Falo o que Sinto

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Quando falo, repito e até falo alto é porque me importo.
O meu silêncio é mais preocupante, significa desinteresse.

Os humanos dizem que querem sinceridade, mas quando eu falo a verdade, chamam de sarcasmo. Talvez a mentira seja o verdadeiro idioma da humanidade."

Sou palpável, falo e escuto, e mesmo assim sou malvado. Ninguém viu, ouviu ou tocou Deus, mas continuam afirmando que Ele é bom. Isso chega a ser absurdo.

Quando o silêncio amadurece a palavra


É importante escolher quem são meus amigos. Falo de amigos de verdade, não de amigos de ocasião. Amigos permanecem, estejamos no pódio ou no chão. Assim como é fundamental saber com quem não devemos sentar à mesa.
Tenho mais de 40 anos, e faz tempo. Para muitos, sou ultrapassada. Antiga. Mas penso que nunca, em toda a minha vida, estive tão pronta.
Nunca soube ouvir tanto quanto agora. Nunca calei tanto como hoje. E não me calo por medo de falar. Calo porque entendi que a fala é um instrumento poderoso e que só deve ser usada quando necessária e útil. O silêncio também é palavra.
E com toda essa idade, que para alguns me faz parecer jurássica, aprendi a escolher com quem me sento à mesa e a compreender que a palavra amigo não se usa para qualquer um.
Nildinha Freitas

“Eu sei o que eu falo. E principalmente, eu sei o que eu vivo. Quem não vive minha rotina não pode definir minha verdade.”

Não me odeie porque eu falo a verdade.
Me odeie porque você sabe que eu tô certa

Eu espero, sou paciente, falo baixo e até dou aquele sorrisinho, mas não abusa, já deixei de brincar de casinha há alguns anos.

Tudo o que eu falo, eu faço e não me arrependo.
Tudo o que faço é consciente das consequências.
Não tenho medo delas.
Tenho medo de não correr o risco de acertar.

Eu quero um amor que não seja covarde. E não falo de guerras, heróis ou moinhos, falo do amor que não foge do cotidiano. O que lava a louça, compartilha o silêncio, segura a mão sem medo do tédio. O amor corajoso não é o que promete eternidade, mas o que se faz presente nas miudezas, nas falhas, nos dias em que o afeto parece coisa rara. É o amor que sabe ficar, mas também partir com dignidade, sem transformar distância em castigo. O que confia, mesmo quando não entende. O que não precisa vigiar para acreditar. Amar, afinal, é permitir que o outro seja casa — mesmo quando a vida muda o endereço.

Há um alívio secreto em se jogar sabendo que existe chão. Não falo de certezas — certezas são para quem teme a vida. Falo do chão que nasce dos próprios pés, esse solo íntimo que a gente aprende a cultivar depois de tantas quedas que já nem sabemos mais qual doeu primeiro.

É libertador sentar no meio-fio sem medo de parecer deselegante. Elegância, no fim, nunca esteve na pose, mas na coerência interna. Prefiro o cimento quente da rua me lembrando que continuo vivo do que qualquer palco que exija um personagem. Às vezes é no meio-fio que o coração finalmente se endireita.

Vestir-se de si exige propriedade afetiva. É colocar no corpo — e na vida — as camadas exatas do que se é, mesmo quando isso desagrada expectativas alheias. Sustentar as próprias escolhas é um tipo de musculatura moral: dói no começo, treme no meio, mas mantém a coluna da alma ereta.

E nas crises, é preciso gentileza. Respeitar-se como quem protege algo precioso. Gritar pra dentro, chorar pra fora, respirar onde der. Permitir-se ser humano sem desmerecer a força que existe no próprio caos.

Nas dores, ser colo. Nas alegrias, ser testemunha. Em ambas, gostar de si como quem aprende, depois de tantas tentativas, que o amor-próprio não é um estouro, mas um sussurro persistente que nos chama pelo nome quando o mundo tenta nos esquecer.

A verdade é simples e devastadora: a vida não fica mais leve, é a gente que fica mais inteiro. E quando finalmente sabemos que há sempre um chão — mesmo que seja o das escolhas que sustentamos com o peito aberto — o salto deixa de ser risco e vira rito.

Rito de fé.
Rito de coragem.
Rito de ser exatamente quem se é.

Nem tudo nessa vida é o que você pensa, só falo uma coisa, nunca se apegue às pessoas porque ninguém é pra sempre. Reflita, família.

Nem sempre o que penso, falo ou escrevo quer dizer, realmente, que estou correto, porém, é o que acho que é certo, aceito quem descordar de mim, pois sou democrático, mas, vale ressaltar, eu também não sou obrigado a concordar com ninguém, mas tenho obrigação de respeitar as opiniões contrárias.
Fortaleza/Ce., 21/04/2026.

"Meu poder de fogo para convencer alguém, é impressionante! Falo que "Poderia ser pior!", e um otimismo surge de repente!..."

Eu vou sempre agir assim, falo o que acho é não costumo mentir ou esconder algo para agradar ninguém!

GENTIL, NÃO SUBMISSA
Sou empática, mas também protejo os meus limites
Falo de forma calma, mas também digo as minhas verdades
Posso perdoar, mas isso não significa que tenha de esquecer
Sou compassiva, mas também me afasto de quem me magoa
Posso expressar
carinhos profundos,
mas não aceito faltas de respeito
Sou gentil, mas não estou disposta a sacrificar a minha paz
Ouço com atenção, mas não resolvo
a vida dos outros
Posso importar-me muito contigo,
mas escolho-me sempre em primeiro lugar

Quanto menos eu falo e mais eu observo e ouço, mais me aproximo da imagem e semelhança de Deus, pois Ele não diz uma palavra e observa a tudo e a todos em 100% do tempo.

Às vezes tenho a sensação de viver alguns passos atrás de mim mesmo. Caminho, falo, tomo decisões… mas meus pensamentos parecem observar tudo de longe, como se não reconhecessem totalmente as minhas próprias ações. Há um desencontro silencioso entre quem pensa e quem age dentro de mim.

Sou impulsivo. Sei exatamente os caminhos que deveria evitar, mas, ainda assim, meus pés parecem escolhê-los primeiro. É como assistir a mim mesmo atravessando portas que já sei, de antemão, que não deveriam ser abertas.

Também não sei se amo como os outros amam. Eu cuido, me preocupo, assumo responsabilidades, tento proteger quem está por perto. Faço tudo aquilo que dizem que o amor faz… mas o sentimento dentro de mim é estranho, deslocado, como se estivesse escrito em um idioma que todos entendem menos eu.

Às vezes choro em silêncio. Não por grandes tragédias, mas por pequenas falhas repetidas, por erros que eu mesmo construo com as minhas próprias mãos. Existe uma parte de mim que gostaria profundamente de ser melhor, mais claro, mais correto, mais inteiro.

E, ainda assim, carrego um peso que talvez nem seja meu. Sinto-me responsável por tudo que chega até mim: pelos problemas, pelas pessoas, pelos desencontros. Mesmo aquilo que claramente pertence ao mundo dos outros acaba encontrando um lugar dentro de mim.

Talvez por isso eu viva assim, um pouco perdido, um pouco atento demais, tentando, no meio da banalidade dos dias, encontrar algum ponto onde meus pensamentos e minhas ações finalmente decidam caminhar lado a lado.

Talvez moucos ...


Agilson Cerqueira


… Falo pouco!


Eu faço solilóquios!

Às vezes eu tento ser o que eu não sou pra manter pessoas, como mudando minha ideologia. Falo o que eu não falaria se eu fosse eu. Não percebo que ao eu não ser eu, eu não mantenho pessoas ao meu lado por quem eu sou, só as engano por quem eu não sou.

Tua falas que falo com poesia,
digo que aprecias com o coração,
trazendo-me uma euforia
que aumenta a minha satisfação.