Faz de Conta Qu eu Acredito

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Oh sim, eu sou o grande fingidor
Fingindo que estou bem
Minha necessidade é tanta que eu finjo muito
Pois estou sozinho mas ninguém percebe.

Sim, é tudo desse geito mesmo: você aí achando que o mundo gira em torno de você, e eu aqui na minha, sabendo que de importante você não tem nada!

Eu te amo em todos os universos.

Hoje, recebo vocês com aquilo que tenho de mais verdadeiro: minha gratidão.
Talvez eu ainda não consiga dizer tudo em palavras faladas. Às vezes, eu agradeço no silêncio, no olhar que demora, no abraço que segura um pouco mais, no sorriso tímido de quem ainda está se refazendo. Agradeço também vivendo, que é o que vocês me ensinaram a fazer de novo.
Vocês foram suporte quando eu precisei parar.
Foram colo quando meu corpo e minha alma pediram descanso.
Foram cuidado, zelo, presença, generosidade.
Apoio emocional, financeiro, de alma — daquele que permite respirar sem culpa.
Em vocês, aprendi que eu podia ser cuidada como algo precioso.
Como uma pérola.
Essa pequena concha é apenas um símbolo. Um gesto singelo para dizer que não há distinção entre vocês: todas têm a mesma importância, todas sustentaram, cada uma à sua maneira, o que em mim estava frágil. Que ela possa guardar o que for precioso — anéis, memórias, pequenas delicadezas — e que, ao olharem para ela, lembrem-se: ali também estou eu, depositada com amor, assim como fui acolhida.
No dia em que pedi anjos a Deus, Ele me enviou vocês.
E foi através de vocês que voltei a acreditar que descansar também é um ato de coragem, e que ser cuidada é uma forma de amor.
Obrigada por serem minha rede.
Meu suporte.
Meu descanso.
Minha luz no escuro.
Com todo o amor que hoje consigo oferecer.
🤍




29 de Dezembro de 2025

Ele não é como os outros caras, eu não posso me desculpar pelo que meu corpo quer e o que meu coração decide.

Eu menti, e lamento muito... Lamento porque magoei você, lamento por ter sido um esforço inútil. Lamento não tê-la protegido do que sou. Menti para salvá-la, e não deu certo. Perdoe-me.

Quer saber? Não é porque eu sou uma “mulher madura” que preciso ser politicamente correta. Eu sou toda cheia de fases e adoro ser assim: meiga, carinhosa, radical, rebelde, intensa, intelectual, certinha, mulherão, menininha, esperta e burrinha. Minha idade é o que menos importa, minhas atitudes tem a ver com o meu estado de espírito, e meu espírito é uma criança tentando enganar o mundo! Se eu tenho juízo? Claro que tenho, pois aprendi que ter juízo é saber a hora certa de fazer a coisa errada!

...E o que eu decidi para quando eu morrer: Eu quero ser lembrado pela vida que vivi e não pelo dinheiro que gastei

É margarida colorida
Mas na intensidade é rosa
Sim, essa sou eu.
Despindo-se da mulher contraditória...
A que tem a fortaleza no coração
E a fragilidade do mesmo
Aquela que é mais sonho que realidade
E porque não?
Sim...
Sou devaneio, intensa, imaginação, poesia.
Não sou a prudente, a que exala praticidade...
Sou a que chora filha da entardecida melancolia
Não me acerto com a exatidão
Mas sim com as indescritíveis emoções
Aquela que não aguenta se segurar por dentro
Sou o livro aberto, as páginas escritas com o coração
A história que se entremeia de sentimentos
Sensações a flor da pele, romântica incurável
Que machuca, dói e sangra as dores do mundo.
Porquanto sou lágrimas quando ferida, sou vulnerável
Sou presença, companheira e creio no amor profundo!
Não sei caminhar em linha reta, sem apego...
Meu caminho é assim: Imensidão...
Olhos que volteiam ao redor, cheios de afeição
Demasiadamente ternura, crença, pulsação
Olhar arisco em olhos ternos
Carrego um espírito bordado à mão...
... Ora dócil, ora selvagem em tez translúcida
Quem me conhece, me vê por dentro
Por vezes a voz terna entoa em grito
Um grito reprimido, contrito
Que às vezes revela uma mulher insegura
Com alma de criança pura
Sou a subjetividade da fé sem a teoria da religião
A que crê na imensidão de Deus, do caminho, da vida...
Sem explicação ou complexidade, mas facilmente concebida.
E eu sou simples assim... A palma da mão
Aberta, franca... Profusão.

Porque há um lado, em você, que eu nunca soube

Meus errinhos

Está bem, eu confesso que errei.
Eu errei, está bem, me dê zero!
Me dê bronca, castigo, conselho.
Mas eu tenho o direito de errar.

Só o que eu peço é que saibam
Que eu necessito errar.
Se eu não errar vez por outra
Como é que eu vou aprender
Como se faz pra acertar?

Pais, professores, adultos
Também já erraram à vontade,
Já fizeram sujeira e borrão.
Ou vai dizer que a borracha
Surgiu só nesta geração?

Vocês que errando aprenderam,
Ouçam o que eu tenho a falar:
Se até hoje cometem seus erros,
Só as crianças não podem errar?

Concordem, eu estou aprendendo.
Comparem meus erros com os seus,
Se já cometeram os seus erros,
Deixem-me agora com os meus!

Pedro Bandeira
BANDEIRA, P., Mais Respeito, Eu Sou Criança!, Moderna

Eu me sinto as vezes meio pá inseguro, que nem um vira-lata, sem fé no futuro..

Eu fui tão acostumada com a ausência de carinho e atenção que quando recebo isso parece que nem é comigo. Eu não consigo retribuir estes gestos. Me sinto uma estranha...

Contemplei o coitado... o desgraçado monstro que eu havia criado.

Eu sou inevitável.

Você não tem ideia de que é minha obsessão?
Eu sonhei com você quase todas as noites essa semana
Quantos segredos você consegue guardar?
Porque há essa música que encontrei que me faz pensar em você de alguma forma e eu a coloco para repetir
Até eu dormir

Eu quero a doçura
Quero o amanhecer
Quero ouvir sonetos
Quero te prender

Quero beijo logo
Sentir-te na pele
Cabelos soltos
Sem me conter

Quero repousar os ombros
Acariciar a alma
Ouvir segredos
Sem te perder.

Eu quero um amor de verão, que floresça na primavera, dê frutos no outono e me esquente no inverno.

Não me julgue, porque você não sabe o que eu vivi, o que eu passei e quais foram meus erros e acertos.

A prioridade era você, hoje sou eu, minha vida, minha felicidade. Foda-se o resto!