Fantasma
o fantasma do meu passado
Ele percorre
Por entre esses corredores...
Majestosamente
Com o seu sorriso...
ironicamente lindo.
Seus olhos de musgo,
de um verde envelhecido.
seus cabelos de areia,
de um liso escorrido.
Tudo nesse me assusta... minha sombra. Tudo nele me remete ao passado,
este o qual eu quero esquecer,
este o qual me perturba suas lembranças...
O fantasma do meu passado que assombra o meu presente e me faz ver o futuro sem precedentes
O impossível é apenas o fantasma que assombra os que têm medo,
e o refúgio confortável dos que se recusam a tentar.
Oh, solidão gótica, meu fantasma familiar,
Noites de veludo, onde a lua é um crânio pálido,
E as sombras dançam, um balé de agonia,
Em catedrais escuras, onde o silêncio é um grito.
Solidão, minha amante espectral,
Com teu véu de névoa e olhos de âmbar,
Tu me guias pelas ruas de paralelepípedos,
Onde os ecos sussurram segredos antigos.
Exatidão, meu bisturi afiado,
Dissecando a alma, revelando a carne nua,
Onde a verdade sangra, um rubi escarlate,
E a beleza é um cadáver em decomposição.
Oh, solidão gótica, meu doce veneno,
Em teus braços frios, encontro meu lar,
Onde a escuridão é a luz, e a morte, a vida,
E a solidão, minha eterna companheira.
FERRAMENTA OU PRESENTE?
Ainda tenho vontade de viver feito fantasma, sumido durante o dia e vagando pela sombra da noite, ainda tenho diversas vontades alheias e não descobri se são necessidades ou apenas desejos que feito a esperança me mantém vivo.
Minha mente faz tanto barulho, e os meus tímpanos ficam confusos com cada palavra que escuta e o silencia é uma doce sobremesa.
Diante dos meus olhos, vejo passado e futuro, e que o presente se tornou apenas uma ferramenta quando olho para pessoas e lugares que já conheço, não posso ver apenas o agora, minha mente automaticamente faz um grande e rápido processo que enxergar apenas o agora é impossível, assim enxergo o passado e o daqui a pouco ou daqui alguns anos, tornando o presente em ferramenta, e que ferramenta!
O meu silêncio tem me tornado mudo, mas deve ser por não querer responder os tolos seus absurdos e economizar as palavras e manter a alma cheia.
Tenho contado meus passos, mas não para medir distância, tenho pesado minhas palavras e não estou de dieta, tenho filtrado tudo o que ouço e ainda estou contaminado, não consigo respirar ar puro e viver longe do erro é impossível, então por que, pra que até quando vou viver? Até quando vou ser alguém? Para quem tenho valor e qual é o meu preço? Isso é um segredo?
E assim vou vivendo perigosamente, pois, ter medo não é igual temer, então eu temo, e prefiro viver com emoção do que viver igual a um emocionado, me tornei seguidor da razão, pois, às vezes não consigo mantê-la lado a lado, o perigo me deixa sempre alerta e a emoção me traz bons resultados, me tornei diferente, mesmo que eu não seja notado, um fantasma anda na minha cola durante o dia feito sombra sem ser notado, durante a noite eu o persigo e tenho temor em ser encontrado.
O passado só é passado quando para de ser cogitado, por mais que se mantenha vivo, na alma não seja cogitado, enquanto algo é só pensamento pode ser contido, pois ainda não é realidade, o pensamento é algo fora da realidade, nele podemos ser rios e ter até super poderes, mas na realidade não, então o pensamento é uma realidade contida dentro da cabeça de cada um, se torna realidade quando é aprovada por alguns, pensamentos só serão pensamentos enquanto você continuar pensando, os meus estão escritos, alguns foram ditos, outros feitos!
"A medicina é a arte de manter a máquina funcionando para que o fantasma tenha onde morar." (Odilon Carlos)
Em pleno 2026 o fantasma do 11 Setembro 2001 volta a assombrar o mundo ...
A politica terrorista de (atacar e matar todo líder) de Trump, ditada por Netanyahu,
saiu pela culatra.
Eles pensaram que( atacando o Irã) estavam decapitando um regime.
O Ocidente está celebrando um "sucesso tático" enquanto caminha, sem perceber, para um pesadelo estratégico.
Os EUA, Israel e seus aliados da UE
acabaram de trocar um adversário previsível por uma insurgência global imprevisível de vingança arcaicamente inspirada.
Isto não é o fim de nada!
É o começo de um capítulo muito mais sombrio e ameaçador
para os envolvidos e não.
✍©️@MiriamDaCosta
"Quem vive na autodestruição é um fantasma do que poderia ser. Quem vive na autoedificação é a prova viva de que Jesus transforma carvão em diamante."
FANTASMA NO VAGÃO
Autor: Góis Del Valle
Já não sei dizer quanto tempo faz.
O prazo terminou, final de uma ilusão.
Não posso mentir pro meu coração.
Alimentar a velha dor, a dor de uma paixão.
Não sou mais o mesmo de ser.
Tinha que morrer pra renascer.
Todo tempo é pouco pra viver a
esperança de sentir um novo amor,
nova paixão. Viver feliz é ser feliz com
o seu novo amor.
Não me importo mais com os fantasmas
no vagão, perdidos pela noite em vão, soprando
minha vela então. Não posso mentir, talvez
admitir, alimentar a velha dor... A dor de uma paixão.
Hoje me sinto como um fantasma.
Caminho entre as pessoas, respondo, acolho, escuto. Estou presente, mas parece que ninguém realmente me vê.
Ouço lamentos, desabafos, preocupações e pedidos. Sou porto para muitas tempestades, mas raramente encontro alguém que pare por um instante e pergunte: “E você? Como está?” ou “Como foi o seu dia?”.
Às vezes sinto que minha função é atender necessidades, preencher vazios, sustentar o que está ao redor. Mas, pouco a pouco, surge um cansaço silencioso. Como se tudo o que entrego atravessasse os outros sem deixar marcas. Como se o cuidado oferecido fosse recebido, mas a pessoa que o oferece permanecesse invisível.
E então me pergunto quanto de mim ainda resta para dar.
Talvez seja isso que os fantasmas sintam: estão ali, observam tudo, carregam histórias, afeto e presença, mas passam despercebidos pelos olhos de quem segue apressado.
Hoje me sinto assim.
Um fantasma.
Não por estar ausente, mas justamente por estar presente demais para todos e cada vez menos para alguém.
Eu não acredito em assombração, bruxa e fantasma, mas, para minha desilusão, eles acreditam em mim! Ai, minha asma!
A dor real da rejeição não é a distância física do outro, mas o fantasma persistente dos planos que agora não têm onde morar.
Tive tudo.
A maior parte.
Quase nada.
Agora, nada.
Há um luto e agora um fantasma.
Quando quis que acabasse e doía tanto, não houve fim.
Meu pesar é saber que logo agora quando não me via sem um trajeto finito, tudo se acabou.. de um momento para, outro.
O quanto dói isso...
Espero o dia que não existirão mais nem mesmo estas lembranças.
Deveríamos saber a mente do outro e partir como eles partem à nós também.
Uma noite, um dia...
Já fui tratado como um fantasma,
me tornaram invisível por algum tempo,
o frio e as madrugadas zombavam do meu anonimato,
curiosamente a minha sombra reagiu a tudo em silêncio até que,
uma chegada repentina me trouxe uma mudança generosa e assim do dia pra noite comecei a ser acompanhado pelos olhares atentos da lua bem como fui recebido pelo sol com seus aplausos e abraços quentes,
hoje ao lado dela caminho vendo o mais belo horizonte.
Luto diariamente para não me tornar um fantasma de mim mesmo, um corpo que ocupa espaço, mas que já não habita o presente.
O arrependimento é uma espécie de fantasma: não grita, não corre, não ameaça. Apenas senta ao nosso lado nas madrugadas e nos obriga a lembrar.
Borboleta Fantasma do Paraíso
etérea voando pela Amazônia,
tentando levar a paz completa
para a guerra depois da guerra,
e para a guerra dentro da guerra,
em nome da sobrevivência.
Porque assim se vê como poeta
na tentativa de resiliência
com asas, olhar para o céu e razão
na Terra para a convivência
na constante persistência.
Carinhosa, sutil e brasileira.
