Falo a Verdade
"Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim."
Eu falo sobre a vida para mim mesma,
E sempre que tenho, sequer um segundo para não pensar em nada,
Me questiono: o que é a vida? O que é estar vivo?
E qual o sentido disso tudo? Por que tem fim?
Falo de vida, de como vale a pena viver pelas coisas boas,
Mesmo elas sendo pequenas e mínimas.
Tudo pode estar horrível agora, mas, como eu,
Prometa sobreviver e viver pelos detalhes que fazem você feliz.
Viva pelas músicas que te dão prazer ao ouvir,
Viva pela companhia de alguém que você gosta,
Viva pelo hobby que te faz feliz,
Viva pelas sensações. E sim, vale a pena,
eles vivem por você, viva por eles também.
O que seria das músicas se você não existisse para sentir prazer em ouvi-las?
O que seria daquele pobre ser, sem você para desfrutar de sua companhia?
O que seria dos seus hobbies, sem você para executá-los e chamá-los de "meus"?
O que seria dos sentimentos, sem você para senti-los?
Viver vale a pena sim, a vida é bonita sim, é cor de rosa sim!
Você enxerga a vida do jeito que quiser.
E essa é a graça, você tem todo controle.
Sinta, respire, ouça, olhe,
VIVA!
Quando menos esperar, você vai perceber que já está de luto pelo fim, e não mais desejando antecipá-lo.
"Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim."
As vezes eu falo sozinho, converso sozinho. Gosto de me escutar. Gosto de ouvir a minha própria opinião sobre determinado assunto.
Quando falo com você
Sinto algo muito gostoso
Quando escuto você
Sempre é maravilhoso
O Universo é misterioso
Levada pelas asas do amor
Não nego que estou enamorada
O nosso voo é asa com asa
É um salto de coração aberto
Estamos entregues ao Universo
O Universo retransmite
Sempre quando o amor existe
As nossas doces afinidades
Só confirmam suavidades
Somos um cadinho de amor
E um tantinho de eternidade
Não sei quem é fogo
Não sei quem é palha
Somos uma ternura doce
Iguais a palha na fogueira
A chama existe e nos clareia
O amor existe, e nos incendeia.
O quê você quer
eu também quero,
por isso falo
da espera
que tem muito
mais a ver
com encontro
embalado bem
nas profundezas
dos nossos corações.
Falo de prisões
e de gentes
para pedir para
o além o auxílio
para que guarde
um General
que foi preso
de maneira
muito covarde,
E da mesma
maneira da tropa
e de outro
que dizem que
ele virou um
fantasma militar.
A nossa tragédia
imigratória
e as prisões
políticas não
nos comovem
como deveriam;
Vejo pessoas
em postos
importantes
em instituições
e que defendem
os DDHH de
forma seletiva.
E sempre fica
tudo por
isso mesmo,
Tudo vira safra
de sinais óbvios
que nós somos
o nosso próprio
perigo diários;
Cultivando
um novo tipo
de egoísmo
no cotidiano,
Optando por não
pensar como vício:
Chegaremos a um
ponto que seremos
desautorizados
a chorar as nossas
próprias misérias.
Porque eu quero fazer
O caminho de volta,
A começar por aquilo
Que me inspiro, penso e falo,
Desejando transformar
Somente em todo o carinho.
Não há autoritarismo
Que siga para frente,
Sempre que a vontade
De vencer e a esperança
Forem sem demora reunidos,
A fé na vida faz o paraíso.
Quem ofende a liberdade
Sempre merece o meu riso,
E quando a mim resiste
Desestruturo com os meus
Versos até fazer passar
O conflito e a tempestade.
Pensar jamais será ofensa,
Sentir e se expressar
Constroem Nações inteiras,
Não paro de por ti exigir,
Porque se livre te farei,
Assim livre eu permanecerei.
Nos versos reclamo
e falo de tudo um pouco,
O Esequibo de volta
tal qual a justiça
também faz falta,
Eu reclamo por prisões
injustas de um General,
de paisanos e uma tropa.
Falo de tudo, reclamo
e lamento profundamente
a tragédia feita contra
um dos últimos revolucionários
românticos deste continente:
o Professor Carlos Lanz
vive eternamente
no coração de toda a gente.
Doa a quem doer cada um
dos meus lamentos,
não estou aguentando ver
o sofrimento do velho
tupamaro e a indiferença
de quem tem o dever de fazer
o quê é leal, justo e humano
contra tudo o quê é arbitrário
e contra ele foi lançado.
Cada cena que vejo de um
povo quem vem sendo
dispersado me dói ver
um território escapulindo
pela lama da geopolítica
assediosa e ofensiva,
É em nome do Esequibo
que todos já deveriam
ter se encontrado, dialogado,
se perdoado e reunido,
E o tempo está passando
e não vejo um passo
a frente mais do que merecido.
E assim falando de tudo isso
os meus poemas da dupla
fronteira venezuelana e brasileira,
somente a mim pertencem,
No Appokailang-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros onze tepuis habitam.
O coração alegre irradia para outros corações! Não falo da alegria exterior, falo da verdadeira, daquela que não desaparece, faz parte duma base sustentável de equilíbrio entre ti e Deus.
Quando falo o que penso, não é pra convencer ninguém. É pra que os meus saibam que não estão sozinhos na luta.
Com a tinta emprestada
do sereno da madrugada
sem ter medo de nada
falo o quê penso mesmo
que eu seja rejeitada
porque a clareza defendo
Não existe um único
livro religioso absoluto,
você pode eleger um
livro religioso que oriente
absoluto a prosseguir
Deus te deu o arbítrio
e livros sagrados para conhecer
para seguir ou não seguir,
Deus te deu inteligência
para entender que quando
o livro sagrado não alcança:
as leis dos homens devem contribuir
Não é segredo para ninguém
que um livro sagrado perde
a utilidade sempre que for usado
como argumento para justificar
a destruição do próximo
Não sou eu que vou te proibir
ou repreender de nada,
você nasceu com cabeça
para pensar, concordar ou discordar,
apenas estou aqui para te avisar
que os idiomas e visões
dos povos sempre mudaram
e sempre na vida irão mudar
Para com tudo isso lidar
não há dificuldades para entender
que sempre que você for capaz
de usar um livro sagrado
para ofender ou prejudicar:
do acerto de contas com o Divino
cedo ou tarde você não vai escapar.
Caoba divino confessor
falo contigo por enquanto
não tenho o meu amor
para caminhar comigo
No silêncio dessa noite
busco entender o porquê
ainda não chegou a hora
dele estar no mesmo caminho
Há entre nós tudo em comum
e que um sem o outro
na vida não irá a lugar nenhum
O encontro está próximo
porque dos Hemisférios
somos o inevitável desígnio.
Espalhe amor
Se espalho o meu amor
Será que chega aí?
Se eu falo de amor
Você consegue me ouvir dizer?
Você consegue me ouvir?
Se me invade o amor
O pé já vem dançar
E é no tempo ligeiro
Que o riso pede pra se dar
Desacelera!
Triste é ter que ouvir Pedra Leticia enquanto falo com você pra não começar a fantasiar o impossível...
Aff...
é o fim dos tempos! Só pode!
