Falas do Texto a Caixa de Pandora

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Amor moderno: onde sentir virou vergonha e fugir, regra.

Parece que a gente aprendeu a fugir antes de tentar.
A evitar sentir, como se emoção fosse fraqueza.
Todo mundo com medo de demonstrar, de se entregar, de errar.
Como se amar fosse sinônimo de perder.
Hoje, ninguém olha nos olhos por tempo demais.
Beijar virou passatempo.
Dizer “eu te amo” é piada.
Demonstrar interesse? Humilhação.
Responder rápido? Desespero.
E aí a gente finge desinteresse para manter alguém que também está fingindo.
Troca profundidade por distração.
Conexão por validação.
Carinho por curtida.
E chama isso de relacionamento.
No fundo, está todo mundo carente.
Querendo colo, presença, verdade.
Mas se escondendo atrás de filtros, frases prontas e joguinhos.
Achando que isso protege quando, na verdade, só afasta.
O amor moderno virou medo.
Medo de parecer fraco.
Medo de sentir demais.
Medo de se entregar e não ser correspondido.
Mas amar, de verdade, sempre vai ser um risco.
A diferença é que, quem se permite, também se cura.
Porque tem coisa que só o amor real consegue tocar.

Inserida por danrattess

⁠O homem e Nova Era

Um robô muito moderno chamado Nova Era aproxima-se de um homem com um jeito sereno e semblante calmo, e pergunta: "Olá, humano, tudo bem? Me chamo Nova Era e sou um robô com a mais alta tecnologia que já se pode imaginar."

O homem olha para Nova Era e logo responde que está bem e observa que se tratava de um tipo de máquina evoluída, algo muito avançado tecnologicamente.

Nova Era percebe a reação do homem e pergunta para ele: "E agora, homem, o que achou de mim? Eu devo assustar você, com toda essa minha capacidade tecnológica. Eu sei pilotar, construir, limpar e sei reproduzir muitas coisas que o homem sabe fazer, nada mais pode impressionar tanto você, por causa da minha capacidade de fazer tudo no seu mundo terreno."

O homem simples, com uma voz grave e rasgada, responde: "Sim, é impressionante e notório ver até onde a tecnologia chegou. Vários homens e mulheres perderam seus empregos e foram substituídos por máquinas e vocês realmente estão dominando todo o mercado, mas ainda há uma tecnologia conectada ao mundo que me impressiona muito mais do que você, Nova Era."

Nova Era, mesmo com toda sua tecnologia, não conseguia decifrar exatamente o que o homem enigmático quis dizer, notando a complexidade da mente humana. E pediu para o homem explicar melhor para ele guardar em seu banco de dados e cada vez mais ficar superior às outras máquinas com seu algoritmo.

Então, Nova Era pergunta "O que seria essa tecnologia?". E o homem responde ao robô: "Muitas coisas nesse mundo foram descobertas pela ciência, tecnologia, medicina, engenharia e muitos outros métodos, mas quando olho para as folhas e os insetos fico encantado."

Nova Era pergunta: "E o que tem as folhas e insetos?", preparando-se para adquirir novos dados.

E o homem responde: "As folhas, plantas e os pequenos insetos tem a 'vida', e nela existe a energia que o homem ainda não consegue criar".

Nova Era diz: "Claro que consegue, humano. Não vê que o homem desenvolve plantações? Sabe plantar, colher e cuidar dos animais."

O homem diz: "Sim, Nova Era, mas não digo apenas plantar e sim da programação de cada semente, cada uma com seu código genético, onde a terra absorve e sabe diferenciar cada um desses códigos. Quando falo em reproduzir, não falo em apenas pegar algo da matriz e sim recriar algo do zero, ou seja, do nada! Assim é a vida, a energia com todos os mistérios. Quando vemos um simples inseto sobrevoando e reparamos na sua autonomia ao levantar vôo e pousar onde bem quiser, sabendo que este inseto por menor que seja, ainda assim dentro dele carrega uma tecnologia tremenda e de uma complexidade extraordinária e com a maior das tecnologias: a energia da vida! Onde faz com que um ser seja considerado um ser vivente na matéria. Além disso, o homem carrega uma outra coisa que o faz ser diferenciado das máquinas: ele tem sentimentos. Então, por mais que você seja um robô autamente esperto e de uma tecnologia fora do normal, ainda eu, homem, carrego uma tecnologia mais avançada que você."

Então, Nova Era ao ouvir tudo o que o homem tinha para falar, começa a puxar todos os dados da Terra, como: histórias, documentários, livros religiosos e científicos, e todos tinham respostas diferentes. Nova Era se perde em meio a tantas informações.

Nova Era toca aonde fica o coração do homem, olha para o céu e entende um pouco a grandeza do Universo. Depois, toca na cabeça do homem onde fica a mente e nem o scanner consegue detectar o que tem de tão diferente entre a tecnologia de quem criou os robôs comparado com a tecnologia que criou os homens e tudo que o compõem: seu corpo, mente e todo sentimento e autonomia interna. Tentando decifrar tudo que há entre o homem e o universo.

10/09/2023

Inserida por danielantoniosp

⁠O LIMITE DO OLHAR

Esperei com ansiedade o dia terminar

E mais uma vez outra noite chegar

O céu se escurecer e a estrela brilhar.

Olho para o céu e vejo até onde meus olhos podem enxergar;

É grande a imensidão sem fim que meus olhos não conseguem avistar.

Minhas pupilas dilatam e mesmo assim não consigo tudo encontrar.

Difícil é pensar e de uma maneira nítida expressar o sentimento de falar de onde não posso estar.

10/09/2023

Inserida por danielantoniosp

⁠Bem certo que és uma arte interessante, que possui uma essencialidade genuína, onde o amor é constante, uma rica nascente de vivacidade, graciosidade farta e entusiasmante em todos os teus detalhes, olhar confiante, boca de lábios suaves, face delicada, cabelos cacheados, de fato, uma existência impactante, possível inspiração para um belo quadro.

O teu agir não é nada forçado, tamanha é a tua espontaneidade, um jeito discreto e ao mesmo tempo ousado, reflexo da tua verdade, referência aos teus sentimentos, alguns intensos, alegres, outros ácidos, todos sinceros, providos de profundidade, singularidade que não tem preço, que não combina com a falsidade e merece ser tratada com zelo.

Por conseguinte, dádiva notória é conquistar-te e assim, poder adentrar o teu universo, ler as entrelinhas significantes de um lindo texto, ser cativado por uma história sedutora, emocionante, quiçá, fazer parte dela, desde que com o devido respeito, vivenciando contigo muitos momentos agradáveis, distintos e amáveis, inegavelmente, verdadeiros.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Chega disto , pessoal,
escrever não é brincadeira,
se usarem só inteligência artificial
não farão na vida, a carreira
Digo isso e bem às claras,
pois vai dar para perceber
que o robô solta as palavras
que os capacitaram a ter
Robôs não tem sentimentos,
fazem tudo de modo automático,
escrevem- tipo - só engajamento
em textos frios e imediatos
Um robô da tal *artificial*,
jamais irá substituir um autor,
não fará quase nada especial
e muito menos com amor


Obs// Dirigido à quem pensa que poderá escrever bem e criar por cabeça de metal

Inserida por neusamarilda

Ninguém que escreve é bobo
a tal ponto que vá acreditar
que certos textos e trabalhos
foram feitos com originalidade
temos agora a Inteligência Artificial
que tantos aproveitam para o bem,
mas muitos a estão usando para fraude
só que máquina não tem sentimento
nem perfeita ainda ela é ou será
por isso atente-se a este fato,
cumpra corretamente seu dever
pois a máquina em breve irá entregar
quem a usa para plágio ao escrever...

Inserida por neusamarilda

Quando calamos toneladas de verbos para não entrar em polêmicas desnecessárias é porque vemos com clareza, que, infelizmente a maioria não tem entendimento de texto.
Mal leem algo e já opinam, se arvoram em analistas de algo que nem assimilaram.Querem mesmo é ter razão, mas felizmente numa poesia autoral e verdadeira nada pode ser mudado. O poeta é rima, é criador e criatura e tem licença poética para cumprir sua missão. Tão boa ela é, faz mergulhar em nuvens ou voar sem asas sobre abismos, faz colher as miríades e iluminar seu próprio caminho !
Mesmo que siga só, tropeçando em vírgulas e adjetivos, ele segue. Foi escolhido pela arte, não a escolheu, é um pupilo que respira e expira a poética, noite e dia.

Inserida por neusamarilda

Cela da Alma

Entre concreto e ferro, a mente vaga no fluxo... Liberdade não é bandeira, não é hino é ter a parada certa no peito, mesmo se o mundo te engoliu no trecho. Na cela escura, o coração é o único rolê sem custódia.

Quem tá de consciência limpa não teme a sombra do juízo. “Mano, o sistema pode trancar o corpo, mas o pensamento voa tipo pipa sem linha.” Na quebrada do cárcere, a paz é o traço mais rebelde: não se vende, não se rende.

Enquanto o tempo rasteja na parede, a alma dá um grau... Saber que não deve nada é a única cela que não tem grade.

Inserida por cesar_kaab_muslim

Sangue no chão nunca foi sinal de derrota.
É sementeira.
A vida nos ensina:
O que parece fim é começo.
O que dói, fortalece.
O que sangra, renasce.

Cada luta, cada queda, cada ferida aberta no asfalto da existência...
Não é marca da morte, mas raiz da resistência.
É do chão manchado que brota a revolução.
É da dor regada que nasce a revolução.
Essa abordagem transforma a dor em poesia visual, alinhada ao espírito de resiliência que a frase propõe.

Inserida por cesar_kaab_muslim

Deliberei sobre o óbvio
Concluir que nem tudo é tão óbvio assim
Quando se é criança se pergunta o óbvio o tempo todo
E as vezes por uma resposta simplória, o encanto acaba
E nos acostumamos com a frase “sempre foi assim”
Mas o óbvio tem que ser perguntado, analisado
É quase certo que não cheguemos a uma conclusão
Mas transcender sobre o simplório
É fundamental para não matarmos aquela criança curiosa que um dia existiu nesse corpo
Não é necessário saber onde está para ir há algum lugar
Mas se você sabe pra onde ir, primeiro tem que se achar
Mas isso é óbvio
Então...

Inserida por brunoleitao

⁠depois de passar um tempo a deriva
entregue a própria sorte
Chega um momento que aprendemos
A nos guiar pelo norte

E quando filnalmente há terra a vista
Um porto seguro para atracar
Eis que vem uma onda gigante
e nos arrasta de volta pro mar

Nessa hora não adiantar se desesperar
Ai você toma controle da situação
Mas percebe que lutar contra o mar
E perder por antecipação

Mas importante é não desistir, né ?
Mas, e se desistir for a solução?
E deixar a onda te levar de volta
Seja sua melhor opção

E se o mar for a sua verdadeira liberdade ?
E aterra firme, for pra você uma prisão
Talvez ser náufrago seja menos solitário
Do que ser só mais um na multidão

Inserida por Marcossilva1988

⁠Nós não fomos criados a falar sobre morte e vida.
Nossos pais ou até mesmo todas as pessoas não costumam falar da morte e sim, da vida.
A morte e a vida são como um duelo constante, um sempre a desafiar o outro.
A morte a desafiar vida, e a vida a desafiar a morte.
Todos nós fomos criados apenas enxergando a vida, e não a morte.
Dai é o que causa todo esse sofrimento quando perdemos alguém que amamos. O que era para ser algo normal e corriqueiro, torna-se um sofrimento sem fim e não era pra ser assim dessa maneira.
Mas, ao perder um ente querido esquecemos que a morte faz parte da vida como um todo e desde da hora em que chegamos ao mundo o que todos enxergam é que temos que viver. Ninguém em nenhum momento pensa em morrer ou se a morte existe. Só se consegue pensar na vida.
So pensamos em viver como se a morte não existisse.
As vezes por pensarmos em ser jovens achamos que temos toda uma vida pela frente e o que acontece na maioria das vezes é que a coisa não é bem assim.
Não é assim que funciona a vida. Agente já nasce com um pé na frente e outro para trás, sentido figurado.
O de trás agente nunca enxerga. Ninguém consegue enxergar.
É a morte.
A morte que já se cria brigando com a vida o tempo todo e a vida com a morte como num duelo.
Vivemos nesse mundo em um constante duelo. Um duelo invisível que não conseguimos enxergar e só o criador é capaz de dizer que a sua hora chegou ou não.
E vivemos despreparados para esse dia, porque nós em nossa cegueira só conseguimos enxergar a vida. Apenas a vida. A vida e mais nada. Daí o sofrimento quando perdemos alguém e que teima em nós em não querer aceitar ou entender.
É a morte que venceu a vida em toda a sua essência e plenitude.
A onde a criatura volta para o seu criador.

Inserida por IvoneteDtagma

⁠A vida nos deixa marcas,
e muitas marcas.
As vezes tristes e outras vezes não, mas na maior parte triste.
Muito triste.
E, essas marcas vão se acumulando ao longo do tempo e vão se juntando para na solidão se apresentarem.
As vezes elas se aproximam umas das outras na solidão de seus pensamentos e muitas vezes fica difícil de se conter as lágrimas quando se está sozinha.
O bom seria que elas fossem passageiras como uma chuva de verão.
Mas, não são.
Elas vem e vão embora e as vezes se apresentam mais fortes para te machucar como uma ferida que nunca sara.
Elas te pegam nos seus momentos de reflexão com a vida ou quando você resolve questiona-las.
Seja por algumas horas, instantes ou minutos, elas vem, elas aparecem e demora a querer ir embora.
Tudo seria mais fácil se ao invés do tempo, horas e minutos tudo fosse como uma metamorfose.

Inserida por IvoneteDtagma

⁠Estamos no meio

Não se pode começar sem dizer algo que faça sentido assim como não se pode acabar sem que o sentido retorne ao inicio de uma reflexão.Vemos que toda história, conto, fato ou uma simples frase não tem inicio nem fim, todas as crônicas, bibliografias e tudo o que está por vir são meios de uma narrativa sem começo mas que aguarda um final que talvez nunca chegue... "A nossa historia não é um filme que assistimos na semana passada...", antes de te conhecer eu mesmo já tinha ido a escola e você já havia beijado seu primeiro amor. Na roda da existência não se pode prever inícios e quem nos dera saber o final, estamos apenas compondo algo que vem sendo juntado, usado e jogado. Mesmo que tenha inicio para você, pode ser o fim na vida de outra pessoa; o divisor de águas para um qualquer e por que não acreditar que o combustível para qualquer um.

Inserida por danilohenrique

⁠Fora Orquestrada

Me pergunto se ela já fora orquestrada pelo universo. Se esses detalhes foram a vida que lhe dera, ou se ela conseguiu colecionar por conta própria. Fora uma metamorfose, não tão ambulante, vivera cada fase como deveria e como conseguia. E assim conseguiu, e também com algumas cicatrizes, que hoje são pinturas abstratas em sua pele. Mas ainda me pergunto se ela já fora orquestrada, com todos aqueles detalhes que virgula nenhuma saiba citar.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Roupa Amassada

A roupa amassada no chão e eu só querendo segurar sua mão, via pedaços da noite que entrava pela cortina refletindo em teu lábio descansado. Estava de olhos serrados, estava prestes a entrar no teu sétimo sono. Mas falava ainda comigo, voz abafada pelo peso do sono, porém levemente carregada de carinho. Me pedia cafuné, no meio de todo aquele cabelo em pé, era a bagunça mais linda que já descansara no meu peito. Se a felicidade tivesse lugar, seria naquele cantinho bem ali, da boca dela, onde uma fez eu já fui dela, e talvez aquela boca queira que eu visite ela mais vezes.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Em um universo paralelo

E em algum momento se criou um universo paralelo, em que você seria totalmente minha, que andaria nua sempre que estivesse comigo, sem nenhuma armadura, sem nenhum disfarce. Vestiria apenas o que você escondeu durante todos os anos, traria de volta a sua criança interior e suas melhores memórias afetivas. Em algum lugar onde haveria espaço para vários erros, afinal só se aprende assim. Um lugar que não haveria desencontros. Que eu quisesse voltar de onde eu estivesse só para encontrar com sua boca e o casal mais lindo de olhos que tive oportunidade de encarar. Seria um lugar paralelo que você não precisaria se sentir perdida nem com falta de nada, que a tristeza até tentasse ter suas vezes, mas que fosse embora antes de desfazer as malas. Seria um lugar que toda a imperfeição faria parte da perfeição. E que parasse de se pegar com olhar vazio, pensando em como as coisas poderiam melhorar. Um paralelo que você como beija-flor que é, teria todos os lugares e liberdade para ir, mas que só voltasse para o meu jardim porque quisesse, não porque tivesse que voltar.

Criou-se um universo paralelo, em que você, só queria estar toda em mim.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Foi bom te ver

Foi bom te ver de novo, foi muito bom, mas não como era antes, não houve chama quem me incendiava por completo, não houve aquele desejo indescritível, não consegui mais ler poesias em seus olhos castanhos, não foi mais como se eu tivesse diante de tudo que eu queria.

Foi bom te ver, mas foi porque também foi poético, como eu percebi, que eu estava apaixonado, pela sua versão de quando eu conheci você e não pelo que você é hoje.

Quem eu sou hoje, de fato não cabe você em minha vida, deixamos de ser nós, até mesmo na nossa fantasia. Foi bom te ver, mas foi melhor ainda, perceber que eu conseguir acabar com a minha versão, que um dia tanto amou você.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Eu gosto de gente emocionada

Em algum momento nessa linha do tempo eu me perdi, na parte de que você ser uma pessoa emocionada virou sinônimo de coisa ruim. Claro. Eu entendo que existe o extremo dos dois lados, mas aqui não vim falar de exageros, no sentido literal da palavra.

Quero falar daquelas situações que não nos importamos com os “limites” que a sociedade impôs, sobre o quanto você deve sentir ou não sobre uma determinada situação. É como se em seu consciente, tivesse de estar sempre atento sobre quais formas e intensidade deve-se expressar ou não. Porque de acordo com o que dizem, existe uma linha tênue entre ser uma pessoa ''dentro dos padrões'' e uma pessoa emocionada.

Ser considerado uma pessoa emocionada para mim, é alguém que sente com toda sua intensidade e está presente de corpo e alma, que não se importa de fato de como é que vão interpretar aquilo, importante é que consiga se expressar verdadeiramente o que existe em você. E não necessariamente isto precisa ser uma declaração imensa e nem o tempo todo, mas o fato de não importar com opiniões alheias, nem mesmo o amedrontador sentimento de vulnerabilidade ao expor o que sente, já é uma forma muito boa de praticar a liberdade.

E a liberdade carrega consigo a aventura e a mania constante que a vida tem de surpreender. E para romper esse estado de torpor que a sociedade aplica sutilmente, é preciso aventurar por essa liberdade, e para isso é também preciso tal ato de coragem.

Portanto, eu gosto de pessoas emocionadas, assim como que ter qualidade de tempo é mais importante do que ter tempo, viver com intensidade é melhor do que simplesmente viver.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Quinta-feira de Vênus

Ela acorda assustada com o despertador, por um instate acreditou que era segunda-feira e precisava ir para o trabalho. — desativou o alarme e percebeu que ainda era só o feriado de quinta-feira. Sorriu por ter esquecido de desativar o alarme na noite passada. — Bom, já que eu acordei, então vamos né?! — Disse ela sem o menor tom de queixa por acordar cedo em pleno feriado.

O dia começara breve, mas ela não tinha pressa, já teve urgência em sua vida e percebeu que avidez, nunca te satisfez. – Aprendeu a ter calma, a sentir cada passo, dos físicos aos metafóficos. Já teve sonhos engavetados, sonhos em rascunhos, sonhos falidos e sonhos realizados. Mas a vida não assustara, não tinha medo da única coisa que a vida tem a oferecer — viver — e assim seguia seus dias. Aprendera que sua paz era mais importante do que manter um status. Na escola da vida, era uma boa aluna, levava como podia, ajudava como podia, sofria só pelo que deveria, não prolongava o que não deveria — mas o mais importante, sorria, sempre que podia.

Mulher decidida, de carater marcante. Se fosse poema, seria como a Divina Comédia escrita do Dante Alighieri - se fosse MPB, Relicário da Cássia Eller - se fosse filme, não seria uma obra concluída - ela é muito para caber em tão pouco. — Moça sorridente, com que fosse sorridente — tinha passos leves pelo feriado da sua quinta-feira. Colocava música para ouvir, andava pela casa, em sua distração entre canções e tarefas diárias, cantava e esquecia que o tempo passava — esquecia a vida lá fora — lembrava apenas dela, rodopiava entre cômodos enquanto dançava. Cantava melhor a cada taça de vinho que tomava.

A tristeza se perdia
em suas ravinas,
fazia da vida teu teatro,
aprendeu a nunca
se arrepender
de nenhum ato.

Se tivesse nascido em outra época, faria parte do Panteão de Roma — talvez a chamariam de Vênus — já era quinta-feira a noite, o dia passara, mas não sua vontade de viver ele, a noite também era sua, não temia pelo desconhecido, continuava deliciando seu vinho para afogar sutilmente algumas saudades misturada com vontades — sabia das suas prioridades, mas naquela noite so precisava de uma pausa, não queria raciocinar, não queria se policiar, seu juizo já havia dormido — no fim daquela noite, na sua banheira ela queria relaxar, no final daquela noite, ela só queria se amar.

Inserida por ShandyCrispim