Fantasia e carnaval
JÚLIA
É pessoa jovial,
também é fofa e macia,
jovem que emana alegria,
música de carnaval.
Moça de fé sem igual,
olhos são tão cintilantes,
brilham como diamantes.
Mulher, menina crescida,
sorriso de bem com a vida,
amorosa e confiante.
Pensamento do dia porquê votar na pandemia mundial...?
Não terá natal o farra de carnaval...
Aglomeração urbana ou descabida desordem..?
No domingo de calor e chuvas alagamento...
Aonde está autoridade?
O povo com máscaras volta faz um churrasco.
Enquanto outros procurando no lixo o que comer.
Que político é esse ?
Ou mais profundo que país é esse.
Enquanto a doença avança sem medida.
Somos gados bovinos ou alienados...?
Sem perguntar ou argumentos...
Apenas escolha seu governante...
Aceitar e continua a vivemos...
Lamentar as mortes e esperar uma cura.
Tudo faz parte do novo normal.
Ainda assim temos esperança...!
A vida continua...!
Carnaval chegando e faxina rolando aqui
E o último ano foi (fui) assim: usando tudo quanto é tipo de "vassoura", olhando e limpando todos os cantinhos
As vezes rápido,
As vezes devagarzinho,
Aliás percebendo cantinhos,
Cantinhos que eu nunca tinha observado
Descobrindo sujeiras
(que eu nem sabia que poderiam existir).
E fora a poeira que nem passou pela minha consciência
e foi levada eu nem percebi.
Todas as "vassouras" representam a minha decisão
e dedicação para me superar,
me curar de mim
Essa semana senti uma limpeza real e profunda
percebi então que faltava algo
(assim como o efeito sanfona vem para repor o tal "vazio" quando fazemos uma dieta maluca e perdemos peso, sabe?)
Aquele baú branco (de ontem) foi esvaziado nessa limpeza,
nesse ano todo
E estava bem sujo
Havia páginas ressignificadas
outras 357 sendo vividas
a vida não para
vamos criando no caos
e eu senti paz
e gratidão.
Eu coloquei tanta coisa boa dentro dessa caixa,
que senti as coisas no seu devido lugar.
Estou adorando o movimento constante
no estacionamento de vassouras
Pais do carnaval
E de muita diversão
Imagine essa massa
Querendo a revolução
E questão de consciência
Ou e questão de opinião
Fazer a diferença
O viver com diversão
Martins-RN
Sua Cultura,riqueza do seu povo.
Uma tigela de xerem ou um prato de angu.
No carnaval de Martins não pode faltar o papangu
Carne no prato, farinha na cuia é Sábado de aleluia
Os cultos, as novenas, as missas e as Santas Missões são demonstrações de devoção e fé.
As quadrilhas juninas, animam o povo dessa terra.
Oxente compade! É O SÃO JOÃO NA SERRA.
Serra de um povo alegre,trabalhador e hospitaleiro.
Quem não lembra das festas dos motoqueiros?
A temperatura agradável,o vinho gelado e o chocolate quente.
A gastronomia requintada é atração para muita gente.
Comidas e bebidas variadas.Desde a cachaça tradicional até um café de Potugal, chamado "bica".Tem até uma receita goiana de um Arroz Puta Rica.
Que saudade do "Arroz no caldo da galinha" de Dona Marica.
As escolas são outra riqueza desse povo.Convivem em harmonia a música e a ciência .Dia 7 de Setembro é o desfile da independência.A mostra de talento e inteligência é nas feiras de ciências.
Olha pro céu meu amor. Veja como ela está lindo!
É a queima de fogos.Um novo ano está surgindo.
Até a próxima poesia.A gente se encontra de novo!
Poeta Adailton – à Martins.
A Euforia acabou
O Carnaval já se foi
Por que continuas com esse sorriso no rosto?
Não percebes que esse tempo já passou?
Aceite, o Carnaval acabou.
Não te digas que não te avisei
Todos me criticaram porque não participei
Enquanto os blocos iam passando
Eu estava avisando
Que toda aquela Euforia um dia ia passar
Agora todos estão à reclamar
Pois, não encontram nada pra brindar
Se tivessem me escutado
Não estariam à chorar
Pois saberiam que o Carnaval ia acabar.
Vem pra misturar juizo e carnaval
Vem trair a solidão, não
Vem pra separar o lado bom do mal
E acalmar meu coração
Vem pra me tirar o escuro e a sensação
de que o inferno é por aqui
Vem pra se arrumar na minha confusão
Vem querendo ser feliz
Uma aquarela, carnaval fora de época, crianças e um punhado de massinhas, velhinhos e bexigas cheias d’água. E não se sabe quem é quem.
Comendo a carniça da injustiça / Celebrando mais um dia de Carnaval e preguiça / Quebrando as asas da Justiça / Defumando linguiça e dinheiro nas contas da Suiça...
Carnaval...
Eu quero mais é beijar na boca... (claudia Leite)
então me segura senão eu caio... (Alceu Valença)
Domingo de Carnaval
acordo querendo mais um dia de alegria, descomplicado. Quem sabe as vezes colocar minha mascara de papangú e tentar ser algo que quero tanto ser... mas vou adiante, bem adiante, pego um pouco da ressaca do sábado de Carnaval e coloco no meu dia. evjo que ainda não aproveitei quase nada do meu período de carnal. carnaval? qual? quando?
Vou ser difernete... só por hoje.... serei um papangú
Eu vou no mercado comprar um smartphone pra não ter que ouvir a porcaria das músicas do carnaval........
É Carnaval...
É carnaval!?
Caem as máscaras
Emergem os sonhos
Cessa a agonia...
Vejo pierrots e Colombinas...
Experimento a embriagues
Das utopias.
Encontro-me num mundo
De palhaços e Arlequins...
O céu tocou a terra
E os anjos fizeram-se arautos da
Sobriedade...
Caio por terra. Meus olhos turvam, meus
músculos retesam-se.
De repente, num lampejo de
Razão estou de volta
A realidade;
Esvaio-me em prantos e penso:
Ano que vem tem mais!
Carnaval é realmente alegria...
Mas infelizmente os tempos mudaram, o trânsito nos agride, o stress é o mal do século, as doenças são invisíveis pra quem não as tem, a violência arromba nossas portas e todo cuidado é pouco.
Mas é carnaval...e por que não carnaval com responsabilidade?
Podemos sim, deixar a festa acabar, o barco correr e o dia raiar, mas não esquecer que amanhã tudo pode ou não voltar ao normal e seja você quem for, seja o Deus quiser. Mas a responsabilidade é sua.
Agora é Carnaval
Agora tudo que se vê
são corações pulsando como bateria.
Vem para misturar o juízo,
para disfarçar a solidão
no bloco da eterna esperança.
Fantasias e ilusões,
onde estrelas são confetes
e o carnaval também se faz poesia.
Vem o carnaval escondendo a tristeza
atrás de máscaras coloridas,
fascinio alucinante de liberdade,
que rompe os laços e
num passe de magia transforma
gente comum em reis e rainhas.
Olhando de longe as alegorias
o mundo agora é uma fantasia, e
Em meio à explosão do ritmo,
do perfume, suor e alegria,
desfila agora o bloco das letras,
tamborilando esta patética poesia.
