Falecimento
"A saudade é o preço que o coração paga por ter amado bem. E a fé é a garantia de que o amor nunca será uma história interrompida, mas sim adiada."
Se sua casa é silenciosa,
Tenha cuidado pra não virar saudades, a vida passa rápido... Fale eu te amo sempre que puder!
Quem não imagina, quem não sente saudade, quem não tem a fé...é um ser irracional capaz de negar a sua propria existência.
Porque um ser humano normal é capaz de compreender os seus sentimentos, embora sejam virtuais.
(Daniel Perato Furucuto)
A Coragem da Saudade
Dizer sinto saudades não deveria ser um motivo de vergonha ou uma demonstração de orgulho ferido, mas sim uma celebração do laço que nos une ao outro. Falar da saudade é reconhecer, em voz alta, que o tempo longe não apagou a importância daquela presença em nossa caminhada. É um grito de coragem que quebra o gelo da ausência e abre as portas para o reencontro. Quando temos a audácia de simplesmente falar que o outro nos faz falta, desarmamos as defesas do mundo e lembramos que a vida só ganha sentido real quando compartilhada.
Saudade: a sincronia entre quem fomos e quem somos.
A saudade não é um ponto no mapa, é uma órbita. A gente tenta separar o que sente, a falta do lugar, do tempo, da pessoa, como se fossem gavetas fechadas na alma. Mas isso é só uma ilusão, um jeito de tentar controlar a imensidão do que nos habita. A verdade é que tudo está ligado.
O lugar é o corpo da memória e o tempo é o seu sangue. Não dá para puxar um desses fios sem que a cena inteira se mova.
O espaço é apenas o palco onde a nossa essência aprendeu a respirar.
Quando voltamos a um lugar que nos marcou, o choque não vem das paredes, mas da nossa própria memória tentando reconstruir quem fomos ali. A gente não sente só a falta de quem esteve lá; a gente sente falta da frequência daquela luz, daquele instante, da pessoa que a gente era antes do mundo nos mudar. A memória não é uma estante de livros parados, é uma força viva que, toda vez que olhamos para trás, reescreve quem somos agora.
A nossa identidade é o mosaico dos rastros que deixamos.
Somos a soma de todos os lugares onde um dia nos sentimos inteiros.
Essa conexão é o que sustenta a vida. Cada pessoa que nos tocou, cada cenário que habitamos, mudou o nosso desenho interno de forma irreversível. A saudade, então, deixa de ser lamento pelo que passou e vira um exercício de alinhamento. É a nossa tentativa de encaixar no presente os pedaços de um sistema que, embora espalhado pelo tempo, ainda nos define.
A dor que a gente sente é apenas o preço da nossa própria evolução. Quem não sente falta, provavelmente nunca esteve realmente presente.
Precisamos ter sido todos aqueles outros para ser quem somos hoje. A saudade é a prova viva de que o passado não morreu, ele é o combustível que nos ancora no agora. É aceitar, com um pouco de melancolia, que somos um sistema imenso, mas que a vida nos impõe a solidão de não conseguir habitar todos os nossos eus de uma só vez.
Nesse ponto, a saudade ganha um novo significado. Se a vida é essa colcha de retalhos, a gente não deve tentar apagar o que já foi, mas aprender a sincronizar tudo.
Evoluir não é descartar o antigo, é alinhar essas frequências para que a gente possa caminhar como uma unidade, consciente e inteira.
A saudade não é um fim; é o sistema, enfim, se reencontrando.
@marco.arawak
[Verso] Tenho saudade daquela igrejinha, De crentes louvando na simplicidade. Não existia sofisticação, era tudo com muita humildade.
[Verso] Lembro como fosse hoje. As irmãs sempre em oração. E aqueles louvores antigos, Que fazem arder o coração.
[Refrão] E tudo ficou na lembrança, momentos de tanta emoção, de um tempo que a gente louvava a Deus, em fervente devoção.
Tempos que não voltam jamais, saudades de muitos irmãos, que conosco já não estão mais, que guardamos no coração.
[Verso] Tenho saudade daquela igrejinha, De crentes louvando na simplicidade. Não existia sofisticação, era tudo com muita humildade.
[Verso] Lembro como fosse hoje. As irmãs sempre em oração. E aqueles louvores antigos, Que fazem arder o coração.
[Refrão] E tudo ficou na lembrança, momentos de tanta emoção, de um tempo que a gente louvada a Deus, em fervente devoção.
Tempos que não voltam jamais, saudades de muitos irmãos, que conosco já não estão mais, que guardamos no coração.
Sobre as lentes da noite única estavam sentados comigo os sentimentos mais íntimos e a saudade mais profunda, observando a lua e a força das ondas noturnas batendo abaixo do deck,
Entre as lágrimas e os desejos incompreendidos, ali estavam presentes memorias de dias tão doces que fizeram até os coqueiros próximos dançar,
Vasculhando o passado revirei algumas gavetas pelas quais fizeram o tempo presente sofrer abalos sísmicos,
A lua permaneci ali, o mar continua revolto, os ventos são fortes ao ponto de se rebelar com seus ruídos fortes,
Olho para a janela do meu quarto e percebo o convite com exclamação implorando para eu ir descansar.
Saudades
Que saudades do tempo que eu era feliz,
Tudo tinha cor,
Tudo tinha alegria,
Tudo tinha amor,
Mas agora é so tristeza e decepção.
No tempo que não existia maldade
O mundo era melhor,
Sem dor,
Sem sofrimento,
Sem ninguém para atrapalhar.
Hoje em dia
As pessoas estão difíceis ,
Estão chatas,
Estão insuportáveis,
E as vezes sempre é minha culpa...
Queria viver em um mundo sem ninguém,
Somente eu...
Que pelo ou menos sozinho,
Poderia ser mais feliz
Hoje em dia estou sorrindo... Inverso.
E as vezes fico me perguntando;
Cadê a criança que existia em mim?
Sumiu?
Ela se escondeu?
Ou está somente "sumindo" por um moment
E também me pergunto;
Será que valeu a pena crescer?
Valeu a pena sobreviver ate aqui?
E todas as vezes me questiono por ser assim
E so queria viver em um mundo que as pessoas focem boas
Sem dor
Sem massacres
Sem assasinatos
Sem suicídios
E sem pessoas más...
Vai chegar o dia em que alguns de nós conversarão mentalmente, sentirão saudades dos beijos, enquanto os outros terão duas escolhas: continuar a beijar, ou extinguir.
Fascinante
No amor, há sempre uma saudade,
Estando perto ou muito distante,
Sempre transformando em prioridade,
Fazendo o improvável acontecer.
Quem realmente conhece o amor,
Não consegue se quer resistir,
Mesmo que quebre o encanto,
Não acredito que tente fugir.
Talvez não queira entender,
O frenético balé dos movimentos,
Sem respeitar passos e treinamentos,
Desenvolvidos por um sentimento.
Consegue burlar regras e normas,
Fazendo-as totalmente inexistentes,
Numa constante tentativa de vencer,
Na busca incessante do prazer.
Não há distância que possa impedir,
Não há ausência que consiga afastar,
Nada pode a sua imagem denegrir,
Nem um verdadeiro amor se desgastar.
O amor é mesmo assim,
Sempre com a saudade a caminhar,
Independente da distância a percorrer,
Consegue o nosso pensamento mudar,
Sem se quer nos entristecer.
Du’Art 18 / 06 / 2017
Ontem a saudade bateu forte.
Meu pai era completamente sem noção de fuso horário, e fazia questão de ser sempre o primeiro a ligar para dar parabéns quando alguém lá de casa fazia aniversário.
Às vezes, o telefone tocava às 5 da manhã, e eu atendia achando que alguém tivesse morrido.
E ele, do outro lado, como se fosse a hora mais normal do mundo.
Ontem foi a primeira comemoração de aniversário na família desde que ele partiu.
E pela primeira vez, aquela ligação inconveniente, mas tão carinhosa, não veio.
O dia amanheceu diferente, incompleto.
Faltou alguma coisa.
Ou melhor... faltou alguém.
Nem toda distância gera saudade. Algumas geram paz.
Às vezes, só percebemos o peso de uma relação quando nos afastamos dela.
Enquanto estamos envolvidos, confundimos costume com necessidade, apego com amor e sofrimento com o preço de manter alguém por perto.
Nem toda ausência dói. Algumas curam, silenciam conflitos e devolvem a leveza que havíamos perdido.
E então percebemos que aquilo que parecia saudade era, muitas vezes, apego ao que desejávamos que aquela relação fosse.
Quando a distância traz mais tranquilidade do que vazio, ela também traz uma resposta: talvez você não sinta falta da pessoa, mas alívio por não precisar mais sobreviver ao que julgava indispensável.
Há despedidas que partem o coração. E há distâncias que, aos poucos, o colocam de volta no lugar.
É na saudade e na solidão
É na saudade e na solidão
que os silêncios, pouco sábios,
se escondem entre cartas sem retorno,
perdidas no tempo, vencidas pelo abandono...
Cartas que só vão.
Quando o beijo se faz sem lábios
e a mão procura o que não alcança,
a alma, cansada, sussurra baixinho:
“É chegada a hora da mudança, siga por este mundo perdido... não pare suas andanças”
Hora de vestir a prontidão,
de abandonar esta dimensão
tão bela, árdua, sinuosa e torta,
onde cada chegada anuncia uma porta.
É hora de encontros, de ir embora,
de deixar cair o peso do agora,
sem promessas, sem prêmios, sem donos,
pois a vida oferece apenas os seus insones sonhos.
E, quando o último suspiro se acalma,
que não haja medo, nem demora:
somente a entrada suave de uma alma
noutro mundo, noutra esfera,
onde a saudade já não chora
e a solidão, enfim, não espera...
Já sabe que tudo foi um dia... tudo era...
Sempre por eras e eras.
Quando a paixão silencia, o amor se recolhe, a saudade dói e a esperança parece distante, resta a resiliência: essa teimosia do coração em continuar acreditando que o amor ainda pode renascer.
Falar de saudade do que nunca se teve é, de certa forma, querer viver aquilo que nunca esteve ao nosso alcance.
Mas o que eu guardo?
Guardo o sonho interrompido.
A vontade de ser mais de quem eu sempre fui para alguém.
Guardo os dias de trilhas e pores do sol que não tive a oportunidade de viver.
Guardo as conversas que ficaram pelo caminho, os planos que não chegaram a nascer e tudo aquilo que existiu primeiro dentro de mim.
E, principalmente, guardo a necessidade de ser tudo, mas não para qualquer pessoa.
Agora eu quero ser tudo para quem não vai transformar meu coração em abrigo.
Porque até os abrigos são temporários.
Eu quero ser morada.
Morada para quem chega e escolhe ficar.
Para quem não procura apenas proteção, mas pertencimento.
Para quem entende que um coração não foi feito para ser passagem.
Talvez seja essa a saudade que eu sinto.
Não de alguém.
Mas da vida que eu ainda não vivi com alguém que saiba ficar.
* Dia das crianças *
Tenho saudades daquela menina,
ingênua e meiguinha,
que queria escrever versinhos
bordados de doçura e afeto...
Guardava nos olhos
o brilho das manhãs ensolaradas,
e nas mãos pequenas,
o sonho de mudar o mundo
com lápis de cor e papel pautado...
Acreditava nas fadas,
nas promessas das nuvens,
e que o amor morava nas flores
que colhia no quintal da infância...
Hoje, quando a vida
me pede pressa e razão,
eu fecho os olhos ,
e volto a ser
aquela menina,
frágil e forte,
que acreditava que a poesia
era o coração das coisas simples...
✍©️@MiriamDaCosta
Fiz um pacto com a Saudade
Abri-lhe
as portas escancaradas
do coração
e da minh’alma.
Prometi
nunca expulsá-la,
nunca anestesiá-la,
nunca pedir trégua.
Em troca,
que Ela me esmague as veias,
estrangule as artérias,
e sugue, sem piedade,
o pulso vivo do meu ser,
até que eu sangre
não feridas,
mas palavras,
expressões ternas
como a dor
que reconhece,
fundas como abismos
que respiram
e versos que escorrem,
coagulam,
e fixam na carne da escrita
a sua essência.
✍©️@MiriamDaCosta
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