Fantasia e carnaval
A grande novidade do Carnaval brasileiro do século XXI, são as bandas e as folias de Momo das seitas neo-pentecostais. Parece mesmo que com Deus os pecados da carne ficam bem menores.
CARNAVAl,
Resenha viva, na Passarela da Sapucai
e em todas as capitais que o exibir.
Relata as histórias do passado,
do presente e,
prenuncia a do futuro.
Festa brasileira
é assim!!
CARNAVAl
Não é só festa da "Carne".
É festa da intelectualidade
junto ao público .
Onde quem samba, aprende
e quem aprende samba !
Foi num carnaval...
Foi num carnaval, que sorrimos, nos abraçamos e nos perdemos pela primeira vez,
Bloco, chuva, calor intenso, bebidas a se perder, sonhos a se realizar,
Alegria presente, corpos em parafuso, coração latejando, conexão ardente,
Foi num carnaval que fizemos nossos votos de pra sempre.
Eu vou fazer uma canção pra ela
Uma canção singela, brasileira
Para lançar depois do carnaval
Eu vou fazer um iê-iê-iê romântico
Um anticomputador sentimental
Eu vou fazer uma canção de amor
Paulo Ricardo
O amor me escolheu
Não identificado
Carnaval e às Máscaras
Máscaras, suas mil e uma utilidades, suas diferentes finalidades.
Alguns as usam para esconder o próprio eu perverso; outros, para revelar a própria humanidade.
No Carnaval, temos o privilégio de usá-las, na maioria das vezes, não para ocultar, mas para expressar a alegria que habita a alma brasileira.
Desculpa, Carnaval…
Mas eu escolho Deus,
porque Ele é a única felicidade que não vai acabar em quatro dias.
CARNAVAL DA BAHIA
Tempo de magia
Tristeza não tem espaço
Hora de sorrir e viver
Caia nessa folia.
No carnaval de poesia
É festa e emoção
O coração bate forte
Vista sua fantasia.
Cinco dias até onde se alcança
Nada impede a alegria
O folião não se cansa.
Carnaval da Bahia
Explode na avenida
Tem versos e melodia.
Irá Rodrigues
Plagiando Drummond
E agora, Bené?
O Carnaval acabou,
perdeste a mulher,
o dinheiro sumiu,
a dívida aumentou.
E agora, Bené?
Sem crédito na mão,
já não pode comer,
já não pode morrer,
não tem o caixão.
Benê Morais
28- Cronica , Ética nesse país tupiniquim?
Num país onde o ano começa depois do Carnaval, às vezes a campanha começa antes da eleição e ninguém percebe direito quando uma coisa vira a outra.
Estamos em ano eleitoral. E o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, será candidato à reeleição. Até aí, nada fora da regra do jogo democrático. A Constituição permite, o eleitor decide, a urna confirma ou rejeita.
Mas eis que surge a avenida. Holofotes, bateria, samba-enredo, emoção. Uma escola decide homenagear o presidente justamente no ano em que ele busca continuar no cargo. E há recursos públicos envolvidos no espetáculo cultural.
É ético?
A democracia garante liberdade artística. O Carnaval sempre foi palco de crítica, de exaltação, de memória histórica. Proibir uma homenagem seria censura e censura não combina com democracia. Arte não deve pedir autorização ideológica.
Mas a ética pública não vive só daquilo que é permitido. Vive também daquilo que é apropriado.
Quando o homenageado é também candidato, quando há dinheiro público circulando e quando milhões assistem pela televisão, a pergunta muda de tom. Não é mais apenas sobre cultura. É sobre equilíbrio. Sobre a linha fina que separa celebração cultural de promoção indireta.
Talvez a questão não seja se é legal , pode até ser.
A questão é se é prudente.
A democracia não se enfraquece por causa de um samba. Ela se enfraquece quando a confiança se desgasta. E confiança pública exige não apenas cumprir a lei, mas evitar qualquer sombra de privilégio.
No fim, quem decide é o eleitor. Mas a ética, essa não espera a apuração dos votos. Ela se revela nas escolhas feitas antes mesmo da bateria começar a tocar. 
R.Grossi
A Quarta-feira de Cinzas não é apenas o fim do carnaval, ela é um marco espiritual.
Enquanto o carnaval representa dias de excessos, estímulos intensos e permissividade, a Quarta-feira de Cinzas surge como um chamado ao recolhimento, à consciência é à reflexão sobre aquilo que fizemos, é sobre quem estamos nos tornando.
É o momento em que a alegria externa silencia, e a alma começa a falar.
A maioria dos seres humanos confundem Libertação com Libertinagem, pois existe uma linha muito tênue entre ser livre e viver sem limites.
Libertação é quando o espírito se torna mais leve, mais consciente, mais alinhado com o que edifica, é a liberdade que constrói, é escolher com maturidade.
Libertinagem, por outro lado, é a ausência de freios, é quando a busca pelo prazer ignora as consequências, é quando o corpo decide e o espírito paga. A libertação aproxima da luz. A libertinagem muitas vezes deixa marcas invisíveis.
Durante o carnaval, há uma intensa movimentação emocional e espiritual. Não apenas pela festa em si, mas pelo ambiente de excessos como, impulsos descontrolados, consumos exagerados, exposição do corpo, relações superficiais, e as piores decisões tomadas sem reflexão.
Uma verdadeira batalha espiritual, essa batalha, não é contra a alegria, porque alegria é um dom.
A batalha é contra aquilo que nos desconecta da nossa essência.
Muitas pessoas relatam, após o carnaval, sentimentos como, vazio, culpa, arrependimentos, uma sensação de peso interior.
Isso acontece porque o espírito foi exposto a experiências que não trouxeram crescimento, apenas estímulo momentâneo.
A simbologia das cinzas representa algo profundo: “Do pó vieste e ao pó retornarás.” Elas nos lembram da fragilidade humana, da finitude e da necessidade de vigilância interior, isso é um convite à humildade.
A Quarta-feira de Cinzas marca o início da Quaresma, tempo de arrependimento, jejum, disciplina, reconexão com Deus, restauração espiritual. É um chamado a verdadeira libertação.
O espírito humano responde às escolhas que fazemos. Quando vivemos na libertinagem, a consciência enfraquece, os limites se dissolvem, a sensibilidade espiritual diminui. Quando buscamos Libertação, nossa mente clareia, o coração se fortalece, o propósito se renova.
A liberdade real não é fazer tudo, é saber escolher o que não nos destrói.
Texto Gleiciele Oliveira.
Carnaval
Vamos encher a cara de alegrias e
Amores, sempre obedientes à
Lei: viver cada emoção na folia!
Vamos que vamos, colombina,
À diversão com a fantasia que nos
Liga e mistura e diverte e rima!
Vai e vem, pelo amor de Momo!
Aqui tem sedução, bom humor e
Lição: minha dona, seu homo!
Vai muito bem nosso Carnaval:
Assim e assado nós na avenida!
L&P: sou seu bem, és meu mal!
O Carnaval que me desculpe,
mas eu prefiro Deus.
A alegria pode até durar quatro dias,
mas a presença de Deus, permanece quando o som acaba, quando a fantasia cai, quando tudo volta ao normal.
Eu escolho o que continua.
Eu escolho Deus.
O natal está chegando e eu ainda me sinto em meio ao carnaval, como o relâmpago invadindo o verão....⚡🎄💡
No carnaval ninguém tem desculpa pra só pode está chuveiro fazendo sol ou até doente milhões de pessoas vão todo mundo vai mais para ir pra casa de Deus só basta uma mínima dor na unha do pé. E depôs hora do aperto só chamar por Jesus"
É Carnaval!
E quem vê um rosto bonito,
um sorriso contagiante,
um físico sarado e atraente
suando folia no bloco…
não vê o HIV.
É Carnaval!
Rostos bonitos reluzem sob o glitter,
sorrisos contagiam como refrões fáceis,
corpos sarados e atraentes
suam liberdade no bloco
como se a vida fosse eterna
e a madrugada infinita...
Purpurina na pele,
desejos distribuídos como confetes,
beijos trocados na vertigem
entre um gole e outro
de ilusão líquida...
Mas ninguém vê
o que não veste fantasia...
Ninguém vê
o vírus silencioso
que não tem estética,
não escolhe beleza,
não pede currículo genético
antes de atravessar a pele...
O HIV
não desfila em carro alegórico,
não brilha sob o neon.
não dança ao som do tambor...
É invisível aos olhos encantados
pela superfície...
Porque saúde
não se lê no sorriso.
Responsabilidade
não se mede pelo abdômen definido.
E risco
não avisa antes de entrar...
É Carnaval!
Celebração do corpo,
da liberdade que pulsa na carne...
Que essa mesma liberdade
não seja descuido...
Que o desejo saiba sambar
de mãos dadas com a consciência.
Porque viver intensamente
também é saber proteger
a própria vida
enquanto a folia passa...
O Carnaval acaba
mas o HIV quando chega...
fica.
Usem a cabeça!
Usem a camisinha!
✍©️@MiriamDaCosta
Carnaval, pão e circo ...
povo bobo e distraído
(ovelha, cabra e hirco)
no final, é povo traído.
Carnaval, pão e circo na avenida,
máscara sorrindo pra dor escondida.
Tambor que bate, razão que cala,
promessa velha em discurso que embala...
Povo distraído na luz do clarão,
dança algemado sem ver a prisão...
Entre serpentinas e brilho barato,
vendem-lhe sonhos a prazo e contrato...
Ovelha que segue, cabra que berra,
hirco que insiste em lamber a terra...
Ruminam slogans, engolem refrão,
mastigam migalhas de falsa nação...
Enquanto o circo levanta poeira,
a mão do administrador limpa a carteira...
Riem na festa, choram depois,
contam-se perdas, dividem-se em dois...
No fim da folia, cai o véu colorido,
resta o silêncio do povo traído...
E a história repete, sem dó nem pudor:
trocam-se as máscaras…permanece a dor...
✍©️@MiriamDaCosta
