Fale de seus Sentimentos se Nao Quiser Adoecer
A espiritualidade fechada em si mesma é apenas um ato egoísta, é necessário que ela ecloda seus ramos
A hostilidade e as muitas sutilezas, são elas, uma com seus dentes ferozes e a outra com seus abraços enganadores.
Há pessoas que perdem seus entes queridos e têm dificuldade em mantê-los vivos. Elas se curam rápido, seguem suas vidas e se sentem péssimas por isso.
Pra outras, o difícil é mantê-los mortos e não as deixam em paz pelo resto da vida. É amor e luto. Às vezes, o amor se instala em momentos muito difíceis e o luto, com sorte, passa com o tempo e o amor permanece o tempo que for necessário.
''Poesia é uma forma delicada, que um coração encontra para esculpir as suas lágrimas, cantar seus sentimentos. ''
Os segredos de jhúlia
Jhúlia vive entre seus medos
Seus amores, paixões, e segredos
Corajosa, atrevida
Intensa, tão cheia de vida
Nos corredores ela caminha
À procura, na surdina
Ardente, envolvente
Quer entregar-se completamente
Seu constante delírio
Sua insaciável libido
Que grita com sede
Segurando-se nas paredes
Em seu mistério conturbado
Jhúlia vive entre seus laços
Em si mesma afugentada
Querendo voar, ser resgatada.
Nem toda rainha usa coroa.
Nem toda rainha póe a mão na massa
e se doa por seus súditos.
Nem toda rainha chora,
Nem toda rainha aproveita.
Rainha por direito ou porque a puseram no trono,
Toda rainha simboliza algo.
Por isso o trono é um lugar difícil, seja ele de espadas ou de seda,
Há sempre alguém com alguma expectativa:
Ilusão, esperança, devaneio.
De que, ao coroar uma rainha para si,
Nenhuma dor o atingirá novamente.
Rainha do lar
Rainha do coração
Rainha hotwife
Rainha do estado
Rainha do pão, da pizza, do nada...
Mulher, qual é o seu reino?
ANA SÍLVIA
o mar engoliu seu corpo,
numa manhã dominical,
o mar lambeu seus desejos...
o mar comeu seu sonho...
o mar bebeu suas paixões...
o mar levou seu olhar
cheio de promessas...
a primavera de um porvir
cheio de flores...
o mar também se apaixonou
e fez mais uma sereia...
AMORES E PAIXÕES
Tenho visto tanta dor em seus olhos...
Essas divas que semeiam os campos,
Que passeiam nas praias,
Que enfeitam jardins,
Que paqueram vitrines,
Que colorem as tardes...
As Mulheres são divas vindas do espaços,
Dalguma estrela de diamantes...
Donde herdaram tanta luz,
Seres divinos de algum paraíso, enviadas por Deus
Para fazer-nos felizes
Tenho visto tanta dor em seus olhos...
Enteadas da solidão, nas cozinhas da vida,
Nas varandas dos sonhos,
Dos desejos de amantes e de esposas, de filhas e de mães...
Tenho visto tanta dor em seus olhos
E esses olhares perdidos nos horizontes,
Num crepúsculo, no vazio de suas introspecções,
Preocupações e angústias por filhos e filhas,
Por maridos, namorados, pelos seus homens,
tenho visto tanta dor em seus olhos,
por amores e paixões...
Antes de todos os olhares,
A ventania da solidão varria o superfluo,
O espirito purgava seus pecados,
Minhas roupas rotas me vestiam
A essencia com pérolas e brilhantes...
Antes de todos os sorrisos,
A alegria germinava um campo fértil
Minh’alma solo fecundo e profícuo
Antes de todos os abraços um turbilhão
De emoções me dizimava
O não saber-me pronto a colheita,
Mas ainda paupérrímo já saber-me rico
faces
A tarde é lacônica,
Seus sorrisos são lacônicos
E lá nos seus quintais íntimos, tons cinzentos...
As tatuagens são disfarces,
A flor despetalada por um mal me quer,
As borboletas estraçalhadas por escorpiões,
Um pedido silente de socorro
E de carinho nas suas faces, nas rugas,
Que se acentuaram com suas angústias e seus medos;
Às vezes se abraçam quando só procuram um refúgio,
Gritam quando só precisam de um sussurro,
E fogem na louca tentativa de escapar
Da necessidade incompreendida de serem amadas...
Aprendi a ser poeta
com seus olhos azuis...
com seus olhos castanhos
aprendi a ver o tamanho
de uma grande dor
aprendi que a paixão se perde
com seus olhos verdes...
e com seus olhos pretos
aprendi a ser correto e
confiar no amor
sem seus olhos aprendi que nada posso ver...
A SERPENTE
O diamante duro e resistente
adornado ao ouro branco no seu dedo,
os seus cabelos brilhantes de bronze
tinha o olhar da multidão e as luzes da tarde,
sua pele de tecido macio,
seda persa, perversa, me induz ao pecado,
ao inferno que arde em meu peito,
eu sem jeito, demônio tímido atraído pela santa serpente,
não ouso olhar nas esmeraldas dos seus olhos,
não ouso sonhar com seus dentes mordendo meus medos,
não ouso os demônios urbanos,
nem os anjos da periferia,
não ouso espíritos campestres...
a serpente desliza entre as vitrines, hipnotizada pelo neon,
Outdoors e grifes;
sonha virar diva e viver mil historias de amor,
mas na madrugada a paixão domina o encanto
e a serpente rasteja na relva de uma floresta...
e a mulher se perde nas abstrações que edificam a vida,
esbarra em paredes e em escadarias,
se perde nos números, nos passos, nos rostos da multidão;
então percebe que existir é exatamente essa indefinição,
essa magia, esse prazer de estar sempre procurando...
procurando... até o momento que a porta se abre
e você dá de cara com a naja...
JIA
A princesa beijou o sapo e virou uma jia
E tudo que o sapo coaxava
Aos seus ouvidos era poesia,
E todo pulo, todo arroto era estripulia...
A língua esticava, o mosquito pegava,
As estrelas luziam...
Se todas as constelações habitassem a lagoa
E todos os beijos habitassem as canções
Onde estaria a sapa?
Valas são partituras nas periferias
Onde cantam as jias e ecoam as pererecas
A princesa conheceu esse mundo
E saiu beijando tudo o que era vagabundo
E o coaxar dos batráquios ecoava em todo canto
E o encanto da princesa se perdia
Que príncipe beijaria uma jia?
Então só lhe restava o pântano,
O espanto das sombras, as sobras na lama...
O drama de se aceitar como jia,
E ter a certeza que o conto de fada mentia...
Conheço seus infernos e seus demônios
Mas com eles eu posso
Comerei suas carnes e roerei seus ossos
Mas o perfume que eu sinto e você não tem
Seu jeito doce e seu olhar terno
Só se eu fosse o que eu não sou
Eu não tenho um castelo
Somente o sabor agridoce
do beijo que eu ainda não dei,
Tanto amor... jamais imaginei
te vejo ardendo no leito
E vejo o que te consome
Esse desejo proibido e sem jeito
Mas com a Pomba-gira eu posso
Comerei suas carnes e roerei seus ossos
O que você tem de bom é ingênuo
O que você tem de grande é pequeno
Eu amo esse anjo escondido no teu guarda-roupa
mas essa porta não abre
Você se protege com facas, espadas e sabres
quem já teve um amor verdadeiro
um dia e perdeu
herdou nos olhos a nostalgia...
mas perdeu seus horizontese suas referências
minha primavera, minha Vera prima
eles verão este inverno no meu olhar
eles verão o meu outono e outras estações
fases de lua e suas consequências
eles verão e eu inverno a derramar
o amor que transbordou no tempo e na saudade
quem já teve um amor verdadeiro e um dia perdeu
jamais será triste
triste é quem um amor verdadeiro nunca viveu
mas quem pode entender o amor,
o amor é um deus
ou se vive o amor e tem fé...
ou não vive e padece
e se torna um ateu
preciso lembrar que o amor me esqueceu
e que os sonhos que eu tinha
não são mais sonhos meus
- Relacionados
- 153 frases de reflexão para ampliar os seus horizontes
- Frases da vida para transformar os seus dias ✨
- Frases de arrependimento sincero para expressar sentimentos verdadeiros
- Frases de Amor Não Correspondido
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
- Amor não correspondido
- Frases de raiva que dizem o que você não consegue falar
