Faz de Conta Qu eu Acredito
E não se passa um dia em que eu não pense nos homens com quem servi que jamais puderam viver num mundo sem guerra.
Se eu entrar na internet mais vezes do que entrar em oração, então minha espiritualidade estará vulnerável.
Até hoje, vou te contar, eu penso na mensagem que você nunca mandou, nas coisas que você nunca me disse. Ainda espero, em silêncio e relutante. Lembro da gente nas músicas que você nunca me dedicou. Sinto saudade de você, que nunca foi meu. Do nós, que sempre foi eu. Saudade da coisa mais linda que já me aconteceu, mas que na verdade, nem chegou a existir. A loucura mais sensata da minha vida, ou a sensatez mais louca, quem sabe? Amei muito e de verdade, não nego. Ele ou uma idealização, não posso distinguir ao certo, mas era amor e isso não é contestável. E hoje eu me pergunto, com a minha vida seguindo tão bem e a ausência despercebida num canto, se ainda amo. Nada mudou, além de mim, e tudo parece tão diferente, tão distante, tão fora de mim e dessa vez, acredite quem quiser, por repulsa minha. Mas creio que seja um quase ou pós amor, muito carinho, alguma coisa menor e bonita assim. Porque, seja lá o que ainda resta, é quieto e não grita mais nos meus silêncios, nos meus ouvidos. Não me tira o sono, não me tira o juízo, a paz. Não é espaçoso, muito pelo contrário, compacto. Dizem que o amor é assim, calmo, sereno, brisa. Mas eu não acredito nesse amor que não invade, não vira do avesso, não desarruma. Não consigo imaginar o amor batendo na porta, comportado no sofá. Esperando você oferecer um copo d’água, café, bolo. Com licença, por favor, muito obrigada. Não o meu amor, não comigo. Meu amor pula a janela, põe os pés no sofá e pede mais uma almofada. Reclama que tá com fome e abre a geladeira pra ver o que tem de bom. Rouba o controle, muda o canal, faz bagunça. Meu amor é tempestade, terremoto, erupção. Brisa, comigo, só o fim, só sem mim. Sereno, deixo claro, só meu adeus.
Gostar já não é mais o suficiente pra me manter junto a alguém. Eu necessito de segurança, de compreensão e afeto. Não tenho mais paciência para celulares desligados e para mentiras mau elaboradas. Porque eu me quebrei e me remontei de uma maneira mais solida e que fosse mais difícil de quebrar de novo, me tornei alto suficiente e confiante o bastante pra passar pelos sentimentos e seguir em frente com a razão… Se eu confiar em você, aproveite a oportunidade, porque eu também já me cansei das novas chances, porque quem erra uma, erra duas e com uma facilidade imensa. Eu já dei milhares de chances, e posso afirmar que nenhuma delas foi aproveita. Eu não quero mais drama na minha vida, eu quero aquela felicidade invejável que o amor correspondido a altura traz. Não tenho tempo para desespero e noites mal dormidas… Estou disposta a te dar meu amor, esteja disposto a receber…
Às vezes eu ergo muros não para manter as pessoas longe, mas para ver quem se importa o suficiente para quebrá-los...
Tem jeito não, você me manda, eu te domino, você me cospe, eu te mordo a boca, você me xinga e eu digo que gosto…
… quando é que você vem fazer carinho no seu macho, hein?
Jota Cê
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Eu sou o que me pede o coração, a alma, a mente.
Eu sou o que me pede o corpo, a pele.
Eu sou o que me pedir porque me mudo a cada instante,
me transformo a cada segundo para ser o que quer de mim !
Quando eu morrer, meu corpo vai parar de funcionar. Ele vai se desligar, de uma vez ou gradativamente. A respiração vai cessar, o coração vai parar de bater. Morte clínica. E um pouco depois, tipo, uns cinco minutos depois, meus neurônios vão morrer. Mas, nesse meio-tempo, talvez meu cérebro libere uma maré de DMT. É uma droga psicodélica liberada quando sonhamos, então eu vou sonhar. Vou sonhar mais do que jamais sonhei, porque isso é tudo. É a última descarga de DMT toda de uma vez. Meus neurônios vão disparar e verei um espetáculo de lembranças e imaginação. Vai ser uma baita viagem. Vai ser alucinante porque minha mente vai estar viajando pelas memórias de longo e curto prazo, sonhos se misturando com lembranças, e finalmente a cortina se fecha. O sonho que fecha todos os sonhos. O último grande sonho enquanto minha mente esvazia o depósito e então… acaba. A atividade cerebral cessa e não resta nada mais de mim. Nenhuma dor. Nenhuma lembrança. Nenhuma consciência de quem já fui. De que já machuquei alguém. De que já matei alguém. Tudo permanece como era antes de mim. A eletricidade se dispersa do meu cérebro até sobrar só tecido morto. Carne. Esquecimento. E todas aquelas coisinhas que fazem parte do meu corpo, os micróbios, bactérias e bilhões de outras coisinhas que vivem nos meus cílios, no meu cabelo, na minha boca, na minha pele, no meu estômago e tudo mais, seguirão vivendo. E comendo. E estarei servindo o meu propósito: alimentar a vida. Quando me decompuser e as minúsculas partes de mim forem recicladas, estarei em bilhões de outros lugares. Meus átomos estarão nas plantas, insetos, animais. Eu serei como as estrelas no céu. Aqui em um momento, depois, espalhadas pelo cosmos.
Enquanto eu não fizer um ninho pra mim morar, eu não vou me importar com mais nada. Pois, preciso de um canto pra ser feliz.
Eu não sou pop, prefiro a discrição e não vejo graça em ser o centro das atenções nas festinhas da turma, correndo o risco de fazer o papel ridículo de animador da galera! Deus me livre, anonimato sim que é digno.
Acabou... Boa sorte... Não tenho o que dizer... Eu já te amei, mas você não deu valor pra isso... Agora acabou, estou com outro e não te quero, mas... Vá, siga sua vida... Vá em frente, você um dia vai achar alguém também pra compartilhar sua vida com essa pessoa... Porque nossas ruas não se cruzam nunca mais...
Eu tenho Medo de esperanças.
e vc tá me dando isso.
então, tenha mais atitude.
e pare de brincar comigo
Se aquele beijo teu foi como voar bem alto, eu pude então contar todas as estrelas do universo, amo você.
Eu nem sei decifrar essa coisa que foge de mim, que se derrama em sentimentos inexplicáveis. Pensamentos inacessíveis. Invioláveis.
