Falecimento de um Parente Querido
Bom dia. Te escrevi uma carta de despedida. Já peço desculpa, porque depois dela acho que não nos veremos mais. Então, leia e, se quiser, pode tentar ficar e me ajudar a entender onde tudo mudou.
Sei que vai ser triste a sua partida, mas, se você também ficar, vai ser mais doloroso ainda, pois sabemos que isso só iria nos prejudicar. Digo que foi bom enquanto durou, mas foi péssimo quando terminou. Senti como se estivesse perdendo meus sentimentos a cada segundo que via sua mensagem pedindo para ser livre.
Sei que não foi por neurose nem por inseguranças. Sei que foi por não estar pronta para receber uma quantidade absurda de amor e energia boa, pois, como você sempre me dizia, nunca foi realmente amada em voz alta. E, quando finalmente foi, meus gritos de amor te assustaram, e você correu, com medo e assustada por não saber lidar com tudo isso.
Carta de Despedida
“Pra Ela Que Nunca Mais Voltou”
Ei, garota de olhos escuros e silêncio barulhento…
Não sei se você lembra de mim,
mas tem um pedaço seu que ainda vive em mim como se o tempo não tivesse passado. Você apareceu como quem não pede licença, entrou na minha mente e fez morada num canto que ninguém conhecia.
Foi tudo tão rápido, estranho, misterioso.
Mas, de algum jeito, foi real.
Mesmo que ninguém tenha visto,
mesmo que eu duvide às vezes,
meu peito lembra.
Você foi abrigo.
Foi confusão.
Foi arte em forma de pessoa.
Me ensinou que saudade não precisa durar anos pra doer como se fosse pra sempre.
Hoje, eu não escrevo pra pedir respostas.
Nem pra te culpar.
Eu escrevo porque quero me libertar do que ficou preso aqui dentro.
Se você era real, eu te desejo paz.
Se você era só uma fantasia, eu te agradeço por ter me feito sentir.
Mas agora, eu preciso me escolher.
Preciso me olhar no espelho e parar de procurar seu rosto nos rostos alheios.
Preciso parar de me perguntar "e se?",
e começar a me perguntar "e agora?"
Hoje eu me despeço.
Não porque eu esqueci.
Mas porque eu me respeito.
E porque eu mereço ser amado no presente.
Adeus, garota de franja e mistério.
Você foi capítulo.
Mas eu sou o livro inteiro.
Ode de despedida
As árvores da minha terra
já não morrem em pé…
morrem nas manhãs frias de nevoeiro,
morrem numa paleta policroma desbotada,
morrem num tempo esculpido por uma soturna melancolia,
morrem no ocaso da memória continuamente vivida,
morrem na toponímia de um corpo consumido,
morrem
morrem as minhas raízes
silenciadas dentro de mim.
Nos trilhos da vida
Caminha minha pobre alma
Ainda não é a eterna despedida
Desejo destilar aquela velha calma
Nos caminhos desconhecidos do destino
Minha fé repousa no Eterno
É ele quem me deu a coragem desde menino
Para combater os horrores do inferno
Deus é meu refúgio,meu Porto seguro
Um dia aonde devo descansar
Me leva adiante nos mares do Futuro
Com sua Luz,seu amor me faz encontrar
Quero com sabedoria dizer
Ter forças para doutrinar
E assim alegria em viver
Para sempre eu poder amar!
Entre ventos e tempestades da vida,
Não me conformarei com tal despedida.
Mas de um simples poeta que diz:
Quem sabes amor, teremos um dia um final feliz!
Odeio a sensaçao de despedida, mas quando ela chega, chega...Fernando Pessoa já fala ''tudo que chega chega por uma boa razão''. A despedida chegou, e com ela, vai um pouco de mim, do que eu senti. Mas prefiro encarar a despedida como um vagão de trem, estou pronto para ir em busca de novas estações, com novos inicios e novas partidas. Respiro fundo, olho para ela, e falo, foi muito bom enquanto durou, percebi coisas que pensei que estivessem adormecidas. Mas se não estamos na mesma estaçao deixa eu partir....
É uma despedida?
Então… sim...
Há alguns anos, eu me apaixonei.
Não por alguém, mas por um instante.
Foi um sorriso.
E, nele, algo em mim despertou como se sempre tivesse estado ali, adormecido.
Houve um abraço.
E naquele breve contato, eu quase fui inteira.
Como se, por um segundo, eu tivesse pertencido a algum lugar que nunca conheci.
E eu fiquei.
Não ali… mas na sensação.
Porque há encontros que não acontecem no mundo, acontecem dentro.
Sabe essas histórias que acreditamos poder controlar? Eu não controlei.
Mas ele… talvez nunca tenha estado nelas.
E ainda assim, eu insisti em sentir.
Porque sentir, às vezes, é tudo o que nos resta
quando o outro não fica.
Eu soube.
Desde o começo, eu soube.
O adeus já existia antes mesmo do primeiro olhar.
Mas eu quis ignorar.
Quis esticar o tempo…
como quem tenta segurar água nas mãos.
E então houve aquele quase.
O beijo que não veio.
O olhar que, por um instante, disse tudo
e depois… nada.
E ali, silenciosamente, terminou o que nunca começou.
Não houve nós.
Não houve história.
Só um sentir que se expandiu demais
para caber na realidade.
E, ainda assim… doeu.
Porque, por um breve momento,
eu vi em você algo que nem eu mesma sabia que existia em mim.
E talvez seja isso…
Algumas pessoas não entram na nossa vida para ficar. Entram só para despertar algo dentro da gente.
E depois… vão embora.
Ame a vida enquanto há tempo para amar, sem amor não há saída é como uma despedida de quem jamais irá voltar.
Nunca sabemos quando e uma despedida de uma pessoa que gostamos, as vezes saímos viajamos, ou um simples passeio ou conversa e depois por obra do destino esse momento se torna uma despedida, um ultimo momento com essa pessoa, a vida tem dessas surpresas, mais assim continua o ciclo e nada para !!
Despedida a Isabel
Minha mui querida Isabel,
despeço-me — não apenas de vós,
mas de tudo aquilo que em vós encontrei
e em mim se perdeu.
Há muito percebo
o peso de minha presença em vossa vida,
como se meu amor vos fosse fardo,
e não abrigo.
E eu, que vos amei em silêncio e constância,
aprendi a ler nos gestos ausentes:
no rosto que se volta,
nos beijos contados,
na ternura que não mais floresce.
Assim, pouco a pouco,
fui me tornando sombra de mim mesmo,
habitando um vazio onde outrora
vivia esperança.
Se errei — e sei que errei —
não foi por desamor,
mas por não saber amar melhor
quem sempre foi tudo para mim.
Perdoai-me, pois,
se vos causei dor;
carrego comigo a culpa
e a devoção que jamais cessou.
E assim parto —
não de vós apenas,
mas do que fui
quando ainda havia nós.
“Ele descobriu que todo amanhecer é um apelo à despedida.
todo nascer é um desviver, um desencontro no ponto de partida”.
"A despedida das atividades laborais não é o fim dos laços, mas o início da verdade. Enquanto os compromissos profissionais nos obrigam ao aperto de mão, só a liberdade nos permite o abraço. A jubilação funciona como uma peneira fina: ela deixa passar a areia dos contatos de conveniência e retém apenas as pedras preciosas da afeição genuína. Descobrimos, então, que a solidão não nasce da ausência de colegas, mas da percepção de que a alma não precisa de uma agenda para se sentir acompanhada. O essencial não teme o vazio; ele o preenche."
O pior luto é aquele de alguém que ainda está vivo.
Porque não existe enterro, despedida ou fim definitivo.
Só o silêncio ocupando o lugar das conversas,
a ausência disfarçada de presença,
e a dor de ver alguém existir no mundo…
mas não mais na sua vida.
Tem amores que não morrem.
Só deixam de voltar.
E isso destrói devagar.
A memória do futuro é a eternidade no nascimento da despedida arqueológica da alma na permanência da mudança como o amor que morreu antes de nascer, assim como uma semente infértil que não chegará a ser árvore. E isso é natural como são todos os ciclos da natureza, mas eu não nego que a alma se lamenta se por debaixo da árvore absolvia sua sombra, tudo no presente possível se o passado tivesse acontecido. Mas a distância íntima que acompanha minha íris é uma tempestade silenciando a cidade e eu diria que a chuva são lágrimas já que o rosto não saber chorar. No entanto, eu nego o movimento e evoco um dia solar se é inconsistente a saudade do que nunca existiu. O amor que sobrevive ao amor são versos incessantes que ocupam a ausência dos instantes. O abraço entre o ser e o nada é uma madrugada inerte que desconhece o voo dos pássaros e ouve passos estridentes do mistério do ambiente. A eloquência do vazio é uma ilusão se o amor nunca pisou o chão e escrevo solenemente sobre a clareza obscura dos sentimentos, na certeza da dúvida que encobre um enigma evidente em uma canção tão transparente. E poderia se dizer que falo do nada, mas a ausência tem inúmeros movimentos de deixar o peito sem ar na fadiga de tudo que faltar. Então a simplicidade incompreensível encontra seu lugar nas ternuras indizíveis. E a sombra luminosa da árvore é esquecida ao deixar o sol aquecer o corpo na primavera de dias que florescem no destino. Tudo é como deveria ser, se as rotas são conhecidas e cada um navega o mar que lhe foi destinado e já não se lamenta o passado se o poema nega a tristeza e muito mais alegrias põe na mesa na abundância de uma certeza clara de um pôr do sol laranjado a refletir na praia nossas melhores ações. Viver o presente é o melhor conselho da face que reflete o espelho.
A pior parte de um término não é a despedida final, e sim a consciência de que aquela rotina — o telefonema matinal de "bom dia" e "eu te amo" — não se repetirá mais. Contudo, o tempo é o fator essencial para o nosso amadurecimento.
Demonstre respeito quando as pessoas decidem afastar-se da sua vida; aceite a despedida, por mais dolorosa que seja. Nem sempre aquilo que parece eterno o é, e, por vezes, o que parecia apenas um momento pode tornar-se duradouro. Por isso, é necessário aceitar todas as fases da vida, assim como o tempo acolhe, de forma natural, as estações do ano.
Final rima com breu, solidão e partida
Rima com falta de abraço e também com despedida
Final rima com ternura que deixou de existir
Rima com planos desfeitos e com chão a se abrir
Final rima com vazio que aperta, que dá nó
E rima com o antigo "nós" que agora ficou só.
- Relacionados
- Frases de perda de um ente querido para encontrar conforto em palavras
- Frases para um Ente Querido
- Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
- Frases de despedida para refletir sobre finais e recomeços
- Frases de saudade para dizer tudo o que o coração sente
- Textos de Saudade
- 63 mensagens de falecimento para confortar uma perda
