Falecimento

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⁠►Insônia Ansiosa pela Volta

Perdi o controle sobre a caneta
Ela não me permite descansar
Estou escrevendo letra após letra,
Sem parar, sem piscar, sem bocejar
A noite já me telefonou friamente,
Mas, minha mente hoje me surpreende
Requisitou minha total atenção, acredita?
Meus olhos estão serrados, como sempre
No entanto, sinto uma vontade de escrever sem tinta
Várias, e várias rimas em seguida, organizadas,
Em linhas entendidas como uma insônia mal resolvida
Convidando-me para uma despedida persuasiva.
.
Mas que mente tão inquieta essa minha
Boa noite, cabeça, boa noite, fique limpa
Preciso descansar, se não, tomarei medidas
Sei que só deseja ser compreendida, não a julguei
Só fique um pouco menos impulsiva, quero seu bem
Amanhã prometo escrever algo, tudo bem?
Não fique chateada, gosto de você também
Quero apenas uma noite menos agitada,
Para aproveitar a companhia da lua, e de mais ninguém
Já que hoje minha cama se encontra vazia
Mas, não sinta dó, ela não está fria, pois, logo após o sol nascer,
Estarei bem com alguém, sabes muito bem quem
Então adormeça, mente ansiosa, também está nervosa?
Tudo bem, mas, se acalme, logo o dia nascerá, daqui a algumas horas
Então, boa noite, cabecinha tão esperançosa.

⁠Não pensemos unicamente no que irá acontecer nem percamos tempo apenas com o que já foi, vamos aproveitar o dia de hoje, que é um verdadeiro presente!

⁠Os abraços foram inventados para declarar o que palavras não conseguem

⁠PÁGINA ÍNTIMA

Meus poemas tão cheios de ilusão... os perdi
os deixei de cantar, mansos, estão no destino
apertando a sensação, tão solitários, os dilui
lastimando ou rindo no meu poético destino

Era boa canção de um coração de um menino
singelos versos, e que não feria, se então sofri
feliz fui, muito adquiri no trançado do figurino
pois não sabendo, entretanto, que iniciava ali

Aí, cada pranto, cada sorriso, cada um norte
e a sorte, a quimera, a inspiração, ora brando
ora forte, mas sempre com o sonhador porte

Ó página íntima, tão cheia de ilusão querida
Da lembrança, saudade, a lágrima chorando
Sigo eu em outros poemas, à minha vida! ...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Araguari, MG – 25/07/2021, 15’55”

⁠”Um dia você vai olhar para o lado antes de dormir, vai pensar em mim e perceber que eu não era tão ruim assim, que na verdade minhas partes boas sempre foram maiores que as ruins, mas quando perceber isso vai ser tarde demais.”

⁠Valoriza quem te valoriza, pós eles só consideram quando perdem...

Eu e eu...



⁠No silêncio da floresta o isolamento deixou fluir o que estava aprisionado,
no fim de tarde o cheiro forte da mata veio carregado com densos pensamentos,

sentado olhando o horizonte vi as montanhas cheias de vida, ao manter fechados os meus olhos brevemente recuperei o pedaço de um livro perdido das minhas melhores memorias de muito tempo atrás,

o barulho dos galhos golpeados pelos ventos, as folhas caindo lentamente, o sol sumindo e pintando o céu com cores divertidas me trouxeram a concentração e o equilíbrio necessários para eu entrar em clima de sorrisos profundos e lágrimas quentes,

Sopra vento! Sopra!

Leva a minha saudade nas tuas correntes infinitas,
deixa-me apenas com as certezas do que já vive nesta vida.

⁠REENCONTRO

Eu tenho medo de qdo me encontrar,
já não reconhecer mais aonde me perdi. Buscar o caminho perdido há tanto tempo me faz temer o novo,
que é velho, é passado, é repetido,
é repentino e assusta aquele que já não se conhece mais, já não sabe aonde dói mais, já não sabe viver sem dor, já está acostumado a padecer do castigo ao qual ninguém o submeteu, só o peso das escolhas que agora estão encharcados de tanta falta…
mas o que lhe falta…?

⁠Deveria ser considerado crime ir dormir sem uma conchinha no frio que esta fazendo de hoje !

⁠Sem você aqui por perto,
Vivo em meio aos porquês.
Por que não passa a hora?
Por que parece um mês?
Por que o dia se arrasta?
Por que nada pra mim basta?
Por que tudo se desfez?

⁠Ontem lembrei de você.
Eu achei que tinha te esquecido, mas como esquecer se você esta gravado na minha mente?

⁠Outro dia amanhece, mais um dia sem você, sua ausência dói.

⁠Na ausência, o silêncio tece as memórias que as palavras não podem pronunciar.

⁠A distância separa nossos corpos, Mas não enfraquece o amor que nos une, A cada noite que passa, meu coração clama, Pela doçura dos teus beijos.

⁠A vida era tão simples na minha concepção infantil... Era tudo tão perfeito, correto e banal. Achei que podia alcançar com as mãos tudo que imaginava.
Foi tão duro crescer e deixar de lado a ilusão. Isso tudo faz tanto tempo e para mim, foi ontem. Isso tudo faz tanto tempo e ainda é imensidão. Sinto falta da minha inocência, sinto falta do meu coração.

⁠Essa noite pensei em você...dias confusos...o tempo voa... quando me dou conta...mais um dia sem você... Chega a noite...ela sempre vem... sentimentos se misturam...tristeza...saudade... esperança...de repente sorrio... Lembro do conforto dos abraços...do aconchego dos sorrisos... pensamentos bobos... Novamente o peito aquece... refrigério para alma...me aquieto por um instante...enfim paz...mesmo que momentânea... Já é madrugada... preciso dormir... As incertezas aos poucos dão lugar ao sono...apago as luzes...penso... até logo...te vejo em meus sonhos...

⁠Ontem, tive um sonho envolvente contigo. Em um encontro durante uma visita, pareceu que o tempo se deteve. Nossos olhares se encontraram, e sorrimos ternamente um para o outro. Quando chegou o momento da despedida, você se aproximou para me deixar e, de forma inesperada, nossos lábios se tocaram, recriando uma sensação sublime e vívida. Em sua derradeira despedida, você me fitou com aquele sorriso arrebatador que sempre me fascinou. Seus olhos, tão profundos e expressivos, estreitaram-se como outrora, quando éramos um só. Então, despertei e lágrimas inundaram meus olhos, desabando em um choro incontido...

⁠No final, não resta mais nada. Só lembranças. Algumas fotografias quase apagadas. E uma tristeza infinita. Uma incerteza de se alguma coisa, uma só, valeu a pena.

⁠À medida que você envelhece, os amigos vão sumindo. Desaparecendo um a um. Eram amigos?

⁠⁠O Silêncio
Machuca a minha alma,
Como uma lâmina afiada,
Rasgando fragmentos do meu ser.

O silêncio,
Traz saudade do timbre da sua voz,
Grave, informal, incompreensível...
Mas ainda assim, tão familiar.

Eu gostava de ouvir.
Agora, resta-me acostumar ao vazio,
A sua ausência.

Peço apenas: fique longe!
Não quero reviver a dor
Que um dia dilacerou minha essência,
Encharcou meu rosto com rios de lágrimas.

Ao menos, um adeus...
Mesmo que mísero.