Fato
Algumas decisões exigem que você ignore o fato de que o chão à sua frente pode desabar no próximo passo. E mesmo sabendo desse risco, você decide não apenas caminhar, mas correr sobre ele!
Seu erro talvez não esteja no fato de não ter medo de entregar seu coração a alguém. Talvez o erro seja achar que qualquer um o mereça.
"O próprio Deus está de fato em toda parte.
O que quer que você possa ver, é tudo a própria forma de Deus.
Curve-se a todos.
O mundo inteiro é Sua forma.
Adquira o hábito de vê-lo em tudo."
Suedson_Corey
Não ostento força, ostento permanência. Com tudo o que já me convidou ao fim, o fato de eu ainda estar aqui é meu maior feito.
Talvez o simples fato de alguém abrir um debate, já militando, já negue a honesta vontade em debater qualquer pauta.
Há uma diferença sutil — e ao mesmo tempo bastante abissal — entre quem entra em uma conversa para compreender e quem entra apenas para vencer.
O primeiro escuta com desconforto, com a humildade intelectual de quem admite não saber tudo; o segundo fala com a urgência de quem já decidiu tudo, antes mesmo da primeira palavra alheia ser dita.
Quando o debate já nasce contaminado pela certeza inabalável, ele deixa de ser encontro e se torna encenação.
Argumentos passam a ser munição, não pontes.
Perguntas deixam de buscar respostas e passam a servir como armadilhas retóricas.
E, nesse cenário, o outro não é mais alguém a ser compreendido, mas alguém a ser derrotado — ou, no mínimo, deslegitimado, demonizado e até desumanizado.
Militar, no sentido mais rígido, é carregar uma causa com convicção.
Mas quando essa convicção ocupa todo o espaço da escuta, ela se torna um filtro que distorce qualquer possibilidade de diálogo real.
Tudo o que não confirma crenças pré-existentes é descartado, reinterpretado ou combatido.
E assim, paradoxalmente, quanto mais se fala em debate, menos ele de fato acontece.
O problema não está em ter posicionamento — isso é inevitável e até necessário.
O problema surge quando o posicionamento antecede a disposição de ouvir, quando a conclusão vem antes da reflexão, quando o compromisso é mais com a própria identidade do que com a verdade.
Talvez o verdadeiro debate comece apenas quando há risco.
Risco de rever ideias, de ajustar certezas, de reconhecer pontos no outro.
Sem esse risco, resta apenas o conforto das próprias convicções — e o eco previsível de quem nunca esteve, de fato, disposto a dialogar.
Verdade não é a soma da quantidade de pessoas que acreditam em um determinado fato. Ir na direção que está indo o rebanho sem questionar pode ser muito perigoso. Eu vou é na direção contrária, não acredito em unanimidade. Como dizia Nelson Rodrigues: "toda unanimidade é burra".
Algo que costuma diferenciar o verdadeiro crítico é o fato de que esse geralmente lhe procura e lhe corrige. Quem procura outros para lhe criticar, deixa de ser crítico e revela-se invejoso.
Que a nossa criança interior não pode morrer, é um fato — que ela não pode matar a criança dos outros — é outro.
Dentro de cada um de nós, habita — ou deveria habitar — uma criança: curiosa, brincalhona, sensível, carente de encantamentos…
É ela quem nos distrai da seriedade cobrada pela vida adulta, nos impedindo de empedernir por completo, e quem nos faz rir de bobagens, sonhar alto e acreditar em recomeços.
Mas há um perigo deveras sutil, quando transformamos essa criança em centro absoluto do mundo: ela deixa de ser símbolo de pureza e se torna instrumento do ego.
Há adultos que justificam suas imaturidades em nome da autenticidade — como se sinceridade fosse salvo-conduto para a falta de empatia.
E assim, ao defender sua própria “criança interior” a qualquer preço, acabam ferindo a dos outros com ironias, indiferença ou desprezo.
A verdadeira maturidade não está em silenciar nossa criança, mas em educá-la.
Ensiná-la que o mundo não gira apenas em torno dos seus desejos, que brincar não é o mesmo que zombar, e que crescer é aprender a reconhecer o outro como extensão da própria humanidade.
A criança interior merece e deve viver — mas sob a tutela do adulto que devemos aprender a ser.
A criança que — graças a Deus — ainda vive em mim, saúda a criança que vive em ti!
Feliz Dia das Crianças, do mundo inteiro e da que vive dentro de você!
Que a nossa criança interior não pode morrer, é um fato — que ela não pode matar a criança dos outros — é outro.
O falar tem muito mais poder do que a ação de fato. Só é preciso dizer o que querem ouvir sem nada ou pouco fazer. A língua tem poder de convencimento e manipulação sem precisar do esforço da ação.
Às vezes, a gente considera uma pessoa especial não porque, de fato, ela seja, mas por ser parecida conosco.
... nenhum
vício torna-se menos
nocivo - sequer menos letal -
pelo simples fato de algunstramarem
reduzi-lo a uma inocente atividade
recreativa!
... em tempo algum
tocamos; sequer nos blindamos
contra qualquer pensamento...
De fato, são eles que, silenciosos,
questionadores muitas vezes,
aproximam-se
de nós!
... de fato,
são nossas diferenças que
nos assemelham: seres afins, expostos
a tão diversas experiências, que, adiante,
tendem a se somar, sustentando o
fluxo da existência como um
fundamento único,
indissolúvel!
"O problema não é a política ser um jogo sujo, mas o fato de os desonestos mudarem as regras com os jogadores no meio de campo."
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