Face
FACES DO FACE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Vejo as faces do Face com cuidado;
umas faces têm alma, são reais,
fazem mais do que ter os seus perfis
e me fazem crescer; me acrescentar...
Outras mostram retratos distorcidos
de verdades e faces que se forjam,
porque face de Face dribla os olhos
de quem olha e não lê além da imagem...
Curto as faces que curtem o meu Face,
mas algumas curtem com minha face,
quando fazem alfafas do que digo...
Meus afagos ao Face não "facista"!
Cada face que o Face faz amar
entre listas de perfis relevantes!
A OUTRA FACE DO FILHO
Demétrio Sena - Magé
Primeiro, as arbitrárias manipulações do pai que superprotege o seu filho predileto e faz dele o braço direito em um reino cujo trono é intensamente ambicionado por todos os habitantes... logo depois, a ostentação do poder, da tirania e dos caprichos de sádico supremo, ao atirá-lo impiedosamente reino abaixo, com os seus aliados, por causa de uma rebeldia que todo filho de personalidade forte, ainda que mimado, tarde ou cedo apresenta... e como se não bastasse, a criação de um lugar de sofrimento eterno e ranger de dentes, para ser comandado por esse filho rebelde.
Milênios depois, o resgate sorrateiro do filho predileto, para retreiná-lo no reino e depois enviar aos humanos, visando persuadi-los a se renderem ao poder, à tirania e todos os caprichos do pai, que não mudou em nada. Então o filho, com nova identidade, mas a mesma personalidade, a mesma rebeldia, somadas ao profundo amor que desenvolve pelos humanos, desobedece mais uma vez. Não submete a humanidade aos caprichos do pai nem extermina os relutantes e os poderosos terrenos que não se dobram a poderes maiores.
No fim das contas, novamente o filho é castigado... e dessa vez, passando pelas mãos humanas. Condenado à morte por cruz, como se tivesse vencido em nome do pai; como se o pai tivesse realizado seus propósitos, ao esconder o segundo real fracasso como guerreiro supremo... líder maior... na verdade, o tirano capaz de uma crueldade requintada como enviar seu filho para promover uma guerra contra si próprio, sua outra identidade, aliado aos humanos em uma guerra também contra si mesmos... eis o eterno conflito entre o bem e o mal que habitam cada um de nós.
"Este sou eu, mas este sou eu de verdade.
Esta é a face da minh'alma, que sem você é só metade.
Um todo de tristezas, metade de alegrias e nada de felicidade.
A única coisa que me existe por completo, em sua ausência, é a saudade.
Essa é a minha face.
Sou só metade, sem você, minha cara metade.
Me divido em dois frontes, batalhando com a solidão e a saudade.
Sem você, os amores se tornam completas mentiras e meias verdades.
Eu sou só metade.
Metade de bondade e um completo de maldade.
Não me maltrate.
Amiúde peço-lhe de verdade.
Por favor, devolva minha metade..."
"Pra você não importa se choro ou se sorrio.
Pouco importa se, em minha face rola apenas uma gota de lágrima, ou de lágrimas, um rio.
Sua indiferença se tornou meu martírio.
Meu refúgio, até minha calma e acima de tudo, meu delírio.
Por quê tudo isso, logo comigo?
Logo para com aquele que, ofereceu-lhe amor e abrigo.
É estranho, é esquisito.
Não entendo nada disso.
E mesmo ébrio, eu não sou capaz de fugir de tudo isso.
Quanto mais me bate a embriaguez, mais vontade sinto de estar contigo.
Nada me deixa mais bêbado, que a falta do seu beijo, onde eu encontrei um refúgio, um abrigo.
És covarde comigo.
Arriscaria eu dizer que, tal covardia, cometes também consigo, por não estar comigo, sendo feliz, sorrindo.
Eu corro e corro mais uma vez e ainda sim, não sou capaz de fugir de tudo isso.
As decepções já se tornaram um vício.
E quando as lembranças de ti, já não me causarem um aperto no peito, ai correra perigo.
Pois já não desejarei estar contigo.
O jogo de amarguras é um ciclo.
Então nesse dia farei com você, tudo aquilo que fez comigo..."
"Hoje, senti novamente aquela brisa quente, de verão, me açoitar a face.
Aquela brisa, que traz frescor à pele, mas o coração arde.
Aquela leve brisa, que me lembra o seu beijo, a cada fim de tarde.
Brisa leve me traz você aos pensamentos, mas a ventania, não me leva a sua saudade.
Se és tu, uma parte do meu eu, então sou só metade.
Eu tentei fazer-nos um só ser, não deu, faz parte.
Disse mil vezes ao meu eu, que é amor; ao mundo, que é só uma paixão; mas eu sei, é insanidade.
Fantasia, faz de conta, nada de realidade.
Queria seus cabelos sobre meu peito, o seu beijo em minha face.
Mas o desalento é cruel, e meu âmago é só saudade.
O culpado sou eu e minha leviandade.
Ou talvez, a culpada seja aquela brisa quente de verão, por te lembrar, ao me açoitar a face..."
"Chovia, chovia, chovia, como nunca antes chovera, chovia.
O céu, com sua face escura, fitava-me os olhos e rugia.
Os raios que rasgavam o céu, era como sua ida, que rasgara a minha alegria.
Cada relâmpago que eu vejo, me traz um lampejo do meu eu, embebido no seu beijo, ébrio de suas carícias.
Chovia, e aquela chuva me causava arrepios, e como a sua, deixava-me a pele fria.
Nem um raio de luz, o Sol, inspirado em ti, do meu eu se escondia.
A mim, não sorria.
As lágrimas do céu, por minha face, escorriam.
Ou eram as águas minhas?
De fato, eu não sabia.
Mas chovia.
E aquela enxurrada, que tudo arrastava, não levou você da minha vida.
Enquanto o céu, as nuvens, quiçá o próprio Deus, choravam a sua ida.
Eu, em um todo de prantos, de ti se despedia.
Um clarão no céu se abrira.
O Sol, ao meu eu, sorria.
Mas quem me lera, quem me ouvira, sabia.
Que em meu âmago, chovia, chovia, chovia, como nunca antes chovera, chovia..."
"Toda vez que eu vejo a sua face, eu fico tentando encontrar ao menos um único centímetro de defeito, mas eu sempre acabo me perdendo na infinidade da sua perfeição.
Até hoje, tudo o que me causas, não tem noção.
Eu sou seu curador, curo tristeza, ausências, até mesmo, depressão.
Às vezes, eu queria ter até três, mas às vezes, me dá vontade de não ter coração.
Companhia é boa, ótimo é solitude, melhor? A solidão.
Eu tento lhe revestir, com o manto do perdão.
Mas só me existe o ódio, rancor, perdição.
Sua face, meu amor, cada centímetro do seu corpo, eu sei, é perfeição.
Eu tento, rogo, imploro, por um único beijo, um momento contigo, mas tudo é em vão.
Entre viver uma vida vazia, meu amor, eu prefiro viver, cada centímetro, da sua perfeição..."
No facebook é assim: Tu quer que as pessoas se importem com o teu "face", mas muitos só querem mesmo é saber do teu "book"!!!
A face está sempre sujeita à intenção do ser. Se a intenção é conhecer e fortalecer a face original, uma estrada para o autoconhecimento começa a surgir no horizonte.(Walter Sasso)
Vamos trocar de aparência, substituir o feio pelo bonito. A face fechada pelo sorriso. O mal hábito pela gentileza. A falta de tato pela educação, afinal, beleza é fundamental.
A irradiação que vem do sol, que castiga a face do homem, é motivada pela ira de ciúme. Enquanto esse mesmo castigo, na face da mulher, é motivado pela ira de inveja.
O maior câncer já visto e a maior regeneração humana.
O maior câncer já visto na face da terra é satanás, aquele que caiu e faz todo mal acontecer e apodrece tudo o que é vivo e verdadeiro desvanecer, ele era e já não é mais... Agora a maior regeneração é o amável, o verdadeiro, o justo, o fiel e o verdadeiro espetáculo de recuperação desta humanidade ferida pelo mal e adoecida pelo câncer terminal, descrito acima... Por outro lado nossa cura e a saber Jesus, essa nossa grande esperança, é Cristo o amado, o desejado, e também o alcançável, e admirável, pois ele é nossa cura e ele também é nossa salvação eterna .
Poesias Líricas ao Rei Jesus
O Retrato
As lágrimas que na face rolaram
Cicatrizes no retrato deixaram
O riso puro que na foto existe
Fica sendo mais tarde o toque triste.
A cor que era viva o tempo apagou
Triste olhar na foto foi o que restou
O sonho da vida torna-se passado
Só lembranças no peito já cansado.
Na imagem da criança agora eu noto
Já desejava a vida além da foto
E o adulto cansado de não viver
Consegue escutar na foto sem cor
O coração da criança sem dor
Bater forte querendo apenas ser.
A noite ensina, por meio do silêncio, quão rica é a reflexão do espírito em face à tranquilidade da alma.
