Fardo
O Fardo
Sinto em meus ombros
O peso de quem sou
Com os olhos fechados eu posso ver
Juntos numa só palavra
Numa só verdade. Todos vamos celebrar
Olhos brilham com vontade
Choro vai embora
Cante para festejar… (Júlio Raizer)
A ignorância humana é o fardo silencioso que pesa não apenas sobre quem a carrega, mas também sobre aqueles que partilham a caminhada.
“Condenados à liberdade, arrastamos o fardo das escolhas. No fim, todos, sem exceção, nascem e morrem prisioneiros das próprias decisões.”
Se você estiver claramente incomodando, não permaneça, não seja um grande fardo, não piore a cena, pois é muito provável que o clima já tenha ficado chato o suficiente e não compensa correr o risco de piorá-lo
Ser desagradável pode não ser intencional, ser insistente é que é o problema, insistir em algo que não foi legal, que causou uma reação inesperada, desproporcional de uma maneira negativa que só desgasta
Não suma, também não seja dramático, não se cobre tanto, faz parte às vezes ser inconveniente, mas, pelo tempo que achar necessário, fique ausente até ficar confortável para estar de volta novamente.
"Que a minha prosperidade seja uma ferramenta para aliviar o fardo alheio, e não um pedestal para olhar os outros por cima."
Tratam quem busca um ombro ou uma parceria como se fosse um fardo, ignorando o potencial de quem pensa grande.
A dor pode ser fardo, mas também pode ser semente; quando entregue a Deus, ela floresce em esperança.
A dor pode ser fardo, mas também pode ser semente. Pode aprisionar, mas também pode ensinar a voar. Cabe a você decidir se continua carregando pesos ou se transforma tudo em escolhas mais leves.
Quão grande será o fardo de ser humano em demasia?
Quem o diria que sapiens sapiens com furor o traria.
Quão grande é o peso no meu coração,
Pesado é o fardo da aflição.
Flecha ardente de perdição,
Supra-sumo que caiu no chão.
Oh, tardio é o alegrar,
Longínqua é a dor a queimar.
A marca exposta nos versos de poesia,
O peito tendo arritmia.
O esplendor do vazio,
O rasgar da alma no frio.
Tal cena é horrenda,
Perfurante ao entrar na fenda,
Cavidade do eu, apelido momento,
No bravio mar de rosto,
Da felicidade é o oposto.
Desesperante flor da vida,
Ânsia que fora pela partida,
Prostrado diante das lamúrias,
Tal qual, é alto o rasgar de um trovão,
O estrondo da lágrima é ao tocar o chão.
“Quem não se apressa evita tropeçar, mesmo quando carrega um fardo pesado. Assim, a calma, o equilíbrio e o ritmo constante permitem enfrentar as dificuldades com firmeza e sabedoria.”
O dom da masculinidade é severo. Ser um homem e ter o coração de um, é tanto um fardo quando um dom. As vezes, é muito bom, as vezes é doloroso. Ser homem é demonstrar força e virilidade, mesmo quando se é apenas um menino que precisa de carinho. Ser homem é ter de aprender a remar com todas as forças contra a correnteza da vida, contra os desejos sem freio, os hormônios incontroláveis, as ambições desmedidas. Ser homem é amar com desespero justamente a mulher que nunca se terá nos braços, é ser a companhia que nunca será perfeita, o amigo que nunca será compreendido, o amante que nunca será acolhido. Ser homem é uma das tarefas mais complexas, perigosas e deliciosas que existem. Ser homem é padecer de feridas invisíveis e encontrar a cura nos lábios alheios. Ser homem cansa, mas enaltece. Enfraquece, mas fortifica, corrompe, mas glorifica. Ser homem é maravilhoso, mesmo quando aquele homem aparenta ser o mais insignificante na multidão. Não se aprende a ser um, se nasce como tal. Depois disso, tudo o que vier é experiência. Não julguem os homens. Somente nós sabemos o peso e a dificuldade de carregar o título. Mas se me pedissem, eu diria que não me imagino de outra forma. Sou quem devo ser, e viverei sendo quem sempre fui. Homem entre os homens, mortal entre os mortais. Apenas mais um rosto nu, no baile de máscaras das emoções humanas.
Tem coisa que pesa na alma
e nem pertence à gente.
São culpas herdadas, dores emprestadas,
fardos que a gente aceitou carregar sem perceber.
Mas soltar…
Soltar é olhar com carinho pra si e dizer:
"Eu mereço leveza."
Não é fraqueza — é coragem.
É um recomeço silencioso
de quem escolhe caminhar com o que é seu
e deixar o resto pelo caminho.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Que o tempo ensine a nós, que vivemos em desamparo,
que a vida adulta não é tamanho fardo.
Você pode ser, para si, o abrigo nunca encontrado,
o afago, por vezes, negado.
Orgulhe-se: o tempo de outrora, é passado.
