)

Augusto Cury
Livro Vendedor de Sonhos

Um Eu imaturo dá as costas para quem o decepciona, um Eu inteligente procura compreende-lo.

O que o desespero fez comigo? Eu era uma pessoa tão liberta para pensar e tão cheia de ideias. Na verdade, sempre tive minhas feridas da vida as quais de vez em quando me atordoavam, mas a partir de quando o desespero entrou nesse tão enorme sentimento dentro de mim, comecei a fazer coisas absurdas contra os meus princípios e nada mais fluía como antes. Por trás de uma alegria fingida, engoli muita coisa em busca de respostas e tentava por diversos dribles agradar alguém insistentemente. Poderia ser tudo tranquilo, eu poderia não ter chegado a esse estado, eu poderia ser alimentado desde o começo, poderia brotar os melhores frutos por ser tão feliz, mas minha cabeça já não era mais a mesma e eu estava perdendo o controle de tudo, até do meu amor próprio por conta de coisas que começaram acontecer me deixando imperceptivelmente atormentado cada vez mais.

Do sonho a realidade. Da noctibulância o piso quente-frio da litosfera. Espera eu deglutir, digerir. Reordenar as atividades nucléicas e produzir as enzimas certas para empatar essa ambigüidade. Que forçoso é estar com os sentimentos nos céus e os pés no chão. Ter o infinito na palma da mão e o universo numa casca de noz e considerar rei do espaço infinito...

⁠se eu não sou o amor da sua vida
com certeza serei a grande perda

Rupi Kaur
O que o sol faz com as flores. São Paulo: Planeta, 2018.

Eu sei que sonhar demais coloca nossa realidade em risco.
Mas nasci com essa sina de querer escalar precipícios só pra ver o que encontro do outro lado.
Eu me arrisco nesta busca pelas coisas que amo e quero pra mim...
Me atiro de cabeça, me entrego e me rendo as tentações da vida.
Meu sonho?
Ser tudo o que sempre quis ser...
Se vou conseguir?
Não importa...O que importa é que eu vou continuar tentando, e enquanto eu tiver sonhos, vou sonhando!

⁠ Tem alguma dúvida sobre mim? Vai continuar tendo, quando eu quis me fazer conhecer, você não quis. Hoje não quero mais.

- Eu não peço desculpa por nada, talvez eu agradeça. Agradeço a tais acontecimentos que me fizeram enxergar muitas coisas, e certas pessoas que protagonizaram eles. Obrigada as pessoas falsas e sinceras. Vejo hoje que ninguém é totalmente confiável, muito menos eu mesma. E nas poucas pessoas que confio, ainda assim tenho que manter meu cuidado. Eu sou minha pior inimiga, e quem sabe minha melhor amiga. Quando olho pra frente, agora, olho com mais clareza as coisas. Eu realmente estava sofrendo? Ou eu estava com medo? Era medo, medo de perder a poesia e a música que criei dentro de mim, medo de me perder de quem eu sou, ou queria ser, ou quem eu queria que as pessoas vissem que sou. Não era amor, de fato, era costume. Eu estava tão acostumada a somente amar uma coisa, adorar uma só coisa que achei que aquilo fosse realmente necessário acima de tudo. Tudo ficou mais claro quando eu descobri que não preciso viver de um costume, posso criar outros e me adaptar a eles, e de preferência, os bons. Não me refiro aos bons costumes da sociedade, e sim os bons costumes que constroem um caráter digno.

Ninguém precisa de amor pra ser feliz, alguns mentalizam isso, mas não precisam. As pessoas constroem em outras pessoas sonhos, sem realmente saber se elas mesmas são capazes de realizá-los.

Não tenho nada a oferecer além da minha companhia e da minha tentativa de sinceridade, mas a verdade é que enquanto eu tentar ser algo pra você, eu também estarei tentando ser algo pra mim, e tentando te tornar algo pra mim.

Grandes sonhos são feitos de grandes quedas, mas grandes quedas são feitas de grandes lições.

É só eu que tenho observado que a vida social tem se tornado um jogo de falsidade e manipulação? As pessoas se ofendem com a verdade e isso as obriga a mentir? Manipuladores compulsivos de opinião, não se esqueçam de quem vocês são, não se prendam ao que esperam de vocês.

"Eu precisei percorrer muito caminho para entender que um dos maiores tesouros da vida humana, talvez o mais precioso, é a capacidade essencial de sentir amor e saber expressá-lo. E que boa parte das confusões, das discórdias, das invejas, das doenças, das armadilhas, surge da profunda dor que causa a temporária incapacidade de descobrir onde ele está."
-Ana Jácomo

Eu sou impulsiva pelos cotovelos, adoro uma bagunça, andar descalça, salto alto, vestido, decote, gente bem-humorada... Gosto de praia, sol, gente que brilha, purpurina, carnaval... Adoro um bate-papo regado à café, um cafuné, um elogio fora de hora... Gosto também de vez em quando de ficar no meu cantinho, sozinha comigo, mas não por muito tempo... Adoro escrever, ler, aprender... Mas adoro também um abraço daqueles que os corações se enroscam, beijo estalado, gente que me faz rir. Gosto - e como gosto - de gente que não tem medo de dizer verdades, mas que tem o bom senso em como dizê-las. Amo, amo e amo gente humilde, simples, verdadeira. Não sou muito fã de sorvete, mas me rendo fácil a uma banana split enorme! Gosto de festa de aniversário, brigadeiro, bolo recheado com doce de leite, dançar... Me deixa feliz ganhar presente, mas me faz mais feliz ainda poder presentear. Me conquista pessoas inteligentes, que sabem falar, mas principalmente ouvir. Adoro pessoas que olham nos olhos! Admiro quem sabe respeitar o espaço do outro, detesto sentir-me sufocada, pressionada. Me ganha quem me trata bem e me perde quem me machuca, me esnoba, me entristece.
Detesto gente de ego inflado, que se acha melhor que os outros. Não gosto nada de pessoas que falam mal de outras pessoas, pois certamente irão falar mal de mim também... Não tolero gente invejosa, preconceituosa, mau caráter, mentirosa, pessimista, maldosa, arrogante... Me irrita e muito, gente soberba, contadora de vantagens... gente sem conteúdo, oca!
Mas o que eu gosto mesmo - e muito - é da vida e de tudo o que ela me traz... e o que não traz, ah meu bem, eu corro atrás!

E então eu te conheci... Tua magia e teu encanto viraram parte da minha vida. Agora minha essência tem você.

"...e prá hoje...
Meu coração me diz, que prá ser feliz...eu só preciso amar...
À Deus...à mim mesma...ao próximo...porque amando, a vida fica mais leve...a alma fica em paz...o sorriso brota fácil... E o dia segue assim...lindo!"

Não quero que sejam andarilhos como eu.mas sonho que sejam andarilhos nas vielas de seu próprio ser.Percorram territórios que poucos intelectuais se arriscaram a explorar.Não sigam mapas nem bússola.Procurem-se,percam-se.façam de cada dia um novo capítulo,de cada curva uma nova história. (O vendedor de sonhos e a revolução dos anônimos)

Um Eu imaturo se enraivece diante das críticas, um Eu inteligente as agradece e, se possível, as utiliza para crescer.

Eu tenho 4 filhos e um gato. Se ontem eu soubesse o que sei hoje, teria 5 gatos.

Eu em mim

Enfim, esse é meu corpo, flor que amadureceu
Estalo os dedos é sonho
Respiro fundo é brisa
Estendo os braços é asa
Libero as fibras é voo
Esperança resolvida
Verso que ficou pronto
Meu corpo é assim.
Olho seu rosto, mistério
Ouço sua voz, estrangeira
Sinto seu suor, lembranças
Sinto sua pele, sou eu!
Sou eu para a dor e o prazer
Para o sabor e o saber
Para a emoção de viver
Viagem tão companheira!
Sou eu sim, Sou eu assim, Sou eu enfim,
Com meu corpo em mim.

Eu tenho os amigos mais fiéis do meu lado, a família mais, os melhores aliados.

Eu poesia,ele prosa
eu ar,ele terra
eu flor,ele espinho...
Ele revolução,eu carinho
E nessa viagem
o amor se perde pelo caminho
na imensidão do vasto mar...
E a vida perde a graça
e antes que o sonho,por completo se desfaça
e que o amor não mais quiser amar
eu vou buscando razões,inventado motivos
pra que as lágrimas parem de chorar.

Eu não era uma heroína. Eu não era simples. Eu era, na verdade, bem complicada. Um quebra-cabeça emocional desafiador que ele não estava disposto a desvendar.

Verity (livro)
HOOVER, Colleen. Verity. Rio de Janeiro: Record, 2020.