Falecimento
Viva a vida intensamente, cada segundo conta, pois depois da última partida, não haverá mais finais felizes.
A distância entre a partida e a chegada, se resume ao tamanho do passo que você está disposto a dar para alcançar seus objetivos. Mas o foco não é nada sem a fé, pois o foco te põe na linha, e a fé te motiva a acreditar, sem a fé você perde o foco.
PONTUAÇÃO
Ponto de Partida
Exclamação à vida
Dúvida interrogação
Reflexão no ponto e vírgula
Reminiscências reticências
Dois pontos atenção
Parênteses esclarece
Colchetes elastece
Apóstrofo suprime
Travessão personagem
Vírgula paragem
Aspas enobrece
Ponto final e prece.
O tempo é o percurso a partir do ponto de partida, um verdadeiro condão entre a atitude e o resultado pelos quais nos ocupamos, podendo redundar estagnado, quando sem propósito, ou transcendentalmente eternizado quando se dá "sentido" a esse intervalo!
ANDANÇAS
Em toda partida uma esperança
Vão algumas coisas na bagagem
E outras tantas ficam pra trás
Cada vez que ao vazio se lança
Cabe preenchê-lo com coragem
E não ser o mesmo nunca mais.
PONTO CONDENADO
Ah o ponto de partida!
Culpado me ancora aqui
Rechonchudo na avenida
Me faz parecer Saci
E na perna um grilhão
Ladrão do primeiro passo
Me joga nesta prisão
Por isso não te ultrapasso!
Queria te dizer uma última vez o quanto faz falta, o quanto te amo. Sua partida repentina dói na alma, mas em meu coração viverá, e, em cada lembrança, um sorriso, uma lágrima, uma saudade, a dor que não para, não acalma. Tua saudosa alma, bondosa e carinhosa, tanta falta, tanta dor, saudosa lembrança, doce esperança de um dia, quem sabe, te reencontrar... quem sabe? 💖💥
💞"Um dia vai chegar...a hora da partida...alma cansada...alegrias e tristezas...vividas...sofridas...a qualquer momento...num tempo qualquer...vai chegar...vida vivida...sofrida...nesta ultima partida...jogo da vida...perdida ou vivida...vida...sempre vida."💕
Devemos tomar cuidado com a nossa partida, pois a chegada tende a ser sempre ovacionada, mas é a saída que deve ser questionada.
Qual é o legado que tenho deixado? Ao partir, deixo saudades ou alívio?Pense sempre nisso com cuidado.
A correnteza é a maior e melhor aliada na natureza, arrasta os cascalhos na partida e os transforma na chegada
O tempo que se lida com a vida é o tempo que se paga no futuro; a se fazer presente na partida, um passo incerto no escuro
O que importa verdadeiramente não são as lágrimas derramadas momentaneamente durante tua partida, mas a coleção de sorrisos acumulados durante tua trajetória
MINHA MELHOR PARTIDA DE FUTEBOL
Procuro alguém que me ajude a escrever uma partida de futebol;
Que seja íntimo comigo como Ronaldinho Gaúcho é com a bola; não vou te dominar, só não vou te passar pra ninguém.
Que drible às adversidades como Neymar dribla em campo, e que faça uma tabela como o próprio Neymar fez no seu gol Puskás.
Nosso mátria é tipo o do Santos Fc: nascer e com o outro morrer.
Não vou te pôr no banco de reserva, nem para o escanteio, nem te substituir. Na vida, vamos até a final. Vamos jogar pelas pontas. Dar passos lentos. Não pôr debaixo do gramado os erros. Vamos jogar de terno, um segura o piano para o outro. Quem torce por nós, vai ter que sair do estádio, comprar o ingresso e voltar para nos assistir de novo.
Não faremos faltas.
Cada partida é um Hat-Trick, tipo o Bahéa:
“Mais um, mais um título de glória
Mais um, mais um, Bahia
É assim que se resume a sua história”.
...Se possível, vamos para a prorrogação.
Somos Ridículos!
A notícia da partida da vovó que vendia sacolés pelo portão da casa verde no Sana desceu amarga. Como eram gostosos os sacolés vendidos por aquelas mãos. Podiam não ser lá muito higiênicos, isso é verdade, mas que eram gostosos eram. Aliás, essa questão de higiene, àquela época, não era muito levada em conta. Não que isso fosse coisa do século passado, quando ainda não se sabia muito sobre vírus e micróbios. Não. Mas também fiz uma pesquisa e vi que sacolés eram vendidos na década de 20, e, já então, as autoridades sanitárias faziam exigências que ninguém cumpria, como hoje. Daí, aquela gente imunda e encharcada com a água que lhes descia pelo corpo proveniente do degelo mal contido nas sorveteiras que equilibravam os isopores carregados de sacolés na cabeça. Mas, gula sempre foi gula. Voltando aquela senhora do Sana: os dedos que tocavam o dinheiro transportado por uma bolsa de coro que andava com ela eram os mesmos dedos que apanhavam pra mim dois guardanapos, que eu sempre pedia. Era daquela mesma bolsinha onde guardava o dinheiro que puxava os guardanapos. Me limpava como um pinto no lixo após degustar sempre a dobradinha: "um de coco e um de baunilha vó". Era o sacolé gostoso que compensava depois daquela manhã inteira torrando no sol na cachoeira. E o mais engraçado é que era tão bom, que até engolir pedacinhos de plástico mordendo o sacolé a gente engolia. Aquela casinha verde fica logo atrás da pracinha, do coreto. Quando ela abria a porta, dava pra ver lá dentro uma forma cilíndrica, de zinco, onde ela acondicionava todos os sacolés. Em torno desse cilindro, gelo picado e sal grosso com um pouco de serragem. Eu perguntei preocupado com a cor avermelhada da serragem. Coroando isso tudo, uma espécie de rodilha de pano, sempre suja, protegendo a tampa, impedindo o ataque de insetos durante a madrugada. A última vez que estive com a vovó do sacolé no Sana, custava R$ 2. Funcionava todo dia até às 18h, mas nas noites quentes de verão era comum ver-se à porta da casa aquela senhora se abanando com uma folha de bananeira estendendo mais um pouco o horário das vendas pra nossa alegria e dos colegas no camping, que nem esperavam que fossemos lembrar deles, de tão bom que o sacolé era. Uma vez, no desespero, bati palmas em seu portão 1 hora da manhã, bêbado, pra pedir sacolé. Tomei um esporro da vovó, mas pergunta se ela deixou de me atender e, depois do esporro, lembro que passou docemente a mão em minha testa e avisou que amanhã estaria mais cedo vendendo os sacolés. Os sabores eram: laranja, abacate, manga, caju e, nos últimos anos, começou a ter de chocolate, além do tradicional coco e baunilha. Mas, nenhuma delas, superava o coco-baunilha, que eu ia degustando ao mesmo tempo. Que me perdoem a propaganda, mas hoje, com todo progresso e processos modernos de fabricação mecânica, como toda e relativa duvidosa higiene no fabrico, o sacolé da minha vó do Sana continua insuperável. Os picolés de hoje, ridículos até no nome, as conchas novas que têm dado forma empírica aos sorvetes, não irão conseguir nunca matar a saudade que comecei a sentir a partir deste momento, quando recebi a notícia. Não sei se exagero ao afirmar que os sacolés do meu tempo, até os extravagantes e alcoólicos que começaram a pegar moda nos blocos de carnaval, nunca serão mais gelados do que aqueles sacolés de coco-baunilha. Faltarão neles agora, eternamente, o perfume delicioso de sabonete que vinha daquela senhora. Faltarão neles, inclusive, a poesia do pedido batendo palmas no portão, e do sorriso carinhoso e aconchegante na entrega. Siga seu caminho vovó. Novos sabores chegaram pra senhora. Delicie-se.
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