Faz de Conta Qu eu Acredito
Sim, é tudo desse geito mesmo: você aí achando que o mundo gira em torno de você, e eu aqui na minha, sabendo que de importante você não tem nada!
É margarida colorida
Mas na intensidade é rosa
Sim, essa sou eu.
Despindo-se da mulher contraditória...
A que tem a fortaleza no coração
E a fragilidade do mesmo
Aquela que é mais sonho que realidade
E porque não?
Sim...
Sou devaneio, intensa, imaginação, poesia.
Não sou a prudente, a que exala praticidade...
Sou a que chora filha da entardecida melancolia
Não me acerto com a exatidão
Mas sim com as indescritíveis emoções
Aquela que não aguenta se segurar por dentro
Sou o livro aberto, as páginas escritas com o coração
A história que se entremeia de sentimentos
Sensações a flor da pele, romântica incurável
Que machuca, dói e sangra as dores do mundo.
Porquanto sou lágrimas quando ferida, sou vulnerável
Sou presença, companheira e creio no amor profundo!
Não sei caminhar em linha reta, sem apego...
Meu caminho é assim: Imensidão...
Olhos que volteiam ao redor, cheios de afeição
Demasiadamente ternura, crença, pulsação
Olhar arisco em olhos ternos
Carrego um espírito bordado à mão...
... Ora dócil, ora selvagem em tez translúcida
Quem me conhece, me vê por dentro
Por vezes a voz terna entoa em grito
Um grito reprimido, contrito
Que às vezes revela uma mulher insegura
Com alma de criança pura
Sou a subjetividade da fé sem a teoria da religião
A que crê na imensidão de Deus, do caminho, da vida...
Sem explicação ou complexidade, mas facilmente concebida.
E eu sou simples assim... A palma da mão
Aberta, franca... Profusão.
Eu fui tão acostumada com a ausência de carinho e atenção que quando recebo isso parece que nem é comigo. Eu não consigo retribuir estes gestos. Me sinto uma estranha...
Eu quero a doçura
Quero o amanhecer
Quero ouvir sonetos
Quero te prender
Quero beijo logo
Sentir-te na pele
Cabelos soltos
Sem me conter
Quero repousar os ombros
Acariciar a alma
Ouvir segredos
Sem te perder.
Por menores que sejamos, devemos sempre lutar pelo que acreditamos estar certo. E eu não quero dizer lutar com o poder dos nossos punhos ou das nossas espadas... E sim com o poder de nossos cérebros e nossos pensamentos e nossos sonhos.
Você não tem ideia de que é minha obsessão?
Eu sonhei com você quase todas as noites essa semana
Quantos segredos você consegue guardar?
Porque há essa música que encontrei que me faz pensar em você de alguma forma e eu a coloco para repetir
Até eu dormir
Não me julgue, porque você não sabe o que eu vivi, o que eu passei e quais foram meus erros e acertos.
PACIÊNCIA — por Jorgeane Borges
Às vezes eu sinto que o mundo corre rápido demais para mim.
Como se tudo pedisse pressa respostas, decisões, coragem
enquanto eu mal consigo acompanhar o ritmo da própria respiração.
Dizem para ter paciência.
E eu tento.
Juro que tento.
Mas há dias em que a paciência pesa mais do que o cansaço,
e tudo que eu queria era um lugar onde o tempo parasse,
onde eu pudesse me recolher sem culpa,
onde ninguém exigisse que eu fosse forte só porque já aguentei demais.
A verdade é que eu tenho carregado um silêncio enorme.
Um silêncio cheio de medos, de urgências internas,
de vontades que eu nem sei se são minhas ou do mundo.
E mesmo assim, continuo esperando
por um alívio, por um respiro,
por um pouco de luz que me lembre que ainda vale a pena.
Mas paciência não é só esperar.
É sobreviver ao intervalo.
É suportar o próprio peso sem desabar de vez.
É acordar mesmo sem querer,
levantar mesmo sem força,
e acreditar que talvez, só talvez,
o amanhã não doa tanto quanto hoje.
E enquanto eu não encontro todas as respostas,
eu sigo no meu tempo.
No meu ritmo.
Nas minhas pausas.
Tentando não me cobrar por não ser mais rápida,
por não ser mais forte,
por não ser aquilo que esperam
quando a única coisa que eu consigo ser agora
é alguém que luta em silêncio para não desistir de si.
E se paciência é isso,
então eu estou aprendendo.
Devagar, no passo que dá,
no passo que eu posso.
E talvez seja assim mesmo:
algumas coisas não chegam quando a gente quer,
mas quando a gente enfim consegue respirar.
Estou cansada de fingir que está tudo bem. Tem dias em que o peso é maior do que eu consigo carregar sozinha. A solidão não é só estar sem alguém, é sentir que não se cabe em lugar nenhum, nem dentro de si.
Eu tento ser forte, tento seguir, mas às vezes tudo o que preciso é que alguém me escute sem julgar, sem minimizar, sem dizer que vai passar rápido.
Hoje eu não quero respostas prontas. Só quero ajuda. Quero colo em palavras, presença sincera, um pouco de humanidade.
Se você puder ficar, fique. Se puder ouvir, ouça. Eu realmente preciso.
Eu te perdoo pela palavra não dita
Refugiada na solidão dos teus lábios
Entre os beijos que amordaçaste
Eu te perdoo pelo carinho adiado
Tatuado na insônia do teu corpo
Entre os sonhos que não dormiste
Eu te perdoo pelo olhar aflito
Desenhado no deserto do teu rosto
Entre os gritos de silêncio que guardaste
Eu te perdoo pelo abraço apenas imaginado
Sonâmbulo a ansiar o calor dos meus braços
Entre os luares que teus olhos apagaram
Eu te perdoo por sufocares teus desejos
Exilando-os na penumbra do teu coração
Entre os invernos perenes da tua alma
Eu te perdoo pelas vezes que te esperei
Quando teus passos emudeceram
Entre as fronteiras dos teus limites
Eu te perdoo pela tua renúncia
Por amontoares teus sonhos em gavetas
Entre tantos outros estilhaçados pelo tempo
Eu te perdoo por te perderes de mim...
você não pode
entrar e sair de mim
tipo uma porta giratória
eu tenho muitos milagres
acontecendo dentro de mim
para ser sua escolha conveniente
De verdade,
o que eu quero
é ter você comigo.
Na realidade,
sei que devemos
ser mais que bons amigos.
Mesmo que hoje eu não tenha conseguido, não importa quantas vezes eu cair, não importa o que me disserem, eu ainda vou me tornar o que almejo um dia.
...E o que eu decidi para quando eu morrer: Eu quero ser lembrado pela vida que vivi e não pelo dinheiro que gastei
