Fantasia e carnaval
Carnaval
Vamos encher a cara de alegrias e
Amores, sempre obedientes à
Lei: viver cada emoção na folia!
Vamos que vamos, colombina,
À diversão com a fantasia que nos
Liga e mistura e diverte e rima!
Vai e vem, pelo amor de Momo!
Aqui tem sedução, bom humor e
Lição: minha dona, seu homo!
Vai muito bem nosso Carnaval:
Assim e assado nós na avenida!
L&P: sou seu bem, és meu mal!
O Carnaval que me desculpe,
mas eu prefiro Deus.
A alegria pode até durar quatro dias,
mas a presença de Deus, permanece quando o som acaba, quando a fantasia cai, quando tudo volta ao normal.
Eu escolho o que continua.
Eu escolho Deus.
No carnaval ninguém tem desculpa pra só pode está chuveiro fazendo sol ou até doente milhões de pessoas vão todo mundo vai mais para ir pra casa de Deus só basta uma mínima dor na unha do pé. E depôs hora do aperto só chamar por Jesus"
365 luas, 365 sóis
e nada mudou
o carnaval passou, e vc não veio
Ficou lá, em outro lugar
no mesmo descompasso
que nos leva em direções opostas
Não teve registro, não teve palavras
muito menos uma celebração — um brinde ao amor de porpurina
que passou, se perdeu na folia
e deixou só a saudade e a lembrança
de quando ele brilhava
21 de Fevereiro
o carnaval já passou
já fazem quase dois anos de que você partiu
estou sofrendo como um animal em boca de onça
olhando apenas para o que me cerca porque é a ultima coisa que eu veria
não consigo lidar com sua partida
desde então não sei lidar com as pessoas
eu as-odeio demais para conviver
porque era difícil conviver com você
e mesmo assim eu sinto sua falta
e você me odiava
fico me perguntando se você sentiu medo antes de morrer ou se pensou em mim
porque às 3AM você chamou pelo nome do único filho que não te deixou somente para deixa-lo
mas tudo bem, quem não merece um final?
dizer que era sua hora é a pior maneira de lidar
mas estou vivendo
porém querendo te ver
se eu te ver
perdoe-me
mas quem não merece um final?
"Era a última noite daquele carnaval,
nosso encontro foi especial.
Meu Pierrô tomou - me pela mão,
dançamos a noite inteira, acima de nós
um chão de estrelas.
Eu sua Colombina,
o admirava pela desenvoltura.
Encantada estava,
diante de tamanha formosura.
Com ternura me abraçou,
com doçura me beijou...
Desde aquela noite mágica,
juntos estamos.
A idade avançou,
o amor somente aumentou...
Multiplicou!
Para sempre serei sua Colombina,
e ele sempre será o meu amado Pierrô.
A cada dia vivenciamos,o
Nosso Eterno Carnaval de Amor... "
Meu carnaval tem
cores, sabores...
Tem amor!
Tem você!
Meu carnaval tem
confete, serpentina...
Com você não tem rotina
e eu entro no clima.
Meu coração bate
no ritmo da bateria.
Contigo tudo é alegria!
Que bela parceria!
Mas Amor, o melhor
carnaval sou eu quem
faço dentro do seu abraço.
É Carnaval!
E quem vê um rosto bonito,
um sorriso contagiante,
um físico sarado e atraente
suando folia no bloco…
não vê o HIV.
É Carnaval!
Rostos bonitos reluzem sob o glitter,
sorrisos contagiam como refrões fáceis,
corpos sarados e atraentes
suam liberdade no bloco
como se a vida fosse eterna
e a madrugada infinita...
Purpurina na pele,
desejos distribuídos como confetes,
beijos trocados na vertigem
entre um gole e outro
de ilusão líquida...
Mas ninguém vê
o que não veste fantasia...
Ninguém vê
o vírus silencioso
que não tem estética,
não escolhe beleza,
não pede currículo genético
antes de atravessar a pele...
O HIV
não desfila em carro alegórico,
não brilha sob o neon.
não dança ao som do tambor...
É invisível aos olhos encantados
pela superfície...
Porque saúde
não se lê no sorriso.
Responsabilidade
não se mede pelo abdômen definido.
E risco
não avisa antes de entrar...
É Carnaval!
Celebração do corpo,
da liberdade que pulsa na carne...
Que essa mesma liberdade
não seja descuido...
Que o desejo saiba sambar
de mãos dadas com a consciência.
Porque viver intensamente
também é saber proteger
a própria vida
enquanto a folia passa...
O Carnaval acaba
mas o HIV quando chega...
fica.
Usem a cabeça!
Usem a camisinha!
✍©️@MiriamDaCosta
Carnaval, pão e circo ...
povo bobo e distraído
(ovelha, cabra e hirco)
no final, é povo traído.
Carnaval, pão e circo na avenida,
máscara sorrindo pra dor escondida.
Tambor que bate, razão que cala,
promessa velha em discurso que embala...
Povo distraído na luz do clarão,
dança algemado sem ver a prisão...
Entre serpentinas e brilho barato,
vendem-lhe sonhos a prazo e contrato...
Ovelha que segue, cabra que berra,
hirco que insiste em lamber a terra...
Ruminam slogans, engolem refrão,
mastigam migalhas de falsa nação...
Enquanto o circo levanta poeira,
a mão do administrador limpa a carteira...
Riem na festa, choram depois,
contam-se perdas, dividem-se em dois...
No fim da folia, cai o véu colorido,
resta o silêncio do povo traído...
E a história repete, sem dó nem pudor:
trocam-se as máscaras…permanece a dor...
✍©️@MiriamDaCosta
Amor de infância, primeiro amor, amor de verão, amor de Carnaval, amor de irmão... todas as formas de amor são válidas, o importante é que se saiba amar!
Foi num carnaval...
Foi num carnaval, que sorrimos, nos abraçamos e nos perdemos pela primeira vez,
Bloco, chuva, calor intenso, bebidas a se perder, sonhos a se realizar,
Alegria presente, corpos em parafuso, coração latejando, conexão ardente,
Foi num carnaval que fizemos nossos votos de pra sempre.
Qual a melhor festa para o falso?
O carnaval! Na verdade, ele ama tanto que passa o ano todo de máscaras!
PORQUE O CARNAVAL AINDA É UMA BOA ÉPOCA PARA SER FELIZ
Nascer carioca é nascer com a vontade de curtir carnaval incutida na alma. Não é vontade que dá depois que te influenciam. E muito pelo contrário, no início da vida as pessoas te podam, te limitam e te fazem acreditar que carnaval é tudo aquilo que você pode acompanhar pela televisão. Não é.
Nos meus primeiros anos, lembro de “curtir”o carnaval no interior do Rio de Janeiro, onde meus avós paternos moram. Minha mãe, toda zelosa que é, colocava em mim uma fantasia diferente em cada dia de “folia”, e me enfeitava toda, pra quê? Admirem-se! Para enfeitar a sala de estar! Porque dali, meu amor, eu praticamente nem saía. Era um tédio, assumo.
Só concordo que foi uma experiência proveitosa no sentido de conhecer o carnaval do ponto de vista da Sapucaí, tipo ativista de sofá. Aqueles carros alegóricos esplendorosos, luxuosíssimos; toda a purpurina do mundo presente num mesmo evento, plumas e paetês para esbanjar, e musas com corpos que toda brasileira merecia ter, mas nem sempre tem (inclusive eu). Eu assistia pela televisão, e também já assisti pessoalmente.
Posso dizer que carnaval não se resume em assistir, mas em participar e sentir. Não adianta o carnaval estar passando, e você não passar por ele. Aí se tornaria época comum, cheia de afazeres inadiáveis e preocupações estarrecedoras. É depois do carnaval que o ano realmente começa. Então use esses dias para recarregar as forças e energia boa que o resto do ano tende a sugar.
É época de acordar e ir levando o dia sem ter hora para dormir de novo. É nem dormir, mas cochilar só enquanto o celular está carregando. É não perder tempo escovando o cabelo, porque você vai pingar de suor embaixo do sol. É esquecer de almoçar e descobrir que só tomar um milk-shake na rua não te tira a fome. É aprender os seus limites como um todo: de álcool, de andar a pé, de segurar o xixi, de fazer amizade na fila do banheiro químico, de sentar na areia porque não consegue mais ficar em pé, de ser feliz em um metrô lotado voltando pra casa depois de um dia feliz e mega cansativo. É anotar um contato na agenda e depois não saber de quem era. É depois ligar pro número pensando que vai desencalhar, e descobrir que é só o telefone da pizzaria que você queria saber se entregava no meio do bloco. É aprender que colegas distantes podem ser amigos de carnavais e se divertirem muito juntos. É ter limites de conduta, mas não ter limites para ser feliz. Sim, isso é plenamente possível! Lembrando que tudo, absolutamente TUDO, consegue ser romântico dependendo do ponto de vista.
Quem é você? Diga logo que eu quero saber. Já passou o carnaval, tire a máscara social. Boi, boi, boi, boi da cara preta, tire essa menina que tem medo do capeta. Então você é isso, um rosto sem riso e se quer ser meu inimigo, junte suas armas inúteis, pois eu conheço seu calcanhar de Aquiles e não vou te polpar. Seus poemas de escarnio morrem ao virar a página e é perigoso a você achar que eu sou frágil. E se falo em solidão é porque no meu mundo não cabe seu jogo sujo, que quer me calar covardemente. Pegue seu capital cultural, e dele se desfaça, veremos que sobra uma farsa de um comediante sem graça. Eu nasci pobre e doente, mas não me tenho medo do seu ódio. Eu te amei de graça. Acertei no amor, só errei no alvo. Tire a máscara e mostre também sua fragilidade ou vai viver eternamente essa personalidade falsa, que em meio à sensibilidade deixa escapar cruel sua própria destrutividade. Você não vai me calar, nem a loucura me calou. Eu já sofri tortura. Você tem palco e aplausos, eu tenho uma pele marcada por violência. E você ainda acredita que pode me diminuir. Eu conheço a escola da rua e das grades, e nenhas não há consolo nem apoio. Apena uma instituição sem rosto. Meu sofrimento é a doença que sua soberba ignora. Não, não é serventia da casa, é um coração em brasa. Coma seus privilégios e deixe em paz meu vazio e minha solidão. Eu que te amei em vão, desconheço desilusão e tenho uma voz farta que não cabe na sua sala. Tire a máscara e fale olhando nos meus olhos, sei que vai se calar, pois quem é você sem palco? Sapo cururu na beira do rio, quando o sapo canta maninha, é porque tem frio. Gélido coração é o seu e se um dia você ganhou minha confiança, hoje perdeu minha esperança do ser que eu pensava que você era, em meu estado de primavera. Eu amo João, você ama Maria. Quadrilha. Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar. Não, não tire a máscara. Não quero ver seu rosto. Suba no palco com seu novo projeto. Eu te conheço no palco da vida. E você tem sido meu professor, me ensinando lentamente a te odiar. Mas vou simplesmente esquecer. Você passará. Mascarado passou. Meus versos continuarão se sei bem a pessoa que sou. A canou virou, quem deixou ela virar? Sou o avaro burguês que não soube remar. Tire de perto de mim a palavra amar. Eu não te odiar. Escreverei mil versos enquanto a vida for testemunha da minha existência. Eu sou resiliência calada. Essa é a serventia da casa. Meu peito, meu lar.
Carnaval e às Máscaras
Máscaras, suas mil e uma utilidades, suas diferentes finalidades.
Alguns as usam para esconder o próprio eu perverso; outros, para revelar a própria humanidade.
No Carnaval, temos o privilégio de usá-las, na maioria das vezes, não para ocultar, mas para expressar a alegria que habita a alma brasileira.
E agora José, o carnaval acabou, o dinheiro foi-se embora, a ressaca tá brava e as contas como pagá-las?...
Plagiando Drummond
E agora, Bené?
O Carnaval acabou,
perdeste a mulher,
o dinheiro sumiu,
a dívida aumentou.
E agora, Bené?
Sem crédito na mão,
já não pode comer,
já não pode morrer,
não tem o caixão.
Benê Morais
