Faz de Conta Qu eu Acredito
Na rede ninguém é um só.
Somos versões. Fragmentos. Edições constantes do que a gente acha que o mundo tolera ver.
Inventaram poesia porque enlouquecer em silêncio era insuportável demais.
Porque havia dores que não cabiam em conversa.
Perdas que não aceitavam nome.
Amores que queimavam sem fazer fumaça.
Então alguém escreveu.
E naquele instante, a humanidade descobriu que palavras também podiam sangrar.
Desde então, todo poeta é apenas uma pessoa tentando sobreviver ao excesso de sentir.
— Lucci Santz
Às vezes, um atraso vira tempestade.
Um silêncio pesa como despedida.
E um abraço, por menor que seja, tem força para reorganizar o mundo.
Há quem chame isso de exagero.
Eu chamo de sentir sem pele.
Porque alguns corações vivem entre o medo do abandono e a coragem de amar por inteiro. Caem, levantam, quebram, recomeçam... e seguem procurando um lugar onde finalmente possam descansar sem precisar duvidar que alguém ficará.
Talvez a palavra nunca tenha sido "demais".
Talvez sempre tenha sido apenas intenso.
Cidadão nada e ninguém
Demétrio Sena - Magé
Não é a favor nem contra seu velho pai, que sempre bateu em sua mãe, nem contra ou a favor de sua mãe, que apanha do seu pai. "Isso é da vida"; logo, ele é neutro. Jamais condenou a justiça, quando é injusta com os menos favorecidos, iguais a ele, mas também jamais condenou os menos favorecidos iguais a ele, por serem injustiçados; mesmo porque, até hoje não foi ele o injustiçado.
Da mesma forma não julga o patrão por explorar o trabalhador, como também não julga o trabalhador por ser explorado pelo patrão. Entende quem desmata e quem luta contra o desmatamento; elogia o policial honesto e o miliciano. Agrada os políticos de todos os lados, e nas eleições, vota em qualquer um, porque "todos são iguais". "Dança conforme a música" e não quer ficar mal com os bons nem com os maus.
Um malandro bobo que sempre se atrapalha e ajuda na vida boa dos piores malandros do poder. Para ele tudo bem que os poderosos trabalhem pela sua classe ou pelos eternos exploradores, porque "dá no mesmo", em sua opinião. Aliás, ele nem tem opinião formada; opina conforme a opinião mais "malandreada" ou escorregadia do momento, com quem converse.
"Não é esquerda nem direita". Nem frio nem quente. Bom nem mau. É de classe medíocre metida a média, que se julga rica. Beija uma mão aqui e come na outra acolá. É aquele típico cidadão chuchu, que absorve qualquer gosto, cheiro ou textura. Nas campanhas eleitorais, nunca declara de que lado está, porque um dos dois ganha, e... "como ele fica nessa?".
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Respeite autorias. É lei
Ele(a) não foi embora por escolha; ele(a) simplesmente sumiu porque você parou de acender a luz que mantinha a presença dele(a).
Encontrar uma lacuna não significa encontrar um negócio. Uma oportunidade só se torna negócio quando pode ser transformada em valor de forma repetível e sustentável.
hourglass II
Talvez algumas coisas não terminem quando deixam de acontecer. Talvez terminem quando deixam de significar. E existe uma diferença enorme entre as duas.
Por um tempo, ele achou que distância fosse uma resposta. Que quilômetros, horários diferentes, novas rotinas e dias que não se encontravam mais fossem suficientes para colocar cada coisa no seu devido lugar. Como se a vida tivesse uma maneira própria de organizar aquilo que ficou para trás, empurrando algumas pessoas para uma parte da memória onde ninguém mais precisa mexer.
Só que a vida é péssima em respeitar lugares marcados.
Às vezes uma lembrança aparece no meio de um dia absolutamente comum e, sem pedir licença, muda a temperatura de tudo. Não porque exista uma vontade desesperada de voltar, mas porque certas pessoas deixam uma espécie de idioma dentro da gente. Depois delas, algumas coisas passam a ser sentidas de um jeito que não tinha nome antes.
E talvez seja isso que ainda exista.
Não uma espera.
Não uma promessa.
Muito menos a certeza de que dois caminhos precisam se encontrar novamente.
Apenas uma parte da história que nunca recebeu uma explicação definitiva.
Porque houve um tempo em que parecia fácil imaginar o amanhã. Havia planos que não precisavam ser anunciados porque já pareciam naturalmente incluídos na vida dos dois. O futuro não era uma coisa distante; era quase uma extensão do presente. E então, em algum momento, aquilo que parecia tão certo virou passado sem que ninguém conseguisse apontar exatamente o instante em que tudo mudou.
É estranho perceber isso depois.
A gente costuma procurar um culpado para o fim das coisas porque é mais confortável acreditar que alguma decisão, alguma palavra ou algum erro foi responsável por tudo. Mas existem histórias que simplesmente chegam a um ponto onde duas pessoas continuam sendo importantes e, ainda assim, não conseguem mais caminhar na mesma direção.
Isso talvez seja uma das coisas mais difíceis de aceitar.
Que alguém pode ter sido verdadeiro e ainda assim não ter ficado.
Que uma história pode ter sido bonita e ainda assim ter terminado.
Que o amor pode ter existido sem necessariamente saber sobreviver a todas as versões que vieram depois.
E talvez o tempo não tenha apagado nada.
Talvez ele só tenha feito uma coisa mais cruel: deu espaço para enxergar sem a urgência de antes.
Hoje, olhando de longe, ele consegue perceber que não sente falta apenas de uma pessoa. Sente falta de uma época em que algumas coisas pareciam possíveis. Daquela versão de si mesmo que ainda não sabia o quanto a vida mudaria. Das conversas que tinham outro peso. Da familiaridade de saber que existia alguém do outro lado sem precisar perguntar.
Mas existe algo curioso nisso.
Ele não gostaria de voltar no tempo.
Gostaria de saber o que aconteceria se pudesse encontrar aquela pessoa agora.
Sem tentar reconstruir nada.
Sem fingir que os anos não aconteceram.
Sem exigir que o passado volte a funcionar.
Só para descobrir o que sobra quando duas pessoas que já souberam tanto uma da outra se encontram depois de terem se tornado quase desconhecidas.
Talvez não sobrasse nada.
E talvez essa fosse a resposta mais honesta.
Ou talvez sobrasse aquele segundo estranho em que os olhos reconhecem antes da boca dizer qualquer coisa. Aquele pequeno silêncio em que toda uma história passa rápido demais para caber numa conversa.
Quem sabe.
Talvez algumas pessoas não voltem porque ainda existe algo entre elas.
Talvez voltem justamente para descobrir que não existe mais.
E existe uma liberdade estranha nisso também.
Porque nem toda porta precisa ser aberta novamente para provar que um dia foi importante.
Algumas só precisam continuar existindo em algum lugar da casa.
Não para que alguém volte.
Mas porque demolir completamente aquele cômodo seria mentir sobre quem você foi enquanto esteve lá.
Então ele segue.
Sem esperar uma mensagem.
Sem construir encontros imaginários.
Sem transformar saudade em destino.
Só carregando a estranha tranquilidade de quem finalmente entendeu que certas histórias não precisam continuar para terem sido enormes.
E se algum dia os caminhos se cruzarem outra vez, ele não sabe o que vai sentir.
Talvez nada.
Talvez tudo.
Talvez apenas aquela velha sensação de reconhecer alguém que a vida ensinou a chamar de passado.
Mas, dessa vez, ele não vai precisar perguntar o que aquilo significa.
Vai apenas olhar.
E deixar que o momento diga, sozinho, tudo aquilo que os dois nunca conseguiram dizer quando ainda havia tempo.
Ela deixa ir.
E talvez seja isso a coisa mais próxima de liberdade que existe: não confundir queda com morte. Não confundir mudança com derrota.
As folhas caem e ninguém pede desculpa.
O tronco continua.
E de algum jeito que ninguém explica direito, isso ainda é vida.
Entre luzes de velas que iluminam os meus aposentos,escrevo em páginas envelhecidas, sentimentos que adoraria não sentir...Mas é no lago dos cisnes onde minha alma é livre de verdade!
-Hellennah Bourbon:Cidade de Rosas.
Trump diz que o Estreito de Ormuz será totalmente reaberto na sexta-feira! Só não mencionou de qual mês e ano!
É na tristeza que aprendemos o verdadeiro valor da felicidade.
É na ausência que entendemos o quanto a presença era importante.
É preciso atravessar dias difíceis para reconhecermos a leveza dos dias tranquilos.
O desgosto é um silêncio pesado dentro da alma. Não grita, mas corrói devagar. É o choque entre o que esperávamos e o que a vida entregou, uma ferida que não sangra por fora, mas exige do coração uma força que ele nem sempre estava pronto para dar. O desgosto não é apenas um sentimento — é um peso que o corpo inteiro aprende a carregar.
Que a minha verdade seja sempre a minha bússola inegociável. Que a minha intensidade seja a luz que ilumina o meu próprio caminho, e não o incêndio que me consome apenas para aquecer as inseguranças dos outros.
_Enzo Ruchell_
As vezes, deixar ir é difícil, mas, necessário.
As vezes, entender que chegou a hora de alguém e que cada um de nós, um dia, retornará pra casa, é doloroso, mas a única coisa a ser feita.
As vezes, olhar nos olhos, segurar as mãos, fazer um carinho, uma prece, demonstrar amor, é a melhor forma de dizer que "tudo ficará bem". As vezes, muitas vezes, não teremos nada a fazer, a dizer, mas, podendo estar presentes, dar um longo e forte abraço seguido de um pensamento de: até logo.
As vezes, é só de amor, afago e da nossa libertação que uma alma cansada precisa para, enfim, descansar.
Talvez faltem palavras, atitudes, mas jamais faltarão pensamentos. Use-os! Mentalize todo amor que puder, toda paz que desejar e emane por aí, tudo o que de melhor em você há.
Mês de junho passando. Mês festeiro de Santo Antônio, São João e São Pedro. Mês de dançar quadrilhas. Mês do quentão e do salsichão. Mês do frio. Mês dos namorados. Mês de ficar na cama quentinha, com o amor de conchinha, fazendo muitas gracinhas. Mês que traz relíquias de lembranças, de muitos que hoje vivem na distância, de um mês tão feliz.
A maledicência é um veneno que você toma esperando que o outro sofra; a nobreza é o antídoto que te cura de dentro para fora.
A verdadeira nobreza começa no exato momento em que você decide que o seu caráter vale mais do que qualquer lucro ilícito.
A sua salvação é o bem mais precioso que você tem; não a jogue fora seguindo os conselhos de quem te odeia.
