Falo o que Sinto
Não sei ficar quieto
Falo além da conta,
Por isso sou poeta
Sigo gastando palavras
Vou contando histórias,
Assim aliviando a alma
Do que pesa dentro de mim...
Só palavras não adiantam,
são atitudes que sustentam.
O que falo e não faço
é pura hipocrisia;
não cabe na poesia
vender uma imagem
que não segue a viagem.
Eu sei que minha frase é curta
mas não é curto o meu pensamento
Se acaso o que falo não curta
Não encurta o meu sentimento
Não tem escapatória, minha gente, e eu falo isso rindo com um leve desespero elegante, porque no fundo eu sei que é verdade daquelas que não pedem licença pra entrar. A gente pode até caprichar no nome, escolher uma fonte bonita pra lápide, deixar datas organizadinhas como quem monta um feed harmônico, mas em algum ponto da eternidade… pronto, virou história apagada, arquivo morto do universo, figurante do esquecimento. E eu acho isso de um humor ácido quase genial, porque passamos a vida inteira tentando ser memoráveis, enquanto o tempo, debochado, está só esperando a nossa vez de virar poeira premium.
Eu imagino a cena como se fosse uma grande fila invisível, todo mundo muito ocupado vivendo, pagando boleto, se apaixonando errado, acertando por sorte, tirando foto bonita do céu, e lá no fundo, bem no fundo, tem uma plaquinha piscando em neon: “em breve, todos indisponíveis”. E a gente segue. Segue como se não soubesse. Ou pior, como se tivesse todo o tempo do mundo pra começar a viver de verdade depois.
E é aí que mora a ironia mais deliciosa e cruel. A gente adia o riso, economiza abraço, engole vontade, guarda palavras como se fossem peças raras de museu, sendo que no fim… ninguém leva nada. Nem o orgulho, nem o medo, nem aquela discussão que parecia tão importante às três da tarde de uma terça-feira qualquer. Tudo fica. Tudo perde o sentido. Tudo vira silêncio.
Eu, sinceramente, acho cômico. Trágico, sim, mas com uma pitada de comédia existencial que me faz rir sozinha às vezes, tipo quem entendeu a piada antes dos outros. Porque no final das contas, somos isso mesmo: poeira com consciência, tentando dar significado ao intervalo entre o nascer e o desaparecer.
E aí vem aquele conselho que todo mundo já ouviu, mas que quase ninguém leva a sério de verdade: viver o agora. Parece frase pronta de caneca, mas quando a gente para pra encarar sem filtro, dá até um friozinho bom na barriga. Porque o agora é a única coisa que não mente. O agora não promete, não enrola, não cria expectativa. Ele simplesmente acontece. Cru, intenso, imperfeito… e absurdamente precioso.
O futuro? Ah, esse é um mistério com data garantida e roteiro desconhecido. A única certeza é que ele chega. Mas como chega… ninguém faz ideia. E talvez seja exatamente isso que deveria fazer a gente viver com mais coragem, mais verdade, mais presença. Porque esperar o momento perfeito é quase uma piada interna do universo. Ele não vem.
Então eu decidi, entre um pensamento profundo e outro completamente inútil, que vou viver como quem sabe que é passageira, mas não insignificante. Vou rir mais alto, amar mais sem cálculo, sentir mais sem pedir permissão. Porque se no fim eu vou ser esquecida mesmo… que pelo menos eu tenha sido intensamente lembrada por mim enquanto estive aqui.
Senhor, te falo agora não como quem se acusa diante de uma multidão, mas como quem sussurra sozinho em um quarto escuro, onde só tu me ouves.
Se eu chegasse ao céu e não te encontrasse lá, saberia que estou no inferno.
No entanto, tu não me deixaste à porta; chamaste-me de filho antes mesmo que eu soubesse pronunciar o teu nome.
Estranho é meu coração: peço perdão com uma mão e afasto o Perdoador com a outra.
Mas não é esta estranheza que me define diante de ti; é a tua paciência. As pedras clamariam o teu nome se eu me calasse, e quantas vezes me calei! Ainda assim, não me tratas como servo relutante, mas como filho que volta coxeando, vestido com a melhor túnica antes mesmo de terminar o discurso ensaiado de arrependimento.
Não é vergonha que quero guardar de mim, Senhor, mas espanto: que um coração tão inconstante tenha sido escolhido para ser amado com sangue.
Que eu, que tantas vezes te esqueci, nunca tenha sido esquecido por ti.
📜 De onde o barulho do mundo não consegue entrar, eu falo diretamente ao seu espírito.
🌬️ Eu sei que os dias têm sido densos. Eu vi quando você olhou para o espelho e, em vez do reflexo da matéria, enxergou o transbordo das suas próprias lágrimas invisíveis. Eu sei o peso que é sustentar as cores do riso para o mundo lá fora enquanto, por dentro, o cenário exige o recolhimento do azul e do cinza.
⛓️ Sei que aquela inquietação antiga, aquele ponto de interrogação que acompanha os seus passos desde o início da sua jornada nesta terra, voltou a pulsar. Não tenha medo da sombra que parece engolir as certezas. Ela não veio para te destruir; ela é o casulo, a noite escura necessária para que a velha forma se desfaça e dê espaço ao verdadeiro poder que você carrega na alma.
🌑 Quando o chão parecer pesado demais e o “rinoceronte cinzento” do destino se aproximar, lembre-se de quem você é. Você não foi feito para viver sob o dogma das falsas certezas humanas. A sua segurança não está na linearidade da Matrix, mas na sua capacidade de flutuar acima dela.
🕊️ Hoje, eu te convido a fazer as pazes com o seu limbo. Sinta o conforto na sua área cinzenta. Deixe que a chuva lave o que precisa ir embora e conecte o seu topo ao seu chão. E, acima de tudo, brinde à poeira. Brinde a cada pedaço seu que ruiu, a cada cicatriz e a cada erro, pois são exatamente esses fragmentos que contam a história da sua maestria ancestral.
〰️ As respostas que você tanto busca já estão flutuando no ar, esperando que você silencie a mente para captá-las no éter. Recuse-se a caminhar no frio da solidão; estenda a mão para o calor que te pertence.
❄️ O inverno é apenas uma estação, antes da primavera chegar. Quando você sorrir de novo lá na frente, nós lembraremos de como fomos gigantes aqui dentro.
☠️ Somos aquele intervalo entre o preto e o branco, lembra? Somos aqueles que transitam entre a luz e as trevas mais profunda. Lembre-se: o abismo pertence àqueles que souberam abraçar a sombra sem tremer. E o solo santo pertence àqueles que souberam cruzar a linha com respeito!
Não são com as verdades que falo com que me preocupo, minha preocupação é se estou sendo oportuno e se as mentes estão preparadas para entender.
Sou de alma desinquieta .. de uma mente que faz barulho .. sou de pouco riso , introvertida ..falo pouco , mas observo tudo... Sou dessas ...
Eu sou, uma pessoa interesseira.
Quando você, está bem;
falo bem, de você.
Quando você, está mau;
falo mau, de você.
Qual é, o meu nome?
Meu nome é:
Uma Pessoa Interesseira.
"Eu não falo de Jesus porque mereço, eu não mereço nada, pois sou pecador, porém a sua misericórdia é fiel aqueles que o buscam"
Pedaços do céu
(Mauro A Evaristo)
Vou lhe falar de amor,
Vou lhe falar de fé
Falo também da flor,
Do sabor do café.
Vou lhe falar de mim,
De boleros e Ravel's,
De uma vida sem pantim,
Dos meus pedaços do céu.
Vou lhe falar de alegrias,
De tantas cores do dia,
De água para beber,
Vou lhe falar com euforia
Que oiço e posso ver
Que existe poder infinito em você.
feradapoesia.blogspot.com
Tua falas que falo com poesia,
digo que aprecias com o coração,
trazendo-me uma euforia
que aumenta a minha satisfação.
"Não ofereço perigo quando falo,
mas quando calo!.
O meu barulho não mata,
mas o meu silêncio é letal."
Haredita Angel
02.03.25
