Face
Título: Caneta, de Arquiteto.
Roupa social.
Sapato, e bota.
Rosto sério.
Material, de construção.
Ferramentas.
Livro.
Engenharia Civil.
Universidade. Mochila.
Transporte, para carregar o material.
Aprender, sobre construção. Vídeo.
Muito, trabalho duro.
Trabalho, de formiga.
Um dia, de cada vez.
Um grupo, de pessoas.
Vários tipos, de materiais.
Limpeza.
Matemática.
Empresa, de construção.
Cimento cinza.
Caminhão.
Mecânico, de caminhão.
Reconheço teu rosto na multidão e tento compor o poema da tua presença.
Fico a espera de novos gestos, sorrisos e palavras.
Reconheço teu rosto e me perco diante de tantas faces.
As palavras somem e com um suspiro profundo, pronuncio o teu nome que é um poema de amor e saudade
quero alto gritar para que em meu peito nao se esqueça de meu rosto
se um dia navegar
tenho medo de saltar em cima do mar para sentir aquilo...
nao sei se entendes,
me leve em seu cruzeiro
e me faça mar
navegue em meus cabelos
que te deixo habitar
amor para poeta é mais que imaginas
paixão para artista
é maior que a novela da tv
te levo pra dançar
e de repente ja nao sabes onde esta
te levo pra selva
aquela mesma que prometi me encontrar
a raposa ri
do meu jeito tao estabanado
escrevo em telas pois meu caderno ja se foi
o outro me espera na loja,
uma loja de telas com certeza terei meu bem
galeria sem ardor
uma superficie completamente sem dor
para que minhas artes sejam expostas
como carnes em açougue
para que seus olhos sintam
como a panela sente a carne sendo fervida
e quando alguem finalmente se servir,
e gostar do que comes,
repetira.
logo em seguida tentara fazer algo para que aquele gosto volte em sua boca,
como a arte nos impulsiona,
ele fara um quadro, alertando para que o sabor retorne,
ate que um dia ele virá,
com um gosto diferente,
com homem provando da arte do seu proprio dente
MEU PAI
Em teu rosto posso ver o amanhã
tuas rugas são marcas do tempo
que revela a tua senil bravura
tua luta incomum pelo incerto
neste mar de ilusões e de agrura.
Sei das dores que velas escondido
na candura do teu velho coração
de um desejo por ti já reprimido
a incerteza da vida e do pão.
Tuas mãos calejadas de plantar a paz
de espalhar sementes de esperança
no teu fazer diário, como uma prece
que da fé carece homem e criança
Há em ti um enigma divino
que explica facilmente a eternidade
neste elo infalível de amor
onde o PAI cumpre o acerto da vontade
de no filho imprimir a sua alma
na perpétua lição de uma verdade
Ator
O Ator enxuga o rosto, é outro ato
sua vida uma comédia essencial
se na vida sem fingir não é feliz
no teatro do existir nada é real.
leva a vida com empenho incomum
pela glória de viver a fantasia
se a roupa não lhe cabe ele engorda
ignora o ultraje do papel
e recita a mais bela poesia.
Noutra cena ele é pai ou filho errante
abre a porta da ilusão ao sonhador
quando chora nos ilude como amante
ao sorrir nos liberta de uma dor.
Hoje, enquanto caminhava,
vi as pessoas com um sorriso largo no rosto
Ao contrário de outros dias,
todas desejaram-me um dia bom.
Me perguntei, qual a razão?
De repente me lembrei da questão
universal do bem contra o mal.
É que as 72 horas terminaram-se
e não veio o Armagedom.
Depois das palavras que ouvi,
Teu rosto mudou, se afastou de mim,
O amor que era fogo e abrigo,
Agora é silêncio, vazio e frio.
Vivo ao teu lado, mas me sinto só,
Cada palavra tua já não entendo,
O abismo entre nós é um golpe,
um soco no estômago.
Quem és tu, que já não reconheço?
Será que mudaste, ou fui eu que mudei?
Ou sempre foste assim, só eu que não via?
Esse estranhamento é uma ferida
que arde em meu peito.
E me pergunto se um dia ainda te acharei.
Epifania no Rosto de Uma Mulher
Não sorri.
Respira.
Como se o tempo nela descansasse
e a luz, vencida, ajoelhasse.
Há alvorada em sua pele,
brancura que arde sem queimar,
sombra de flor que não murcha,
sede de quem sabe amar.
Olhos — dois portos antigos
onde o mundo ancorou seus espantos,
e as marés recuam em silêncio
para que ela permaneça intocada.
Sua boca é um poema contido,
um verso que ainda não se escreveu,
mas já vive nos lábios dos anjos
e no suspiro de quem a leu.
Ela não posa: revela.
Ela não chama: acende.
É beleza que não se explica,
é paz que surpreende.
E o poeta, órfão de palavras,
deixa cair sua pena no chão,
porque diante desse rosto
a única resposta é a contemplação.
Fuja daqueles que são pessimistas e
mal-humorados, se alie aos que tem um sorriso no rosto, e que buscam pela paz.
A dermopigmentação ornamenta, realça e corrige falhas do rosto, mas um coração manso e tranquilo, lapidado, retocado e transformado por Deus consegue a perfeição desejada.
Fotografias podem fazer o rosto humano mais bonito, porém a Palavra de Deus faz o coração do homem se tornar mais perfeito, santificado e abençoado.
As melhores alegrias se percebem nas ações e no rosto das pessoas que têm a felicidade de expressar sua felicidade com Jesus.
Mulheres ornamentam o rosto, mas quem consegue ornamentar o coração com sabedoria diante da vaidade?
Um simples sorriso solto livremente no rosto das pessoas liberta bastante a tristeza que acorrenta seus corações.
Antes da alegria transparecer no rosto, a felicidade já percorre o coração, aproximando a alma de um futuro promissor.
Um verdadeiro remédio para a tristeza do homem, que endurece o rosto e o coração, é o amor de Cristo por nós, quando carregava aquela cruz, levando a cura, a alegria e a verdadeira salvação para a alma dos oprimidos.
