Fato
Ela tem um olhar misterioso
e bem expressivo
que instiga minha vontade
de conhecê-la de fato,
seria como encontrar um tesouro perdido
ou uma flor de um perfume raro
no meio de um jardim muito florido,
talvez, eu esteja enganado
mas, certamente, serei grato
se assim for possível.
Pode ser de fato uma boa garota, uma mulher delicada e bonita, porém, não deve ser subestimada, pois além da sua beleza e da sua integridade, a sua espontaneidade também é muito sedutora, desprovida de ingenuidade,
Nos seus olhos, é possível perceber audácia, amor, gentileza e que as suas emoções são calorosas assim como uma noite apaixonante e intensa, cuja essência é amável e atrevida, elegante e sem vulgaridade
Apenas algumas peculiaridades interessantes de uma venustidade surpreendente, já que nem tudo precisa ficar exposto, faz bem um ar de mistério semelhante ao que é descoberto nas entrelinhas de um poesia provocante.
"Ainda que tudo ao meu redor seja uma ilusão, o fato de eu ser capaz de me sentir iludido confirma minha existência."
O fato é que:
Não tem dinheiro que pague estar ao lado diariamente da família! Ela é projeto de Deus! Pois o dinheiro acaba! A família passa! Assim, temos que aprender que: coisas têm preço e não valor!
O maior debate de todos os tempos seria entre “fé e razão!” O fato é que nenhuma perderia, pois cada um teria sua fé na sua razão!
Tem certos líderes que só mostram de fato sua máscara ao subirem no púlpito (seu trono)! Usar tal ambiente para desabafo é sinal de ausência da graça e do conhecimento de Deus.
Alguns acreditam em sorte outros em azar, uns em predestinação, o fato é que nada acontecerá por acaso, pois em toda ação haverá uma reação!
Dizem que você é "carente" para justificar o fato de não te darem uma oportunidade real de ser gigante.
“Antes de exigir transformação no outro, submeta-se ao mesmo critério: você é, de fato, a sua melhor versão?” - Leonardo Azevedo.
Emprega(dores)
a façanha destes
espécimes tão exóticos,
é o fato deles não
somente desejarem
lhe escravizar,
com requintes de
extrema crueldade
e um acentuado
sadismo,
mas também
desejam, que sejamos
todos gratos,
pela generosa
oportunidade
ofertada, de sermos
brutalmente
escravizados.
Michel F.M. - Ensaio sobre a Distração
Bruno Michel Ferraz Margoni
07/12/23
Acolher é olhar de novo
Sabe, há dias em que, só pelo fato de abrir os olhos e caminhar, as feridas voltam a sangrar.
Às vezes, o melhor caminho não é desprezar, mas acolher.
E é a partir disso que te digo, meu amigo: é difícil, muito difícil — mas não impossível.
Muitas pessoas sofrem e erram repetidamente.
Mesmo quando recebem ajuda, continuam errando.
E, então, na maioria das vezes, são desprezadas.
A ajuda cessa. O olhar se fecha. Elas são esquecidas.
Mas será que o erro é apenas falta de vontade?
Ou existe algo mais profundo, silencioso, pedindo atenção?
Acredito que, nesses casos, acolher se torna ainda mais necessário.
Porque, quando alguém insiste em errar, talvez não seja resistência —
talvez seja dor, confusão, ou uma forma de pedir ajuda que não sabemos ouvir.
A ajuda, então, não deveria acabar…
Talvez precise apenas mudar de forma.
E é nesse caminho que encontro, ao meu lado, uma companheira inusitada: a chuva.
Ela me alegra em dias sombrios,
porque suas águas parecem lavar não só o mundo, mas também aquilo que carregamos por dentro.
E eu compartilho da alegria de suas infinitas gotas, do bater na pele, do varrer silencioso, da dança que acontece sem pedir permissão.
Admiro aqueles que andam e dançam na chuva, que se permitem sentir, simplesmente pelo fato de existir e respirar.
Com a água da chuva, até as sombras silenciam, vendo-a cair e dançar diante dos nossos olhos.
E talvez seja isso que nos falte:
olhar com mais cuidado, sentir com mais verdade,
acolher com mais humanidade.
✍🏽🦋 Yonne Moreno
Entre sentimentos e silêncios, nasce o que é meu.
Odeio Despedidas
"Odeio despedidas. Não pelo fato de ter que agradecer e demonstrar a enorme gratidão pelos que ficam, muito menos pela parte que você deixa claro ou tenta deixar estampado tudo aquilo que sente pela pessoa que está se despedindo. Não por isso! Essa é a melhor parte. Na verdade acho que não deveríamos esperar chegar o dia da despedida para dizer essas coisas, até porque, muitos vão e não voltam mais e outros nem a oportunidade de se despedir encontram antes de partir. Nós seres humanos somos perfeitos bobos! Esperamos o pior dia para falar sobre as melhores coisas. Aí pronto, vira aquele mar de sentimentos! Sentimentos de alegria misturados com nostalgia e com a dor da perda daquela pessoa que ainda nem se foi. A vontade mesmo era de ficar no conforto dos objetos familiares e da vida previsível, na sombra que nos dá as pessoas que amamos e que nos amam, afinal, já está tudo conquistado, o território é seu e o seu lugar já está guardado, é só viver! Acordar cedo e continuar de onde parou no dia anterior.
Mas admito... Tenho um grande defeito! Odeio Rotina! Os mesmos cheiros me cansam, o mesmo sabor...! Acho que é por isso que brinco com as variedades dos perfumes...
Gosto de me apaixonar todos os dias, seja por alguma coisa, por um alguém e especialmente por mim. Adoro conquistar e ser conquistada! Entretanto, o meu odiar da despedida não é por isso...Não é pelo comodismo de uma vida pacata, cheia de amigos e família ao redor. Não é pelo medo de perder as conquistas e toda a realização que tenho hoje em minha vida. É pelo simples fato de ter que deixar... Nós seres humanos somos extremamente ligados às coisas, sejam elas materiais ou pessoais.... A despedida gera a "deixa" da casa, da cama, do trabalho, dos amigos, da família. Mas o que mais me incomoda não é a casa, a cama, o trabalho ou a família! É o sentimento... É o sentimento que a casa me proporciona, o sentimento que o trabalho me proporciona, é o sentimento de ser filha e ter o colo da mamãe, de ter uma Vovó linda e ser a netinha de “açúcar” , de ter a família mais perfeita do mundo.... e ter que deixar....
É o sentimento de ser feliz... que uma amizade me traz, ou a presença de um alguém que se tornou tão importante por dividir comigo os dias de uma simples rotina, que hoje, é parte da minha vida, e eu sei, que vai ser difícil deixar... É deixar o que já se construiu para construir mais, sem ter a certeza do alicerce que encontrará pela frente ou até mesmo se encontrará um solo firme para construir de novo! Não seria reconstruir, porque o que foi construído, não cai, não desaba.
A mudança nos cobra coragem, coragem de construir mais e até mesmo melhor! Coragem para olhar pra trás e se certificar que o que construiu até agora foi o bastante para permitir que a sua ausência não faça tremer as bases da sua construção. Cobra-nos a esperança de que ao voltar, tudo permanecerá no seu lugar; claro, muitas plantinhas murchas precisando ser aguadas, mas outras intactas com o olhar focado na porta desde a sua partida a espera da volta, convicto de que nada se perdeu durante a sua ausência, que o sentimento não se foi, pelo contrário, se intensificou, mesmo sabendo que ao voltar, tudo estará meio igual e meio diferente, porque já não seremos mais as mesmas pessoas...
Dói ter saudade, porque "a saudade não deseja ir para frente. Ela deseja voltar" (Rubem Alves). Acho que é por isso que muitos não se despedem, por ter medo de querer voltar. Meu medo não é esse! Gosto do ditado que diz “que o bom filho (SEMPRE), à casa torna”. O meu medo, meu grande medo é de ir sem me despedir direito. De deixar dúvidas do meu carinho e gratidão pelas pessoas que eu gosto e amo e que participaram ativamente da construção da minha felicidade hoje (que é muita!!). Pois a felicidade aparece para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam em nossa vida. (grande Clarice Lispector)
Bom, admito, deveria ter feito isso antes, eu sei, mais ainda bem que tenho 22 anos (fiz recente....rs), tá em tempo...Mas é difícil entender o porque das coisas acontecerem no tempo e momento que acontecem... Momento em que tudo está perfeito... família perfeita, amigos perfeitos, um trabalho perfeito... Deixar por que...? Porque o meu sonho ainda não está perfeito...
Eu sei, é querer demais, querer entender tudo que acontece em nossas vidas – tenho esse defeito, tentar entender os porquês, as coincidências e-ou Destinos (o que preferir). As pessoas que entram em nossas vidas, as escolhas e oportunidades que entram e saem de nossas vidas, que cabe a nós, percebê-las, escolhe-las e agarra-las.
Acho que no final, o segredo está em fazer... Fazer tudo o que se pode nessa vida... até poder, porque pode ser que amanhã não se pode mais. Arrepender? Essa palavra foi retirada do meu dicionário a partir do dia em que uma pessoa (muito) especial me disse que “é raro a gente se arrepender do que se fez”... Sinceramente não me soou bem inicialmente, mas parei, pensei... e depois disso percebi o quanto ela foi feliz no que disse. Só errou na palavra “raro”. Descobri, depois de pensar muito, que em minha vida (conhecimento de causa), não houve mesmo, nada que me arrependi de fazer. Até a maior das minhas loucuras...me orgulho dela....ou delas. Faria tudo de novo, e até mais! Pois foram elas que modelaram o que sou hoje, foram elas que me trouxeram até aqui... Me fizeram ser o que sou, e o que serei, se Deus quiser... Faça! Você só se arrepende do que não fez, e quando vierem as conseqüências, agradeça... Pois, afinal, o que seria uma vida sem conseqüências... sem obstáculos e sem os problemas para te trazer alívio no final?! São eles que dão sentido a vida, são eles que dão mais brilho e mais valor ás conquistas. A vida sem obstáculos seria uma vida sem meio, porque os obstáculos, os tropeços dão rumo ao caminhar, (ou até tiram). Ele muda o percurso, faz e refaz, constrói e reconstrói tudo de novo, várias vezes se for preciso. Ele que nos faz escolher caminhar pela direita, ou pela esquerda, ou até parar e estagnar, com medo de caminhar. É preciso do meio, pra se ter um final. O fim é dependente do meio.( por isso nunca queria ser o fim... rs) Queria ser o meio, e o meio é o obstáculo, que dá liga ao início e ao fim. A vida sem os obstáculos seria igual aqueles livros que começamos a ler e não nos entusiasmamos tanto, mas ainda esperançoso, folheia o livro até o final e lê a ultima página, e com essa ultima página você entende o livro todo... porque ele não teve meio, o meio não foi importante, se eram verdes ou brancas as páginas, você não sabe, porque pra você eram só páginas....Quanto às emoções, os sofrimentos, os momentos fascinantes, o frio na barriga, as experiências.... Não houve! Porque essa parte está no meio do livro, está nos obstáculos..."
Senti o efeito passar por mim.
Não é literal; é fato.
Estou me quebrando aos poucos.
Ossos puídos não param de surgir — é certo. Segundo a minha ciência, não há o que fazer.
Rio aqui, pois há coisas que, lá atrás, jamais imaginei existir. Ainda assim, concluí em meu TCC, na Universidade da Vida, que verdades também são cruéis.
Aprendi que o super-homem também envelhece, também sente cansaço, reflete muito e morre.
Em um momento de aflição, você questiona Deus, pedindo explicações sobre um fato que lhe atingiu, anos depois Deus coloca na sua frente toda verdade dos fatos e você rejeita, porque prefere viver na fantasia mentirosa de suas explicações que lhe bastaram naquele momento.
No mais tardar
das horas:
Este peito
ainda ignora,
sem ato,
sem fato,
afeto; Mas então
já vou-me embora
essa caixa torácica
no fim das contas
nem tanta
importância tem.
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